O Contrato.
37 Capitulo 32.
Notas iniciais
Capitulo 32.
O quarto estava escuro e minha vista um pouco embaçada, mas mesmo assim eu podia me lembrar de tudo o que havia acontecido comigo há algumas horas atrás. A surpresa ao encontrar Henry no hangar, o tiro em Helena que agora estava morta, os dois tiros em Leila, sua bolça rompendo, minha bolça rompendo, o sangue, muito sangue para todos os lados, a hora em que achei que Christian havia sido atingido enquanto eu falava ao telefone pedindo por ajuda, nosso caminho até a maternidade, as contrações e logo depois a mão de Christian sobre a minha e por ultimo o chorinho do meu bebê, do meu menino lindo que mesmo ainda estando todo lambuzado era a coisa mais linda que já havia visto em toda a minha vida ate aquele momento. Olhando ao redor do quarto meus olhos caem sobre o homem deitado ao lado de minha cama. Christian estava com os olhos fechados, mas seu rosto estava virado para mim como se esperasse que eu acordasse a qualquer momento. Por isso com muito cuidado para não fazer qualquer barulho me estiquei ao máximo e passei meus dedos por seu rosto e na mesma hora seus olhos se abriram, e isso fez com que um grande sorriso surgissem meu rosto. Aos poucos Christian foi se afastando da cadeira para ficar ao meu lado e enquanto isso um sorriso surgiu em seus lábios.
—Você descansou? –Ele pergunta e eu assinto enquanto minha mão acaricia o seu rosto fazendo com que ele feche os olhos e se incline um pouco mais para mim. –Você dormiu só algumas horas, conseguiu descansar? –Ele pergunta e seu rosto está preocupado e na mesma hora fico preocupada.
—Aconteceu algo como o nosso menino? –Pergunto para ele e um sorriso se forma em seu rosto negando com a cabeça, e isso faz com que todo o meu corpo relaxe, Christian não estaria bem se nosso bebê não estivesse.
—Ele está bem Ana, não se preocupe, os médicos estão deixando ele sob observação somente por ele ter nascido algum tempo antes do previsto, mas ele estava com um ótimo peso e altura, nosso filho está bem. –Ele garante a mim, mas mesmo assim ainda posso ver que algo está o preocupando.
—Então se nosso filho está bem e saudável por você está com esse rosto preocupado? –Pergunto para ele e Christian sorri e se afasta do carinho que estou fazendo em seu rosto e começa a caminhar pelo quarto.
—Leila não conseguiu sobreviver a cirurgia. –Christian disse sem olhar para mim. –José por ser o marido dela está cuidando de tudo, mas o bebê... –Sua voz morre assim que ele fala sobre o bebê.
—Ele é nosso Christian... –Digo me levantando um pouco na cama e com isso ele me olha. – Leila me pediu e eu não posso deixar essa criança ir para um orfanato, ele é irmão de Summer, nós não podemos fazer isso. –Digo para ele que presta bastante atenção em mim.
—Eu disse isso a José, eu sabia que essa seria a sua primeira reação quando eu lhe contasse. –Ele se aproximou se sentando ao meu lado na cama. – José está abalado e até mesmo cogitou a hipótese de ficar com o bebê, mas eu não acho que isso seria algo para ele. –Ele me diz e eu nego.
—Leila me pediu e é isso que eu vou fazer, por que isso é o certo para Summer e ele. –Christian assente para mim.
—Já que agora temos dois filhos, vamos precisar escolher os nomes você não acha? –Ele me pergunta com um sorriso. –Já pedi para Elliot entrar em contato com Paul para podermos resolver o mais rápido possível todas as papeladas. –Ele me informa e eu sorri.
—Será que eu posso vê-los? –Pergunto para Christian que assente para mim e vai para fora do quarto e imagino que ele esteja indo procurar por alguma enfermeira. E acerto já que minutos depois ele aparece com uma enfermeira ao seu lado.
—Senhorita Steele, que bom que está acordada. –Ela fala com um sorriso caloroso em seu rosto enquanto examina a prancheta e vem até meu lado.
—Será que posso ver o meu bebê? –Pergunto para ela animada e a mesmo sorri assentindo enquanto olha os meus sinais.
—Claro que pode ver o seu bebê. –Ela me diz anotando algo em sua prancheta. –Seu noivo é muito bom, cuidou de tudo e eles estão muito bem e sua menina é uma menina incrível. –Ela me diz fazendo com que um sorriso enorme surja em meu rosto.
—Minha menina está aqui? –Pergunto e ela assente e eu olho para Christian que esta na porta com um grande sorriso em seu rosto.
