O Contrato.
36 Capitulo 31.
Notas iniciais
Capitulo 31.
Ele olhava para mim e isso fazia com que todo o meu corpo tremesse. Nunca imaginei que de todos era Henry quem estava ameaçando o homem que tanto amo. Eu não sabia como perguntar o porquê, nunca fomos amigos no máximo colegas de faculdade e raramente tínhamos uma conversa durante as aulas. E agora ele estava ali apontando uma arma para Christian para o pai do meu filho, para o homem que havia me ajudado e para o homem que havia feito de Summer a criança mais feliz do mundo. E mesmo sem a autorização de Christian eu sai de trás do seu corpo e me coloquei a sua frente ficando cara a cara com Henry e logo depois desviei meus olhos para o corpo de Helena morto logo ao nosso lado e isso fez com que um frio percorresse a minha espinha, e para deixar tudo ainda pior os lamentos de Leila me deixaram ainda mais apavoradas, mas eu não podia recuar se tinha alguém que poderia enfrentar Henry esse alguém era eu, e mesmo Christian não querendo eu faria isso por nós. Como toda a calma que eu fingia ter fui até Taylor e pedi para que ele me entregasse o seu lenço e rapidamente ele o fez, e com isso fui até Leila e pressionei o mais forte possível para que seu sangue pudesse ser estancado, e ainda agachada ao lado de Leila olhei para Henry e depois para Christian que parecia não entender nada, mas mesmo assim comecei a falar.
—Por que estamos aqui? Por que esta fazendo isso conosco Henry? –Perguntei fazendo com que eu enorme sorriso surgisse em seu rosto.
—Isso é muito simples minha querida eu estou apaixonado por você. –Ele disse como se isso fosse a coisa mais logica a se dizer naquele momento. –Estou apaixonado por você desde o momento em que a vi naquela festa. –Ele diz e nessa hora me levanto e sinto uma pontada em minha barriga.
—Que merda de festa é essa? –Christian pergunta e um sorriso de forma no rosto de Henry.
—Vocês nunca me notaram não e mesmo, mas eu sempre estive em todos os lugares que vocês iam, eu me senti atraído por Anastácia desde o momento em que há vi naquele jantar onde meu pai a conheceu. –Ele diz e eu arregalo meus olhos e escuto um gemido de Leila.
—O único homem que conheci foi... –Não consegui terminar minha fala por que Henry riu assentindo.
—Isso mesmo eu sou filho de Linc e mesmo ele não gostando sempre sou convidado para as festa em que ele vai. –Ele disse olhando para Christian. –Eu só não sabia que você levaria uma bela acompanhante com você naquela noite. –Ele voltou seus olhos para mim. –Eu me vi perdido em você e quando você e Helena foram para uma sala reservada eu fui para a do lado para poder escutar a conversa e qual foi a minha surpresa ao descobrir que eram mãe e filha ali. –Ele diz com um sorriso debochado.
—Se você sabia tudo sobre mim por que nunca contou a Linc sobre isso? –Perguntei e ele sorriu e aponta para e Helena.
—Depois de ser obrigado a ver você indo embora com o Grey, fui atrás de Helena e contei a ele tudo o que eu havia escutado e ela me convenceu a ficar quieto como sempre fazia. –Ele diz com um sorriso debochado e meu estomago embrulha.
—Você tinha um caso com a mulher do seu pai? –Christian joga as palavras que estavam passando por minha cabeça e que não tive coragem de falar.
—Não me diga que está surpreso Grey? –Henry debocha de Christian. –Não me diga que ela não tentou levar você para cama quando estava casado com o velho do seu pai? –Ele pergunta arqueando uma sobrancelha. –Eu somente fui mais esperto que você. –Ele diz e posso ver todo o corpo de Christian ficar tenso sei o quanto essas lembranças são horríveis para ele e quando percebi que Christian estava pronto para avançar sobre ele eu corri ate meu noivo e segurei seu braço.
—Não diga o que não sabe sobre ele o nojento aqui e você, e não queria fazer de Christian alguém que ele não é só por ele ser honesto. –Digo o atacando e isso o faz sorrir.
—Você ainda o defende mesmo depois de tudo o que ele fez a você? E a humilhou com aquele maldito contrato. –Henry joga isso em minha cara me fazendo arregalar os olhos. –Acha que não sei eu disse a você sei tudo o que estava acontecendo com você querida, seu que ele te obrigou a ir para cama com ele, sei que morava no apartamento logo abaixo de sua cobertura, mas quando vi vocês juntos naquele dia na faculdade vi que precisava mudar meus planos já que o idiota havia sido rápido e engravidado você. – Vejo pelo canto do olho Taylor dar passos para o lado e isso faz com que eu prenda a respiração.
