O Colégio De Finados Famosos
5 Capítulo 5 We are your Friends
Notas iniciais
– Por mais que goste do Outono, veio muito mau este ano. Nunca mais para de chover!- Alex olhava pela janela desejando que parasse o temporal para poder passear pelo jardim.
–Se fosse uma chuvinha já estavas lá fora à chuva.- retorqiu Charlotte, já farta dos queixumes.
–Queres comparar um temporal destes com uma chuvinha?
–Merda! Já nem na sala de convívio posso ter paz quanto mais no dormitório! Podem parar com a discussão para poder ler em paz?!
Elas calaram se imediatamente. Estavam no dormitório de Lari e não queriam importuna-la, pois andava com uma mau humor terrível.
Entretanto, entraram Emmanuelle e Alicia.
–Conseguiram? — exclamou Charlotte.
–Nada. Os prrofessorres rrecusam-se a deixarr sairr alunos.- respondeu ela enervada.
–Dizem que o temporal pode inundar a cidade aqui ao lado e não querem arriscar a levar alunos no autocarro quando este pode não poder sair.
Alex soltou um grito de frustração.
–Detesto estar fechada!!
– Acalma te!!! Não como se fosse para sempre!! — respondeu Lari.
– Como e que sabes?
– Sabendo.
– Como e que podes ter tanta certeza?!
–APENAS SEI!! okey?
Todas se calaram.
– A tua colega de quarrto?- perguntou Emmanuelle rompendo o silencio.
– Deve andar com o resto dos piratas. Tendo em conta que e a irmã do Jack Sparow.
– Pensava que ele era uma lenda- respondeu Alicia.
–E o que todos pensam. Mas na ficha de inscrição está a assinatura dele.- Lari levantou se para guardar o livro- Mas provavelmente deve andar com o grupo do Harry.
– E se fôssemos ter com os rapazes?- disse Alex mudando de assunto rapidamente.
–Porque essa mudança de assunto? — replicou Charlotte.
–Porque estou aborrecida, não me apetece falar desse palhaço e não quero ficar o dia todo fechada neste dormitorio. Vamos?
–Eu não digo que não. — respondeu Alicia, saindo.
Mas ao sair, deram de caras com eles.
–Iamos ter com vocês agora mesmo. — disse ela.
– Nós vamos para a biblioteca. Tenho que terminar um trabalho para História, por causa daquela nota do teste.- disse Manuel.
–Já contas-te ao teu pai?
–Nem por isso. Ter 29 num teste que e de 0 a 100 e muito mau, não é de certeza algo que tu queiras contar aos teus pais.
–O trabalho é sobre o quê?- perguntou Lari.
–Egipto. Talvez pudesses-me ajudar Alex.
–Pois... Não obrigada.
–Porquê?- perguntaram todos.
–Não e que eu não queira... mas é que... eu... não... sei nada...sobre...o...Egipto?
Todos olharam espantados para ela.
–Deixa ver se percebi: a filha da Cleópatra, princesa e herdeira do Egipto, não sabe nada sobe o seu país?- exlclamou James.
–Sim.
–Tu vais ser rainha e não sabes nada sobre o teu pais?!- exclamou Lari.
–Não o.k? Podemos mudar de assunto?!
–Claro que não Alex! E a tua responsabilidade!
–E que tal parares de agir como a minha mãe?! Tou farta de toda a gente achar que sabe o que eu tenho que fazer!!
Dito isto, saiu dali em passo rápido, contendo as lágrimas. Estava farta da sua vida. Não poder ter decisões, não ter liberdade, mas principalmente por não poder escolher quem ela era.
Ao fim de algum tempo a andar pelo colégio, decidiu ir para a estufa. Era lá que eram dadas as aulas de ciências. Graças a isso, Alex criou um carinho especial por aquele lugar, escpecialmente pela ala que tinha as plantas medicinais e as flores que vinham de todos os cantos do planeta.
Correu para lá o mais rápido possível. Mal chegou, sentou-se no chão, junto a um vaso de rosas brancas. Chorou baixinho, caso alguém a ouvisse. Para a mãe, ela tinha que ser perfeita. Nunca conseguiu que ela se orgulhasse, sorrisse ou que lhe desse um elogiu. Ela era a única familia que tinha, já que a mãe não sabia quem era o pai, mas ao menos podia ser mais carinhosa.
