Notas iniciais
Yo pessoal, semana corrida, mas eu sempre estou por aqui. Não preciso falar nada do capitulo, acho que o nome ja deixa claro o que vai acontecer. Sem muito a falar. Mas feliz ano novo para todo mundo!

O lugar não era nada comum. Estando pouco tempo lá não viram nenhuma criatura. O que eles sentiam em comum era a falta de ar para respirar. Como já foi dito a maior parte dos gases que circulavam por aquele lugar era o gás metano, pouco oxigênio circulava por lá.

Faziam o que podiam para respirar. Os mais fracos estavam em situações ruins. Irian, Lisa e Louis não estavam nada bem.

Os outros eram guerreiros, por isso não fraquejavam, com exceção de Vicent que era um pistoleiro, mas ainda assim um vampiro.

E como esperado as criaturas do submundo apareceram. Não estavam organizados, parecia que eles estavam simplesmente caçando suas presas.

-Comida! – as vozes foram emitidas sincronizadas, num tom de fome, as bocas sujas dos diabretes babavam com a língua para fora.

Diabretes como o nome já diz, eram demônios, mas demônios de classe baixa. Não eram rápidos, nem fortes, mas sempre andavam em bandos grandes com centenas deles. O grupo de Dante teria que enfrentar um grupo de cem diabretes.

Pele cor roxa. Orelhas pontudas, algo como duas antenas em cima da cabeça, mas não se enganem, eram cifres. Azas que pareciam como as de insetos, mas proporcional ao corpo pequeno. Era uma criatura asquerosa e maldosa por natureza, como todas as outras criaturas do submundo.

-Deixem comigo – Snake se dirigiu a frente – a luz da minha lança deve ser o bastante.

O submundo era um local escuro. O que fazia pensar que as criaturas de lá iriam sofrer se expostas a luz. E foi isso que aconteceu. Snake levantou a lança e as criaturas se esconderam.

-Não podemos ficar dependendo de truques baratos – Zack tomou a frente – eles são traiçoeiros, temos que eliminá-los.

-Isso não é um truque! – Snake se irritou com a afirmação de Zack.

-Parem – Dante entrou no meio dos dois que estavam quase discutindo – não precisamos lutar, quando não é necessário.

-Mas Dante – Zack tentou convencer Dante do contraio – eles são demônios.

-Zack – Dante olhou serio para ele – o importante agora é se defender, temos pessoas para proteger. – Dante apontou para trás, onde estava Lisa e Irian.

-Sim, desculpe – Zack abaixou a cabeça – o mais importante agora é encontrar um lugar seguro para cuidar delas.

-E eu? – Louis falou, eles tinham se esquecido deles.

Zack pegou o arco e atirou flechas na frente para iluminar o caminho. As flechas invisíveis eram de fogo. Faziam o papel de velas naquela situação.

Eles andaram e andaram. Sem saber para onde iriam, ou se iriam chegar em algum lugar. Até que encontraram uma casa.

-Uma casa? – Elizabeth estranhou – nunca pensei que fosse encontrar uma aqui.

Era uma casa simples. Então eles resolveram entrar para se abrigar. Mas a visão de dentro não era comum.

O teto era muito mais alto do que poderia a ser e a extensão que parecia ter o lugar não seria possível numa casa daquele tamanho. Com comprimento, largura e altura muito maiores do que o permitido. Isso os fazia sentir-se num sonho.

-Isso é obra de magos – Lisa afirmou se esforçando para falar enquanto respirava forte.

-Magos do submundo? – Vicent perguntou já se preparando para a luta.

-Provavelmente – Zack acabou por ver uma esperança de livrar-se daquela maldição – acho que isso é um adeus Dante.

-Nos não temos mais motivos para seguir viajem com vocês – Vicent falou sério como em poucas vezes, olhou fixamente para Lisa – eu gostei de você Lisa, mesmo você não sendo Elena.

Lisa ficou um pouco envergonhada, mas estava fraca demais para poder falar.

-Por quê? – Irian perguntou com bastante esforço – por que não podemos ficar juntos? – ela não tentou esconder as lagrimas que caiam.

-Você sempre será como uma irmã mais nova para mim – Zack afagou os cabelos dela e limpou suas lagrimas com os dedos – não chore por favor, se não eu não vou conseguir seguir em frente.

Irian segurou as lagrimas.

Depois das despedidas os dois adentraram mais a casa. E o resto do grupo teve de sair do lugar.

-Você não falou nada – Gandalfr não entendia – não queria que eles continuassem com você, não queria ajudar?

