O Destino da Híbrida
10 Capitulo 10
Notas iniciais
"Nós somos verdadeiros, pedimos desculpa, nos divertimos, damos segundas oportunidades, nos abraçamos, rimos bem alto, somos pacientes, nos amamos, somos uma família!"
POV ROSE
Levante da cama de arrastando, quando abri a porta de todas as pessoas que eu podia imagina eu não teria acertado, na minha porta estavam meus irmãos, bem menos o Tobias e o Victor. –Podemos entrar? – Juan falou me olhando dos pés a cabeça, como se procurasse algo, os outros me olhavam curiosos – Pode – Falei dando espaço para entrarem, Pedro entrou correndo e se jogou na cama, Tomas sentou na cadeira que ficava em frente à penteadeira ao lado da cama, Juan deitou atravessado na cama na parte de baixo, Jorge andou até a janela que ficava de frente pra cama, fechei a porta e me sentei ao lado de Pedro, que deitou a cabeça em meu colo, ninguém falava nada. –OK, — Respirei fundo — Quem vai falar primeiro!? – Você sabe o porquê do Tobias ter dito aquelas coisas? – Perguntou Tomas me encarando – Bem ele nunca gostou de mim, e vocês sabem disso, mas pra ele ter falado na frente dos pais não faço a mínima ideia – Falei olhando pra ele e alisando os cabelos de Pedro – Mas ele não podia ter falado assim com você mana, ele é menino, e não tratamos assim as meninas – falou Pedro sentando e me olhando, como se dissesse a maior verdade do mundo –Eu seu meu pequeno – Falei o abraçando e o colocando no meu colo – Mas ele teve um motivo Rose, não acredito que falou por nada! – Tomas se levantou e andava de um lado pra o outro com as mãos nas costas olhando pro chão.
— Bem a pequena tem razão já vimos o Tobias falar nesse tom com ela antes, tanto que brigamos com ele – Falou Jorge olhando tanto pro Juan quanto pra Tomas – verdade – murmurou Juan – Para de andar maninho, estou ficando tonto – Falou Pedro que acompanhava seu andar com a cabeça, rimos um pouco. – Como as coisas ficaram depois que sai? –Perguntei curiosa, o pai não tinha me dito nada ontem – Bem não sabemos quase nada, depois que você saiu o pai foi conversar com Tobias e nos mandou ajudar o vovó a se arrumar – Falou Juan bufando – Ele tem empregados e carregar todas aquelas malas, eles levam o que? Pedras? – Falou se sentando com a voz de quem estava indignado, tive que rir, só ele mesmo pra reclamar, bem ele era contra a vontade o xodó da vovó – Há para de reclamar, ela adora você! Pensa que não sei que ela te da doce depois da hora! – Tomas é viciado em doces e ficava revoltado por não ganhar também! – Falou parando de andar e jogando as mãos pro alto. O riso alto de Jorge nos fez rir – Parem de discutir! Tomas sabemos que você assalta a dispensa a noite! – Tomas fez cara de inocente que não convence ninguém, riamos mais ainda – Há deixa pra lá – Falou voltando a se sentar na cadeira rindo um pouco também – Pensei que ninguém soubesse –Falou frustrado.
Paramos de rir na hora em que escutamos o som da porta abrindo – Podemos nós juntar a vocês? — Falou nossa mãe, com papai bem atrás dela. – Claro mamis! –Falou Pedro animado. – Pensei que iriam dormir – Jorge encostou-se à janela e abriu um pequeno sorriso, com os olhos brilhando, dava pra ver de longe o quando ele amava nossos pais. – Bem eu estava deitado, mas as risadas, ou melhor, gargalhadas de vocês me fizeram levantar – Falou tentando fazer cara de mau, mas acabou rindo – Isso ai! Como assim vocês se reúnem e nem nos chamam! – Falou mamãe fazendo o melhor do drama ala Catarina. – há mãe viemos ver se a Rose esta bem – Falou Pedro ficando serio, ele tinha um senso de proteção muito grande – Hum, e tem espaço ai pra nós também!? – falou se aproximando da cama – Logico que tem mãe, sempre tem pra vocês. – haa abraço todo mundo! – Falou meu pai com voz de choro. – Há não pai! Para de ser meloso! – Falou Tomas se levantando e indo pro lado do Jorge. – Há para Tomas sabemos que você adora abraços – Jorge falou colando o braço ao redor do pescoço do menor, e começando a arrasta ló pra perto da cama com uma voz irônica, sem tirar o sorriso do rosto- Tomas você pode ter sessenta anos mas ainda será meu filhote! Então vem cá mamãe! – já estávamos todos na cama ficamos nesse clima descontraído a manhã toda, rindo e se zuando, até a Maria nossa empregada vim nos chamar para o almoço.
Estamos bem apesar do fato de ontem à noite, somos uma família no final das contas, eu confiava neles de olhos fechados e sentindo o amor que compartilhávamos era mais do que eu podia pensar em pedir. No almoço meu avó se juntaram a nós, ai que foi a zona mesmo, bem eu podia ver a tristeza nos olhos dos meu pais, sabia que Victor foi embora foi um choque quem largava a família para rodar o mundo, me lembro bem pouco dele, sei que ele é o terceiro filho, quando saiu e casa tinha a minha idade dezesseis anos, e eu somente seis, o que me lembro era que ele sempre foi o mais agitado, ele dizia ser o espírito livre, que ficar só preso na fazenda não era vida, ele e papai brigavam muito dizia que era fogo dele, que ele tinha deveres em casa, na matilha. Um pouco antes do seu ritual da primeira transformação ele fugiu, devia ter tudo preparado porque meu pai nunca o achou, mamãe chorou por dias, às vezes encontro minha mãe olhando sua foto e sorrindo com lagrimas nos olhos, mesmo querendo todos por perto ela quer que sejamos felizes, então não se opôs a sua ida, tenho pra mim que o ajudou.
E agora com essa confusão com Tobias e ele indo embora com meus avós, dois filhos longes que Merlin proteja minha mãe.
Pov Autor.
Assim que o jantar acabou cada qual foi se recolher em seus quartos, o clima calmo e relaxado do jantar estava se dissipando, uma sombra de ansiedade estava cobrindo a fazenda e envolvendo todos os habitantes dali, ninguém comentou, mas amanhã seria o dia, o aniversário de Rose.
Os anciões se preparavam, algo estava voltando, algo adormecido e esquecido estava batendo em suas portas, lembrando que, aqui se faz, aqui se paga, não importa quanto tempo leve...
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