O Cálice do Desejo e o Desmoronar de um sonho - 6ª
4 A Observação
* * * Centro – Atenas, Grécia * * *
*Minutos antes*
Hotel Primórdio – Cobertura — Restaurante
Bebendo o seu vinho ele estava intrigado com a movimentação que estava observando a um tempo dos seus amigos, Milo estava conversando alguma coisa com a Shaina e agora estava conversando com o Shaka, mas ele não conseguia ouvir.
Mexendo nos cachos loiros ela perguntou:
(Débora) — ... você conhece?
Ele piscou algumas vezes para voltar para a conversa.
(Kanon) – Hãm... me desculpe, o que você perguntou?
Ela sorrindo com charme repetiu.
(Débora) – Perguntei se conhece Paris, Kanon.
Ele deu o último gole no vinho e colocou a taça na mesa.
(Kanon) – Não, infelizmente não conheço.
Ela abriu um sorriso maior.
(Débora) – Bom, se quiser posso te levar para conhecer, do meu quarto é possível ver a Torre Eiffel.
Ele sorriu para ela demonstrando algum interesse e tentava disfarçadamente continuar a olhar os movimentos do Milo que agora estava com o seu irmão.
(Kanon) – Uma bela vista tem o seu quarto então.
(Débora) – Sim, simplesmente maravilhosa, eu me lembro que na minha infância...
Ele perdeu o foco novamente quando os dois pareciam estar saindo do restaurante. Ele observou que já fazia algum tempo que o Mu ainda não tinha voltado para a sua mesa. Alguma coisa estava estranha.
Kanon voltou a olhar para a sua acompanhante que continuava falando.
(Débora) – ... e eu sinceramente não me importaria de contratá-lo como meu segurança pessoal, seja por qualquer valor que você quiser.
Ele ficou surpreso com o desfecho da conversa e encheu a sua taça pela metade. Ele viu a Antonela voltando sozinha para a mesa dela. Voltou a olhar para a mulher a sua frente. De forma que não fosse grosseiro respondeu:
(Kanon) – Eu fico muito lisonjeado com a sua oferta, mas meu dever e proteger e zelar pela segurança da deusa Atena.
(Débora) – Bom, eu percebi nesse leilão que ela tem outros onze que a protegeria, então...
Kanon puxou um sorriso. Bebeu a sua taça e respondeu:
(Kanon) – Na verdade são mais de oitenta cavaleiros, mas o que estou tentando falar é que nenhum dinheiro compra o que somos, isso não é uma profissão é uma missão, nós nascemos para isso.
Ela ia voltar a falar quando ele pegou o guardanapo e levou a boca e disse enquanto se levantava.
(Kanon) – Se me der licença, preciso verificar uma coisa.
Ela sem ter outra opção respondeu:
(Débora) – Hã, claro, tem toda.
Kanon seguiu para a mesa da Antonela que já estava sentada e terminava de encher sua taça de vinho e para a surpresa dele ela virou tomou toda a taça em um gole. Ele se aproximou e resolveu se sentar. Ela olhou para ele e sorriu.
(Antonela) – Uau, foi mais rápido do que eu pensei! Isso é ótimo!
Ela voltou a encher a taça de vinho dela e enchia a dele.
(Kanon) – Tem certeza que quer tomar mais vinho?
Ela deu de ombros enquanto colocava a garrafa de volta para a mesa. Ela falava um pouco devagar, provavelmente pelo excesso de vinho, as maçãs do rosto já estavam coradas.
(Antonela) – O que pode acontecer se eu me exceder? O meu chefe e a senhorita Kido pegar a gente de novo fazendo sexo?
Kanon franziu a testa ao ouvir o que ela disse.
(Kanon) – Perdão, o que você disse?
Antonela tomou mais um pouco de vinho.
(Antonela) – Sabe, percebi que essa noite ficará na minha história, tanto pelas partes boas quanto pelas ruins. Se eu for demitida, sou muito capacitada para conseguir outro emprego, na verdade o senhor Solo que teria problemas em me substituir a altura. E olhe para você, você conseguiria trabalhar em qualquer coisa! Eu te contrataria! Você é o sinônimo da perfeição, em todos os níveis possíveis desta palavra.
