O Circulo

3 Capitulo 3 - A Mudança


Chris cantava empolgado “Words i never Said “ que tocava na rádio, já havíamos deixado Morgan a duas horas atrás, eu olhava pela janela pensativa, me lembrando de tudo que havia ocorrido.

― Tudo bem, Lexi? ― Perguntou Meg.

― Só pensando em como eu não exitei em deixá-los, sabe quando você fica pensando que nasceu na família errada? É estranho.

― Se você não fosse estranha não teria nos conhecido.

Sorri.

― Verdade.

Nesse exato momento a musica acabou trocando para “You’re, Gonna Go Far, Kid “ da banda The Offspring.

― AH MEU DEUS, MINHA MÚSICA! ― Nesse momento ela abriu o teto solar e subiu no banco, cantando a plenos pumões.

― Show me howto lie, you’regetting better all the time, and turning all again the one, is anart that’s hard to teach! ― Ri com a felicidade dela cantando naquele momento, assim como Chris que aumentou o volume, desamarrei o cinto e subi junto com ela, começamos a cantar o refrão.

― And now you lead the way, show the light of day, nice work you did, you're gonna go far, kid! ― Ela passou um braço por cima de meu pescoço e ficamos cantando até acabar, descemos as duas sem fôlego, passava das 04:00 da manhã. Olhei para o painel, estávamos a 140 km/h Chris já havia derrubado a primeira garrafa de energético, peguei o pacote de alcaçuz e dividi com Meg.

― Ei, também quero. ― Reclamou Chris, entreguei um a Meg que ficou brincando de fazer que entregava o alcaçuz na boca dele e tirava, senti meus olhos ficando pesados, aos poucos acabei caindo no sono.

― Ei, Lexi. Acorda, acabamos de estacionar no posto de gasolina. ― Abri os olhos, ainda sonolenta.

―Hummm. ― Murmurei, ela começou a bater na minha bochecha com um alcaçuz até que mordi ele.

― Tudo bem, estou acordada. ― Desci do carro e decidi ir ao banheiro, na volta foi a vez de Chris, Meg também já havia ido, estávamos em alguma outra cidade, olhei ao redor.

― Linda, não? ― Disse Meg.

― De fato. ― A caminhonete já estava abastecida, por isso Meg tirou a mangueira e fechou a tampa, Chris estava de volta.

― Chris, melhor você descansar um pouco. ― Falei.

― Eu dirijo. ― Disse Meg.

― Tudo bem, daqui a duas horas é minha vez.

― E eu? ― Falou Chris.

― Você dorme pra pegar o terceiro turno.

Entramos no carro, agora quem sentava no meio era Chris, Meg estava no banco do motorista e eu continuava sentada pra janela, colocamos o cinto e Chris escorou a cabeça no meu ombro, sonolento.

― Me acordem quando chegar a minha vez. ― E apagou, eu e Meg nos olhamos e rimos baixo.

― Hora de aumentar a velocidade. ― Disse ela maliciosamente, e ligou o carro roncando o motor, voltamos novamente pras ruas, Meg estava a 180 km/h podando vários carros e como consequência, ganhando vários xingamentos e sinais obscenos. Aumentei um pouco o volume do rádio, e escorei a cabeça no vidro.

― Aquenta bem ás duas horas? ― Perguntei.

―Claro. ― Disse ela com um sorriso, e como que para confirmar, pegou mais uma garrafa de energético.

―Boa Noite, Meg. ― Voltei a dormir.

Quando acordei, estava amanhecendo, fiquei fitando o sol nascer por um tempo então me espreguicei com cuidado para não acordar Chris, que roncava baixo agarrado a meu braço esquerdo, olhei pra Meg que balançou a cabeça e voltou o olhar para á frente.

― Melhor trocarmos, quanto tempo falta para chegarmos agora? ― Falei.

― Conseguimos encurtar ao todo a viajem que era de oito, até agora pra seis, então falta mais duas horas e pronto.

― Ok, estaremos lá então pelas... 11:00?

― É, se você manter meu ritmo.

―Vou na velocidade máxima, borá trocar.