—Ela é a nova atração do hospital. –Ela me diz colocando a prancheta de volta ao pé da cama. – Assim como seu filho e o da mulher que morreu. –Ela olha para mim e depois para Christian antes de continuar. –Vamos ver os seu bebê? –Ela me pergunta e eu me levanto rapidamente.
—Espere, eu ajudo você a descer. –Christian vem até mim antes que eu desça da cama e com isso me ajuda me pegando no seu colo e me colocando com todo o cuido no chão.
—Eu queria um homem desses. –Escuto a enfermeira sussurrar e seguro um sorriso enquanto Christian me olha e só de olhar para seu rosto sei que ele assim como eu escutou o que a moça ao nosso lado disse.
—Podemos ir? –Christian pergunta para ela que assente rapidamente indicando a porta e com a ajuda de Christian eu começo a caminhar a passos curto.
A cada passo que dávamos eu ficava cada vez mais ansiosa, eu queria ver meu menino, queria olhar melhor para seu rostinho e poder gravar cada pedacinho dele em minha cabeça para que eu nunca mais esquecesse. Assim que chegamos a ela infantil do hospital e enfermeira nos levou até um dos quartos e eu olhei para Grey que deu de ombros com um sorriso. E assim que a porta foi aberta eu pude ver todos ali. David e Grace estavam com Summer adormecida no canto da sala, Kate e Elliot tinham um pequeno bebê em seu colo, enquanto Mia e Ethan estavam com outro.
—Acho que eles nem precisam de mim. –Digo fazendo com que todos olhem para mim com um sorriso no rosto.
—Não seja boba querida, todo bebê quer a sua mãe. –Grace diz colocando Summer totalmente no colo de David que a acomodou em seu peito enquanto ela vinha até mim. –Parabéns pelo lindo menino.
—Obrigada. –Digo a ela e vejo que Kate se aproxima com meu bebê, sim eu posso o reconhecer seus cabelos castanhos iguais aos meus. –Meu menino... –Digo chegando o mais perto possível que a barriga de Kate permitia e ela me entrega ele.
—Ele é lindo Ana, parabéns. –Ela beija meu rosto antes de se separar de mim e ir para o lado de Elliot que coloca sua mão sobre a barriga da esposa.
E como isso eu me viro para o lindo menino em meus braços. Cabelos castanhos, pele branquinha e mesmo parecendo besteira eu faço questão de contar todos os seus dedinhos me certificando de que os vinte estão ali. E assim que o arrumo novamente, escuto um resmungado e logo seus olhos se abrem, revelando a cor deles de um azul claro e profundo.
—Isso é lindo. –Grace exclama ao meu lado maravilhada e tudo o que eu faço é assentir sem desviar meus olhos do bebê que me encara.
—Temos algo que quero contar a vocês. –Christian diz me guiando até uma das cadeiras que havia ali, e assim que me sento ele vai até Mia e pega o outro bebê que ainda não tive a oportunidade de conhecer. –Sei que muitos estão se pergunto o porquê do filho de Leila estar aqui. –Ele fala e vejo Mia assentir. –Ele assim com Summer é um Grey agora, e essa é uma decisão minha e de Ana e não vou deixar que ninguém se interfira nela. -Ele diz decidido.
—Christian, mas isso é... –Um burburinho toma conta da sala e Mia começa a falar, mas David a interrompe fazendo com que todos se assustem.
—Isso é algo muito bonito da parte de vocês, nenhum outro casal faria o que vocês estão fazendo e por isso tenho orgulho de estar nessa família. –Ele se levanta com Summer ainda em seu colo a arrumando. –Vocês transmitem amor para todos que estão ao redor de vocês e nada me deixaria mais feliz do que fazer realmente parte dessa família. –Ele caminha até Elliot e entrega Summer a ele. –Por isso eu queria muito me casar com a sua mãe Christian, e poder junto com ela cuidar dessas crianças e de todas as outras que vocês tiverem. –Ele termina de falar de vejo que todos estão de boca aberta por suas palavras.
—Minha mãe merece o melhor que houver nesse mundo e se for isso que ela quer... –Christian diz enquanto David está parado em frente a Grace com um lindo anel esperando por sua resposta.
—Sim, claro que sim.... –Ela diz fazendo com que todos ali rissem por sua reação.
—Me desculpe, eu não queria... –Mia começou a dizer enquanto Christian se colocava ao meu lado para que eu pudesse ver o lindo bebê em seus braços. –Acho que fui pega de surpresa. –Ela diz e eu assinto.
