Mansão Kido

Abri a porta do escritório e parei na hora quando vi o Saga de pulsos cerrados e Julian sentado olhando para ele.

(Atena) – Pelos deuses, o que faz aqui, Saga?

Saga relaxou as mãos e olhou para o Julian, que puxou um sorriso e depois olhou para mim com seus os olhos azuis.

(Julian) – Não se preocupe, querida Saori! O Sr. Saga resolveu me fazer companhia enquanto você não estava e estávamos falando justamente de você! Eu contava a ele sobre como nos conhecemos há sete anos e de como a vida de um homem de negócios é cheia de desafios!

(Saga) – Se me derem licença!

Olhei para o Saga, que vinha na minha na direção muito sério, parou ao meu lado e sussurrou:

(Saga) – Se ele disse, é o suficiente para você, não é?

Saga saiu da sala e eu fiquei parada, processando o que aconteceu ali. Voltei à realidade com o Julian falando comigo.

(Julian) – Está tudo bem, Saori?

Pisquei algumas vezes.

(Atena) – Sim, acho que sim...

Julian sorriu.

(Julian) – Que bom! Podemos continuar?

(Atena) – Sim, claro...

(Julian) – Ótimo! Tenho uma agenda de contatos para lhe apresentar, possíveis patrocinadores para o seu projeto!

Sorri.

(Atena) – Que bom!

Área Externa da Mansão

Saga foi andando para os fundos da Mansão, bem ao longe da casa principal, beirando as margens da propriedade e parou perto de um monte de árvores que delimitavam o local.

(Saga) – DESGRAÇADO!!!!

Saga deu um soco na árvore, fazendo-a partir ao meio e tombar no solo com um baque. Passou as mãos nos cabelos e se deixou cair, sentando próximo ao que sobrou do tronco partido.

(Saga) – Droga!!!!

Respirou fundo olhando para o céu, quando sentiu uma presença se aproximando. Sem olhar, falou:

(Saga) – Era só o que me faltava! Não está me confundindo com o meu irmão???

Rrrrrrrrrrr

(Saga) – Se está incomodado com a minha presença, você que saia!!!

Pólux sentou-se ao lado de Saga.

(Saga) – Sai daqui, seu traidor!!! Eu não acredito que não mordeu aquele imbecil!!! Ele é a ameaça aqui, não eu!!!

Rrrrrrrr

Saga olhou para o Pólux, que olhava para frente.

(Saga) – É sério? Eu não quero levar a sua dona embora!!! Ao contrário do seu querido engomadinho! Quero ver você ainda gostar dele quando ele a levar daqui!!!

Saga pegou uma pedra e arremessou para longe, sem mirar nada especificamente.

(Saga) – Por que ela não manda esse imbecil embora de uma vez???

Pólux continuou parado. Saga levou as duas mãos à cabeça.

(Saga) – Estou enlouquecendo, Pólux!!!! O pior é que aquelas malditas palavras que ele me disse estão fazendo eco na minha cabeça, me deixando mais puto!!!! A minha vontade agora é ir na merda daquele escritório e explodi-lo com aquele imbecil ainda dentro!!!! Ele tem que sumir dessa mansão!!!! E eu não consigo achar um meio sem que ele esteja em um caixão!!!!

Pólux se deitou ao lado dele.

(Saga) – Eu preciso muito dela agora, Pólux... sentir que ela é minha... Preciso ouvir o meu nome nos lábios dela... e provar para mim mesmo, que aquele idiota não sabe de nada!!!

Saga arremessou outra pedra.

(Saga) – Uma coisa tão simples... e ao mesmo tempo impossível! Ela não vai sair daquele escritório... Não com aquele imbecil segurando ela lá!

Pólux continuou deitado e Saga se levantou.

(Saga) – Olha, obrigado por me ouvir, mas continuo achando você um traidor! Então, é bom me fazer mudar de ideia!

Rrrrrrrr

Saga puxou um sorriso.

(Saga) – Já estava sentindo falta do Pólux de antigamente! Bom, eu vou indo! Você é um ótimo ouvinte! Espero que seja também bom em guardar segredos, porque essa conversa que eu tive com aquele imbecil morre aqui, entendeu?

Rrrrrrrr

(Saga) – Vou entender como um “sim”!

Mansão Kido

Escritório

Julian olhava a minha agenda de contatos, assim como as listas dos dois eventos que realizei na Mansão.

(Julian) – Pelo que vejo, os últimos convidados para o baile fazem parte da minha agenda, então, vou trabalhar com aqueles que não vi nestas listas, assim você amplia seus contatos comerciais, tudo bem?

(Atena) – Para mim parece perfeito!

Julian sorriu.

(Julian) – Ótimo! Vou começar com os fornecedores. Assim como seu projeto na vila próxima ao Mar Egeu, eu também amenizo os estragos feitos pela fúria do mar, ajudo a reconstruir as casas e trabalho com uma distribuidora de matérias-primas onde, quando não consigo a doação da empresa, consigo pagar o valor básico do custo dos materiais. Em troca, forneço o mesmo benefício para a distribuidora: quanto o assunto é o transporte marítimos das matérias-primas deles, cobro apenas o custo básico do transporte.

(Atena) – Uma parceria e tanto, mas não sei o que posso oferecer em troca.