—Como você sabe tanto sobre a nossas vidas, esse contrato era algo sigiloso? –Christian perguntou e me apertando contra ele.
—Eu queria algo que você tinha e fiz as minhas melhores pesquisas e somente não expus tudo por que queria ter Ana comigo. –Henry diz. –Mas não ache que facilitei quem você acha que causou o seu acidente? –Ele perguntou com um sorriso debochado.
—Você fez com que Christian quase morresse? –Perguntei aos gritos e isso pegou Henry de surpresa e ainda mais quando o grito agudo de Leila chamou a atenção de todos.
—Eu não aguento mais Henry... –Ela gemia e soluçava e para o meu desespero total uma poça se formou entre suas pernas me mostrando que sua bolça havia rompido.
—Vamos acabar logo com isso nos deixe ir embora e nada vai acontecer Henry, Leila precisa de um medico e Christian está bem nada aconteceu com ele, vamos esquecer isso, por favor, ela precisa de um hospital. –Digo e vou até Leila e sinto uma pontada em minha barriga e sinto todo o nervosismo percorrer o meu corpo fazendo com que as pontadas piorem ainda mais.
—Vocês não iram sair daqui estão me ouvindo eu fiz muito para ter você comigo, eu menti, roubei e matei por você nada vai me fazer voltar atrás. –Ele diz e ponta a arma para Leila e dispara fazendo com que meu corpo tombe para trás assim que eu vejo que ele acertou seu estomago fazendo com que ela grite de dor.
E antes que eu possa ter qualquer reação sobre o acontecido vejo Christian se jogando sobre Henry aproveitando que ele estava desatento olhando para Leila que se contorcia e gemia pela dor, na luta eu não sabia quem estava ganhando mais eu podia ver Taylor se aproximando e puxando o homem de cima de Christian e acertando um soco em Henry que arfou surpreso. E para a minha surpresa Christian olhou para algo ao meu lado e vi que a arma de Henry estava ali caída ao meu lado, e minha primeira atitude foi pega-la, mas assim que estique meu braço senti uma dor aguda em minha barriga e logo um liquido escorreu por minhas pernas, mas isso não podia estar acontecendo, ainda era muito cedo, eu não podia ter meu bebê agora e muito menos nesse lugar.
—Christian.... –Gemi para ele que olhou para mim surpreso e antes que ele pudesse se aproximar algo bateu em suas costas fazendo com que ele cambaleasse para frente me mostrando que a briga de Henry e Taylor estava mais acalorado do que eu podia imaginar.
—Ana... –A voz baixa de Leila me fez olhar para ela. –Aqui ligue para a policia eu não posso deixar esse bebê morrer eu não posso Ana... –Ela dizia e eu podia ver lagrimas em seus olhos e isso fez com que eu chorasse nunca havia imagino Leila sendo maternal.
—Pressione bem esse ferimento nos vamos sair daqui você vai conhecer o seu bebê. –Digo vendo que Taylor consegui conter Henry e que Christian estava o ajudando.
Com os dedos trêmulos liguei para a emergência e contei tudo por cima o que estava acontecendo e disse que duas mulheres estavam em trabalho de parte e que uma delas estava gravemente ferida. Mas antes que eu pudesse terminar de dizer qualquer coisa um outro tiro foi dado e para o meu total desespero a camisa de Christian estava suja de sangue fazendo com que um grito saísse de mim.
—Christian... –Gritei por ele e senti uma dor profunda e vi que era uma contração se formando.
—Eu estou aqui. –Christian apareceu ao meu lado e segurou minha mão. –Não foi comigo o sangue não é meu e do Henry, olhe para mim eu estou aqui. –Abri meus olhos assim que um pouco da dor diminuiu.
—Como eu não... –Olhei para o outro lado do hangar vendo Henry deitando no chão e Taylor pressionando algo em seu estomago.
—Ele tinha uma arma escondida, mas agora não é hora pra isso vamos ter que sair daqui você está tendo o nosso bebê. –Ele disse e olhou para Leila que estava gemendo baixinho.
—Eu chamei a policia eles estão vindo com as ambulância não podemos deixar Leila aqui. –Digo olhando para ela que estava mais branca que o normal devido a perda de sangue.
