O Desabrochar de Uma Dinastia
1 Prólogo
Outubro de 1720
Viena, a capital da música, o centro de um grande império, e o lar dos Habsburg por mais de duzentos anos, uma grande cidade, uma cidade que suportou a praga, guerras e dois cercos dos otomanos.
Nessa bela Viena, estava acontecendo, como sempre, um rico e pomposo baile de máscaras no Palácio de Hofburg. O motivo da comemoração? Não havia motivo!
Eram tempos de paz e prosperidade, o Imperador Charles tinha vencido uma guerra, os Habsburg viviam em uma grande prosperidade e a paz iria acabar mais cedo ou mais tarde, então a bela corte imperial deveria aproveitar essa paz.
E em meio a toda essa pompa, enfeites e máscaras, se encontrava o mais novo casal de arquiduques, Wilhelm e Katharina. O arquiduque Wilhelm, neto do imperador Ferdinand III, tinha a apenas três meses desposado, uma das mais cobiçadas arquiduquesas austriacas, sua prima a arquiduquesa Katharina, a filha mais nova do Imperador Joseph.
E embora os Habsburg fossem, extremamente católicos e virtuosos, eles ainda eram pessoas. E quando o arquiduque e a arquiduquesa desapareciam, nas festas, como tinha acabado de acontecer, todos sabiam onde estavam, e o que estavam a fazer.
– Wilhelm, não podemos esperar mais um pouco?- Mesmo com os beijos e abraços, a arquiduquesa ainda pode falar, mesmo sabendo que queria o mesmo que o arquiduque.
– Você quer e eu quero, somos casados, podemos fazer o que quisermos.- Vieram mais beijos, e quando o casal caiu na grande cama de docel de seu apartamento, não houve mais interrupções.
Na manhã seguinte o arquiduque Wilhelm, acordou de forma não muito agradável. Ele foi acordado muito antes do que deveria, e a arquiduquesa, não estava do seu lado, mas ela era a arquiduquesa Katharina, quando ela acordava sempre aí cavalgar, e ela sempre acordava antes do arquiduque; mas tinha um terceiro motivo, se o arquiduque Wilhelm, foi acordado tão cedo, era porque a decisão já tinha sido tomada, os embaixadores chegaram em uma acordo.
O arquiduque logo então foi preparado e vestido, e antes que ele acabasse, a arquiduquesa também entrou, cansada e desarrumada, alguém deveria a ter avisado.
– Eles concluíram o acordo?- Wilhelm apenas assentiu, a arquiduquesa entendeu e logo também foi levada a seus aposentos para se trocar.
Logo então preparados, o casal se dirigiu a sala do imperador. A marcha até a sala onde estavam todos, foi rápida e nada longa, mas para o arquiduque e para a arquiduquesa, foi a coisa mais difícil de suas vidas, tudo poderia mudar de agora em diante.
Quando entraram, viram o imperador Charles, junto com a imperatriz Elisabeth Christine ao seu lado. A imperatriz viúva, Wilhelmine Amalie, mãe da arquiduquesa Katharina, estava mais atrás junto com os embaixadores ingleses, olhando melhor, era o passado e o futuro juntos.
– A decisão já foi tomada, e o acordo já foi firmado, você Wilhelm, será um símbolo de paz, e de união entre a Inglaterra e a Áustria.- O imperador começou a falar, parecia ser mais uma sentença, do que uma benção.– Foi decidido sua ida para a Grã-Bretanha, lá você irá viver e lá irá simbolizar a duradoura paz entre a Áustria e a Grã-Bretanha. Um novo país, um novo título, um novo nome.
– O que tem a dizer arquiduque?- Agora foi a vez da imperatriz viúva perguntar, nesse momento o arquiduque sentiu a arquiduquesa pegar sua mão e a apertar. Ela iria ir para onde ele fosse. Isso era como um alívio para o que ele faria.
Olhando para os embaixadores e deixando de lado um momento o imperador, Wilhelm falou o que cabia a ele falar.
– Deus salve o Rei George!- Com isso, em um inglês com sotaque alemão muito forte, Wilhelm selou o destino, não apenas o dele e da arquiduquesa Katharina, mas também dos que viriam depois. Eternamente seus descendentes iriam estar na Inglaterra.
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