O Contrato.
27 Capitulo 24.
Notas iniciais
Capitulo 24.
Eu olhava para a foto em cima de minha mesa e isso me fez sorrir como um idiota, mas era algo incontrolável e que vinha acontecendo nas ultimas semanas desde que a guarda definitiva de Summer foi dada a Ana. Eu não tinha duvidas de que isso aconteceria já que Ana foi á mulher quem a criou a que lhe deu todo o amor que uma criança poderia ter, mas mesmo assim saber que agora ninguém pode tirar Summer de perto de nós foi um grande alivio para mim, mas isso ainda não havia acabado já que eu tinha em mente propor a Ana uma adoção. Eu não queria tirar o nome de Jack de sua certidão de nascimentos, mas eu queria me incluir na vida de Summer de uma forma definitiva e isso era importante para mim, eu sabia que ela me amava como seu pai, eu tinha demonstrações do seu amor todos os dias quando chegava ou sai para meu trabalho ou ate mesmo quando ela me pedia para colocar na cama. Mas eu queria ser seu responsável quando ela for para a escolinha, quero poder ser realmente seu pai não só em seu coração e sim em sua certidão e por isso eu já havia pedido a Elliot para estudar a melhor maneira de fazermos isso sem tirar o nome de Jack.
E olhar para a primeira foto que tiramos me mostrou o quando minha vida havia mudado hoje eu era um homem que amava e era amado e que tinha uma filha e tudo isso em apenas dois meses. Os mesmos dois meses que estipulei de contrato para Ana e hoje aquilo não passava de papeis rasgados que eu não me orgulhava nem um pouco. Eu sabia que o começo de tudo foi difícil para Ana e por isso eu passaria o resto dos meus dias fazendo com que ela se sentisse a mulher mais amada e feliz do mundo.
—Eu já disse que irei entrar e não quero saber se o Senhor Grey está ou não ocupado Andreia. –Escuto uma gritaria do lado de fora de minha sala e agradeço por Ana estar na faculdade e não aqui, já que ultimamente me tornei um tanto protetor em relação a pessoas gritando com ela.
—O senhor Grey não quer ser... –Pude escutar a voz de Andreia, mas logo a minha porta foi aberta fazendo com que eu desviasse meus olhos da foto a minha frente para ver José ali parado em minha porta me encarando. –Senhor Grey me desculpe, mas ele não escutou... –Andreia me olhava ofegante e posso imaginar o esforço que fez para deixar José não entrar.
—Por ir Andreia eu resolvo o problema do senhor Rodrigues e depois vou sair. –Digo para ela que assente enquanto José caminha para dentro da sala enquanto minha porta e fechada por minha secretaria. –A que devo a honra? –Pergunto sendo sarcástico.
—Estou me separando de Leila e achei que isso poderia interessar a você e Ana. –Ele diz me olhando e eu franzo a testa por ele ter chamado minha mulher por seu apelido.
—Para você Rodrigues é Anastácia e por que isso seria do meu interesse. –Digo o olhando duro e dando de ombros e fingindo que aquilo não me interessa. –Já ganhamos a audiência e nos dois sabemos muito bem que ela não queria Summer e só estava fazendo aquilo por você. –Digo o vendo assentir. –E outra ela esta gravida e vai ficar muito feliz com a gorda pensão de você dará a ela. –Digo e vejo ele se remexer desconfortável.
—O filho não era meu. –Ele diz fazendo com que eu o encarre e só agora posso ver as olheiras em seus olhos. –Leila tinha um caso com meu motorista e o filho é dele, mas eu não vim aqui para falar sobre isso e sim para pedir algo a vocês. –Ele me diz fazendo com que eu assinta já que posso ver que esse é um assunto extremamente delicado para ele. –Leila esteve com Logan desde que ele era um bebê e agora ele sente sua falta e eu não consigo explicar a ele para onde a sua mãe foi... –Ele para de falar e eu entendo aonde ele quer chegar.
—Você quer pedir ajuda a Ana? –Eu pergunto e ele me olha com olhos suplicantes e mesmo não querendo eu assinto para ele por que penso em Summer. – Você quer que ela explique a ele que a mamãe dele não ira voltar.
—Eu quero que ele pare de chamar por ela. –Ele se levanta e posso ver um pouco de raiva em seu rosto. –Ele a chama para tudo e agora tudo o que quero e esquecer que aquela mulher existiu em nossas vidas, mas eu sei que ele a ama e isso tudo e culpa minha por tê-la colocado em nossas vidas. –Ele esta desabafando comigo e isso é novo para mim.
—Eu não posso dar a você uma resposta nesse momento por que Ana não está aqui e ela é quem pode lhe ajuda. –Digo e ele assente. –Mas posso conversar com ela assim que possível e posso ligar para você para que você saiba a resposta. –Ele respira aliviado com minha resposta.
