O Destino da Híbrida
9 Capitulo 09
Notas iniciais
Pov Tatiana — Parte 2
Não foi preciso chamar, minha mãe parece que sabe tudo o que acontece nessa casa, ela apareceu na porta com me olhando diretamente, com uma ruga entre as sobrancelhas.
— O que aconteceu!? — Ela não precisava realmente perguntar para que eu falasse.
— A senhora estava certa, desde o começo, fui burra e ingênua. Tinha que ter lhe escutado, não acreditar nunca no coração. — Falar que eu estava chorando seria brincadeira, eu estava me debulhando em lágrimas.
Ela se sentou ao meu lado, estávamos na escada nos últimos degraus.
— O que você fez!? -O tom de voz já havia mudado, ela perguntou levantando meu queixo.
—Estou grávida mamãe, grávida de um Montenegro. -Falei tudo de uma vêz enrolar não iria mudar a situação é nem me ajudar.
— Você o que!? De quem!? — Perguntou se levantando e começando a andar de um lado para o outro.
— Você enlouqueceu Tatiana! — Ela me olhava com raiva e pena. Ele não poderia aparecer em melhor hora.
— O que está acontecendo aqui querida!? — Perguntou meu pai, descendo as escadas.
— Sua queridinha filha! Eu te falei que ela iria nos trazer desgosto! Eu te avisei que você passava muito a mão na cabeça dela! Olha o que deu! Grávida!! Sua filha está grávida! E como se não bastasse essa vergonha o pai é aquele bastardo do Arthur Montenegro!
Não consegui me mexer, cade minha mãe!? Minha mamãezinha!? Que me protegia do escuro!? Poque esse ser na minha frente não passava de um espírito ruim. Ver ela jogando esse balde de água fria no meu pai, foi pior, muito pior, ele não se mexia, ficou encarando minha mãe falar gesticulando os braços com o rosto vermelho.
— Isso é alguma brincadeira!? — Ele falou se virando devagar na minha direção. — Não papai, não é brincadeira.- Falei me levantando, voltei ao chão em uma velocidade impressionante com a força do tapa que ganhei, ele nunca tinha me batido antes.
— Vá para o seu quarto agora, e só saia de lá qua do eu mandar. — Ele falou com uma voz de autoridade, com o mesmo tom que ele usava com seus empregados.
Pegando todo resto de dignidade que eu tenho, subi as escadas correndo, trombei em meu tio, mas não me desculpei, entrei no meu quarto me jogei na cama e lá fiquei. Não consegui mas chorar, as lágrimas já secaram, a dor no meu peito parou, tudo agora era um buraco sem fundo, eu tinho meu bebê, tenho que lutar por ele ou ela.
MÊSES DEPOIS.
Já perdi a noção de quanto tempo estou trancada nesse quarto, a varanda de frente a minha cama e o único lugar que eu vou, a porto do lado esquerdo da cama está trancada, sorte que tenho um banheiro no quarto se não nem banho eu tomaria, a empregada trás minha refeição, deixa na mesa na varanda e sai, sem dizer uma única palavra. Não sei meu destino, o que me deixa nervosa, minha barriga está gigante, meu baby se mexe muito, vai ser levado ou levada, já amo tanto esse ser que crece aqui dentro, tento não pensar no Arthur, nos meu país, me concentro sempre no meu único motivo de viver, essa criança.
DIA DO PARTO
Chovia, e muito, as trovoadas não me davam socego, as contrações estavam mas forte, eu gritei por socorro até finalmente minha mãe aparecer, ela entrou com a empregada e depois horas gritando eu escutei o choro dela, era menina, uma menina linda! Minha filha. Eu chorava de alegria, as roupinhas que fiz de lá, dariam nela, ela é grande.
— Rose! — chamei meu bebê,e entendi os braços para segura lá. No momento em que a Pateira iria me entregar minha filha, meu pai entrou no quarto, pegou ela é me olhou pela primeira vez em meses.
— Essa criança não é sua, eu vou ser bonzinho com você, vou te dar duas opções, primeira: Eu a mato e você continua a viver aqui como se nada tivesse acontecido, ou você se casa com seu primo e nunca mas volta pra essa fazenda e eu entrego essa menina as Montenegros.
Eu não podia acreditar, meu pau estava falando em matar minha filha, que monstro sem coração, que homem odioso! Ele já sabia a minha resposta, eu nunca mataria minha filha.
— Me deixe a pegar pelo menos uma vez! — Falei entre dentes. — Ódio, corroía minhas veias, no momento que era pra ser o mas feliz da minha vida.
— Deixe ela segurar por umas horas homem, essa criança tem que mamar, pra ela aguentar a viajem até o pai dela, isso se eles a aceitarem. — Falou a mulher que um dia chamei de mãe.
A peguei no colo tão linda, ela estava chorando e parou no mesmo momento, ficou me olhando com esses olhinhos lindos que não estavam estendendo nada, a coloquei no peito, pegou de primeira, estava com fome, eu por um tempo me esqueci de tudo, e me concentrei na alegria que era estar ali com minha filha.
O parto foi um pouco complicado, perdi muito sangue, e por mas que eu lutace para ficar acordada, acabei dormindo, quando acordei minha filha não estava mas nós meu braços, eu chorei.
Chorei tudo que eu achava que não poderia, a tempestade lá fora só piorou, a temperatura caiu. Eu queria morrer, e se não aceitassem minha filha, hô Merlin, a proteja, eu não sou de orar, mas estou pedindo a qualquer um que more aí no alto.
HORAS DEPOIS.
— Está feito, eles a aceitaram, ela será criada como uma Montenegro, nunca saberá de você, e você irá embora com seu tio, se casará com seu primo e nunca mas voltara a essa fazendo. — Essas foram as últimas palavras que escutei daquele homem que um dia amei, que um dia foi meu pai.
Depois disso tudo foi um borrão, minha saída daquela casa, a viagem, meu casamento.
Só continua viva por conta da esperança de um dia encontrar minha filha.
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