—Senhor Grey. –Taylor chamou Christian. –Ele está contido e o ferimento foi somente superficial. –Ele informou e Henry olhou para nos.
—Acha que isso acabou eu ainda não terminei com você, não vou deixar que vivam suas vidas em paz nunca mais está me ouvindo, eu não terminei, não vou deixar que você acabem comigo eu amo você Anastácia e não vou deixar que isso acabe. –Henry gritava que nem louco.
—Me desculpe por tudo isso. –Escutei a voz baixa de Leila assim que as sirenes da ambulância chegaram aos meus ouvidos. –Eu não sabia que chegaria a tanto, Helena pensou que tinha total controle de tudo. – Ela respirou profundamente e logo todo o hangar foi invadido por policiais. – Eu só queria assustar vocês nada mais. –Ela disse e sua voz praticamente sumia. –Deixei a raiva tomar conta de mim. –Leila falava baixo e seu esforço me mostrava o quanto estava sendo difícil para ela.
—Tudo vai ficar bem. –Digo a ela e com a ajuda de Christian seguro sua mão enquanto um dos paramédicos para ao seu lado para cuidar dela.
—Cuida dele pra mim Ana? –Ela me perguntou meio em duvida enquanto era colocada na maca. –Não deixe o meu filho ser levado para um abrigo cuide dele como você cuida de Summer, eu sei que não tenho direito de pedir algo assim para você e que nunca fui uma boa mãe, mas não o deixe sozinho ele é o irmão dela. – Ela me pede e logo e levada e um enfermeiro vem ate mim.
—Eu vou com você. –Christian me diz segurando minha mão e olho para frente vendo que Henry esta com alguns policiais e Taylor se mantem ali perto.
—Como Taylor está? –Pergunto olhando para ele e Christian me lança um sorriso enquanto minha maca e levada para uma outa ambulância.
—Ele está bem nada que você tenha que se preocupar, Taylor e um militar esteve em guerras um moleque não e páreo para ele acredite em mim. –Christian piscou para mim e entrou na ambulância logo atrás de mim e logo estava na estrada seguindo para o hospital.
*********
Pov. Christian
Eles haviam levado ela e para o meu desespero eu não podia entrar na maldita sala de parto. Eu havia ligado para toda a minha família e agora a sala de espera estava lotada com todos eles inclusive minha pequena menina que assim que me viu com a roupa suja se sangue me olhou e eu pude ser sua preocupação. Então tive que explicar a ela que nada havia acontecido comigo e que eu precisava que ela ficasse com Isabel e Carla até que tudo estivesse resolvido. E com isso voltei olhar para a porta pela qual Ana havia entrado.
—Eles vão chamar você não se preocupe ela apenas está sendo preparada para o parto. –José falou parando meu lado.
—Eles tem que demorar tanto? –Perguntei para ele e vejo um sorriso se formar em seus rosto então me lembro de algo.
—Leila está aqui também. –Digo e o vejo arregalar os olhos surpreso. –Ela estava com Helena e Henry em toda essa loucura e não sei se vai resistir. –Digo e o vejo arfar.
—Mas ela está bem não e mesmo? –Ele me pergunta e vejo somente preocupação em seus olhos e isso me deixa bastante aliviado.
—Não nada bem. –Digo a ele e vejo a enfermeira aparecer pela porta que Ana havia entrado. –Ela levou dois tiros e um deles foi no estomago e perdeu muito sangue. –Digo e o vejo assentir.
—Vou ver em que posso ajudar. –Ele fala e logo Samantha aparece ao seu lado e segura seu ombro e mesmo não a conhecendo muito posso ver que está preocupada.
—O que esta acontecendo? –Ela pergunta para ele que assente para mim indo até ela e a levando para longe de mim enquanto a enfermeira se aproxima.
—Sua noiva está pronta senhor Grey, mas peço que troque de roupa para depois ir até ela. –Ela me diz apontando para as portas e eu vou.
Me troco o mais rápido possível e coloco a roupa para estar ao lado de Ana na sala de parto e quando chego a porta escuto sei grito e isso faz com que todo o meu corpo fique preocupado e antes que a enfermeira me indique eu corro para a sala e me colo ao seu lado segurando a sua mão.
—Você demorou. –Ela diz e vejo que faz força para que nosso bebê saia. –Eu não posso Christian eu não consigo. –Ela diz e eu olho em seus olhos.