(Julian) – Forneça a sua imagem!

(Atena) – Desculpe, mas não entendi.

(Julian) – Vamos conseguir que você divulgue suas ações não apenas pelos eventos, mas em todos os meios de comunicação! Assim, você garante a publicidade positiva para essas empresas parceiras, afinal são dados informados nada menos que pela deusa Atena!

Sorri.

(Atena) – Acha mesmo que apenas com as divulgações feitas por mim, farão parcerias?

(Julian) – Eu faria sem pestanejar!

(Atena) – Obrigada!

(Julian) – E para isso, inicialmente vamos entrar em contato com as empresas de comunicação atenienses. Precisaremos de alguns profissionais específicos, fotógrafos, jornalistas...

Julian me olhou por completo.

(Julian) – Quanto à sua assessoria de imagem, creio que não há a necessidade, tendo em vista que o Dite está fazendo um ótimo trabalho com você! Está impecável!

Desviei o meu olhar do seu, sem jeito.

(Atena) – Obrigada, fico feliz que o Dite possa participar dessa nova etapa.

(Julian) – Se ele vai participar dessa nova etapa, gostaria que ele estivesse presente, tudo bem?

(Atena) – É claro! Por mim está ótimo, vou chamá-lo.

“(Atena) – Dite? Poderia vir ao escritório? O Julian faz questão que participe do que iremos tratar agora.”

“(Afrodite) – Sim, estou indo agora mesmo”

(Atena) – Ele chegará em poucos minutos.

Julian ficou intrigado.

(Julian) – E como sabe disso?

Sorri.

“(Atena) – Falei por telepatia, como estou falando agora com você!”

Julian ficou surpreso

“(Julian) – Minha nossa!!!! Está na minha mente???”

(Atena) – Não se preocupe, não leio mentes, apenas abro um canal momentâneo para que me escute e eu a você.

(Julian) – Me desculpe pela reação exagerada, é que é impressionante!

Sorri.

Quarto do Casal

Afrodite arrumava a roupa e os cabelos.

(Afrodite) – Eu já disse, querido, é uma reunião! Não posso faltar, a Atena foi clara que o Julian me quer presente!

Máscara da Morte cruzou os braços.

(Máscara da Morte) – É claro que ele quer! O pior é que o sortudo está ficando rodeado dos dois amores da minha vida!

Afrodite sorriu.

(Afrodite) – Não seja bobo! São assuntos meramente profissionais! Tenho que ir. Te amo, querido!

Afrodite deu um selinho no Máscara da Morte.

(Máscara da Morte) – Também te amo, Amor!

Afrodite saiu do quarto.

Escritório

Ouvimos batidas na porta.

(Atena) – Pode entrar.

A porta abriu e vi meu Cavaleiro de Gêmeos na porta.

(Saga) – Posso falar com você, Atena?

No mesmo momento apareceu o Dite na porta e olhou para o Saga.

(Afrodite) – Ele também vai participar da reunião?

Saga olhou para o Afrodite e para mim.

(Atena) – Posso falar com você mais tarde? Agora vamos entrar em uma reunião!

(Afrodite) – Vai me deixar entrar? Você está ocupando toda a passagem, Saga!

Saga fechou a cara para o Afrodite e se afastou, dando espaço para ele passar.

(Afrodite) – Obrigado!

(Julian) – Sente-se, Dite, temos muito que conversar!

Saga olhou para mim.

(Saga) – Me avise assim que sobrar um tempo na sua agenda, Atena! Com licença!

Saga fechou a porta do escritório, deixando nós três sozinhos.

(Julian) – Podemos começar, Saori?

(Atena) – É claro que sim!

Corredor

Saga parou no corredor, encostando as costas na parede perto da biblioteca. Dona Carmem voltava da área externa com uma bandeja com alguns copos vazios e outros com suco, avistou Saga e se aproximou dele.

(Carmem) – Sr. Saga, aceita um copo de suco de laranja?

Saga olhou para a dona Carmem e passou as mãos nos cabelos.

(Saga) – Sim, obrigado!

Ele pegou um copo cheio, que quebrou em sua mão, fazendo um grande corte e derramando o suco no chão.

(Saga) – Maldição!!! Me desculpe, dona Carmem, não controlei a minha força ao segurar o copo!

(Carmem) – Pelos deuses, Sr. Saga! Quanto sangue! Vou buscar a caixa de primeiros socorros.

(Saga) – Não precisa se preocupar, vou ficar bem!

(Carmem) – Venha, por favor!

Dona Carmem o levou para a área de serviço, o colocou sentado em uma cadeira, limpou o ferimento e estancou o sangue com gazes, passou uma faixa e a segurou com um pouco de fita.

(Carmem) – Pelo menos vai conter o sangramento... Quer tomar um remédio para dor? Deve estar incomodando bastante, o corte foi profundo!

Saga puxou um sorriso.

(Saga) – Vou ficar bem, não se preocupe. Esse machucado não é nada em comparação ao que estou sentindo por dentro, dona Carmem! E, infelizmente, a senhora não terá um remédio para isso!

(Carmem) – Não quer mesmo que eu chame o médico da família?

Saga se levantou.

(Saga) – Não será necessário, amanhã estarei melhor! Obrigado, pela sua atenção!

Saga se retirou da área de serviço.

Notas finais
Continua...