-Claro que eu tenho esses sentimentos – Dante tentou não mostrar seu lado sentimental – mas eles tomaram suas decisões e eu os ajudei tanto quanto eles me ajudaram.

-Não conheço muito bem aqueles dois – Eliza com bastante esforço e vergonha, colocou a mão no ombro de Dante para tentar consolá-lo – mas você perdeu homens importantes.

-Não sei se essa era a relação, não eu sei sim – Dante tentou não deixar uma lagrima cair, mas eventualmente uma lagrima do seu olho esquerdo fugiu – eles são meus amigos!

X

Agora que duas das pessoas em melhores condições foram embora. Eram três fracos e quatro inteiros. A viajem tinha que ser adiada.

Dante estava cuidando de Lisa. Gandalfr não gostava de elfos, então ficou com Louis. E Eliza ficou com Irian.

Snake vigiava . Não gostou muito da idéia, mas era melhor do que cuidar de alguém que ele nem conhecia direito. O importante para ele era trazer a paz e não a felicidade individual de cada pessoa. Era egoísta sim, mas era algo que ele tinha que ter em mente.

Ambos distantes para não sofrerem nenhum ataque surpresa, que acabasse com todos. Dante havia pensado muito com Eliza para decidir fazer isso. As coisas estavam muito complicadas.

Dante estava realmente preocupado. Lisa estava pálida. E não conseguia falar direito. Era a mais afetada. Parecia alguma doença. Não era só a falta de ar.

-Eu nunca vi nada assim – Dante andava de um lado para o outro, tentando entender – nessas horas eu sou tão inútil quanto uma porta.

-Não é verdade – Lisa falava aos poucos, num tom bem baixo – você só precisa estar comigo e segurar minha mão, que eu me sinto bem melhor.

Dante acabou por fazer o que ela quis. Se sentou ao lado dela e segurou sua mão.

-Você esta me ouvindo? – Dante perguntou a ela – preciso dizer algo a você, já que não sei o que vai acontecer, não quero ter arrependimentos.

-Sim. – Lisa falou mais uma vez com um tom bem baixo.

-Eu... acabei percebendo quando nos ficamos separados – Dante não conseguia olhar para ela enquanto falava – eu senti tanto a sua falta, não sabia o por que ainda, mas acho que descobri.

Ele respirou fundo e criou coragem.

-Eu te amo – Dante estava muito envergonhado não conseguia olhar para o rosto dela, muito menos para seus olhos – eu amo tudo em você, seu jeito curioso, sua beleza, seus olhos, sua bondade, a sua vontade de ajudar os outros, o jeito com que você se preocupa com todos, eu não sei nem como dizer isso. Você sempre me deixa confiante. Não me imagino sem estar ao seu lado.

Dante soltou a mão dela. Não esperava que ela falasse algo naquele momento, pois ela estava bem doente.

-Eu quero casar com você – Dante virou o rosto para ela – você aceita casar co...

Ele olhou o rosto dela e viu que ela estava dormindo. Pensou que ela poderia ter ouvido algo, mas sabia que na verdade ela estava dormindo desde a hora em que tinha falado pela ultima vez. Que ela não tinha ouvido nada.

-É melhor assim – Dante sorriu – eu vou falar essas coisas de novo, mas em outro lugar, em outra situação, quando você estiver feliz ao meu lado.

Ele colocou um pano úmido na cabeça dela. Ela também estava com febre.

X

Zack e Vicent entraram mais a fundo na casa, que parecia mais uma mansão. Eles tiveram uma visão estranha numa sala. Vários homens de capuz preto rezando em uma língua estranha.

Enquanto um ficava no meio parado.

-Que droga é essa? – Vicent perguntou estranhando.

-Fale baixo – Zack disse – parece um ritual.

Era um ritual mesmo. As chamas ao redor, as velas de cor preta. Tudo dava indícios que era um ritual. Um ritual de magia negra. Para ser mais preciso era um ritual de iniciação. Provavelmente um novo mago do submundo estava nascendo.

-Nos temos convidados – um dos homens encapuzados falou – prepare tudo para terminar o ritual.

-Sim, são dois – o outro que estava do lado do primeiro – eles devem ter sangue o suficiente – com uma voz baixa e maléfica.

-Vamos atacar? – Vicent já estava quase disparando a pistola.

-Não, nos ainda temos a vantagem da surpresa – Zack estava pensando num plano, mas não era tão bom nisso – nos lutamos a longa distancia, então o ataque surpresa vai ser nossa melhor chance.

Eles estavam no primeiro andar, enquanto o ritual estava acontecendo no térreo.

-Já soltaram o cerberus? – o homem encapuzado que estava no meio de todos falou.

-Sim, senhor – outro falou.

