O Contrato.

3 Capitulo 2.


Notas iniciais
Meninas adorei todos os comentários então aqui está mais um capitulo.

Capitulo 2.

Achar Christian não foi uma das coisas mais difíceis, ele era um homem conhecido e em todos os jornais seu nome estava estampado assim como o de sua empresa, então agora aqui estava eu parada em frente à sede de sua empresa criando coragem para entrar. Isabel havia me garantindo que Christian ajudaria, mas eu não tinha a mesma certeza. Minha amiga estava cuidando de Summer e de Jack enquanto eu tinha a minha conversa com Christian.

Caminhei até a grande porta vendo que varias pessoas olhavam para mim e eu sabia o porquê, mesmo não estando rasgada ou suja minhas roupas eram muito mais simples do que de qualquer pessoa que estava ao meu lado, mas eu não me importava com isso, já que todo o dinheiro que ganhava ia para as necessidades dos outros do que para as minhas.

Cheguei ao balcão vendo a bela loira ali olhando para mim com um sorriso forçado em seu rosto, me olhando de cima a baixo, mas eu não me importei com aqui respirei fundo colocando um sorriso forçado em meu rosto enquanto ela se dirigia a mim.

—Em que posso ajuda-la? –Disse ainda me olhando com superioridade.

—Eu gostaria de falar com Christian Grey. –Digo vendo um sorriso debochado em seu rosto. –Por favor. –Completo respirando fundo a vendo olhar para a outra mulher ao seu lado com um sorriso.

—Me desculpe o senhor Grey já ajuda instituições de caridade, mas me dê o nome da sua que eu posso passar para a sua secretaria. -Eu queria responder á ela, ou até mesmo gritar, mas eu não faria isso, pelo menos não hoje.

—Não é você quem decide quem o senhor Grey vai receber Carla, então não passe por cima da minha autoridade estamos entendidas? –Olhei vendo outra loira ali parada ao nosso lado á olhando irritada.

—Me desculpe isso não vai mais acontecer. –A tal Carla diz para a moça ao meu lado que se vira para mim e nela eu posso ver um sorriso verdadeiro.

—Eu sou Andreia secretaria do senhor Greyem que posso ajuda-la? –Ela me pergunta parecendo bastante curiosa sobre a minha visita.

—Eu sou uma parente e gostaria de conversar com ele alguns minutos se possível. –Digo vendo ela me olhar por um longo tempo antes de assentir para mim.

—Você levou sorte ele vai ter um horário livre em sua agenda essa manhã, venha comigo e eu irei perguntar se ele pode atender você senhorita... ? –Ela me pergunta começando a caminhar para o elevador.

—Anastácia Steele. –Digo a fazendo assentir enquanto ela acenava para que os seguranças liberassem a minha passagem.

Caminhamos juntas até o elevador onde mais algumas pessoas esperavam, e assim que entramos ele subiu a toda velocidade. Em alguns momentos ele parava e as pessoas iam saindo até que restou somente nós duas. Assim que as portas foram abertas, pude ver uma grande recepção onde mais duas mulheres estavam trabalhando e assim que nos viram elas olharam entre mim e Andreia antes de voltarem para os seus trabalhos.

—Pode se sentar. –Andreia disse apontando uma das poltronas que havia ali. –Eu vou falar com o senhor Grey. –Ela sorriu me fazendo relaxar pelo menos um pouco.

Me sentei vendo Andreia caminhar até sua mesa pegando o telefone, agora eu não podia mais fazer nada, eu dependia da boa vontade de Christian para me receber, e pelas caras que Andreia estava fazendo enquanto falava com ele eu soube que não seria nada de bom. Ela me olhou com uma certa pena e assim que desligou o telefone, eu sabia ele não iria me receber, que havia vindo aqui atoa, eu sabia que Isabel estava errada, Christian nunca mudaria. Ela saiu de sua mesa e veio até mim com um sorriso nervoso em seu rosto.

—Me desculpe Senhorita Steele, mas o senhor Grey disse que não ira recebê-la e que não tem nenhum parente com esse nome. –Ela disse parecendo nervosa.

—Eu... –Eu não sabia o que dizer, ele nem ao menos escutaria o que eu tinha a dizer.

—O senhor Grey me pediu para avisar que se a senhorita não sair ele irá chamar a segurança. –Ela parecia realmente nervosa já que pulava de um pé para o outro enquanto falava.

—Tudo bem. –Digo dando um sorriso forçado para ela tentando ao máximo conter ás minhas lágrimas que estavam surgindo em meus olhos. –Obrigado Andreia. –Digo me levantando enquanto eu me afastava chegando ao elevador.

