O Cálice do Desejo e o Desmoronar de um sonho - 6ª
7 A Aceitação
* * * Centro – Atenas, Grécia * * *
Hotel Primórdio – Térreo — Elevador
Mu olhou para o Kanon e o Milo e disse:
(Mu) – Preciso ir.
Kanon e Milo se olharam e em poucos segundos ele voltou junto com o Saga. Saga se deixou cair de joelhos.
Kanon correu em direção ao irmão e abaixou para ficar na altura dele.
(Kanon) – Saga, fala comigo, o que aconteceu?
Saga olhou para o seu gêmeo e balançou a cabeça em negativa.
(Saga) – Eu a perdi... para sempre...
Milo passou a mão no cabelo.
(Milo) – Ah, caralho!
Kanon respirou fundo e olhando para os olhos em lágrimas do irmão, perguntou.
(Kanon) – Por que você resolveu falar com ela justamente agora? Por que não esperou?
Saga olhou para chão.
(Saga) – Eu só queria que ela me salvasse... precisava dela...
Ele olhou para o irmão.
(Saga) – Eu estava enlouquecendo longe dela, Kanon, você não entenderia...
Kanon se levantou, sacudiu a cabeça em negativa, começou a andar de um lado para o outro.
(Kanon) – Porra, Saga!!! Eu sei melhor do que ninguém que você a ama, ama ao ponto dessa loucura sua, então que merda você foi fazer com a Antonela????
Milo tocou no ombro do Kanon.
(Milo) – Olha, eu te entendo, eu sei que a sua vontade e de socar a cara dele pela merda que ele fez, mas sinceramente, olha para ele. Seu irmão recebeu algo muito pior do que qualquer surra que pudéssemos dar nele.
Kanon respirou fundo e acenou concordando com o amigo.
(Kanon) – É, você tem razão.
Kanon se abaixou para falar com o irmão.
(Kanon) – Saga, eu preciso que você vá embora junto com a Antonela.
Ele olhou para o irmão sem entender.
(Saga) – O que disse?
Ele repetiu.
(Kanon) – Eu preciso que você vá embora com a Antonela, porque tanto você quanto ela não têm a menor condição de permanecerem nesse evento.
Saga ia falar e o irmão o impediu.
(Kanon) – Não faça eu me arrepender de tentar te ajudar! Só pega a Antonela e vai para a porra da mansão!!!
Kanon se levantou e ofereceu a mão para o irmão e ele aceitou.
(Saga) – Está bem, você tem razão eu não vou mais ficar, eu não conseguiria vê-la...
Kanon deu uns tapas no ombro do irmão.
(Kanon) – Eu prometo que assim que chegar na mansão conversaremos sobre o ocorrido, mas até lá, não saia da mansão, cuide da Antonela e me espere. Certo?
Saga assentiu.
Kanon olhou para o Mu.
(Kanon) – Pode me ajudar para que eu tenha certeza que ele vai fazer o que eu pedi?
(Mu) – Claro que sim, Kanon.
(Kanon) – Obrigado.
Os quatro foram para o elevador.
*
O elevador abriu e eles foram andando em direção as mesas.
Milo falou para os três amigos.
(Milo) – É melhor eu ir para a minha mesa, não quero piorar a minha situação com a Shaina.
Eles assentiram.
Mu, Saga e Kanon foram em direção a mesa da Antonela.
*
Antonela olhava para as três imagens que se aproximavam e começou a sorrir. Com a voz arrastada disse.
(Antonela) – Por Zeus, estou muito bêbada mesmo, estou vendo dois
Sagas.
Kanon olhou para o irmão.
(Kanon) – Entendeu agora?
Saga acenou que sim. Ele se sentou ao lado dela.
(Saga) – Me desculpe pela demora...
Antonela o olhava e sorria.
(Antonela) – Sério que demorou? Não percebi...
Ela tocou no rosto do Saga e fez um bico de tristeza.
(Antonela) – Você é tão lindo, por que está triste?
Ela deu um selinho nos lábios dele.
(Antonela) – Pronto! Agora você vai se sentir melhor.
Ele falou com calma.
(Saga) – Precisamos ir embora.
Ela cruzou os braços e balançou a cabeça.
(Antonela) – Não, a minha noite não acabou ainda.
Ele disse com calma.
(Saga) – Nem você nem eu temos condições de ficar aqui, por favor vamos voltar para a mansão.
Ela ficou olhando para ele.
(Antonela) – Vamos ficar juntinhos?
Ele acenou que sim.
Ela sorriu. Então tentou se levar e caiu sentada.
(Antonela) – Sabe, acho que você tem razão, eu não ia conseguir dançar mais.
Saga a ajudou a se levantar.
(Saga) – É, eu sei disso, vamos?
Ela ficou apoiada no Saga e olhava para o Kanon.
(Antonela) – Você é tão lindo quanto o seu irmão, sabia?
Kanon sorriu.
(Kanon) – Obrigado, deve ser porque somos gêmeos.
(Antonela) – É, faz sentido...
(Mu) – Precisamos ir para um lugar onde eu possa teletransportá-los sem problemas.
Ela olhou para o Mu e tentou ir na direção dele, mas seu passo foi falho, Mu a segurou.
(Mu) – Por favor, não tente andar, a senhorita não tem condição de fazer isso no momento.
Ela olhou nos olhos verdes dele, tocou no seu rosto e sorriu.
(Antonela) – Sabe, eu não havia percebido que você é muito lindo também.
Mu sorriu sem jeito.
