O Cobiçado Dr. Cullen
9 Rivais
Notas iniciais
Povs Edward...
Enquanto caminhava pelos corredores do hospital em direção ao quarto do meu mais novo paciente, não conseguia tirar Bella Swan da minha mente. Como poderia? deus... A mulher voluptuosa era um poço de mistérios e sensualidade. Primeiro teve o tal encontro na boate que ela diz que foi um engano e que não marcou, depois... O encontro em sua casa, sim... Se não fosse por sua amiga a teria tomado ali mesmo. Meu tesão por ela era grande demais, sem dúvida não iria me segurar.
Bella me deseja muito, porém, sempre foge e não consigo conversar com ela. Cada vez entendo menos essa história. Mas, se ela pensa que vou esquecer e deixar pra lá está muito enganada. A muito tempo que não conheço uma mulher assim tão interessante e ao mesmo tempo, doce, linda, sexy. O pior são as noites insones que tenho por causa dela. Durmo e acordo ereto, e a masturbação já não resolve mais, só vou me saciar mesmo quando tiver essa "delícia" nos meus braços.
Na sua ficha ela diz ser solteira, mas e se tiver alguém? Será que é por isso que foge de mim? Só de imaginar outro homem a tocando, a beijando... Uma fúria imensa me consome, e não me lembro de outra mulher ter me deixado dessa forma. Eu jamais pensei que seria ciumento, mas pelo visto sou sim. Ainda que seja esse o motivo da sua fuga, não desistirei. Não é todo dia que se encontra uma moça especial e desejável assim.
– Olá! Doutor Cullen, lembra de mim?
Essa não! Tive o azar de encontrar com Jéssica novamente.
– Claro, como vai?
– Está gostando de trabalhar aqui, Doutor?
Ela falou jogando o cabelo pro lado numa tentativa de parecer sexy. Mas, não conseguia me atrair, só tinha olhos agora pra uma mulher.
– Muito.
– Que bom... Pensei que talvez gostaria de sair, poderia lhe mostrar a cidade já que está aqui a pouco tempo.
E como gostaria que a Bella me fizesse esse convite.
– Não vou poder ir, sinto muito. Ando muito cansado ultimamente.
Ela se decepcionou.
– Bom... Eu entendo.
– Me desculpa, Jessica. Mas, realmente preciso ir ver um paciente agora.
– Tudo bem, desculpe. Até logo.
Quando entrei no quarto de Sam ele parecia abatido e um pouco pálido em sua cama. Sem dúvida não deveria ser fácil descobrir um grave problema no coração aos 22 anos.
– Olá, Sam. Como está?
Ele forçou um sorriso.
– Ansioso, Doutor.
– Imagino que sim, sua cirurgia será daqui a pouco e prometo fazer o melhor possível.
– Eu acredito. É o melhor cirurgião cardiologista desse país.
Eu sorri.
– Não é pra tanto.
– Como sabe, Doutor. Sou um corredor em começo de carreira, acha que terei que abandonar o esporte?
E falei com seriedade.
– Ainda é cedo pra dizer. Nesse momento deve se concentrar exclusivamente em sua saúde.
Ele deu um longo suspiro.
– Sim, tem razão.
Notei que ele tinha uma revista aberta na mão.
– O que está lendo?
– É a reportagem de minha última corrida, Veja.
Ele a estendeu na minha direção e li a matéria.
– Tirou em segundo lugar, parabéns.
– E essa foi a minha quinta corrida. Meu treinador acha que tenho futuro.
E rezei pra que a cirurgia fosse bem sucedida e que eu não falhasse. Nunca perdi um paciente até hoje, mas sempre estive ciente dos riscos.
– Com certeza, você tem. Agora preciso mesmo ir. Nos veremos em uma hora.
– Confio em você, Doutor.
E eu esperava também corresponder as suas expectativas.
– Até logo, Sam.
A cirurgia dele foi longa difícil e cansativa. Mas, foi muito bem sucedida. Só espero que um dia ele realize o seu sonho de volte a correr. No final da tarde voltei a ficar no escritório pra cuidar dos assuntos administrativos e no começo da noite, acompanhei alguns residentes até a ala da enfermaria do hospital. O pequeno grupo de médicos havia acabado de se formar. E pra iniciar o treinamento deles, fui até um dos pacientes peguei sua ficha e disse:
– Esse paciente tem falta de ar constante e muita tosse. Alguém pode me dizer o que ele tem?
Um deles levantou a mão.
– Seria, bronquite, Doutor?
– Certo, bronquite.
Fui com outro paciente repetindo o mesmo procedimento.
– Esse reclama de dores nos ossos e articulações.
Agora foi uma jovem médica que se manifestou.
– Reumatismo, Doutor Cullen.
– Isso mesmo.
Ouve poucos erros, nossos novos médicos estavam indo muito bem. Porém, nem com o dia tão cheio deixava de pensar na Bella. Realmente ela havia entrado embaixo da minha pele. Lembrava constantemente dos beijos que trocamos e nos seus seios então... Deus... Grandes, lindos, deliciosos. De encher as mãos e os olhos. Seu plantão começaria mais tarde e não via a hora de encontrar com ela. De fato eu a encontrei, e não foi nada do que imaginei. Ela estava de mãos dadas com um homem.
Não acredito! Então era isso mesmo. Ela tinha outro. E o desgraçado não era feio. Era do tipo atleta, podia jurar que vivia na academia. Muita malhação e pouco cérebro. Eles estavam perto e falavam baixo. Eu quis muito afastás — los e quis muito dar uns socos nele também. O que deu em mim? nunca fui um homem violento. Mas, nesse momento, a raiva não me fazia pensar e se não fosse o diretor desse hospital talvez não me segurasse. Estava agindo como um marido traído.
Bella não me devia nada, eu sei. Entretanto, era essa a sensação que eu tinha. Preferia que tivesse dito antes que era comprometida, mas acho que nem isso me afastaria dela. Por isso perguntei de modo seco e direto se eram namorados. Bella pareceu surpresa com minha pergunta e desligou suas mãos.
– Doutor, Cullen.
O homem me encarou.
– Nos conhecemos?
E falei com frieza.
– Não, mas adoraria.
E Bella interviu.
– Doutor esse é Jake, meu amigo. Jake, esse é o novo diretor do hospital, Edward Cullen.
Apertei rapidamente sua mão, porém, gostaria mesmo era de lhe esganar. Amigo, será mesmo?
Ela se dirigiu ao cara.
– É melhor ir Jake, nos falamos depois.
– Já disse pra ele dos beijos que trocamos? Aliás, eu adorei. meu anjo?
Bella esgasgou e ficou vermelha como um pimentão.
O homem deu a ela um olhar ríspido.
– O que? Vocês se beijaram? Estão juntos, Bella?
Continua...
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