Assim que as portas se abriram para mim fazendo com que eu entrasse eu o vi, saindo do que imagino ser a sua sala, seus olhos foram direto aos meus fazendo com que um calafrio surgisse em meu corpo. Ele pareceu paralisado em seu lugar enquanto as portas se fechavam fazendo com que tudo sumisse. Tudo em mim estava caindo e eu não podia fazer nada. Assim que as portas do elevador se abriram novamente eu corri para fora deixando que as lagrimas saíssem, eu estava certa Christian não havia mudado seus olhos frios sobre mim me mostraram isso nos poucos minutos em que me olhou.

—Moça...moça... –Escutei uma voz da moça da recepção mais eu a ignorei correndo porta a fora, eu não precisava de outra cena de humilhação.

—Senhorita Steele. –Uma voz grossa e uma mão em meu braço fizeram com que eu parasse olhando para o grande homem que me segurava. –Me desculpe mas o senhor Grey vai recebê-la agora.

—Diga ao seu patrão que eu não vou subir, e que eu estou saindo como ele havia pedido. –Digo tentando me soltar mais o segurança pareceu não se importar com as minhas tentativas.

—Minhas ordens são para levá-la até o senhor Grey, então, por favor, me acompanhe até o elevador. –Ele não me deixou alternativa a não ser ir com ele já que em momento nenhum sua mão soltou o meu braço.

Estávamos agora novamente no elevador que rapidamente nos deixou no andar que eu estive á poucos minutos atrás. Andreia sorriu cautelosa assim que me viu, mas diferente de poucos minutos atrás eu fui levada direto até a porta de que vi Christian saindo. O homem bateu e a voz grossa e abafada veio do outro lado liberando nossa passagem e com isso eu fui levada para dentro, me deparando com as costas de Christian já que ele olhava para fora como se admirasse a paisagem.

—Obrigado Taylor, pode ir. –Christian disse se virando e olhando em meus olhos enquanto falava com o homem.

—Sim senhor. –Sua mão soltou meu braço e logo estávamos somente nós dois naquela sala. Christian me analisava de cima baixo com um sorriso debochado em seu rosto me fazendo sentir com calafrio.

—Sabe, eu pensei que nunca mais veria a sua cara, mas vejo que os Steele sabem como surpreender uma pessoa. –Ele disse debochado se sentando em sua cadeira.

—Eu não estaria aqui se não precisasse Christian, você pode ter certeza disso. –Digo o fazendo me olhar.

—Pelas suas roupas vejo que o dinheiro do meu pai já acabou não é mesmo. –Olhando para ele eu não entendia, Christian era um homem lindo, seus cabelos castanhos e olhos cinza o deixavam com um ar de mistério, mas o seu coração era totalmente frio e isso me dava pena.

—Eu vim aqui pedir a sua ajuda e não falar sobre o passado Christian. –Digo desviando sua pergunta.

—Sua mãe pode ajudar, pelo que sei ela esta dando mais um golpe em algum velho. –Ele disse parecendo divertido, mas eu podia ver sua raiva.

—Jack esta doente e eu não falo com Helena á muito tempo. –Digo e isso parece que o surpreende. –A doença de meu irmão não tem cura e por causa disso eu preciso que você... –As palavras não saiam, eu não sabia como pedir dinheiro a ele.

—Você veio aqui apelar para o meu lado humano para que eu possa pagar as suas dividas? –Ele arqueou a sobrancelha dizendo o que eu não tinha coragem de falar.

—Eu vou devolver cada centavo. –Digo me adiantando. –Eu somente não posso juntar todo esse dinheiro agora. –Digo o fazendo sorrir.

—Eu posso ajudar você. –Seus olhos percorreram todo o meu corpo de olhando de cima a baixo. –Mas isso vai custar algo para você.

—Eu posso pagar o dobro. –Garanto a ele. –Assim que as coisas melhorarem eu vou devolver cada centavo que você me emprestou.

—Quanto você precisa? –Ele estava serio agora e eu faço algumas costas mentais até que chego ao resultado.

—6 mil. –Digo o fazendo assobiar com um sorriso enquanto remexia em uma de suas gavetas.

—Se lembra de que quando éramos mais novos eu disse á você que todos tem um preço? –Ele me perguntou me fazendo engolir em seco. –Eu só não sabia que o seu era tão baixo. –Suas palavras foram como um tapa em minha cara.

—Christian eu ... –Eu não sabia o que falar, suas palavras haviam me pegado me surpresa, mas ele ainda não havia acabado.