Ela pegou a mão do Kanon e olhou nos olhos azuis dele.
(Antonela) – ... Mas a melhor parte de tudo isso é que eu estou tendo a melhor noite da minha vida ao seu lado, Saga. E eu vou ser bem sincera com você, eu faria qualquer coisa para fazer amor com você novamente naquele banheiro ou onde você quisesse.
Ele deslizou as duas mãos no cabelo.
(Kanon) – Puta merda!
Kanon ficou perplexo e se levantou da mesa. Antonela também se levantou.
(Antonela) – Saga, eu não quis te pressionar, me desculpe. Acho que acabei falando demais...
Kanon balançou a cabeça em negativa e sinalizou para que ela não falasse mais, então disse.
(Kanon) – Me desculpe, Antonela, a culpa não é sua, eu vim na sua mesa para saber se você sabe aonde o meu irmão Saga poderia estar.
Antonela ficou pálida com o que ouviu e voltou a se sentar.
(Antonela) – Por Zeus, Kanon...eu, eu não sabia que era você...
Kanon permaneceu de pé.
(Kanon) – Como eu disse, a culpa é minha, eu te peço desculpas, eu deveria ter avisado antes.
Antonela deu um grande gole de vinho.
(Antonela) – E eu deveria ter imaginado...
Kanon olhou para o restaurante no geral.
(Kanon) – Se me der licença, preciso encontrar o meu irmão.
Ela acenou que sim com a cabeça. Ele saiu.
*
Ela olhou com o olhar de curiosidade.
(Lana) – Me diz que existe alguma possibilidade de você popular esse mundo, com uns dez filhos!
Shaka sorriu.
(Shaka) – Sinceramente eu não saberia dizer, mas diante das coisas que estão acontecendo e que eu jamais imaginaria serem possíveis... acho que a resposta adequada seria um talvez.
Ela sorriu com a resposta.
(Lana) – Logo é possível que você se case também
Shaka puxou um sorriso.
(Shaka) – Sim, é possível.
Ele observou que o garçom se aproximava.
(Garçom) – Desculpe interromper, mas o senhor é o senhor Shaka?
(Shaka) – Sim, sou eu.
O garçom entregou um bilhete.
(Garçom) – Me pediram que eu entregasse ao senhor.
Shaka pegou o bilhete.
(Shaka) – Obrigado.
(Garçom) – De nada, com licença.
Ele abriu o bilhete, leu e o colocou no bolso.
Ela intrigada perguntou.
(Lana) – Está tudo bem?
Ele respondeu com um sorriso.
(Shaka) – Sim, está, é sobre trabalho, não se preocupe.
Ela sorriu aliviada.
(Lana) – Que bom. Vamos experimentar essa sobremesa que chegou?
(Shaka) – Sim, vamos.
Ambos pegaram a sobremesa e provaram.
(Lana) – Está divina.
(Shaka) – Concordo.
“(Shaka) – Em que posso te ajudar?”
“(Kanon) – Poderia me dizer aonde está o Milo?”
“(Shaka) – Sim, ele está no térreo, perto do elevador.”
“(Kanon) – Muito obrigado.”
“(Shaka) – Disponha.”
Kanon já estava perto do elevador, entrou e apertou o botão para o térreo.
*
O elevador se abriu e o Kanon já visualizou o Mu e o Milo.
Milo viu o Kanon se aproximando e se surpreendeu.
(Milo) – Ei, está tudo bem?
Kanon sério perguntou.
(Kanon) – Me diz você, o que está acontecendo afinal?
Milo olhou para o Mu.
(Kanon) – Tenho certeza que o meu irmão está envolvido em alguma merda, qual é?
(Milo) – Cara, seu irmão é foda! Ele resolveu pegar a Antonela no hotel e a Atena viu os dois saindo do banheiro.
Kanon levou as duas mãos à cabeça.
(Kanon) – Então é verdade.
(Milo) – É sim...
Kanon ficou pensando no que ouviu.