(Mu) – Agradeço ao elogio.
(Antonela) – Já te falaram que você tem um cheiro maravilhoso?
Mu sorriu timidamente.
(Mu) – Já sim.
Mu a ajudou a voltar para os braços do Saga e os quatro seguiram em direção ao terraço, para um lugar mais tranquilo e se teletransportaram.
* * * Mansão Kido – Atenas, Grécia * * *
Casa Oeste – Varanda
Chegaram na frente da porta de entrada. Antonela abraçada ao Saga olhou ao redor sem entender nada e começou a sorrir, falando arrastado disse.
(Antonela) – Como assim apaguei no caminho todo para a mansão??? Meu Zeus, essa noite está ficando muito louca mesmo....
Kanon olhou para o irmão.
(Kanon) – É melhor você cuidar dela, assim que terminar eu volto.
(Saga) – Não se preocupe, ficaremos bem.
Saga olhou para o Mu.
(Saga) – Obrigado mais uma vez.
(Mu) – Disponha, Saga.
Kanon e Mu se teletransportaram deixando a Antonela em choque.
(Antonela) – Como assim eles desapareceram??? Você viu isso??? Diz que viu!!
Saga abriu a porta para entrarem.
(Saga) – Sim, eu vi.
(Antonela) – Então...Você está bêbado também???
Saga puxou um sorriso enquanto subia as escadas.
(Saga) – Não, não estou bêbado.
Saga abriu a porta do quarto dela e a colocou sentada na cama.
(Saga) – Você quer trocar de roupa?
Ela sinalizou que sim.
(Antonela) – Adoraria banhar primeiro, por favor.
(Saga) – Está bem.
Ele a levantou e a conduziu para o banheiro.
(Antonela) – Pode me ajudar?
Ela ficou de costas para ele. Saga abriu o zíper do vestido preto tomara que caia até o final da coluna.
(Antonela) – Obrigada, acho que consigo me banhar sozinha.
Ela deu o primeiro passo para ir em direção ao chuveiro e seus passos voltaram a falhar. Saga a pegou antes de cair.
(Saga) – Você não vai conseguir sozinha. Se importa?
Ela acenou que não.
(Saga) – Fique aqui, por favor.
Saga a sentou em cima do vaso sanitário que estava com a tampa fechada.
Ele desabotoou o terno preto e o tirou colocando em cima da pedra da pia, abriu o colete preto e o tirou, soltou a gravata preta e a retirou, abriu o punho da camiseta social branca, depois os botões e a retirou, ficando apenas de calça social.
(Antonela) – Uau! Você é de tirar o fôlego, vamos fazer assim, da próxima vez você me deixa gravar primeiro para eu poder rever depois várias e várias vezes!
Ele puxou um sorriso.
(Saga) – Vou pensar sobre o assunto.
Ele abriu o chuveiro, regulou a temperatura e a ajudou a se levantar. Ela soltou o vestido que segurava na frente do corpo ficando completamente nua.
(Saga) – Vamos, se apoie em mim.
Ele ficou dando apoio para que ela não se desiquilibrasse, mas não entrou no chuveiro.
(Antonela) – Por que não entra também?
(Saga) – Não, obrigado, estou bem assim.
Depois de alguns minutos ela terminou, ele trouxe a toalha para ela que se secou e se cobriu. Levando-a de volta para a cama, entregou o conjunto de moletom que ela havia pedido. Ela se vestiu e levou a mão na cabeça.
Ele abriu as gavetas procurando por analgésicos.
(Saga) – Saberia me dizer onde você guarda os seus medicamentos?
(Antonela) – Acho que estão no banheiro.
Ele buscou o remédio e um copo de água e a ajudou a beber.
(Antonela) – Obrigada... tudo está começando a girar...
Ele a ajudou a deitar de lado, pegou alguns travesseiros e ela repousou, ele a cobriu com o edredom.
(Antonela) – Você vai voltar para a mansão?
(Saga) – Se isso não for um problema para você, é melhor eu ficar por aqui.
(Antonela) – Não, isso não é um problema. Pode dormir aqui se quiser, juro que não vou te atacar.
(Saga) – Agradeço, mas eu não conseguirei dormir hoje... descanse.
Ela fechou os olhos.
(Antonela) – Vou tentar, assim que esse quarto parar de girar. Me desculpe, Saga, estraguei a nossa noite, bebendo demais, mas eu pensei que você não voltaria mais para mim...
Saga puxou uma cadeira do quarto e ficou do lado da cama, próximo a ela.
(Saga) – Eu te devo desculpas, não deveria tê-la deixado sozinha, eu teria evitado dois problemas de uma única vez...
(Antonela) – Se refere a senhorita Kido?
(Saga) – Sim, eu não ouvi o seu conselho, na verdade conselho de ninguém e acabei decidindo ir vê-la para resolver a nossa situação.
Respirou fundo.
(Saga) – E como sempre, acabei estragando tudo, e agora eu a perdi para sempre...
Antonela abriu um pouco os olhos e tocou no braço dele.
(Antonela) – Saga, eu sinto muito, não queria que tivesse acontecido isso, eu sei o quanto você a amava.
Ela levou a mão a cabeça e fechou os olhos reclamando de dor.
(Saga) – Vou te deixar descansar.
Ainda de olhos fechados disse.
(Antonela) – Não vá... não quero ficar sozinha...
(Saga) – Não se preocupe, não vou a lugar nenhum, descanse.
(Antonela) – Obrigada.
* * *
Fale com o autor