O Cálice do Desejo e o Desmoronar de um sonho - 6ª
3 A Lista de Desejos
* * * Centro – Atenas, Grécia * * *
No capítulo anterior (5ª temporada – capítulo 30) segue trecho:
Hotel Primórdio – Térreo — Elevador
Enquanto o elevador não chegava, Lune pegou a mão do Dite e deu beijo lentamente no dorso sentindo o perfume que emanava da pele dele. Ainda de olhos fechados, disse baixinho.
(Lune) — Rosas brancas... seu cheiro é simplesmente inesquecível, meu amor.
Dite sem jeito, disse.
(Afrodite) — Obrigado, hãm, o elevador chegou.
Lune colocou a mão nas costas do amado e ambos entraram no elevador.
Lune ficou de frente para o Afrodite. O olhava por completo.
(Lune) — Ainda não estou acreditando que o encontrei depois de tanto tempo...
Dite colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha e olhou para o chão.
(Afrodite) — Sinceramente, eu também não...
Lune sorriu e se aproximou dele, tocou no rosto do Dite o fazendo levantar o rosto para olhá-lo no rosto.
(Lune) — Não se preocupe, meu amor. Agora estaremos juntos para sempre!
Dite tirou a mão de Lune do seu rosto e olhando para o chão, disse:
(Afrodite) — Precisamos conversar, Lune...
Lune fechou a expressão.
(Lune) — Por que está se privando do meu toque?
Dite olhou para o Lune que começou a dar passos para diminuir a distância entre eles, obrigando o Dite a dar passos para trás até topar na parede do elevador.
(Afrodite) — Não é isso, é que...
Lune se aproximou sério dele.
(Lune) — Porque está se afastando de mim?
Dite estava desconcertado.
(Afrodite) — Pelos deuses! Não entenda mal, eu só...
Lune segurou o rosto do Dite com força e disse entre os dentes.
(Lune) — Olhe para mim quando estiver falando comigo!!!! Entendido?
Dite com os olhos assustados, disse:
(Afrodite) — Sim.
Lune, ainda segurando o rosto dele, disse com raiva:
(Lune) — Estou te esperando há anos!!! Prometemos nos guardar um para o outro! Então por que está se afastando de mim??? Quer que eu espere por quanto tempo mais???
(Afrodite) — Vo-cê está me machucando...
Lune soltou o rosto dele, e pode ver as marcas onde pressionou seus dedos.
Dite olhou chocado para o Lune enquanto passava a mão no rosto tentando aliviar a dor que sentia.
Lune olhando as marcas, disse.
(Lune) — Como eu pude macular seu rosto perfeito, meu amor?
Aproximou o seu rosto do Dite e deu beijos nos dois lados do rosto.
(Lune) — Me perdoe, amor. Por favor, esqueça isso, está bem?
Dite apenas acenou que sim com a cabeça.
(Lune) — Ótimo! Assim estar melhor!
O elevador abriu e ambos saíram e foram recepcionados pelo garçom.
Lune olhou para o amado.
(Lune) — O que prefere, meu amor? Comer ou dançar.
(Afrodite) — Se não se importar, prefiro conversar.
Lune sorriu.
(Lune) — Claro, amor. Quer ir para a mesa?
(Afrodite) — Não, não quero! Prefiro conversar lá fora, ali está ótimo para conversarmos.
Dite apontou para um outro lado do terraço onde não tinham mesas.
Lune concordou e foram para uma parte mais escondida.
Dite cruzou os braços e ficou de frente para o Lune, lembrando de olhar nos olhos dele.
Lune contemplou toda a beleza do homem a sua frente.
(Lune) — Como pode estar tão mais lindo?
Dite ficou sem jeito e respondeu sério.
(Afrodite) — Obrigado, gentileza sua!
Lune sorriu.
(Lune) — Não que eu não tenha me encantado com você assim que o vi, é que você se superou no que já era perfeito!
AGORA
Hotel Primórdio – Restaurante — Terraço
Lune admirava seu amado que estava de braços cruzados a sua frente.
(Afrodite) — Bom, você sabe que faz muitos anos desde o dia em que nos conhecemos, sinceramente eu não imaginei que nosso reencontro seria possível.
Lune sorriu.
(Lune) — Sim, mas eu nunca desisti de te encontrar, Dite! Sabe por quê?
Lune se aproximou do Dite, descruzou os braços do amado, colou o seu corpo no dele e falou o olhando nos olhos azul-celeste dele.
(Lune) — Prometi que terminaria a sua lista de desejos e estou aqui para cumprir a minha promessa, amor.
Lune olhou para os lábios do amado e aproximando os seus o beijou suavemente, ele queria relembrar o primeiro beijo, queria recordar o sabor doce que ele tinha gravado em sua mente. Sussurrando nos lábios do Dite, disse:
(Lune) – Seu beijo era exatamente do jeito em que eu me lembrava, amor. Simplesmente perfeito!
