* * * Centro – Atenas, Grécia * * *

Hotel Primórdio – Térreo — Elevador

Mu olhou para o Kanon e o Milo e disse:

(Mu) – Preciso ir.

Kanon e Milo se olharam e em poucos segundos ele voltou junto com o Saga. Saga se deixou cair de joelhos.

Kanon correu em direção ao irmão e abaixou para ficar na altura dele.

(Kanon) – Saga, fala comigo, o que aconteceu?

Saga olhou para o seu gêmeo e balançou a cabeça em negativa.

(Saga) – Eu a perdi... para sempre...

Milo passou a mão no cabelo.

(Milo) – Ah, caralho!

Kanon respirou fundo e olhando para os olhos em lágrimas do irmão, perguntou.

(Kanon) – Por que você resolveu falar com ela justamente agora? Por que não esperou?

Saga olhou para chão.

(Saga) – Eu só queria que ela me salvasse... precisava dela...

Ele olhou para o irmão.

(Saga) – Eu estava enlouquecendo longe dela, Kanon, você não entenderia...

Kanon se levantou, sacudiu a cabeça em negativa, começou a andar de um lado para o outro.

(Kanon) – Porra, Saga!!! Eu sei melhor do que ninguém que você a ama, ama ao ponto dessa loucura sua, então que merda você foi fazer com a Antonela????

Milo tocou no ombro do Kanon.

(Milo) – Olha, eu te entendo, eu sei que a sua vontade e de socar a cara dele pela merda que ele fez, mas sinceramente, olha para ele. Seu irmão recebeu algo muito pior do que qualquer surra que pudéssemos dar nele.

Kanon respirou fundo e acenou concordando com o amigo.

(Kanon) – É, você tem razão.

Kanon se abaixou para falar com o irmão.

(Kanon) – Saga, eu preciso que você vá embora junto com a Antonela.

Ele olhou para o irmão sem entender.

(Saga) – O que disse?

Ele repetiu.

(Kanon) – Eu preciso que você vá embora com a Antonela, porque tanto você quanto ela não têm a menor condição de permanecerem nesse evento.

Saga ia falar e o irmão o impediu.

(Kanon) – Não faça eu me arrepender de tentar te ajudar! Só pega a Antonela e vai para a porra da mansão!!!

Kanon se levantou e ofereceu a mão para o irmão e ele aceitou.

(Saga) – Está bem, você tem razão eu não vou mais ficar, eu não conseguiria vê-la...

Kanon deu uns tapas no ombro do irmão.

(Kanon) – Eu prometo que assim que chegar na mansão conversaremos sobre o ocorrido, mas até lá, não saia da mansão, cuide da Antonela e me espere. Certo?

Saga assentiu.

Kanon olhou para o Mu.

(Kanon) – Pode me ajudar para que eu tenha certeza que ele vai fazer o que eu pedi?

(Mu) – Claro que sim, Kanon.

(Kanon) – Obrigado.

Os quatro foram para o elevador.

*

O elevador abriu e eles foram andando em direção as mesas.

Milo falou para os três amigos.

(Milo) – É melhor eu ir para a minha mesa, não quero piorar a minha situação com a Shaina.

Eles assentiram.

Mu, Saga e Kanon foram em direção a mesa da Antonela.

*

Antonela olhava para as três imagens que se aproximavam e começou a sorrir. Com a voz arrastada disse.

(Antonela) – Por Zeus, estou muito bêbada mesmo, estou vendo dois
Sagas.

Kanon olhou para o irmão.

(Kanon) – Entendeu agora?

Saga acenou que sim. Ele se sentou ao lado dela.

(Saga) – Me desculpe pela demora...

Antonela o olhava e sorria.

(Antonela) – Sério que demorou? Não percebi...

Ela tocou no rosto do Saga e fez um bico de tristeza.

(Antonela) – Você é tão lindo, por que está triste?

Ela deu um selinho nos lábios dele.

(Antonela) – Pronto! Agora você vai se sentir melhor.

Ele falou com calma.

(Saga) – Precisamos ir embora.

Ela cruzou os braços e balançou a cabeça.

(Antonela) – Não, a minha noite não acabou ainda.

Ele disse com calma.

(Saga) – Nem você nem eu temos condições de ficar aqui, por favor vamos voltar para a mansão.

Ela ficou olhando para ele.

(Antonela) – Vamos ficar juntinhos?

Ele acenou que sim.

Ela sorriu. Então tentou se levar e caiu sentada.

(Antonela) – Sabe, acho que você tem razão, eu não ia conseguir dançar mais.

Saga a ajudou a se levantar.

(Saga) – É, eu sei disso, vamos?

Ela ficou apoiada no Saga e olhava para o Kanon.

(Antonela) – Você é tão lindo quanto o seu irmão, sabia?

Kanon sorriu.

(Kanon) – Obrigado, deve ser porque somos gêmeos.

(Antonela) – É, faz sentido...

(Mu) – Precisamos ir para um lugar onde eu possa teletransportá-los sem problemas.

Ela olhou para o Mu e tentou ir na direção dele, mas seu passo foi falho, Mu a segurou.

(Mu) – Por favor, não tente andar, a senhorita não tem condição de fazer isso no momento.

Ela olhou nos olhos verdes dele, tocou no seu rosto e sorriu.

(Antonela) – Sabe, eu não havia percebido que você é muito lindo também.

Mu sorriu sem jeito.

(Mu) – Agradeço ao elogio.