Com isso,trocamos e lugar e assumi o controle, Meg e Chris estavam dormindo, e a viajem seguiu-se apenas pelo barulho da rádio e os goles do energético que eu tomava. Fui na velocidade máxima o tempo inteiro e via carros raramente na estrada, já que era cedo, por determinada hora saímos da estrada asfaltada para uma de chão, levantando poeira por onde passávamos, a floresta que nos cercava era imensamente extensa, com árvores extremamente altas e chão de terra coberta por musgos, pedras e folhas, era nebulosa e ao longe se apertasse os olhos avistava algumas montanhas, as horas pareceram voar, assim como a caminhonete em sua velocidade máxima. A cidade começou a se estender perante meus olhos, havia uma placa perto da entrada. “Bem-Vindo a Emerald, população: 12.000 habitantes.”

― Acordem vocês dois, estamos chegando! ― Algo dentro de mim se agitou em reconhecimento a cidade, não sabia o que era ao certo, mas estava contente.

― Uau! ― Exclamaram os dois.

― Linda, né? ― Falei, rindo.

Reduzi a velocidade ao entrar na cidade, e baixei os vidros, pessoas caminhando em grupos, mães com seus filhos, outras correndo ou passeando com o cachorro, prédios enormes, casas elegantes, diversas lojas, restaurantes, cafeterias... tudo era lindo. Concentrei-me em me lembrar á rua da casa de minha avó, após algumas tentativas e erros, encontrei. A casa estendia-se imponente, um imenso casarão a moda antiga, pintado de branco com dois andares e cercado por um portão em estilo gótico, estacionei.

― É ai que sua avó mora? ― Perguntou Meg, perplexa.

― É. ― Saltei do carro e apertei a campainha, tirando a peruca ruiva e as lentes.

― Deixe que guardo. ― Falou Chris pegando as coisas de minhas mãos e indo pro porta-malas.

Os portões se abriram, revelando dois guardas que perguntaram nossas identificações.

― Sou a neta de Dorothy, Alexia Crawford. Esses são meus amigos, Christian Laurence e Meggie Williamburg.

― Ah, Srta. Crawford? Você cresceu. ― Disse uma terceira voz, era Magda, a empregada de minha avó que fazia bolos de chocolate para mim, sorri pra ela e a abracei.

― Oi Magda! ― A soltei.

― O que fazemos com as malas, Srta? ― Perguntou os guardas.

― Ah, a gente leva, tranquilo. ― Disse Chris.

Joguei as chaves pra ele, que entrou no carro e seguiu um dos guardas que mostrava pra ele a onde ficava a garagem, puxei Meg belo pulso e caminhamos até a casa, Chris se juntou a gente carregando as malas, o guarda ajudando, pegamos um pouco delas distribuindo um pouco para cada um, a porta se abriu revelando uma senhora de cabelos acinzentados presos em um coque elegante e olhos cinzentos, que abriu um largo sorriso.

―Lexi! ― Ela veio em minha direção, me dando um abraço, fez o mesmo com Chris e Meg.

― Bem-Vindos, entrem. ― Disse ela escancarando a porta pra trás.

Eu e meus amigos entramos, e ela seguiu subindo as escadas, fazendo sinal para que a seguíssemos, parou em um dos corredores, apontando para três portas uma do lado da outra.

― Seu amigo, você, e sua amiga, esses são seus quartos.

― Eles se chamam Christian e Meggie, vovó, mas pode chama-los de Chris e Meg.

Abrimos as portas de cada quarto, entrando no seu próprio e largamos as malas.

― Vou deixa-los se instalar, qualquer coisa chamem queridos. ― Com isso ela saiu, meu quarto tinha uma cama de casal no meio do quarto com um dossel as colchas brancas, as paredes eram pintadas em um tom de lilás claro, o chão de madeira escura que nem os movéis, havia uma porta-janela que dava para a sacada, com cortinas brancas, no centro um enorme tapete peludo lilás, havia dois criados-mudos de cada lado da cama, uma escrivaninha, uma estante que ia do chão ao teto, outras estantes aéreas, uma mesa de estudos, um guarda-roupa e dois puffes gordos perto da estante, comecei a organizar minhas coisas, quando finalmente acabei, escorreguei pelo guarda-roupa fechado e me sentei no chão fitando o quarto, após alguns instantes fui para o banheiro que havia no meu quarto, liguei o chuveiro e tomei um banho rápido, voltei para o quarto e vesti uma roupa, penteei os cabelos molhados pra trás, me fitando no enorme espelho colocado em uma das paredes, vestia uma camisa xadrez de amarelo e preto, calça jeans e deixei o all star perto da cama, ficando de pés descalços. Fui até o quarto de Meg, tinha o mesmo padrão do meu, fora o fato de que o quarto tinha paredes vermelhas e a roupa de cama preta, sorri pra ela e sai, indo até o quarto de Chris, este era pintado de verde e a roupa de cama era cinza, desci as escadas indo até a sala, vovó encontrava-se sentada em uma poltrona de couro, lendo um livro, fui até ela e lhe abracei.

