Acordei e estava numa cabana velha e percebi que estava trancada. Olhei para a janela e percebi que o casal estava lá fora e vinha em minha direção com uma arma na mão. A mulher abriu a porta e fechou as cortinas e acendeu uma luz. Percebi que era a mãe de Richard, ou seja, esposa do chefe do meu pai!

–Então você é uma espiãzinha, junto com meu filho, o indiano e a pirralha!

–Cada um tem um nome, sabia?

–Hum! Espere meu marido chegar e veremos o que fazer com você...

A mulher saiu e eu percebi que sem querer deixei uma pista. Naquele dia eu usava uma camiseta preta com uma estampa de Joan Jett and the Blackhearts, um lencinho azul no pescoço e uma bermuda jeans, notei que meu lencinho tinha caído. Uma boa pista.

–Pensando no que? — disse o homem, patrão do meu pai, que havia acabado de chegar.

–No que vão fazer comigo...

–Ora, só isso? — disse a mulher — Não esquente com isso, só vai ficar trancada aqui até te encontrarem, mas é impossível! Vamos pedir dinheiro aos seus pais pelo resgate.

Entrei em pânico, minha família não sabia de nada, a não ser Susan. Os dois saíram e observei pela janela, tentei abri-la, trancada. Ficaria presa por quanto tempo? 30 dias? 1 ano? Bem, agora tudo iria pro buraco. O medo me dominava, fiquei desesperada e me encostei num canto.

–Só espero que me encontrem logo...

Notas finais
A partir desse capítulo, Richard que vai narrar.