Notas iniciais
Olá Pessoas! Antes de mais nada quero agradecer minha amiga EliDiva por me apoiar e me presentear com esta capa linda. Obrigada minha flor! Este capítulo é dedicado a você! Depois de um século estou de volta com esta fic que é meu xodozinho. Postarei os capítulos a cada quinze dias, espero que me compreendam. No mais espero que desfrutem dessa história... Boa leitura!

Pacífica. Essa era a palavra que definia aquela cidade. Tudo ali transmitia calma e segurança. Os habitantes pareciam ter todo o tempo do mundo para fazer qualquer coisa que tivessem vontade. Andavam calmamente pela cidade. Nada parecia lhes preocupar.

Ames, era uma pequena cidadezinha situada no estado de Iowa e não tinha mais que sessenta mil habitantes. Havia diversas casas muito elegante, porém apenas uma lhe interessava. Havia dirigido quilômetros e mais quilômetros – dois mil duzentos e trinta e nove para ser mais preciso — desde Las Vegas, a cidade onde residia atualmente, para chegar naquele lugar e executar o trabalho para o qual fora contratado.

Josh Walker estava encostado preguiçosamente em uma árvore frondosa na praça da tranquila cidade. Naquela hora do dia, às seis da tarde, crianças corriam e brincavam alegremente pelas ruas e pela própria praça, mães cuidadosas observavam seus filhos em suas brincadeiras. Adolescentes com os hormônios à flor da pele iam e vinham em um desfile proposital e constante tentando chamar a atenção dos garotos.

Quem quer que o visse não conseguiria dizer qual era sua profissão. Na certa apostariam em modelo, ator, advogado, qualquer profissão, menos a que ele exercia. Ele era um assassino de aluguel. Era considerado o melhor. Por isso os seus contratantes não hesitavam em pagar o preço que exigia. O preço de cada serviço era diretamente proposital ao grau de dificuldade para sua execução. Algumas poucas vezes era o contratante quem dava o preço – geralmente bem acima do que ele cobrava – como naquela ocasião. Do lugar de onde estava, tinha uma visão privilegiada da residência de seu alvo.

A elegante casa ficava situada em frente à praça. Por isso a frondosa árvore no canteiro central mostrou-se ser o local ideal para o seu estudo.

Sua tarefa para aquele dia era simples: devia observar atentamente todos os movimentos daquele que deveria matar. Para que obtivesse sucesso em sua empreitada era imprescindível que soubesse a que horas seu alvo saía de casa, quando voltava, se havia câmera de segurança, quantos empregados havia na casa e quais os dias de folga de cada um, se havia cachorros, coisas desse tipo.

Para não levantar suspeitas sobre seu verdadeiro interesse, fingia flertar com as mulheres que passavam. Lançava-lhes olhares maliciosos, provocantes e cheios de lascívia, tecia-lhes encantadores elogios. Ele sabia muito bem como conquistar o sexo feminino e extrair dele todas as informações de que precisava. As mulheres correspondiam ao seu flerte sentindo-se extremamente especiais e desejadas. Ele dispensava para elas toda a atenção que nenhum outro homem jamais dispensara. E não era por acaso que todo o sexo dito frágil se apaixonasse a primeira vista por Josh Walker. Dono de uma beleza estonteante, o inveterado assassino de aluguel arrancava suspiros de todo o público feminino, desde as mais jovens até as mulheres mais maduras por onde quer que passasse. Todas elas passavam a sonhar que eram sua esposa quando o viam. Os homens, por sua vez, torciam o nariz e perguntavam-se o que Josh tinha de tão especial para que fosse objeto de desejo de todas as mulheres.

Josh era alto, media mais de 1,90m, era moreno, possuía olhos castanhos escuros. Seus lábios finos e rosados convidavam para um beijo. Sua voz grave provocava arrepios. A barba era bem aparada. Os cabelos eram negros como a noite e bastante volumosos, os ombros eram largos e o tórax definido. Uma perfeita visão do paraíso.

A roupa que usava também contribuía para compor o charme do belo assassino de aluguel: calça jeans um pouco surrada bem colada que lhe marcava as nádegas firmes e as coxas musculosas, camisa cinza estampada e uma jaqueta jeans preta. Nos pés usava um elegante sapato de couro preto. Tudo nele era sinônimo de beleza e elegância, apesar do aparente descuido.

Ainda observando a residência de seu alvo, deu uma grande mordida em uma suculenta maçã que segurava em sua mão esquerda. Não tinha pressa. Tinha todo o tempo do mundo. Tudo deveria sair perfeitamente bem.

Permaneceu ali ainda bastante tempo. Tempo o suficiente para que pudesse sentir-se satisfeito com o que se propusera a fazer naquele dia. Quando achou que já tinha o necessário, retirou-se andando tranquilamente em direção ao motel em que se encontrava hospedado. Sua tarefa do dia estava cumprida.

Era sempre assim que ele fazia quando tinha um novo trabalho para cumprir: primeiro observava a rotina de seu alvo. Se fosse necessário podia estudá-lo durante vários dias seguidos até que se desse por satisfeito.

O próximo passo era aproximar-se de uma das empregadas da casa – sempre se aproximava das mulheres. Era mais fácil ludibriá-las. Os homens geralmente tinham receio e até alguma desconfiança quando os abordava – para conhecer como funcionava o movimento da casa, os alarmes, se tinham cachorros, se o dono tinha o costume de ficar em casa... Bastavam os estímulos corretos para que as lindas e as não tão lindas empregadas da casa lhe dissessem tudo o que gostaria de saber, enfim, detalhes que somente os serviçais e os próprios donos tinham conhecimento.

Em seguida, esboçava a melhor maneira de executar a ordem recebida. Somente depois de conhecer a rotina da casa era que decidia que arma seria utilizada para eliminar o alvo indesejado.

Por último, punha em prática tudo o que havia planejado. Tomando o devido cuidado para não deixar pistas. Afinal, não queria ser pego. Desejava desfrutar de sua fortuna.

Entrou em seu quartozinho de motel. Mesmo possuindo uma vultosa soma em dinheiro – sua fortuna beirava os três milhões de dólares. Uma pequena e bela quantia que estava destinada a ser desfrutada em sua aposentadoria – não se importava de hospedar-se em uma hospedagem de segunda categoria como aquela. Pagando com dinheiro vivo, o gerente da espelunca não exigia que apresentasse documentos pessoais. Não queria levantar suspeitas sobre si, embora a chegada de um forasteiro em uma cidade com pouco mais de sessenta mil habitantes, sempre suscitasse suspeitas. Era melhor agir o mais discretamente possível.

Tirou o sapato e jogou-o para um canto qualquer, despiu-se completamente e tomou um banho frio relaxante. Abriu a mala que estava aos pés da cama e pegou uma cueca boxer preta e vestiu-a para logo depois deitar-se na cama dura. Não tardou a dormir. Tudo estava saindo como o planejado. Porém antes de cair no sono falou para si mesmo:

— Amanhã darei o próximo passo. Se prepare Samuel Davies, em pouco tempo você será um homem morto.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Aguardando a opinião de vocês!! Beijinhos da Bia!!