― Obrigada, vó.

― Fico feliz em saber que essa casa será mais alegre de agora em diante, querida. Sem falar, que seus amigos são encantadores.

― Já arrumei minhas coisas, acho que mais tarde vamos dar uma volta pela cidade.

― Creio que irão adorar.

― Com Certeza!

― O almoço será servido daqui a pouco, ok?

― Tá, mais uma vez, obrigada! ― Subi as escadas novamente, dessa vez Chris estava entrando no quarto de Meg, todos haviam mudado de roupa, Chris vestia jeans pretos e uma camisa branca dobrada nos cotovelos, Meg uma calça de couro e uma camiseta listrada de vermelho e preto com uma regata preta por cima, nos olhamos por um instante, e corremos pra nos abraçar e comemorar.

― Deu certo, caramba! ―Brandou Chris.

― Não acredito! ― Falou Meg.

―Pois é! ― Ri.

― Sabe, isso exige uma comemoração!

― Sei á onde tem um bar com karaokê a noite, é bem legal. ― Falei.

― Perfeito! ―Disse Meg.

― E que horas começa? ― Perguntou Chris.

― As 21:00 se não me engano. ― Falei. ― A vovó disse que daqui a pouco o almoço vai ser servido, a gente podia almoçar e dar umas voltas.

―Aham. ― Disse Chris com um sorriso malicioso. ―Cara, vou detonar vocês no karaokê.

Almoçamos com minha avó, tanto Chris quanto Meg a adoraram, a tarde passeamos pela cidade conhecendo o lugar, havíamos deixado a caminhonete em casa para irmos a pé, Meg insistiu para que comprássemos roupas novas para ocasião, já que depois do bar iríamos para uma balada “alternativa” e como ia estar cheia e era frequentado por jovens ela queria “arrasar” estava experimentando uma calça Jeans quando Meg saiu do provador ao lado, Chris nos observava com uma expressão de tédio.

― Alexia Crawford! Me diz que você não vai ir de jeans e uma camisa!

― Bem, sim...

― Ah meu Deus! Espere aqui. ― Com isso ela saiu feito um furacão.

― Você ta ferrada. ― Chris riu.

―Valeu, Mané. ― Joguei meu tênis nele, ela voltou com três vestidos e sapatos de salto altíssimos, observei eles pasmas, ela me jogou os vestidos e fechou as cortinas.

― Experimenta! ― O primeiro o qual experimentei era um amarelo extremamente curto de babados.

― Esse não. ― Falou ela. ―Três vestidos depois, experimentei um com um corpete prata preso por um laço atrás de cetim, a saia era solta também de cetim e preta com a borda prateada, medi vendo que era doze dedos acima do joelho, mas era o que eu mais havia gostado, subi no sapato de salto altíssimo preto que Meg havia visto, e abri as cortinas virando-me de costas.

― Meg, fecha aqui?

― Claro! ― Após ela ter fechado, fez eu dar uma voltinha. ― Amei esse! O que achou Chris?

―Cara, desse jeito vou ter que sair armado se quiser trazer vocês bem pra casa. ― Rimos, virei-me novamente para o espelho, de fato o vestido era lindo, após escolher o meu me sentei junto a Chris, esperando Meg que por fim escolheu um vermelho justo na cintura que caia em ondas pretas com um sapato de salto vermelho. A ultima vitima de Meg foi Chris, com uma calça jeans justo, camisa social preta e colete vinho. Após as compras fomos fazer um lanche, já eram 19:30 quando chegamos em casa, fomos todos para nossos quartos nos arrumar, estava na frente do espelho colocando um casaco comprido preto por cima e o abotoando, quando Meg chegou pedindo ajuda com o cabelo, ela também trajava um casaco comprido só que vermelho, prendi seu cabelo para trás com pontos de luz, depois arrumei meu cabelo fazendo um coque alto e deixando alguns fios soltos, por fim comecei a me maquiar, após prontas se sentamos esperando por Chris que entrou abotoando o colete.