Dite tentando recuperar o fôlego disse:
(Afrodite) – Pelos deuses... precisamos conversar, por favor.
Lune tocava o rosto corado do amado.
(Lune) – Está bem, vamos conversar. De fato, eu estava com saudades da sua voz. Primeiramente eu gostaria de parabeniza-lo, amor. Você não só se tornou um cavaleiro como se tornou um Cavaleiro de Ouro! Eu disse que você sempre faria o seu melhor.
(Afrodite) – Hãm, obrigado. Você também conseguiu se tornar um cavaleiro ou algo similar.
(Lune) – Sim, obrigado. Me tornei um espectro celeste, sirvo ao deus Hades.
Lune pegou as duas mãos macias do Dite.
(Lune) – O que deveríamos estar conversando é sobre o último item da sua lista “casar-se”.
(Afrodite) – Na verdade é exatamente sobre isso que eu quero falar.
Lune sorriu.
(Lune) – Que ótimo! Esperei muitos anos por esse dia.
Lune colocou a mão por dentro da gola da camisa e puxou o seu colar para fora, onde mostrava duas alianças. Ele passou o colar pela cabeça e abrindo o colar tirou as duas alianças e as colocou na sua palma da mão.
(Afrodite) – Oh, não, por todos os deuses....
Ele então se ajoelhou e pegando a mão direita do Dite colocou a aliança cravejada em esmeraldas e disse olhando nos olhos azuis-celeste dele.
(Lune) – Dite, aceita se casar comigo?
Vários anos atrás
* * * Noruega — Tromsø — Hotel Scandic Ishavshotel * * *
Dite entrava no quarto do hotel, encantado com todos os detalhes do lindo hotel.
(Lune) — Espero que tenha gostado da minha escolha, Dite.
Dite se virou para ele e com um sorriso sem jeito disse.
(Afrodite) — É simplesmente perfeito, mas não precisava fazer tudo isso.
Lune sorriu.
(Lune) – Como eu disse, eu acredito na perfeição.
Dite colocou a sua mochila na cadeira perto de uma cômoda de madeira escura. Andou em direção a janela e ficou admirando a paisagem que dava para a floresta.
Lune se aproximou da mochila do Dite.
(Lune) – Posso ver a sua agenda?
Dite olhou para ele e acenou que sim.
(Afrodite) – Fique à vontade.
Lune puxou um sorriso.
(Lune) – Por incrível que possa parecer para mim mesmo, você me deixa à vontade, Dite.
Dite sem jeito respondeu.
(Afrodite) – Bom, neste caso posso confessar que me sinto igual.
Lune sorriu.
(Lune) – Fico feliz em ouvir isso.
Lune pegou a agenda e folheando foi em direção a cama e se sentou.
(Lune) – Estou curioso Dite, além do sueco e do norueguês, você fala outros idiomas?
(Afrodite) – Bom, ao todo eu falo seis idiomas.
(Lune) – Surpreendente! Você fala três a mais do que eu.
Olhando a agenda ele continuou.
(Lune) – Sua caligrafia é muito elegante, Dite.
Dite deixou de olhar a paisagem e se virou na direção do Lune, olhando para o chão arrumou o cabelo atrás da orelha respondeu sem jeito.
(Afrodite) – Obrigado.
Lune observou a reação dele e deixando a agenda em cima da cama se levantou e foi em direção a janela.
(Lune) – Por que quando eu o elogio você reage assim?
Ficando perto do Dite tocou no rosto dele fazendo com que os seus olhos se encontrassem.
(Lune) – Não acredita nas minhas palavras?
Dite olhando nos olhos dele disse, cruzou os braços abraçando a si mesmo.
(Afrodite) – Não é isso, é que eu não sou de receber tantos elogios, e por isso não estou sabendo como reagir a eles.
Lune olhava a cada centímetro do rosto do Dite e com a mão direita tocava na pele branca e macia dele.
(Lune) – Como isso é possível? Eu te conheço a poucas horas e já não seria capaz de enumerar todas as suas qualidades, Dite.
Lune deslizava a mão pelos cabelos macios do Dite, pegou uma mecha e inalou o perfume.
(Lune) – Acredite em mim quando falo que você é único, Dite. Sua beleza, seu cheiro, sua inteligência, seu jeito encantador...
Lune admirava a beleza do Dite e olhando nos olhos azul-celeste deslizou o polegar na boca rosada dele.
(Lune) – Eu tenho a sensação de estar diante da deusa que leva o seu nome...
Lune aproximou os seus lábios dos dele e experimentou a macies e o calor ao tocá-lo. Dite retribuiu o beijo que recebia e assim ele pode sentir o sabor doce dos seus lábios.