—Obrigado por isso. –Ele me diz estendendo sua mão e eu a pego assentindo para ele que logo depois sai da minha sala e eu olho para meu relógio vendo que esta em minha hora de ir já que tenho uma consulta marcada para daqui quarenta minutos, pego meu telefone e ligo para Andreia a avisando que estou saindo e que Ana não vira hoje já que ela esta fazendo uma prova no período da manhã e ira estudar para outro no período da tarde.
Vou para meu elevador e desço rapidamente chegando a minha saída privativa e quando estou do lado de fora posso ver Taylor ali esperando por mim com a porta do carro aberta. Nosso caminho e longo e como estamos perto do horário do almoço demora um pouco para chegar mais assim que chegou vou até a recepção e a atendente me informa que serei o próximo a ser atendido. Sento-me e na mesma hora meu celular vibra em meu bolço me mostrando que uma mensagem chegou a e assim que a abro posso ver uma foto de Ana e Summer ali e as duas estão de pijamas iguais e a legenda da foto me faz rir.
“Venha para a casa papai temos um para você também, a mamãe já chegou agora só falta você.”
Isso faz com que eu sorriso besta surja em meu rosto, sabendo que a ideia foi de Ana. Eu já havia escuto Summer falar sobre os pijamas, mas nunca pensei que Ana atenderia ao seu pedido e quando vou responder que logo estarei em casa eu vejo a porta do consultório sendo aberta e por isso guardo meu celular em meu bolço e fico de pé vendo meu medico se despedir de seu paciente e assim que seus olhos veem até mim eu posso ver que todo o seu corpo fica tenso e no mesmo momento eu me coloco em alerta já que eu havia feito alguns exames na semana passada para saber se a reversão de minha vasectomia seria possível.
—Senhor Grey , por favor, entre. –Ele diz apontando para dentro da sala e eu assinto para ele vendo que ele me lança um olhar estranho. –Imagino que queria saber sobre a reversão e como foram seus resultados? –Ele me pergunta apontando a cadeira para que eu me sente e assim o faço.
—O senhor já me disse que á inseminação seria a melhor escolha e que a reversão pode não se efetivar com sucesso mais mesmo assim quero tentar sei que Ana iria preferir do modo tradicional, ao um que ela tenha que se deitar em uma maca fria para poder ter o nosso bebê. –Digo e ele assente nervoso.
—Quero que saiba que isso nunca aconteceu em todos os meus anos de medicina e que estou verificando como isso chegou tão longe sem que eu percebesse. –Ele diz revirando os papeis em sua mesa e mesmo não querendo eu começo a me preocupar.
—Apenas me diga doutor, eu tenho alguma doença por que isso é impossível já que sempre uso camisinha. –Digo isso e ele parece ficar um pouco mais aliviado então continuou. –Somente as deixei de lado a cerca de um pouco mais de um mês quando entrei em uma relação estável e esse e o motivo de minha visita aqui... –Digo e posso ver o nervosismo voltando ao seu rosto.
—Quando o senhor veio á primeira vez eu disse que por ser jovem e não possuir filhos a melhor opção seria a que somente amaramos ou suturamos para que em uma possível reversão ela fosse a mais eficaz o senhor se lembra? –Ele me pergunta e eu assinto.
—Claro que sim, lembro até mesmo que fui contra e o senhor mesmo assim me garantiu que não podia já que o recomendado seria essa, mas o que isso tem a ver com a minha reversão? –Eu pergunto e ele se encolhe.
—Nos amaramos e o procedimento foi um sucesso, mas temos que descobri como aconteceu, já que com o tempo essa parte amarada acabou se soltando e com isso a reversão de sua vasectomia aconteceu. –Ele diz afastando sua cadeira enquanto olhava para mim esperando que eu explodisse com ele. –Senhor Grey entenda isso nunca havia acontecido com qualquer paciente antes, eu sou o melh... –Eu podia ver que ele dizia alguma coisa, mas tudo o que rodava em minha cabeça era que minha vasectomia não estava funcionando e que eu não estava me protegendo já que Ana nunca havia transado com qualquer outra pessoa.
—A quanto tempo? –Pergunto pensando em Ana que vai pirar quando descobrir o que esta acontecendo, ela me disse que não queria filhos agora.
—Seus exames de um ano atrás mostra que tudo está em seu devido lugar, mas nesse que fizemos posso apenas ver que não á mais amaras. –Ele diz e eu bato na mesa com raiva e me levanto andando de um lado para o outro enquanto penso em tudo e em nada ao mesmo tempo.
—Eu tenho uma mulher que não quer filhos agora, ela quer estudar e cuidar da nossa menina como posso dizer a ela que a maldita vasectomia não esta mais funcionando, como posso falar para ela que ela esta gravida se ela esta nas ultimas provas da faculdade? –Pergunto para ele que respira fundo procurando palavras para se explicar.
