O Cajado Da Primavera

11 Na cafeteria com uma deusa


Notas iniciais
Pessoal, vou tentar ser breve, esse capítulo é pequeno, pois escrevi pelo celular (to sem notebook), então perdoe alguns errinhos caso encontrem. Outra coisa, em um dos capítulos anterior eu troquei a frase, o certo era: Que Quione me ama? - e acabei colocando: Que Despina me ama? - Então me perdoem e.e E troquei algumas vezes a palavra "mão" por "mãe", isso é pq escrevo a noite e.e kkkk enfim, vou deixar vcs lerem, não terá foto de capa, pois como já disse estou sem meu notebook...

Perséfone acenou para nós e nos chamou, ela irradiava a primavera, mesmo estando no inverno parecia trazer de volta o calor por onde estava. Usava um sobretudo branco, meia calça preta e botas de salto grosso e cano longo também da cor preta, seu cabelo estava trançado delicadamente de forma lateral com uma flor prendendo a ponta da trança, e uma touca branca de crochê cobria sua cabeça. Ela estava linda, como na noite anterior, fomos até ela e ela abraçou Will e depois me cumprimentou. Um vento frio soprou entre nós e ela estremeceu junto com Will, bom, eu não me incomodei.

–-- Será que podemos ir para um lugar… Mais fechado e menos frio? --- Perguntou ela colocando as mãos no bolso e se encolhendo.

Sabe eu nunca parei pra pensar que deuses sentissem frio ou calor… É meio engraçado, imagine um deus morrendo de calor, ou se tremendo de frio? Ok, ok. Esse foi um pensamento bastante inútil!

–-- Vamos à cafeteria, um lugar fechado e quentinho. --- Disse Will. --- Sem ofensas. --- Ele se direcionou a mim.

Eu revirei os olhos, ah, então quer dizer que agora ele estava sendo legal. Fui à frente. Perséfone ficou um pouco confusa, mas não disse nada, ia com seu filho logo atrás de mim. Entramos no café e procuramos uma mesa para sentar, a mais distante, sentei-me encostada à parede, Perséfone sentou-se do lado oposto ao meu e Will sentou ao meu lado. A garçonete veio para anotar nosso pedido, Perséfone pediu um café, Will e eu não pedimos nada.

–-- Oh. --- Exclamou Perséfone. --- Seu pai deve estar esperando o café da manhã.

Eu havia posto a sacola no chão, então uma sombra começou a tremeluzir abaixo dela e engoliu a sacola, eu estremeci um pouco e olhei para os lados, esperando que ninguém tivesse visto aquilo, mas ninguém realmente pareceu notar, ou então a névoa cuidou disso. Perséfone pigarreou.

–-- Então, acho que já sabem o assunto da nossa conversa.

–-- Encontrou o paradeiro de Despina? --- Perguntou Will.

–-- Sim. --- Perséfone puxou de dentro do seu casaco um mapa e o abriu sobre a mesa. --- Aqui. --- Suas dedos delicados estavam indicando um país.

–-- Rússia --- Falei.

–-- Sim, mais precisamente Moscou. --- Confirmou ela.

–-- Espere, mas porque Russia? Eu esperava que fosse algo como Antártica, Alasca... Esses lugares super congelantes.

Perséfone ficou séria.

–-- Alguns desses lugares são muito perigosos até para nós deuses meu filho, para ela então, poderia ser pior.

–-- O clima da Rússia é sempre frio, raramente tem algo como "verão" calorento. --- Falei, eu tenho certos conhecimentos sobre lugares frios. Só simplesmente sei. --- Faz sentido ela estar lá, já que quer começar com uma nova era do gelo.

Perséfone sorriu pra mim e cruzou as mãos sobre a mesa.

–-- E é por isso que você será fundamental para essa missão. --- Disse ela. --- Nada melhor para entender o frio, como uma filha de Quione.

Olhei para Will disfarçadamente, ele estava sério analisando a situação, claramente ainda não havia se conformado que eu ia. Mas eu sentia uma vontade de ir, sabe, talvez finalmente eu conseguisse me encontrar, sair da minha rotina, e confesso que no fundo, lá no fundo, quem sabe isso não chame atenção de Quione...

–-- E como de que forma vamos? --- Perguntou Will.

Perséfone pegou outro papel de dentro do casaco, na verdade era um envelope.

–-- Bom, um amigo meu poderia dar uma carona por uma parte do caminho, ao menos atravessar esse oceano! --- Disse ela colocando o envelope dourado na mesa, com uma flor o lacrando, ele cheirava a perfume de flores. --- Ia ser um pouco difícil o chegar até ele, mas parece que vocês têm alguém que pode os ajudar a encontrá-lo, e então quando isso acontecer entregue esse envelope para ele.

Eu e Will trocamos olhares confusos, não creio que conhecemos ninguém que possa saber quem é esse "amigo" da deusa da primavera.

–-- E... Quem seria esse seu amigo? --- Perguntei curiosa.

Perséfone riu e suspirou como quando alguém se lembra de bons momentos, então olhou para o sol lá fora que refletia na neve , no gelo e então respondeu voltando-se para nós.

–-- Apolo.

Claro, nem preciso falar qual foi a careta que Will fez, afinal estava claro quem iria nos ajudar, Jake.

Notas finais
E aí?? Se gostarem me digam *---* Escrevi esse capítulo dentro da van, olhando pela janela e me inspirando kkkkkkk