O Cobiçado Dr. Cullen
10 O bilhete
Notas iniciais
Povs Bella...
Realmente eu não conseguia entender nada. Jake e o Doutor estavam agindo como "dois galos de briga." A testosterona estava tão alta por aqui, que temia que eles se estapiassem. E qual seria o motivo pra isso? Jake me abandonou e o doutor... O fato é que não consegui até agora entender porque ele anda atrás de mim e muito menos porque falou do beijo que trocamos. Afinal não sou seu tipo de garota. Porém, foi a atitude do meu ex que me irritou, agindo como se lhe devesse alguma explicação.
– Minha vida pessoal não interessa a você, Jake. Terminamos a muito tempo.
O doutor cruzou os braços sobre o peito, e abriu um sorriso tão satisfeito como se tivesse ganhado um prêmio.
– Eu sei... Mas, somos amigos agora, achei que me falaria algo.
– Jake... Por favor. Se quiser continuar a me ver, é melhor não se meter na minha vida.
– Não ouviu o que ela disse, rapaz?
– Fica fora disso, Doutor.
Edward lhe lançou um olhar fulminante. Oh deus! E percebi que quando se irritava tinha o dom de ficar ainda mais bonito e sexy. Meu coração bateu forte e voltei a ficar corada. Ele me desconcertava de todas as formas.
– Jake, saia. Doutor Cullen pode muito bem impedir sua entrada e não gostaria de ficar sem ver seu pai, não é?
Não acredito que o doutor fosse capaz disso, mas foi o único jeito que pensei no momento pra tirá — lo daqui.
– Está bem, eu vou.
E ele se foi pisando duro, dei um suspiro aliviado e as próximas palavras do doutor me encheram de surpresa.
– Se ele for um ex namorado perseguidor e que não pode viver sem você, posso muito bem impedir sua entrada sim.
Ele falou num tom sério, me olhando firmente. Como se se preocupasse de fato. E até me deu vontade de rir numa espécie de humor negro. Namorado perseguidor? Doutor Cullen falava como se fosse um mulher interessante, atraente... E tivesse uma fila de homens atrás de mim. Sim, ele só podia estar de brincadeira.
– Não, não é nada disso. Por que acha que ele iria me perseguir?
Ele me lançou um sorriso sensual que me fez hiperventilar. Deus... Eu estava agindo como uma adolescente de 15 anos diante do primeiro namorado. Corando, gaguejando. O fato é nunca antes estive perto o bastante de alguem como ele. Seguro, lindo, sexy e muito menos que mexesse tanto com os meus nervos.
– Com certeza se falasse me daria um tapa no rosto.
Fechei a cara. Sem dúvida, seria algo depreciativo.
– Imagino que sim. Eu preciso ir agora, Doutor Cullen.
Ele franziu o cenho.
– Acho que não entendeu. Me daria um tapa porque as minhas palavras seriam... eróticas.
Eróticas? Não... Chega. Ele não podia estar falando sério. Um homem rico, lindo, bem sucedido que pode ter qualquer mulher... Não! Tinha que dar um basta nisso. Com certeza só fingia interesse agora pra me "chutar" depois e rir de mim.
– Pare, Doutor. Não vou entrar no seu jogo. Sou gorda, não vê? Sei que não está interessado em mim.
Ele me olhou de cima a baixo tão lentamente que tremi por dentro. Deus!
– Vejo como é, e adoro. Cada curva, e cada bocado delicioso do seu corpo.
– Não... Não adora.
Ele chegou bem perto dessa vez e não recuei, eu devia, eu sei. Havia uma voz dentro de mim que dizia que se chegasse a me envolver com ele... O estrago seria bem maior do que foi com Jake, e com certeza nunca me recuperaria. O que estou dizendo? Ele não quer envolvimento nenhum... Então o que pode ser?
– Porque finge esse interesse... O que quer?
– Fingir? Acha que fingi na boate, no seu apartamento e pro seu ex quando falei do beijo? Nunca fui de correr atrás de nenhuma mulher, mas por você estou disposto a tudo e...
Fiquei tão confusa que minha cabeça girou.
– Doutor... Aqui não é o lugar pra falarmos e...
– Então quando nosso turno acabar, venha até minha casa pra conversarmos. O que acha?
Ele parecia ansioso. "Diga, não" era o que repetia mentalmente. Olha só esse homem não vai quebrar seu coração, vai é triturar, isso sim, sua gorda patética. Mas, vendo a forma que me olhava... Ele estava tão perto e o seu perfume que...
– Por favor, Bella. É só uma conversa. Temos coisas pra esclarecer, lembra?
Bom... Era só uma conversa então quem sabe... Porém, uma voz no alto falante cortou a magia e fez com que recobrasse a razão.
– Doutor Cullen, compareça a ala leste com urgência.
Ele deu um suspiro impaciente, como se não tivesse gostado da interrupção.
– Não, não vou. E por favor, me deixa em paz.
E saí de lá sem olhar pra trás, andando firmemente. Fui até a sala de descanso, entrei e me escostei na porta. E percebi que estava chorando. Mas, por que? Eu sabia sim o motivo. Porque no fundo queria acreditar em cada palavra em cada olhar... Até no ciúme que demonstrou ao ver Jake. Mas, se fizesse isso, só sofreria depois, eu sei.
– Você não passa de uma tonta, Bella.
Quando meu turno acabou estava "moída." Mas, não foi só cansaço que me deixou assim pra baixo, foi a conversa que tive com o doutor também. Suas palavras giravam e giravam em torno da minha mente. E quando cheguei em casa recebi uma ligação.
– Oi, como está? Nem tivemos tempo de conversar, não é?
– Oi, Carmen. Seu turno é agora não é?
– É sim. Sei que está cansada, mas vou falar rápido. Sabe quem andou perguntando de você? Senta antes que caia.
Oh não! Será que...
– Foi o Doutor Cullen, acredita?
Minhas pernas viraram "geléia."
– Perguntou como?
– Foi na sua última folga. Hum... Eu até sugeri que ele levasse chocolates pra você. Ele tentou parecer profissional, como se só tivesse olhando a escala dos enfermeiros, mas notei algo a mais, sabe que nunca me engano com isso.
Ela sorriu. Então foi por isso que ele trouxe chocolates quando veio até meu apartamento. E a caixa permanecia no mesmo lugar, pois ele a deixou cair quando... Deus, senti um rubor tomar conta do meu rosto.
– Bella, fala alguma coisa? Só não desmaia, ok!
– Carmen... Deve ter sido impressão sua.
– Não mesmo. O doutor está de olho em você. Pode apostar. Bom, agora preciso ir, pensa no que te falei. Lembre — se o quão bonita e inteligente você é. Um beijo.
– Outro, thau!
Será que Carmen e Rose, tinham um pouco de razão... Não, será?
Tomei um banho e já pretendia ir pra cama quando ouvi a campainha. Quem podia ser bem na hora do meu descanso? E ao abrir a porta não havia ninguém, apenas uma enorme cesta de café da manhã. Só então lembrei que não havia feito meu desjejum. Mas, não foi isso que me intrigou e sim o pequeno bilhete que havia ali.
– Oh deus... Não é possível.
Continua...
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