―Esse batom vinho ficou muito legal, Lexi. ― Disse Meg, feliz. Christian parou olhando de uma pra outra.

― Vocês estão... uau.

― Que horas são? ― Perguntou Meg.

―Hãm, são 20:40. ― Respondeu Chris, se escorando na porta e girando a chave entre os dedos.

― Ok, todos prontos? ― Perguntei, assentiram e com isso descemos as escadas, vovó encontrava-se sentada em uma mesa perto da lareira, estava cheia de papéis aos quais assinava.

― Vó, estamos saindo. ― Falei.

― Vocês estão divinos! ― Disse ela se levantando. ― Divirtam-se e juízo, Chris tome conta delas, esta bem? ― Sorriu.

― Claro, sra.

― Ah, querido, me chame de vó também. ― Chris assentiu sorridente, saímos indo até a garagem e entramos na caminhonete, Chris era o motorista da vez, e com isso saímos.

Chegamos no bar pouco tempo após de ter aberto e já encontrava-se cheio, após esperarmos na fila finalmente entramos, o bar tinha um estilo rustico, mesas de madeira espalhadas pelo lugar, um palco na parede central, e no momento uma banda tocava, adentramos mais o local se sentando em uma mesa próxima ao palco, várias pessoas já se agitavam para cantar, eu observava as pessoas entrando em quanto Meg fazia comentários sobre uma loira que Chris havia achado bonita.

― Aquela loira oxigenada nem é tudo isso, Chris. ― Disse.

― Tá brincando? Olha aquelas pernas. ― Protestou ele.

― Fala sério, vocês dois. ― Olhei pra eles com uma expressão debochada.

― Hey, Garçom. ― Levantei o braço tentando chamar sua atenção, após um tempo ele finalmente percebeu.

― Boa noite, em que posso ajudar? ― Perguntou ele.

― Vô de caipirinha. ― Disse Meg, pegando uma de sua bandeja, dei de ombros e peguei uma também.

― Pode ser. ― Chris pegou outra.

― Quanto? ― Perguntei.

― Cortesia da casa, vão cantar também?

― Vamos. ― Falei.

― São dez reais cada.

― Beleza, eu pago garotas. ― Chris puxou a carteira e pegou o garçom, ganhando os papeis para podermos passar pelo segurança e cantar.

― Isso vai ser divertido. ― Falei.

― Vai mesmo, imagina só o Chris cantando com essa voz de tiete dele? ― Ri com o comentário de Meg e tomei um gole da caipirinha.

― Ei! Eu ouvi isso. ― Protestou ele, nesse momento um senhor barbudo subiu no palco, abaixando o microfone para conseguir alcançar.

― Senhoras e Senhores! Sejam bem vindos, e espero que todos divirtam-se bastante, o karaokê começara dentro de alguns minutos, obrigado. ― Falou, e o pessoal bateu palmas e gritou, empolgados, sorri para meus amigos.

― Meu Deus! Lexi, olha aqueles dois que acabaram de entrar. ― Ela fez beicinho, e eu ri da expressão dela me virando discretamente para olhar a quem ela se referia. Dois garotos facilmente se destacando dos outros entraram, acompanhado de duas garotas muito parecidas que no mínimo, deveriam ser parentes. Uma tinha cabelos curtos e espetados pintados de lilás, era pálida e tinha olhos de um rosa claro, outra também de cabelos curtos e repicados só que tinha cabelos castanho-avermelhado e olhos também do mesmo rosa, a de cabelos lilás era um pouco mais alta, as duas de um porte gracioso, sentaram-se nos sofás com outros dois garotos, um de cabelos que iam até o ombro, castanho-escuro e olhos de um azul claríssimo, o outro garoto era o mais perturbador, cabelos de um loiro claro caindo em camadas ao redor da cabeça, pálido assim como os outros e alto, tinha um porte atlético mas não muito musculoso, e os olhos eram... brancos? Mas ele parecia enxergar perfeitamente, provavelmente todos curtiam usar lentes de contato, obvio. Também estavam todos vestindo preto, com roupas estranhas de couro. Me virei, encarando Meg.

― Eles estão acompanhados, não viu aquelas garotas de lentes de contato rosa? Além do mais, são esquisitos.

― Hã? Não Lexi, aqueles ali. ― Ela apontou com o queixo para uma mesa aonde havia dois garotos sentados, conversando e rindo, voltei-me para ela, perplexa.