—Eu agradeço que esteja preocupada conosco Mia, e mesmo sabendo tudo o que Leila fez, eu não posso deixar o irmão de Summer em um abrigo e não é justo deixar que José assuma tudo, esse bebê é a prova de tudo o que de ruim Leila fez com ele. –Digo e olho para o menino branquinho de cabelos loiros e seus brilhantes olhos azuis abertos olhando fixamente para Christian. –Ela me pediu, ela praticamente me implorou e isso é o que eu vou fazer. –Afirmo com convicção e todos ali parecem entender.
—Então já que temos dois novos Grey’s, quero saber como vai ser o nome desses bebês. –Ethan me perguntou animado fazendo com que todos ali sorriam. E com isso eu olho para Christian que assente e pelo sorriso em seu rosto posso ver que tivemos o mesmo pensamento.
—Tínhamos dois nomes em mente e ficamos em duvida em qual escolher. –Falo pegando a mãozinha do meu bebê. –Então esse pequeno bebê de lindos olhos azuis se chama Theodore Raymond Grey. –Falo e olho para Christian que assente confirmando.
—E esse outro garotão aqui. –Christian começa a diz arrumando o bebê em seu colo. –Benjamin Grey. –Ele informa fazendo com que todos riam para nós, mas antes que alguém possa falar algo, um choro fino entrou em nossos ouvidos me mostrando que estava na hora de meus filhos comerem.
—Acho que devemos ir. –Mia disse e todos assentiram e assim que Elliot começa a sair com Summer em seu colo Christian o chama antes que eu o faça.
—A deixe ali na cama, Ana vai querer os três juntos. –Christian disse para ele que assente e logo depois todos se despendem e vão para fora do quarto deixando somente a mim, os meninos e Christian.
Segundos depois que todos saíram uma das enfermeiras vem ate o quarto e me mostra a melhor forma para amamentar dois meninos de uma só vez. E assim que ela sai vejo os olhinhos de Summer se abrindo e rapidamente ela pula da cama vindo até o meu lado e se esticando toda para beijar meu rosto.
—Não ela uma imaozinho mamãe? –Summer me pergunta e eu sorrio enquanto Christian a pega no colo.
-Sim meu amor, mas como a mamãe é uma mulher que ama muito, agora vamos ter dois irmãozinhos para cuidar, o que você acha disso? –Ele pergunta para ela que fica um pouco em silencio somente olhando para os bebês.
-Eu pode ajuda? –Ela sorri e isso me deixa aliviada, de todas as pessoas minha única preocupação era Summer, eu sabia que não seria fácil para ela.
—Claro que pode querida. –Ela sorri e assente pulando do colo de Christian e vindo até nós dando um beijo em cada uma. E agora aqui, algo chamou a minha atenção.
-Onde Izabel e Carla estão? –Pergunto olhando para os bebês que mamavam tranquilamente.
-Assim que descobri que Leila, você sabe... –Christian evita falar já que Summer está ao nosso lado. –Nós precisamos nos mudar, por isso encarreguei as duas para preparar os quartos das crianças na nossa nova casa. Elas foram logo depois que viram os meninos, mas tenho certeza que Mia vai para lá também. –Ele diz revirando os olhos e eu sorrio.
Ali olhando para eles eu via que não precisava de mais nada em minha vida. Eu amava tudo aquilo e por mais que aquela não fosse uma das famílias mais tradicionais, era a minha família e eu a amava por isso.
******
Pov. Christian
Ana e as crianças estavam dormindo e eu estava aqui parado na porta olhando para elas. Ana estava tranquila com Summer ao seu lado da cama enquanto cada uma dos meninos estava em seu bercinho. Minha mãe estava vindo para o hospital para que eu pudesse resolver algo, eu tinha que garantir que Henry nunca mais saísse daquela maldita cadeia para onde foi mandado. Mas para isso acontecer eu preciso ter uma conversa com Linc.
-Você não deveria ir. –Escuto a voz de minha mãe e olho para o lado vendo que ela e Elliot estavam ali olhando para mim.
-Não é uma questão de dever ou não mãe, é uma questão de precisar, eu não posso deixar aquele moleque se livrar. –Digo para ela e vejo que Elliot concorda comigo.
-Christian você tem uma noiva, uma filha linda e agora dois meninos recém-nascidos, deixe que a policia resolva isso. –Ela me pede e eu olho para dentro do quarto, mas uma vez antes de responder.
-Eu estou fazendo isso por eles, mãe. –Digo e volto meus olhos para ela. –Ele matou duas pessoas hoje e quase me matou há meses atrás, eu não posso deixar ele ser livre. –Digo e a vejo assentir mesmo estando contrariada.
-Então acho que está na nossa hora? –Elliot fala e eu assinto para ele.
