O Caçador
25 amor ou ódio?
Notas iniciais
O rapaz olhou para Julia ele não parecia ser perigoso seus olhos mostravam algo bom, Julia sentiu que podia confiar nele, mas sua mente a obrigou desconfiar, afinal ninguém que estivesse metido com aquela gente podia ser confiável.
– Você deve ser a famosa Julia? – Falou carinhoso, com um sorriso terno.
– Famosa? – retribuiu a pergunta desconfiada, tudo que ela não era é famosa, Julia prestou mais atenção nas feições do rapaz ele era realmente bonito, e sob da luz da lua parecia ficar mais atraente, os cabelos Loiros escuro, dava um contraste harmonioso com os olhos cor de avelã, era alto devia ter uns 1,90 e forte, mas claro que qualquer um era alto perto dela.
– Sim famosa – Ele entrou – a famosa filha da Leonora.
Julia se retraiu com a afirmação do rapaz, isso mostrava que ela estava certa, ele não era confiável. Ele devia ser mais um capanga sugador de vidas da Leonora.
– E quem você é? – o olhou desconfiada – deve ser um deles. – afirmou ríspida.
– Não, não sou, sou filho de criação dela. Adotou-me quando ainda era bebe, devo muito a ela.
Julia não conseguia acreditar naquela historia, como ela podia ter adotado um bebe de um estranho e abandonado sua própria filha, Felipe viu a tristeza nos olhos da garota e ele a compreendeu, ela também havia sido abandonada pelos pais porem a situação dela era totalmente diferente pelo que ele sabia Leonora não pode criar Julia, se separou dela pela segurança da menina, não foi como seus pais que o largaram como lixo e nunca nem se preocuparam em saber dele.
Leonora lhe contou para como ela havia o achado, ele era apenas um bebe de dias de vida ela havia saído para caçar de madrugada e viu o bebe chorando dentro de uma caixa de sapato jogado perto de um monte de lixo, nessa época ela ainda não tinha Julia, mas se afeiçoou ao bebe e o resgatou e criou a criança como um filho, ele será eternamente grato pelo que leonora fez por ele.
– Eu sei Julia como é crescer se perguntando: Porque quem mais devia lhe amar e proteger te rejeitou?, eu sei como é difícil quando se ainda é criança e não tem os braços da sua mãe para te proteger do escuro ou te abraçar quando esta triste, eu felizmente tive a sorte de ter Leonora em meu caminho que supriu o papel de mãe na minha vida – falou cuidadoso com carinho – E deve estar se perguntando agora como ela pode me adotar e te abandonar, eu não sou a pessoa mais indicada para te esclarecer isso, Leonora é quem deve te dizer seus motivos, mas o que eu posso te afirmar é que nesses 19 anos eu nunca vi ela passar um dia sem te cuidar de longe e quando soube que você havia sumido moveu céus e terra para te encontrar.
Julia sentiu um nó em sua garganta se formar não fazia o menor sentido tudo que esse estranho lhe dizia, como uma mãe pode abandonar sua filha recém nascida e ainda alguém vir e lhe dizer que ela fez isso por amor.
Seus olhos marejaram de lagrimas, virou o rosto de Felipe ela não queria que ele a visse como uma fraca, uma garotinha coitada que sofreu por não ter tido uma mãe, se à uma coisa que a vida havia ensinado e que as pessoas são más e só estão esperando para descobrir sua franqueza para usa-la contra você e te pisotear.
Felipe notou que ela estava sofrendo e mesmo sabendo que a menina a sua frente poderia não reagir bem a uma aproximação sua, não resistiu e a abraçou, ela parecia um anjo frágil que precisava ser protegida. Julia ao sentir o abraço de Felipe num primeiro estante se contraiu e tentou repeli-lo, mas não teve força o suficiente para afastá-lo estava fraca emocionalmente precisava desesperadamente de um amigo, precisa daquele abraço, ela se sentiu segura nos momentos que aquele abraço durou.
– Calma Julia, eu sei que não confia em mim, e dada as circunstancias você tem toda razão de desconfiar de todos, mas eu não te quero mal, e duvido muito que sua mãe queira seu mal.
Julia o encarou com menos receio, se afastou e disse:
– Não posso dizer que tenho essa sua certeza de que a Leonora é confiável. Mas por algum motivo sinto que você é diferente deles.
– Bom já é um começo, eu quero ser seu amigo Julia.
*****
Leonora estava sentido o veneno se alastrar pelo seu corpo se não agisse rápido seria tarde demais para ela, viu um de seus empregado chegar próximo ao seu corpo que se retorcia pela dor aguda do veneno, sua visão já estava turva e não conseguiu reconhecer quem era, balbuciou as palavras entre os dentes:
– Pega o antídoto no meu bolso – falo fraca com a respiração cansada – pega rápido.
O capanga rapidamente a obedeceu pegando o pequeno frasco roxo e derramando todo o liquido na boca dela, Leonora sentiu todo o seu corpo tremer e tudo se apagou.
Leiam as notas finais hoje por favor:
Notas finais
é isso se querem que a historia continue sendo atualizada por favor comecem a deixar seus reviews. como eu ja disse muitas vezes aqui nas notas finais é o apoio de voces que me motiva a pegar e escrever nos meus tempos livres ou ate mesmo nos intervalos de uma aula e outra.
CADA REVIEW É MUITO IMPORTANTE PARA MIM.
ESPERO VER TODOS NOS COMENTÁRIOS.
*Desculpa para as pessoas quem sempre comentam ter lido isso.
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