O Contrato.
26 Bônus II.
Notas iniciais
Bônus II.
Eu estava na porta do quarto de Logan olhando meu filho dormindo e isso era a coisa que mais me dava paz no mundo, e paz era exatamente o que eu precisava desde o julgamento onde eu percebi que não podia tirar Summer de Anastácia apenas por um capricho meu. Eu sabia que Leila não se importava com a menina e mesmo assim insisti, por que pensei que com o tempo minha esposa se tocaria que um filho era a melhor coisa para a vida de uma mulher. Mas eu estava errado e sua atitude me mostrou isso assim que saímos daquele tribunal. E agora tudo o que eu conseguia pensar era como eu pude ser tão cego e não ver a mulher que Leila é, e em como vou fazer agora já que ela espera um filho meu. Eu tinha muitas perguntas em minha cabeça e poucas respostas e era isso que me deixava ainda mais preocupado, já que Logan era completamente apaixonado por Leila, já que nunca conheceu sua verdadeira mãe.
Pensar em Samantha fez com que uma pontada viesse em meu peito, eu sabia que mesmo me casando com Leila eu nunca havia superado totalmente nosso relacionamento e a sua partida, e isso era o que me deixava com ainda mais raiva. E eu não queria sentir raiva, eu somente queria alguém que me amasse e que realmente quisesse estar comigo e com Logan, e com esse pensamento eu me desencosto da porta e a fecho para ir á cozinha. Eu havia ido para o quarto de hospedes depois de uma discussão onde informei a Leila que ela estava proibida de chegar perto de Christian e Anastácia e minha esposa não pareceu gostar da minha ordem. Mas eu não a dei bola, eu simplesmente sai e a deixei gritando sozinha como vinha fazendo a algumas semanas. E mesmo sabendo que isso era uma coisa rude a se fazer eu me senti um pouco mais livre, e mesmo não querendo eu percebi que aos poucos eu estava me soltando das amarras que eu mesmo havia colocado em mim. As amarras que me deixavam cego para não ver que minha esposa não era uma mulher perfeita como eu imaginava que ela fosse.
—Não podemos fazer isso aqui. –Escuto a voz de minha mulher sussurrando e saio dos meus pensamentos olhando ao redor vendo que ela vem da cozinha. –Eu também quero, mas com certeza não podemos ter sexo agora. –A palavras sexo faz com eu feche meus punhos pela raiva que está crescendo em mim.
—Acha que sou idiota, eu sei que ele não da conta de você e que você quer que eu te coma aqui e agora. –Posso ouvir a voz do meu motorista.
—Theo... –Leila geme e isso me deixa enojado, por que mesmo estando magoado com algumas atitudes de minha mulher nunca imaginei que ela poderia me trair. –Isso, bem assim... –Posso escutar mais e mais gemidos e mesmo não querendo ver eu caminho até a cozinha por que mesmo escutando eu precisava ver.
E mesmo sabendo que eu não gostaria nada me preparou para o que eu estava vendo. Minha mulher completamente pelada e com as pernas bem abertas e Theo com seu rosto entre elas enquanto Leila puxava seus cabelos e gemia seu nome como uma louca. E ver aquela cena me deixou enojado de mim mesmo por nunca ter percebido o tipo de mulher que esteve ao meu lado esse tempo todo.
—Pelo menos o filho é meu? –Pergunto fazendo com que os dois me olhem e na mesma hora vejo Leila ficar ainda mais branca enquanto se levanta olhando para mim.
—Meu amor... –Ela gagueja procurando palavras para explicar o que eu acabei de ver. –Eu não queria eu juro ele me foçou... ele me puxou e eu não consegui... –Ela estava tentando se cobrir enquanto eu olhava para ela.
—Eu não forcei você. –Theo se defende e eu me sinto um dos homens mais ridículos por estar aqui escutando isso.