-Então é questão de tempo – uma risada foi ouvida – aquele cachorro esta com muita fome, já faz um ano que ele não comeu nenhum humano.

Um rosnado de cachorro foi ouvido, mas era muito mais alto que o normal.

-Você ouviu isso? – Vicent tocou em Zack.

-Sim – Zack escutou um barulho de pingos de água.

Quando os dois se viraram. O medo tomou conta deles.

Era um cachorro. Um cachorro gigante de três cabeças. E os pingos de água na verdade eram baba caindo.

-Corre! – Vicent falou já saindo em disparada.

Eles conseguiram chegar à porta e continuaram na mesma velocidade. Mas por incrível que pareça não escutaram nenhum barulho. O monstro não parecia seguir eles.

-Você lembra de ter ouvido aquela coisa andar? – Vicent perguntou ofegante.

-Não – Zack olhou trás e não viu nada.

Mas rapidamente o cerberus apareceu e deu um salto caindo na frente dos dois.

Eles não podiam ir para frente nem para trás. Então cada um seguiu um caminho por lados opostos. O cachorro parou pensou e resolveu seguir Vicent.

Era a chance de Zack.

Ele disparou uma rajada de flechadas, umas vinte flechas de fogo, mas só serviram para irritar o cerberus.

X

Eliza estava cuidando de Irian, não era boa para isso, mas era necessário.

-Você sente algo por ele não é? – Irian falou ainda com os olhos fechados.

O que fez Eliza dar um pulo assustada.

-Ele quem? – Eliza se fingiu de desentendida.

-Dante – Irian falou séria – quem mais seria Gandalfr o anão – Irian riu bem fraco e depois tossiu.

-Claro que não – Eliza tentou mudar de assunto – eu sou uma general, não posso me apaixonar.

-Eu vejo como você olha para ele – Irian acabou por se confessar – ele causa isso nas mulheres, se não fosse por Lisa, eu acho que poderia me apaixonar por ele.

-Ele é só um idiota – Eliza acabou por soltar o que estava pensando – ele falou que ia ficar comigo, mas só da atenção a ela.

-Ele disse isso? – Irian achou estranho.

-Sim, ele prometeu ao meu pai.

Irian acabou embaralhando tudo e não entendia mais nada. Ela achava que faltava pouco para Dante e Lisa se entenderem, mas depois de ouvir isso, não tinha tanta certeza sobre isso.

-Ele deve ter esquecido do que falou – Eliza ficou meio triste – ou mentiu para me deixar melhor.

Se tem uma coisa que Dante não fazia, era mentir. E quebrar promessas, então como isso ia se resolver ninguém sabia.

X

-Droga – Zack desistiu de soltar flechas, não faziam efeito – ele deve ter uma pele imune ao fogo e ao gelo.

Vicent estava encurralado e o cerberos estava se aproximando. Zack então teve uma idéia.

-Talvez um ataque pela frente possa causar dano – Zack correu e passou por baixo do monstro – e atirou algumas flechas por baixo do seu corpo, no peito.

A fera rugiu de dor. E sua fúria só aumentou.

Zack ficou do lado de Vicent. Eles não tinham para onde fugir.

-Muito obrigado, por deixar ele com mais raiva – Vicent fez questão de reclamar.

-Pelo menos eu tentei fazer alguma coisa, vampiro – Zack falou a ultima palavras como se fosse um insulto.

-Você não é muito melhor que um vampiro, também não pode morrer – Vicent retrucou.

O cerberos ficou parado olhando a cena. Até que resolveu dar um bote com a cabeça do meio e tentar abocanhar os dois, mas algo se aproximou e o cachorro parou.

-É impressão minha – Vicent acabou por ficar com medo – ou o cachorro gigante ai esta com medo.

-Claro que não – Zack riu – acho que não existe nada que ponha medo nisso.

Mas o cerberus estava com medo sim. O corpo gigante tremia. E ele abaixou a cabeça como um cachorro normal faz quando esta com medo.

-Gostaram do meu bichinho de estimação? – um dos homens encapuzados do salão apareceu, era um mago do submundo.

Zack e Vicent se olharam sem entender a cena. Mas a voz era familiar para os dois.

Até que o estranho resolveu tirar o capuz.

Ambos ficaram surpresos ao ver aquele rosto familiar.

Notas finais
Ficou menor o capitulo sim, digamos que foi uma semana ruim para mim em termos de escrever. Mas provavelmente sabado que vem tem cap novo aqui, mas nimguem sabe o que vai acontecer né. Eu posso acabar tendo uma overdose de champagne, não sei por que mas esse nome é muito estranho.
Até o ano que vem!