—Nada garante que ela possa estar gravida senhor Grey, uma reversão pode demorar anos para acontecer. –Ele diz e no mesmo momento os enjoos e mal estar que Ana vem tento nos últimos dias me veem a cabeça.
—Ela esta enjoando e tento mal estar matinal, e como eu era operado á possibilidade de uma gravidez não me veio á cabeça, mas agora que o senhor de deu essa noticia. –Digo passando a mão por meus cabelos.
—O senhor pode não... –Eu não o deixei terminar a frase eu poderia pensar isso de Ana a meses atrás mais não agora, não depois de todas as provas que ela havia me dado, se ela realmente estiver gravida esse filho e meu e de mais ninguém.
—Não termine essas palavras sobre a minha mulher. –Digo o olhando com raiva. –O senhor e o único culpado de tudo aqui então seja homem e assuma a sua responsabilidade. –Digo e caminho até a porta. –Quero que descubra como isso aconteceu? Quero saber como o melhor medico de Seattle pode errar tão feio assim, e agradeça que isso aconteceu com a mulher que amo por que se não eu poderia arruinar o seu consultório e a sua carreira na medicina. –Digo abrindo a porta nem dando tempo para que ele me responda.
Eu passo pela recepção e não olho para ninguém e quando chego ao lado de fora Taylor me olha e rapidamente abre a porta para que eu possa entrar no carro e corre para o banco do motorista e assim que ele esta lá eu peço para que ele me leve para o Escala, por que eu preciso de Ana eu não sei qual vai ser a sua reação, mas eu preciso contar a ela. Durante todo o caminho eu olho para fora mais minha cabeça esta rodando com a possibilidade de Ana estar gravida. Nós havíamos conversado sobre isso algumas vezes, mas nos dois havíamos dito que era cedo e que Summer ainda era muito pequena. Sem contar que Ana ainda não havia se mudado totalmente para a cobertura e que nossas vidas estavam uma loucura com a empresa e o termino da faculdade de Ana e sua formatura.
—Senhor chegamos. –Taylor diz e eu olho para o prédio respirando fundo por que bem no fundo eu quero gritar e quebrar algo por estar nessa situação. Minha porta e aberta e eu saio e caminho diretamente para o elevador sem olhar para os lados digitando a senha para que o elevador me levasse o mais rápido possível para a cobertura.
—Papai, papai... –Escuto os gritinhos de Summer assim que as portas se abrem e mesmo minha cabeça estando uma bagunça eu sorrio e a pego no mesmo momento em que ela se joga em meu colo vendo que Ana vem logo atrás dela sorrindo e como o mesmo pijama da foto.
—Que bom que chegou. –Ana se aproxima e beija meu rosto enquanto eu beijo Summer e passo meu braço por sua cintura para que ela não se afaste e com isso ela passa seus braços ao redor do meu corpo e coloca sua cabeça em meu peito e eu beijo seus cabelos.
—Me desculpe por demorar. –Digo para ela que assente me apertando e depois se afasta e eu sorrio por que elas estão lindas naquele pijama. –Sabe vocês estão lindas assim. –Digo e as duas sorriem para mim e Summer pula em meu colo para que eu a solte.
—Mamãe complô plo papai também. –Ela diz animada dando pulinhos e eu sorrio.
—Vai lá colocar papai? –Ana pede com um sorriso no rosto e eu assinto para ela enquanto Summer segura a minha mão já me levando para o quarto que eu havia feito para Summer em meu apartamento. E mesmo sabendo que precisava falar com Ana eu deixaria para um momento onde Summer não estivesse conosco.
*****
Pov. Ana
Summer havia amado os pijamas e mesmo não sabendo se Christian usaria eu havia comprado um para ele também. E enquanto Summer o carregava para o quarto eu fui para a cozinha para poder ajudar Gail com o nosso almoço. Mas algo me intrigou no olhar de Christian assim que as portas do elevador se abriram, mas preferi não tocar no assunto. Quando tudo estava pronto eu me preparei para ir até eles e foi quando me virei e os vi ali sorrindo para mim e até mesmo Gail riu quando viu seu chefe vestido de homem de ferro com Summer em seu colo.
—Eu estou ridículo. –Ele diz sorrindo e na mesma hora Taylor entra na sala com o cachorrinho de Summer que havia acabado de voltar de seu banho. E na hora em que viu o patrão eu pude ver o quanto ele se segurou para não rir. –Esta vendo o que eu faço por vocês ate mesmo meus empregados riem de mim. –Ele diz para mim se aproximando, enquanto Taylor pula em sua perna.