—Tive que trocar de roupa, mas estou aqui. –Digo e beijo seus cabelos. –E você pode esse e o nosso bebê e eu seu que você consegue. –Digo em seu ouvido e ela aperta a minha mão enquanto empurra novamente a pedido da medica.
Eu tinha certeza que ela conseguiria Ana era a pessoa mais forte que eu conhecia se alguém poderia fazer isso era ela com toda a certeza do mundo. E depois de muitos gritos e sua mão segurando a minha, um ultimo grito foi dado e logo um choro fino tomou conta de todo o lugar fazendo com que eu olhasse para Ana que mesmo cansada tinha um grande sorriso em seu rosto.
—O papai quer cortas o cordão? –A medico me perguntou e eu assenti olhando para Ana e indo ate o nosso bebê.
—Parabéns ele é um lindo menino. –Ela me disse e me deu a tesoura para que eu cortasse o cordão e logo meu filho foi levado por uma enfermeira que o enrolou em uma manta azul e veio até mim me entregando ele com todo o cuidado do mundo.
—Me deixe ver ele. –Ana me pede e por sua voz posso ver o quanto ela está cansada.
—É um menino. –Digo o colocando o mais perto possível de seu corpo deixando que Ana olhasse para ele pegando em sua pequena mãozinha.
—Ele é lindo Christian. –Ela me diz e a enfermeira logo me chama e eu me afasto com eu filho e o entrego para ele e voltou para o lado de Ana. –Vou precisar sair agora, mas daqui a pouco eu vou voltar e nosso filho também. –Digo dando um beijo em seus cabelos e ela assente fechando os olhos e com isso saio da sala.
******
Assim que cheguei a sala de espera e contei que nosso filho havia nascido pude escutar gritos de felicidade e Mia e Kate estavam loucas para ir até o berçário para poder ver o mais novo Grey, Summer esta euforia querendo ver a mãe e novo irmãozinho, mas assim que olhei para José vi que algo estava errado com um aceno de cabeça ele entendeu e saiu comigo da sala e Samantha veio ao seu lado.
—A cirurgia acabou? –Pergunto para ele e vejo José assentir mais posso ver que ele esta abalado.
—Ela não aguentou, eles conseguiram somente salvar o bebê, mas ela morreu na mesa assim que o pequeno nasceu. –Ele me diz e vejo Samantha afagar seu braço o consolando. –Eu não sei o que fazer ainda somos casados e sei que o pai do bebê não vai querer saber dele, eu somente... –Ele começa a falar eu me lembro do que Leila pediu para Ana antes de ir embora.
—Nos vamos ficar com o bebê. –Digo descido e José me olha espantando e eu continuo. –Vou pedir para Elliot tomar todas as providencias possíveis, mas ele ira conosco. –Afirmo por que sei que vai ser isso que Ana ira querer.
—Você não precisa fazer eu posso muito bem... –Samantha começa a dizer, mas eu nego.
—Ele é irmão de Summer e ela merece o ter do seu lado e sei que isso vai ser a decisão de Ana também. –Afirmo para eles que assentem. Essa era a melhor decisão a se tomada.
—Vamos voltar para sala acho que sua filha está louca para ver o mais novo irmão. –Samantha diz e eu sorrio e juntos vamos para a sala e no caminho encontro a medica de Ana que me informou que minha mulher estava dormindo e que meu filho estava sendo levado para o berçário.
—Princesa... –Chamo da porta e Summer corre ate mim toda entusiasmada e pulando em meu colo. – O que acha de conhecer seu irmãozinho? –Pergunto e ela assente para mim e eu me viro para todas as outras pessoas. –Somente precisamos ser silenciosos tudo bem? –Eles afirmando e juntos todos nos vamos até o berçário.
—Qual e meu imaozinho papai? –Summer me pergunta praticamente com o rosto colado no vidro a nossa frente.
—Aquele ali princesa. –Aponto para o primeiro bebe que dorme tranquilamente enrolado em sua cobertinha. –Ele e muito parecido com a sua mamãe. –Digo e escuto seu sorriso gosto.
—Ele e lindo Christian. -Escuto o entusiasmo de minha irmã e sorrio para ela e logo depois outro bebe é colocado ao lado do meu filho e só de olhar para ele sei que ele é filho de Leila e com isso olho para José que retribui o meu olhar, mas nenhum de nos diz nada.
Eu não poderia imaginar qual seria a reação de minha família assim que eu dissesse que adotaria aquele bebê, mas de jeito nenhum eu deixaria o irmão de Summer ser criado longe dela.
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