—Mas eu não preciso que você me devolva o dinheiro mais vou querer algo em troca. –Ele disse dando a volta na mesa parando em minha frente pegando um mexa do meu cabelo e se inclinou para sussurrar em meu ouvido. –Eu vou querer o meu pagamento tendo você em minha cama. – Ele disse me fazendo dar um pulo para trás.

—Ficou louco? Eu não sou uma prostituta Christian, eu vim aqui pedir a sua ajuda e não me vender. –Digo o fazendo sorrir.

—Mas não é isso o que todos da sua família fazem? –Ele diz voltado para sua cadeira. –Vocês não usam os outros em troca de dinheiro? Não precisa se fazer de santa para mim querida. –Eu não iria ouvir mais nada do que ele estava dizendo.

—Eu pensei que existia algo bom em você, mas pelo visto me enganei. –Digo caminhando até a porta. –Eu não sou como Jack ou Helena. –Ele me olha fixamente. –Me desculpe por ter ocupado o seu tempo senhor Grey, mas já estou indo embora e você nunca mais terá noticias minhas. –Digo abrindo a porta, mas sua voz me para.

—Você vai voltar Anastácia e vai aceitar a minha proposta e eu e você sabemos disso. –Isso e tudo o que escuto antes de fechar a porta atrás de mim vendo as três mulheres loiras ali olhando para mim.

Eu passei por elas com um pequeno sorriso enquanto segurava as minhas lagrimas, eu não deixaria ninguém ver o quanto ele havia me humilhado, assim que entrei no elevador ele me levou rapidamente para o meu destino e assim que as portas se abriram eu pulei para fora vendo o segurança que agora eu sabia que se chama Taylor esperando por mim.

—Vamos senhorita Steele o senhor Grey me pediu para leva-la para casa. –Ele disse parecendo nervoso.

—Muito obrigado Taylor, mas eu vou embora sozinha, mas diga ao seu patrão que ele não manda em mim e que não pode me dizer como eu vou embora para casa. –Digo dando á volta, mas antes de ir embora eu posso ver um sorriso cauteloso em seu rosto.

Caminho para o lado de fora correndo para o ponto de ônibus, deixando que as lagrimas voltassem a cair. Ele havia feito muito pior do que me humilhar, ele havia me acusado de coisas que eu nunca havia feito. Eu sabia que precisava de Christian, mas eu também não podia aceitar sua proposta. Entrei no ônibus vendo algumas pessoas me olhando, mas não me importei e continuei caminhando até o fundo e me sentando ali.

Demorei algum tempo até me acalmar novamente e assim que percebi eu já estava no ponto que precisava descer. Caminhar até a minha casa foi algo difícil já que eu olhava em volta com medo de que algo acontece, eu sabia que não teria como pagar a minha divida e com isso eu não sabia o que o agiota poderia fazer.

Assim que cheguei entrei rapidamente, vendo Summer sentadinha vendo algo na televisão, e assim que me viu o sorriso em seu rosto fez com que o pouco do medo que existia em mim sumisse.

—Você chego titia tava com sadade. –Ela dizia correndo para os meus braços me fazendo apertar ela contra mim.

—Me desculpe não estar aqui princesa quando você acordou, mas vai terminar de ver o seu desenho que eu vou ver á Isabel. –Digo me separando dela e indo para a cozinha onde sabia que Isabel estava.

—Como foi? –Ela me perguntou assim que entrei e eu a olhei negando com a cabeça.

—Eu prefiro não falar sobre isso agora Isabel, eu preciso de um banho e depois conversamos tudo bem? –Ela me olhou por um momento antes de assentir.

—Eu estou fazendo o nosso almoço venha logo querida. –Esse era um dos motivos que eu amava essa mulher ela nunca me pressionava. –Ana. – Ela me chamou enquanto eu caminhava para fora da cozinha. –Sabe que eu sempre vou estar aqui não é querida? –Eu assenti por que essa era a minha única garantia.

—Obrigado por isso. –Digo saindo e caminhando para o quarto onde Jack dormia tranquilamente e eu sabia que ele não havia tido nenhuma outra crise por que não havia qualquer outro machucado em seu corpo.

E foi com varias coisas em minha cabeça que eu caminhei até o banheiro, eu tinha feito faculdade, mas graças a doença de Jack eu nunca a terminei assim como meu estagio de onde fui mandada embora quando não aceitei o assedio que sofri de meu chefe. Christian não me ajudaria então as minhas únicas opções eram levar Jack de volta para o hospital e colocar minha sobrinha em uma escolinha para que eu pudesse trabalhar, mas mesmo assim eu não sabia se isso resolveria todos os meus problemas.

Notas finais
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