Depois da aula de poções, o grupo resolveu ir para o jardim do colégio. Sentaram-se perto de um carvalho. Alicia deitou-se nas pernas de Alex, Charlottte deitou-se na relva, Emanulle resolveu sentar-se e ler. Os rapazes tinham ido ao dormitório buscar uma coisa e ainda não tinham voltado.

–Pergunto-me o que será que terão ido buscar?-disse Alicia de olhos fechados.

–Devem ter ido buscar os livros das próximas aulas. -sugeriu Alex- Emanulle?

–Oui?- perguntou sem tirar os olhos do livro.

–Desculpa lá aquilo da aula. Sabes da poção…

–Desculpas aceites. Desde que no se rrepita.

Alicia riu baixinho quando Alex revirou os olhos. Ouviram um resmungar e olharam para o sítio de onde vinha. Uma rapariga estava de joelhos a apanhar livros.

–Precisas de ajuda?- perguntou Charlotte enquanto se levantava.

–Se faz favor.- respondeu ela. Charlotte apanhou os livros e ajudou-a a levantar.

–Sou a Charlotte. Sou filha do Fantasma do Ópera.

–Lari Belle. Neta da Bela e do Monstro. Quer dizer agora é Adam.

Lari era tal e qual Bela. O cabelo era castanho solto e olhos azuis, tal como a saia. A camisola cinzenta e as botas pretas faziam-na mais velha do que os seus dezasseis anos. Ela soltou um arrepio.

–Estás bem?

–Sim. É das alergias.- disse com uma cara pálida e quase assustada. Charlotte não acreditou mas resolveu não dizer mais nada. Devolveu-lhe os livros e convidou-a a sentar-se com elas.

–Meninas! Esta é a Lari Belle, neta da Bela e do Monstro. Lari, estas são a Alex, a filha da Cleópatra, a Alicia, a irmã mais nova do Chapeleiro Louco e esta é Emanuelle, filha de Maximus de Rospierre.

De repente os rapazes chegaram com uma guitarra. Deram-se mais uma vez as apresentações.

–De quem é a guitarra?-perguntou Alicia.

–Do Manuel.- respondeu Pieter.

–Não sabia que tocavas.- disse Charlotte a Manuel. Ele corou. Os outros trocaram olhares.

–Olha os namorados!

Primos e casados!- cantaram todos em grupo.

–Vão á merda!- disse Manuel. Começou a tocar.

Todos reconheceram a música. Story of my Life dos One Direction.

Charlotte começou a cantar. Os outros espantaram-se. Ainda não a tinham ouvido cantar. Deviam saber, pois sendo filha do Fantasma, era normal saber cantar. Mas a voz era mais que melodiosa: era encantada.

No final todos acompanharam. Um grupo de alunos juntou-se e começaram a bater as palmas para fazer o ritmo.

Mal a música acabou, o pátio gritou em sinal de parabéns. Foi sol de pouca dura.

–Que se passa aqui?!

Os alunos dispersaram. Tinha chegado um rapaz de dezoito anos de calças justas e t-shirt vermelha. O cabelo preto e despenteado tinha um gorro. No pescoço, estava um fio de cabedal com um gancho.

O filho do Capitão Gancho.

Atrás dele vinha um grupo de rapazes

–Que se passa aqui?-perguntou de novo.

–A mim, pareceu-me um mini concerto.- disse Alicia ainda deitada e olhos fechados.

–E quem deu permissão para isso?

–O Coelhinho da Páscoa não foi de certeza- disse Pieter.

Um dos rapazes riu-se.

–Cala-te seu gordo!- exclamou irritado.

–Desculpa Harry.

–Vocês sabem quem eu sou?

–Um tipo convencido e que pensa que manda na escola?- Disse Alex olhando para ele.

–Touché- disse Emanuelle. Os outros riram-se.

–Eu sou o Perfeito da escola. Segundo isso, eu posso mandar e castigar alunos. Incomodar o resto dos alunos leva direito a um castigo dos bons.

–Não me pareceu um incomodo- disse Charlotte ofendida.

–Eles até batiam palmas- conclui Manuel.

–Portanto podes parar com o sermão e ir mandar boquinhas para outro lado- disse Lari falando pela primeira vez.

–Adeus. – conclui James.

Ele olhou uma ultima vez para eles.

–Que isto não se repita.

E foram embora, no entanto Harry virou-se uma ultima vez para Alex. Sorriu torto. E Voltou-se para a frente.

–Foi impressão minha, ou ele fez te olhinhos?- disse Lari.

–Acho que sim.

James fingiu vomitar. Os outros riram. Um grupo de alunos parou em frente deles.

–Vocês são corajosos. Enfrentarem o Harry é suícidio.

–Fogo somos heróis!- exclamou Pieter dançando.

James fez-lhe uma rasteira fazendo-o cair.

–Para que foi isso?

–Para não seres convencido.

A campainha tocou…

–É melhor voltarmos para a aula.

Levantaram-se.O vento intensificou-se. Lari ficou parada.

–Está tudo bem?- perguntou Pieter.

–O vento agitou-se. Algo mau está para acontecer.

–Não deve ser nada. Deve ser por causa do outono.

“Espero bem que sim…” pensou ela.