Olhou para uma pequena rosa ao pé dela. Tão bonita, inocente. Inocente, mas ao menos tinhas espinhos para defender-se. Já Alex não tinha nada nem ninguém. Sem reparar, deixou cair uma lágrima para uma pétala. A flor cresceu de repente. Alex não se mexeu, mas assustou-se. Tocou nela e
a flor desabrochou como se visse o sol na primavera. Alex soltou um gemido de medo, tapando a boca em seguida.
–Quem está aí?- perguntou uma voz. Alex permaneceu calada. Uma rapariga aproximou-se. Tinha cabelo loiro com madeixas vermelhas até à cintura. Os olhos eram vermelhos e tinha uma águia no ombro e vinha acompanhada por um lobo. Alex assustou-se ainda mais.
–Tem calma. Eles não fazem mal.
Ela olhou-a atentadamente.
–Estás bem?
* * *
Para onde é que ela foi?- perguntou Alicia.
–Também gostava de saber. Porque tinhas de falar com ela assim, Lari?- perguntou Pieter.
– Peço desculpa, o.k?! Perdi a cabeça.
– Querida, se nunca foste ao País das Maravilhas, não a perdes-te. Tens é de controlar o mau humor!- ironizou Alicia.
–Vocês estão a ouvir isto?- perguntou James.
Do pátio interior, vinham risos maldosos. Estavam a gozar com alguém.
–RÁPIDO! TEMOS DE O AJUDAR!
***
–Vais ver vai tudo melhorar- disse a rapariga.
Alex limpou as lágrimas e fungou.
–Nem sequer sei o teu nome.
– Sou a Kurotin. É um nome estranho, eu sei.- disse ela quando Alex estranhou.
–Tu és a irmã do Jack Sparrow, não és? Partilhas o quarto com a Lari. Ela é uma amiga minha.
–Sim sou. Mas já não o vejo à anos. Desde que os nossos pais foram assassinados, que somos inseparáveis, mas um dia ele partiu.
–Lamento.
–Não lamentes, Sabemos virar-nos sozinhos. Mas eu vou encontrá-lo um dia.
Ouviram gritos de protesto ao longe.
–Vem do pátio interior. Vamos!
***
Chegaram todos ao mesmo tempo. Alex olhou para eles, mas não disse nada. Saiu em direção ao grupo que se juntara. No meio deles, estava um rapaz. Os seus cabelos eram vermelhos tal como os olhos. Alex olhou duas vezes e reparou que ele tinha asas e cauda de demónio.
–PAREM COM ISSO!- gritou Kurotin. Todos calaram-se. Alex e o resto do grupo ajudaram o rapaz- QUE MAL E QUE ELE VOS FEZ?!
Alex reparou que Harry estava no grupo.
–Que bom Perfeito que és, seu Merdas! Permites que eles gozem com ele desta maneira?!
–Porque é que o defendes? Não o conheces. Não é tudo as mesma coisa?
Alex não aguentou e deu-lhe uma chapada.
Os rapazes riram-se. Harry parecia ter um ar magoado.
–A tua sorte é seres rapariga, senão...
–Senão o que? Toca-lhes com um dedo e tens de te haver comigo- defendeu Kurotin.
–E conosco.- disse Lari.
Alex olhou para ele como se o quisesse desafiar.
–Vamos embora.- disse esta.
Todos se afastaram.
–Estás bem?- perguntou Charlotte.
–Sim, obrigado pela ajuda.- disse o rapaz. De seguida abriu as asas e voou para longe dali.
–Porque se foi embora?
–Talvez não goste de companhia.- respondeu Alicia.
Lari olhou para Alex.
–Desculpa ter dito aquilo. Não sei onde tinha a cabeça.
Alex não disse nada. Simplesmente abraçou-a. De seguida apresentou Kurotin.
–Bem vinda ao grupo!- disseram.
Charlotte de repente soltou um grito de satisfação.
–Parou de chover! Bora à cidade!
No caminho para o portão principal, Kurotin deu o braço a Alex.
–Nunca vi nada assim.
–O que?
–Um rapaz a gostar duma rapariga que o odeia.
Alex fez uma cara de quem não tinha percebido.
–O Harry contigo. Quando lhe deste uma chapada, ele pareceu magoado.
Alex revirou os olhos.
–És tão defensiva que nem percebes quando alguém gosta de ti. Deve ter sido horrível para ele, saber que não gostas dele. Acredita, eu vivi sempre ao pés de marinheiros e vi a tristeza deles quando voltavam a terra e a mulher que eles amavam, começão a amar outros. O rosto de dele não foi diferente.
Alex não disse nada. Não conseguia imaginar-se a gostar do Harry.
No entanto, sentiu algo para além de ódio: pena.
Talvez, só talvez...
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