-Cuide deles, eu espero voltar o mais rápido possível. -Digo antes de dar uma ultima olhada e seguir meu amigo pelo corredor que nos levou para fora do hospital.
-Você sabe que isso não vai ser nada fácil não sabe? Ele é pai Christian. –Ele me fala ligando o carro e saindo da vaga.
-O maldito filho dele quase me matou e a um bebê, acha que uma pessoa como ele dever mesmo ser solto só por que tem um pai poderoso, Elliot? Você já imaginou se isso acontecesse com a sua esposa e o seu filho? –Pergunto e vejo que todo o corpo de Elliot fica tenso, mas mesmo assim ele não me responde, sei que está pensando no que acabei de perguntar a ele.
-Eu mataria o filho da puta com as minhas próprias mãos se pudesse. –Elliot me fala depois de um bom tempo. –Kate e o nosso bebê são as coisas mais importante que tenho, então se isso acontecesse comigo eu mataria o filho da puta. –Ele me diz e eu assinto por que sei que suas palavras são verdadeiras.
O resto do nosso caminho é feito em silencio e isso é bom para mim, já que posso por minha cabeça em ordem. Taylor havia me ligado e informado que Linc estava lá para saber de tudo o que havia acontecido e me pediu para que eu chegasse o mais rápido possível. Assim que Elliot estacionou em frente á cadeia posso reconhecer Linc saindo pelo portão com um homem que julgo seu um advogado. Por isso pulo do carro e o homem que está vindo para perto de mim não parece surpreso em me ver ali.
-Não fico surpreso em ver você aqui. –Ele me diz serio e eu somente olho para ele, quero saber qual vai ser o rumo dessa conversa. –Veio ter certeza que Henry nunca mais vai sair daqui não é mesmo? –Ele me pergunta e vejo que Elliot se coloca ao meu lado.
-Seu filho que eu nem sabia que tinha, quase colocou o meu filho e minha noiva em risco e matou duas pessoas, acho que esse lugar é pouco para ele. –Vejo Linc estremecer quando digo a ele.
-Henry sempre foi um menino estranho, mas nunca pensei que isso chegaria a esse ponto. –Ele olha para a cadeia e depois volta a olhar para mim. –Eu não vou mentir para você Christian, ele é meu filho e vou dar a ele uma defesa, mas em momento nenhum vou tirar ele daqui. –Linc fala e posso ver o quanto esta sendo difícil para ele. –Ele mesmo confirmou o atentando a você, disse que desregulou o planador, admitiu que matou Helena e que queria matar Leila e o bebê, eu não posso deixar o meu filho solto, infelizmente. –Ele diz e algo em mim relaxa.
-Isso é o certo a se fazer Linc, seu filho não tem condições de estar em liberdade. –Elliot diz e vejo que Taylor esta se aproximando e por seu rosto posso ver que as noticias não são as melhores.
-Senhor Grey. –Ele me chama parando a alguma passos de nós e olha para Linc e depois para mim e eu peço para que ele se aproxime, mas Taylor parece indeciso em fazer isso.
-Não se preocupe Taylor, eu sei que ira falar sobre meu filho e nada mais que Henry faça pode me surpreender. –Linc diz para ele com um sorriso forçado.
-Ele foi levado para a cela assim que a visita acabou, tenho um amigo que trabalha ali dentro e estava me deixando acompanhar tudo, mas assim que ficou sozinho, Henry usou o lençol do colchão para... –Taylor não terminou a frase, mas todo nós intendemos.
-Nós saímos de lá ha penas dez minutos... –Linc diz chocado com o que Taylor acabou de dizer.
-Me desculpe senhor, ele foi colocado em uma área separada dos outros detentos, mas ninguém imaginou que ele seria capaz de fazer isso. –Taylor fala e Linc assente depois olha em minha direção e se vira e caminha com seu advogado para o presidio novamente.
-Meu deus isso é uma loucura. –Elliot diz e eu assinto por que é isso o que eu também acho.
-Eu quero voltar para o hospital, Ana e as crianças podem acordar a qualquer momento e quero estar lá quando isso acontecer. –Digo para Elliot e olho para Taylor. –Acho que nada mais pode ser feito aqui Taylor, vá para casa, você precisa descansar, Gail está arrumando as coisas para nos mudarmos para a casa nova, quero que ajude ela amanhã. –Falo para ele que assente.
-Irei fazer isso, não se preocupe. –Ele afirma e se despede indo para o carro e eu faço e mesmo com Elliot.
-Agora tudo acabou. –Meu amigo diz ligando o carro e saindo dali e tudo o que faço é assentir por que ele esta certo, agora tudo acabou e tudo o que mais quero é estar com Ana e nossos filhos.
Fale com o autor