(Antonela) – Já te falaram que você tem um cheiro maravilhoso?

Mu sorriu timidamente.

(Mu) – Já sim.

Mu a ajudou a voltar para os braços do Saga e os quatro seguiram em direção ao terraço, para um lugar mais tranquilo e se teletransportaram.

* * * Mansão Kido – Atenas, Grécia * * *

Casa Oeste – Varanda

Chegaram na frente da porta de entrada. Antonela abraçada ao Saga olhou ao redor sem entender nada e começou a sorrir, falando arrastado disse.

(Antonela) – Como assim apaguei no caminho todo para a mansão??? Meu Zeus, essa noite está ficando muito louca mesmo....

Kanon olhou para o irmão.

(Kanon) – É melhor você cuidar dela, assim que terminar eu volto.

(Saga) – Não se preocupe, ficaremos bem.

Saga olhou para o Mu.

(Saga) – Obrigado mais uma vez.

(Mu) – Disponha, Saga.

Kanon e Mu se teletransportaram deixando a Antonela em choque.

(Antonela) – Como assim eles desapareceram??? Você viu isso??? Diz que viu!!

Saga abriu a porta para entrarem.

(Saga) – Sim, eu vi.

(Antonela) – Então...Você está bêbado também???

Saga puxou um sorriso enquanto subia as escadas.

(Saga) – Não, não estou bêbado.

Saga abriu a porta do quarto dela e a colocou sentada na cama.

(Saga) – Você quer trocar de roupa?

Ela sinalizou que sim.

(Antonela) – Adoraria banhar primeiro, por favor.

(Saga) – Está bem.

Ele a levantou e a conduziu para o banheiro.

(Antonela) – Pode me ajudar?

Ela ficou de costas para ele. Saga abriu o zíper do vestido preto tomara que caia até o final da coluna.

(Antonela) – Obrigada, acho que consigo me banhar sozinha.

Ela deu o primeiro passo para ir em direção ao chuveiro e seus passos voltaram a falhar. Saga a pegou antes de cair.

(Saga) – Você não vai conseguir sozinha. Se importa?

Ela acenou que não.

(Saga) – Fique aqui, por favor.

Saga a sentou em cima do vaso sanitário que estava com a tampa fechada.

Ele desabotoou o terno preto e o tirou colocando em cima da pedra da pia, abriu o colete preto e o tirou, soltou a gravata preta e a retirou, abriu o punho da camiseta social branca, depois os botões e a retirou, ficando apenas de calça social.

(Antonela) – Uau! Você é de tirar o fôlego, vamos fazer assim, da próxima vez você me deixa gravar primeiro para eu poder rever depois várias e várias vezes!

Ele puxou um sorriso.

(Saga) – Vou pensar sobre o assunto.

Ele abriu o chuveiro, regulou a temperatura e a ajudou a se levantar. Ela soltou o vestido que segurava na frente do corpo ficando completamente nua.

(Saga) – Vamos, se apoie em mim.

Ele ficou dando apoio para que ela não se desiquilibrasse, mas não entrou no chuveiro.

(Antonela) – Por que não entra também?

(Saga) – Não, obrigado, estou bem assim.

Depois de alguns minutos ela terminou, ele trouxe a toalha para ela que se secou e se cobriu. Levando-a de volta para a cama, entregou o conjunto de moletom que ela havia pedido. Ela se vestiu e levou a mão na cabeça.

Ele abriu as gavetas procurando por analgésicos.

(Saga) – Saberia me dizer onde você guarda os seus medicamentos?

(Antonela) – Acho que estão no banheiro.

Ele buscou o remédio e um copo de água e a ajudou a beber.

(Antonela) – Obrigada... tudo está começando a girar...

Ele a ajudou a deitar de lado, pegou alguns travesseiros e ela repousou, ele a cobriu com o edredom.

(Antonela) – Você vai voltar para a mansão?

(Saga) – Se isso não for um problema para você, é melhor eu ficar por aqui.

(Antonela) – Não, isso não é um problema. Pode dormir aqui se quiser, juro que não vou te atacar.

(Saga) – Agradeço, mas eu não conseguirei dormir hoje... descanse.

Ela fechou os olhos.

(Antonela) – Vou tentar, assim que esse quarto parar de girar. Me desculpe, Saga, estraguei a nossa noite, bebendo demais, mas eu pensei que você não voltaria mais para mim...

Saga puxou uma cadeira do quarto e ficou do lado da cama, próximo a ela.

(Saga) – Eu te devo desculpas, não deveria tê-la deixado sozinha, eu teria evitado dois problemas de uma única vez...

(Antonela) – Se refere a senhorita Kido?

(Saga) – Sim, eu não ouvi o seu conselho, na verdade conselho de ninguém e acabei decidindo ir vê-la para resolver a nossa situação.

Respirou fundo.

(Saga) – E como sempre, acabei estragando tudo, e agora eu a perdi para sempre...

Antonela abriu um pouco os olhos e tocou no braço dele.

(Antonela) – Saga, eu sinto muito, não queria que tivesse acontecido isso, eu sei o quanto você a amava.

Ela levou a mão a cabeça e fechou os olhos reclamando de dor.

(Saga) – Vou te deixar descansar.

Ainda de olhos fechados disse.

(Antonela) – Não vá... não quero ficar sozinha...

(Saga) – Não se preocupe, não vou a lugar nenhum, descanse.

(Antonela) – Obrigada.

* * *

Notas finais
Continua