—Ocê bunito papai. –Summer diz se remexendo para descer do colo de Christian que a solta e ela corre para brincar com o cachorro.
—Você não está ridículo e eu tenho uma recompensa por você ser o melhor pai do mundo. –Digo para ele e ao invés de me dar seu lindo sorriso sexy Christian me olha tenso, mas mesmo assim assente.
—Vamos comer querida. –Christian á acha e Summer corre para a mesa enquanto nos caminhamos juntos para lá e nosso almoço foi tranquilo e até um pouco mais silencio do que os outros.
Christian me perguntou sobre minha prova e mais algumas coisas e quando terminamos Summer estava caindo de sono então ele se ofereceu para leva-la para a cama para a sua soneca enquanto eu ajudava Gail com a louça e assim que terminei fui para o quarto de Summer e a encontrei dormindo e por isso caminhei para o nosso e encontrei Christian ali sentado na cama com o rosto em suas mãos e isso me mostrou que realmente algo estava o incomodando.
—Tenho algo para você. –Digo fazendo com que ele levante a cabeça enquanto ei desço o zíper do meu pijama mostrando para ele a camisola que comprei nova.
—Ela é linda. –Ele diz assim que me vê totalmente, mas mesmo assim posso ver que algo está o incomodando por que se não eu já estaria jogada na cama com seu corpo sobre o meu gemendo o seu nome.
—Me diga o que está acontecendo Christian, quando você chegou eu vi que estava preocupado, você praticamente fugiu do nosso almoço e agora nem olhou para mim. –Digo me sentando em seu colo tendo máximo de contato com ele.
—Me prometa que você não vai pirar? Prometa-me que não vai sair correndo, por favor? –Ele segura meu rosto e eu assinto por que nada me faria sair do lado de Christian. – Eu fui ao medico hoje para falar sobre minha vasectomia. –Ele diz e eu assinto por que já havíamos conversado sobre isso.
—Sim fui eu quem agendou isso Christian, você disse que pode levar tempo até você poder ter um filho e isso não é um problema eu já disse isso a você. –Digo e ele respira fundo parecendo que esta prestes a confessar um crime.
—Ele me disse que minha vasectomia foi revertida já que pelo jeito as amaras se soltaram. –Ele me diz e eu levo instante para que eu possa pensar em tudo dentro de minha cabeça. Se ela já foi revertida e nos não usamos camisinha.
—Isso não e possível... –Digo pulando do seu colo e me afastando o máximo possível dele. – ME DIZ QUE É UMA BRINCADEIRA DE MAU GOSTO CHRISTIAN EU NÃO POSSO TER UM BEBÊ AGORA NESSE MOMENTO. –Digo e ele não me responde mostrando que não era uma brincadeira.
—Acha que não sei disse? Acha que não sou o primeiro que quer que você termine a sua faculdade, que me ajude na empresa, que seja meu braço direito, mas eu também não podia esconder isso de você. –Ele me diz e algo me vem a mente.
—Você sabe que se realmente eu estiver esse bebê é seu? Eu nunca faria... –Eu comecei a dizer e pela primeira vez ele se levanta e me puxa para ele me apertando em seus braços.
—Esse bebê é meu Anastácia acha que não conheço a mulher que vive ao meu lado. –Ele me pergunta olhando em meus olhos me mostrando a sua convicção. –Esse bebê é meu.
—O que vamos fazer Christian, eu não sei se posso fazer isso de novo, não agora, não com Summer tão pequena, e não terminando a faculdade. –Digo me apertando contra ele.
—Eu vou estar aqui Ana, eu vou ajudar você em tudo, nos ainda não sabemos se você está gravida, nos não sabemos o que vai acontecer, mas eu vou sempre estar aqui por você, pelo bebê e por Summer sempre. –Ele me diz e mesmo estando apavorada por dentro eu relaxo um pouco em seus braços.
—Eu quero fazer um teste. –Digo e o sinto assentir. –Eu não vou aguentar esperar.
—Eu imaginei que você fosse querer fazer. –Ele me diz e se separa de mim e caminha para a mesinha aonde eu nem vi uma sacolinha ali. –Eu pedi para Taylor passar na farmácia enquanto ia pegar Taylor no pet-shop. –E eu olho apavorada para ele. –Não se preocupe que eu liguei pedindo ele somente pegou o pacote e não sabe o que tem nele. –Ele diz e eu respiro aliviada.
—Eu vou agora mesmo. –Digo e Christian me acompanha mais eu o paro por que agora nesse momento preciso não sei se o quero por perto.
—Eu vou estar na porta. –Ele diz e eu assinto caminhando para o banheiro tirando o palitinho da embalagem e me sentando e assim que termino eu não tenho coragem de olhar para o palito por isso chamo Christian e o entrego para ele e espero que ele me diga o que faremos de agora em diante.
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