O Demônio E O Soldado
5 Capítulo 5 - A profecia e o teste
Um plano. Um diabólico e perfeito plano. O tal plano dos demônios. Demi sentiu que estava ferrada.
O demônio continuou a explicar.
- Você precisava nascer. Graças a Deus, Azazel executou muito bem esse plano. Bom. Graças a Deus não né, mas você me entendeu. Você acha que se tornou vampira por acaso menina? Soltamos um vampiro, e ele transformou sua prima Bella. E como previsto, ela te transformou. Um demônio te possuiu e na verdade foi ele quem pediu à Bella que te transformasse. E é isso, nossa vampirinha criada em laboratório. Você.
Agora era oficial. Demi estava ferrada.
- O que o vampirismo tem haver? O Mike também é vampiro e isso não mudou a história, seu idiota. – Essa era a minha irmã. Atrevida e corajosa. Ou burra.
- Ok. Você ganhou, sem mais joguinhos. Presta atenção, vou lhe contar uma história.
Demi permaneceu em silêncio para ver se poderia usar alguma coisa que o demônio dissese contra ele mesmo.
- A algum tempo atrás... Não... A muito tempo atrás. Havia dois irmãos. Muito unidos. Eram felizes. E não estou falando de Lúcifer e Miguel não. Estou falando de Caim e Abel. Você sabia que Caim foi o primeiro a provar sangue humano e sentir necessidade dele? Passou a se alimentar de sangue humano para sobreviver. Sim, Caim foi o primeiro vampiro a existir...
Demi começou a Ligar os pontos.
O demônio continuou falando.
- ... Mas infelizmente, Caim teve que matar Abel, para poder dar a vida a um de seus mais poderosos reis. Não é triste? – O demônio fez dengo. – Não sei se você sabe, mas os Winchesters descendem de Caim e Abel, o gene do pai de vocês é muito valioso. E por fim. Está escrito que você terá que matar seu irmão Demi. Como no passado, Um vampiro terá que derramar sangue de sua linhagem para trazer nosso rei de volta. Lúcifer.
Demi fechou os olhos e encostou a cabeça para trás. Agora tudo fazia sentido.
- Eu nunca vou matar meu irmão ok? Seu energúmeno.
— Então vou ter que te matar. – O demônio fechou o punho de novo e voltou a enforcar Demi. Ela começou a ficar sem ar e a se debater.
- É você quem decide Demetria.
- Eu prefiro morrer. – Disse Demi quase sem voz.
O demônio deu um belo e branco sorriso.
- Então você vai morrer. Mas me diz? O que você acha que acontecerá quando Mike te encontrar morta aqui na mata? Ele vai ficar louco. Vai fazer um pacto, e qualquer demônio que pegar esse serviço, vai concedê-lo. Acredite. Eu levo todo esse quartel junto, seu namorado, e você. Daqui a alguns anos Mike vai pro inferno, e a profecia estará cumprida. E um final Feliz. Mas você tem a chance de salvar muitas vidas Demi, é só você aceitar que eu a treine.
Demi parou de se debater.
- Ok, eu faço.
O demônio soltou o punho e liberou Demi do enforcamento.
- Isso mesmo.
- Mas por que você precisa me treinar pra matar o Mike? – Questionou Demi.
- Bom. Boa pergunta. Não estava nos meus planos você ter transformado o Mike em vampiro. Não, eu devia te dar umas palmadas por ter feito isso. E como o Mike se tornou vampiro no meio de uma profecia muito poderosa, ele é mais forte que você. Nunca se perguntou por que ele era mais forte, ou rápido que você com menos tempos de vampirismo?
- Droga. – Demi estava fudida. Esse era o único termo aceitável para aquela situação.
- O Mike sentirá minha falta. Logo ele virá atrás de mim.
— É você tem razão. E é por isso que continuará mantendo segredo. Eu voltarei em breve para analisarmos sua situação. Ah, uma dica. Já vá se despedindo de seu irmão mais velho.
O demônio desapareceu.
Demi caiu no chão frio e sujo. Sentou-se e segurou as pernas com os braços. Começou a chorar. Ela sabia que logo eu iria sentir fala dela, e por isso ela levantou, enxugou as lagrimas e foi rápido pro acampamento no meio da selva.
Enquanto caminhava, Demi ouviu alguma coisa na mata. As folhagens estavam se mexendo e ela ficou atenta. Derrepente uma onça enorme do tamanho de um pônei pulou de uma árvore e estacou-se na frente de Demi, a onça estava rugindo. Demi a encarou por alguns instantes, mas o animal estava vidrado nos movimentos de Demi. Ela ia para a direita, a onça direcionava a cabeça para a direita, a Demi ia para a esquerda e a onça direcionava a cabeça para a esquerda. O animal deitou sobre suas pernas dianteiras e deu um salto. A onça a atacou e ela tentou se defender. Deu um soco na onça, e ela bateu com força em uma árvore. A onça era fora do comum, ela se reergueu e foi atrás de Demi, mordeu seu corpo várias vezes, a cada mordida, Demi dava um soco para impedir que arrancasse um pedaço do seu corpo. Num momento de distração, Demi agarrou o pescoço do animal e quebrou em duas partes. A onça caiu no chão. Calma e morta. Ela se recuperou do incidiente com o animal. Levantou-se de vagar e quando deu conta havia mais duas onças adultas do seu lado. Eram muito grandes, mais do que o comum. Demi não viu nenhuma vantagem em lutar com elas e saiu correndo. Começando assim, uma perseguição onde Demi era a presa. Enquanto corria rápido entre as árvores, podia sentir o bafo quente das onças logo atrás dela. Estava assustada e com medo. Na hora nem pensou em fazer alguma coisa, seu extinto a levou para o acampamento. Quando chegou, se deparou comigo,
- Você foi fazer o diário? – Perguntei.
Quando terminei de fazer a pergunta, as onças pularam em cima da Demi, e ficaram rugindo perto do seu rosto. Demi ficou indefesa e as onças iam atacar.
Eu agarrei as onças, uma em cada mão e as joguei para trás. Minhas presas ficaram a mostra e meus olhos ficaram pretos. Eu peguei uma das onças com as duas mãos e a joguei em uma árvore, pude ouvir o som dos seus ossos quebrarem. Depois peguei a outra onça e rasquei seu corpo em duas partes. Estava com o corpo todo sujo de sangue e meus olhos ainda estavam pretos. De vagar fui recolhendo minhas presas, e minhas veias das córneas voltaram a ficar brancas.
Demi estava deitada no chão.
Eu corri até ela para ver se estava tudo bem.
- Demi. – Gritei enquanto estava em cima dela. Dei uns tapinhas em seu rosto para ela voltar a si.
- E-estou bem Mike. – Ela se levantou de vagar com a minha ajuda.
- Você esta maluca? Não devia ter lutado contra essas onças mulher. – Eu estava gritando. – Esta aqui no manual do milico... Suba numa árvore alta. – Agora quem estava com a respiração ofegante era eu.
- Mike, elas me pegaram de surpresa.
- Tudo bem, mas da próxima vez, não erre ok? Eu vou na cachoeira para me limpar.
- Não, não me deixe aqui. Cadê o Diego?
- Diego? Sei lá... Foi buscar água. Logo ele estará aí. E você vai ficar bem. Só siga as regras e não esqueça que você é uma vampira.
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