(Kanon) – Não faz sentindo... por que ele faria isso? Ele é um idiota mas ama a Atena ao ponto da loucura... eu sei bem disso... se ele se imagina sem ela enlouquece completamente, então que merda que ele estava pensando?
Milo balançou a cabeça em negativa.
(Milo) – O motivo é tão idiota quanto o seu irmão!
Kanon olhou para o Milo.
(Kanon) – E qual foi o motivo?
(Milo) – Seu irmão está com ciúmes do Mu, depois que ele ouviu o Mu e a Atena fazendo sexo no banheiro ele resolveu que seria uma ótima ideia fazer o mesmo com a Antonela no banheiro.
(Kanon) – Porra! Ele está de novo com essa merda na cabeça?
(Milo) – Ele está mais doido que o normal, ele quase partiu para cima do Mu.
Kanon olhou para o Mu.
(Kanon) – Que merda! Peço desculpas pelo meu irmão, Mu.
Hotel Primórdio – Térreo — Bastidores — Camarim
Atena
Eu estava perto da porta, no mesmo lugar quando fechei a porta após falar com o Julian, na outra ponta do camarim, de frente para mim estava o homem de 1,88m parado em pé me olhando, e para variar eu estava presa nos olhos azuis que me encaravam. Ele me olhava de cima a baixo. Começou a dar pequenos passos de um lado para o outro. Levou uma mão a cabeça, sinal que ele estava ficando agitado.
(Saga) – Droga!
Apesar de saber a resposta eu teria que tentar perguntar.
(Atena) – Tem certeza que quer conversar agora?
Ele voltou a atenção para mim e me respondeu sério.
(Saga) – Sim, Atena, tenho certeza de que preciso conversar agora e não tente encontrar outra opção!
Bom, ao menos tentei.
Ele deu um passo na minha direção e ainda com a expressão séria me perguntou.
(Saga) – Por que, Atena?
Fiquei esperando o resto da pergunta que não veio, mas acredito que a minha expressão de não ter entendido a pergunta deve ter ficado bem clara porque ele me perguntou outra vez.
(Saga) – Por que ele é sempre o seu escolhido?
Ceeeerrto, eu não esperava que seria por ai que começaria a nossa conversa. Respirei fundo. Sentia que a conversa demoraria mais do que eu esperava.
(Atena) – De quem está falando, Saga?
(Saga) – O Mu. Por que sempre ele? Ele é o seu preferido.
(Atena) – Eu não tenho um preferido e você sabe disso. Já conversamos sobre...
Ele bateu na mesa de maquiagem fazendo um monte de maquiagem cair no chão. Interrompendo o que eu falava. Ele veio na minha direção.
(Saga) – Já chega dessa mentira!!! Ele estava aqui, não é?
Eu pensava na resposta quando ele continuou.
(Saga) – Enquanto eu estava te procurando, enquanto EU precisava de você, ELE estava aqui com você, NÃO É???
Sem eu perceber eu estava dando passos para trás.
(Atena) – Saga, por favor não coloque o ...
Ele parou quando observou isso e seu rosto tomou a expressão de surpresa e fúria.
(Saga) – Por que está se afastando de mim, Atena????
Ele já estava se aproximando o suficiente para o seu cheiro de sândalo e maçã verde chegasse até mim. O camarim parecia pequeno com ele dentro. Eu respirei fundo. A resposta seria sim, que eu não queria que ele se aproximasse, era muito mais difícil conversar tão próximos.
(Atena) – Eu acredito que se você tem alguma coisa para falar, não é necessário que estejamos tão perto.
Eu deveria ter formulado uma resposta melhor porque ele não gostou muito da minha resposta.
(Saga) – Não é necessário??? Não é necessário para quem, Atena???? Porque para mim é extremamente necessário!
Qualquer distância que existia entre nós acabou de desaparecer eu tive que olhar para cima para olhá-lo nos olhos.
(Atena) – O que estou tentando dizer é que não precisa ficar tão próximo para falar.
Ele sorriu com indignação.
(Saga) – Falar perto nunca tinha sido um problema antes, por que agora é????
* * *
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