Sem fôlego, Dite afastou os seus lábios dos dele, ainda ficando testa com testa e de olhos fechados. Suspirou.
(Dite) – Pelos deuses...
Lune puxou um sorriso.
(Lune) – Isso quer dizer que o seu primeiro beijo foi aprovado?
Dite abriu os olhos e corando acenou com a cabeça que sim.
Lune tocou na maçã rosada do rosto dele, com o dedo desceu fazendo uma trilha que levava para os lábios que estavam com o rosa mais vivo depois do beijo.
(Lune) – Cada detalhe do seu corpo o deixa mais perfeito.
Lune voltou a aproximar seus lábios dos dele e o beijou sem pressa em terminar. Apreciava cada canto dos lábios macios, deixava sua língua sentir cada sabor e sensação que ela gerava ao seu corpo.
Lune sem fôlego sussurrou nos lábios do Dite.
(Lune) – Eu não sabia que o sabor dos seus lábios era viciante...
Dite sorriu e sussurrou.
(Afrodite) – Eu não sabia que um beijo tinha esse poder...
Lune puxou um sorriso.
(Lune) – Bom, para ser bem sincero, eu também não sabia.
Dite ficou confuso.
(Afrodite) – Hãm é o seu primeiro beijo?
Lune olhou nos olhos do Dite.
(Lune) – Não, esse é o segundo, o primeiro foi há alguns minutos atrás.
Dite sorriu sem jeito.
(Afrodite) – Está me dizendo então que eu sou o primeiro?
Lune olhava para o Dite.
(Lune) – Como eu disse antes, eu nunca pensei em nada que envolve outra pessoa na minha vida, mas você me despertou isso, Dite. E nosso beijo foi mais que perfeito, ele foi único para nós dois. Algo que fizemos pela primeira vez juntos.
Dite concordou.
(Afrodite) – Isso é incrível na verdade.
Lune olhou admirando o primeiro homem que beijou na vida.
(Lune) – Isso é graças a você e a sua lista de desejos.
Lune pegou a mão do Dite e beijou o seu dorso.
(Lune) – Obrigado por isso, Dite.
Dite ficou sem jeito.
(Dite) – Na verdade sou eu quem devo agradecer. Graças a você mais um item da minha agenda foi completado.
Lune sorriu.
(Lune) – Foi extremamente prazeroso realizar esse item com você.
(Afrodite) – Foi muito especial.
Lune segurando a mão do Dite o guiou até a cama e ambos se sentaram. Lune pegou a agenda e a caneta e entregou ao Dite.
Dite com um sorriso no rosto pegou os itens e no item “beijar” riscou com a caneta.
(Afrodite) – Menos um.
Com a mão estendida, Lune perguntou.
(Lune) – Posso?
(Afrodite) – Claro.
Dite entregou a agenda e a caneta para o Lune.
(Lune) – Me permite riscar outro item?
Dite olhou para o Lune.
(Afrodite) – Hãm, é que não funciona assim, eu tenho que cumpri-los para que possam ser riscados...
Lune olhou para o Dite.
(Lune) – Eu entendi como funciona, confia em mim para que eu risque um que já está feito?
Dite pensou um pouco e acenou que sim. Lune puxou um sorriso.
(Lune) – Acredite em mim, se eu não riscar esse item tenho certeza de que você não irá fazê-lo.
Lune então com a caneta riscou o item “Ser o melhor em tudo o que fizer”.
(Lune) – Esse item na verdade já faz parte de você, você se cobra sempre para fazer o melhor, não é?
Dite acenou que sim.
(Lune) – Então ele está aqui apenas gerando uma redundância desnecessária a sua lista. Não é porque ele não estará aqui que você irá fazer menos do que o seu melhor. Você não precisa de um lembrete para isso!
Dite sorriu.
(Afrodite) – Você está certo. Não preciso.
Lune voltou a olhar para a agenda.
(Lune) — Vejamos, restam apenas os itens: Ser um cavaleiro, encontrar um verdadeiro amor e casar-se.
Dite pegou a agenda das mãos do Lune e ficou olhando os itens.
(Afrodite) – Não se preocupe, em poucas horas você conseguiu me ajudar a tirar dois itens desta agenda.
Lune se levantou da cama e ficando de frente para o Dite se ajoelhou.
(Lune) – Dite, quero realizar todos os itens com você, deixe-me ao menos tentar. Você disse que em poucas horas eu te ajudei, acredito que em dias eu tenha maior probabilidade em poder fazer mais. Só me deixe tentar, está bem?
Dite concordou.
(Afrodite) – Está bem, mas não quero que se cobre por isso. Você já fez além do que eu podia imaginar.
(Lune) – Quero fazer dessa semana, no mínimo especial, para nós dois.
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