― Pensei que estava falando deles, ali no sofá. ― Ela olhou, franziu o cenho e deu de ombros em sinal de indiferença.

― Já saíram, acho. Não tem ninguém lá, Lexi. ― Olhei pro sofá, avistando eles no mesmo lugar.

― Chris, tá vendo aqueles lá? ― Apontei para o sofá, discretamente, e olhei também, ainda estavam lá.

― Não tem nada lá, Lexi. ― Disse Chris, preocupado.

― Mas... ― Comecei a falar, ainda encarando eles incrédula, Chris chamou minha atenção caindo na gargalhada.

― Fala sério, Lexi! Esse truque é antigo. ― Meg começou a rir também, os observei sem entender nada, mas decidi deixar isso pra lá, terminei minha caipirinha e os observei mais uma vez, o garoto de cabelos loiros acabou me flagrando, e arregalou os olhos por um instante, virei o rosto observando pelo canto dos olhos, ele apontava pra mim e gesticulava pros amigos, engoli em seco e peguei mais uma caipirinha.

― E agora, com vocês... o numero treze da noite, venha! ― Anunciou uma mulher no microfone, Chris levantou o papel e se dirigiu ao palco, piscando pra gente.

― VAI CHRIS! ― Gritou Meg.

― ARRASA, GAROTO! ― Gritei, batendo palmas.

― Qual será a musica... hum, Chris? ― Perguntou a mulher.

― Sex On Fire, do Kings Of Leon. ― Disse ele ao microfone, e logo se seguiu vários gritinhos animados da plateia, em sua parte garotas.

― Essas vacas... ― Meg revirou os olhos, ri diante da reação dela, Chris começou a cantar, de fato ele cantava bem, e as garotas gritavam feito loucas da plateia, eu e Meg batemos palmas e rimos, assistimos ele cantando e fazendo sua performance, até que acabou e atirou beijo para a plateia, descendo do palco e voltando a se sentar.

― E ai? ― Perguntou ele, empolgado.

― É, deu pro gasto. ― Disse Meg, anunciaram mais um numero, olhei para minha folha e percebi que estava na minha vez, levantei o braço e fui em direção ao palco, Meg e Chris gritavam meu nome e balançavam os braços feito dois doidos, ri diante daquilo, a mulher perguntou qual musica eu cantaria e respondi.

― My Chemical Romance — Teenagers. ― Fui em direção ao microfone, esperei a música , balançando a cabeça com a batida, abri um sorriso irônico e comecei a cantar, no refrão, pulei em cima da caixa de som, piscando pra Meg que riu e fingia desmaiar nos braços de Chris, sorri observando as pessoas balançar os braços ao ritmo da musica, balancei a cabeça ao ritmo da música, ouvindo alguns gritos em quanto cantava, ri um pouco e observei os quatro estranhos que havia visto com os olhos fixos em mim, ainda sentados no sofá, os encarei de volta, depois pulando da caixa de som ao encerrar a musica, fiz uma reverencia e coloquei o microfone no lugar, indo me sentar.

― Caramba, Lexi! Já pensou na gente montando uma banda, em? ― Disse Chris batendo em minha mão no ar, Meg se levantou na sua vez, anunciando que iria cantar You’re Gonna Go Far, Kid. Ela arrasou, pulando pelo palco e balançando o cabelo, o que fez vários fios de cabelo se soltarem dos grampos, começamos a cantar junto com ela da plateia, e alguns se levantaram arredando as cadeiras pra fazer uma roda punk, Chris foi correndo e pulou nas costas de um garoto que caiu no chão com tudo, balancei a cabeça voltando a observar Meg, que encerrou a musica se jogando de joelhos no chão.

― Isso é que é começar uma noite com estilo! ― Disse ela se jogando na cadeira ao lado de Chris.

― Hum, gente... vamos pra festa? ― Perguntei ainda inquieta.

― Ah, claro... vamos sim! ― Disse Meg.

― Mas antes... Chris, topa uma partida de sinuca? ― Perguntou Meg.

― Vou acabar com você. ― Respondeu Chris já se levantando.

― Vem, Lexi?

― Ah, não... estarei esperando por vocês aqui.

― Ok. ― Disseram os dois, e saíram.

Fiquei os observando até desaparecerem entre as pessoas, suspirei olhando novamente para o sofá, não estavam mais lá, sumiram sem que eu tivesse percebido.