—Eu não quero saber... –Digo elevando um pouco a minha voz e isso faz com que os dois olhem para mim. –Eu quero saber se esse filho é meu. –Digo olhando para Leila e tudo o que posso ver e uma mulher desesperada.
—Claro... –Ela começa a dizer mais meu motorista é mais rápido com suas palavras.
—Não, esse filho é meu. –Ele diz fazendo Leila se virar para ele com ódio em seus olhos. –Não precisa me olhar assim, eu já estou cansado de tudo isso. Eu amo você e tudo o que você me da são noites aparecendo de madrugada em meu quarto ou alguma rapidinha eu algum lugar, eu quero mais. –Ele diz a ela e depois olha para mim. –Me desculpe por isso senhor Rodrigues, mas eu a amo, e não se preocupe por que estou indo embora e o senhor nunca mais vai me ver. –Sim ele estava indo, mas antes que ele fosse eu precisava fazer algo.
—Theo. –Eu o chamo e assim que ele se vira para mim eu acerto um soco em seu rosto fazendo com que ele de alguns passos para trás enquanto me olha surpreso, mas sem dizer nada ele assente e vai para a ala dos empregados.
—Meu amor... José me deixe explicar, eu sei que você vai entender se você me deixar falar. –Leila estava usando seu charme mais uma vez comigo, o mesmo charme que usou quando me conheceu.
—Eu pensei que nunca amaria outra mulher depois que a mãe de Logan foi embora. –Digo olhando bem para ela. –Eu pensei que seriamos somente eu e ele para sempre por que eu pensava que as mulheres não prestavam e dai você apareceu. –Eu sorri por que realmente pensei que ela era uma boa pessoa. –Você me fez acreditar que você era a melhor pessoa do mundo, você cuidou de mim e de Logan como somente uma mulher que ama poderia fazer, e por isso eu me casei com você, por isso eu me apaixonei por você. –Digo olhando bem para ela.
—Se você me deixar explicar. –Ela me pede e eu nego com a cabeça por que agora tudo o que quero é dizer a ela tudo o que sinto antes de á colocar para fora de minha vida de uma vez por todas.
—Eu sabia que você tinha defeitos e eu sempre os aceitei, e mesmo vendo algumas coisas que não me agradavam eu nunca me importei, mas quando eu soube de Summer tudo mudou em mim, e aquela imagem de mulher perfeita se ruiu um pouco dando lugar a uma mulher de carne e osso. E quando você me contou a sua parte da historia eu quis muito acreditar, quis tanto que fui com você naquele maldito tribunal, mas sabe o que eu vi? Sabe o que se passou na minha cabeça enquanto eu ouvia Ana descrever tudo o que ela fez por Summer? –Pergunto e ela nega.
—Me passou que eu estava sendo o maior hipócrita de todos por que assim como ela eu nunca deixaria a mãe de Logan chegar perto dele outra vez, por que somente quem foi abandonado sabe a dor que passa. E enquanto ela falava eu olhei para você e não vi qualquer arrependimento em seus olhos. –Digo á vendo olhar para todos os lados menos para mim. –Ali eu soube que não conhecia a mulher com quem me casei e ver você transando com meu segurança só deixou tudo ainda mais claro.
—Eu cometi um erro José, mas nós podemos concertar eu posso tirar essa criança e nós podemos ter um bebê só nosso e nada irá nos atrapalhar. –Ela me diz tentando se aproximar e isso me deixa enojado.
—Eu quero você fora da minha casa, eu quero você fora da minha vida, eu sinto nojo de você, eu sinto nojo por ter estado com você todo esse tempo, eu me sinto um idiota por não ter visto a vagabunda que eu mesmo coloquei dentro da minha casa. –Digo soltando toda a minha raiva nela.
—Você não pode me colocar para fora. –Leila diz assumindo uma postura que eu nunca havia visto antes. –Eu sou casada com você e tenho direito a metade de tudo o que é seu. –Ela diz com um sorriso triunfante e só agora nesse exato momento eu posso ver a real personalidade dela.
—Então arrume um bom advogado por que eu não pretendo dar nada a você de graça e você tem que sair da minha casa agora mesmo. –Digo apontando para a porta e ela nega, fazendo com que uma vontade enorme de gritar surja em mim. -EU DISSE FORA PORRA, QUERO VOCÊ E O SEU MALDITO AMANTE FORA DA MINHA CASA AGORA MESMO. –Digo e vou a empurrando para fora somente com o robe que esta em seu corpo.
—José você não pode fazer isso eu tenho roupas, eu preciso das minhas coisas... –Ela pensa somente eu seus objetos pessoas e em nenhum momento tocou no nome de Logan.
—Mande o seu novo endereço para a minha secretaria e suas coisas vão para lá ,agora saia. –Digo a colocando para fora e vejo Theo com sua mala logo atrás dela.
—Você vai se arrepender do que esta fazendo agora. –Ela me ameaça, mas tudo o que posso sentir nesse momento é que estou me libertando daquilo que estava me puxando para trás durante muito tempo.
—Você está errada. –Digo fazendo com que ela me olhe sem entender. –Isso é a coisa certa a se fazer, e é a coisa que eu deveria ter feito á muito tempo. –Digo fechando a porta em sua cara não dando tempo para que ela responda nada.
Eu me sinto mais aliviado, mas mesmo assim eu ainda preciso a ver indo embora para que eu saiba que essa pagina de minha vida esta realmente se virando então por isso eu vou até a janela a vejo sair pelo portão no carro velho de Theo. E eu sei que eu deveria estar me sentindo o pior homem do mundo já que na mesma noite eu descobri que estava sendo traído e que o bebê que pensei que era meu não era, mas ao invés de estar me sentindo para baixo eu sinto eu me bem muito bem na verdade, triste claro por ter sido enganado por tanto tempo, mas bem por ter tomado uma atitude.
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Pov. Leila
Ódio, é o que sinto enquanto o maldito carro velho dava solavancos pelas ruas de Seattle. Como eu pude ser tão burra e me deixar levar pelo tesão em plena cozinha onde qualquer pessoa podia nos ver. Como Theo pode ter sido um idiota ao dizer que o maldito bebê é dele quando ele sabia muito bem que eu não me separaria de José até essa maldita criança nascer.
—Você tem ideia do que fez? –Pergunto e ele que assente me fazendo dar socos em seu braço. –Você sabia que eu não podia me separar agora, você sabia que ele era minha única renda, e você estragou tudo. –Digo ainda batendo nele e com isso ele para o carro bruscamente fazendo com que eu me assuste.
—Você sabe muito bem que eu não suportava mais ver você bancando a mulher e mãe feliz e depois ver você correndo para abrir as suas pernas pra mim dizendo que ele nunca fez você gozar como eu fazia. –Theo diz e eu o olho com raiva.
—Quer saber de uma coisa eu não preciso de você, eu nem gosto de você, tudo o que tínhamos era sexo. -Digo saindo do carro e batendo a porta por que eu sabia que se fizesse isso ele vivia trás de mim. –Eu posso muito bem me virar sozinha. –Digo e para a minha surpresa ele volta a ligar o carro me deixando completamente abismada.
—Eu espero que você seja muito feliz com um bebê para cuidar sozinha, por que já que eu sou apenas sexo para você, eu vou indo embora. –Ele diz e acelera o carro de deixando em uma rua completamente deserta e sozinha.
—Seu filho da puta desgraçado volta aqui... –Grito e cada vez mais vejo o carro se afastar junto com a minha vida, já que agora não sei o que fazer. E me odeio por isso, por que desde que abandonei aquele bebê eu jurei a mim mesmo que nunca iria deixar nada parecido acontecer de você e agora aqui estou eu, gravida e sem saber o que fazer.
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