Mansão Kido

Julian nos falava sobre como os meios de comunicação seriam nossos aliados. Com a minha imagem à frente do projeto, atrairíamos os novos patrocinadores. Exploraríamos o rádio, a TV, as mídias impressas e as digitais.

Passei a mão no pescoço, estava tensa!

(Atena) – Tudo bem, vão me ajudar, não é?

(Julian) – Certamente que sim!

(Afrodite) – Conte comigo!

Coloquei minha mão em cima da mão de cada um deles.

(Atena) – Obrigada, mas adianto que só pensar nisso já está me deixando nervosa!

(Julian) – Perfeitamente normal! Aos poucos vai se acostumar a dar entrevistas!

(Afrodite) – Bom, e quanto à entrevista para a revista?

(Julian) – Tentarei marcar o mais rápido possível, seria preferível termos a revista publicada antes de darmos entrevista para a rádio, vou verificar essa possibilidade nas editoras!

(Afrodite) – Quem diria, que vocês dois estamparão a capa de uma revista!

Julian olhou para mim e sorriu.

(Julian) – Sim, apesar de não ser um admirador desse tipo de publicidade, será por uma boa causa!

(Afrodite) – A família mais rica da Grécia, sendo o primeiro patrocinador das nossas causas sociais! Com certeza atrairá novos patrocinadores!

(Julian) – Essa é a ideia! Lembrem-se do que eu disse: as famílias mais ricas gostam de publicidade, foi uma pena não terem investido nisso nos dois eventos que fizeram!

(Atena) – Realmente eu não havia pensado por esse ângulo, apostei que a discrição seria mais viável!

(Julian) – Bom, para eles o dinheiro vem acompanhado de exposição, seus doares não querem o anonimato! Então vamos explorar isso! Tenho certeza que dobraremos o número de apoiadores!

(Atena) – Nossa... seria um sonho!

Julian pegou na minha mão e beijou o dorso.

(Julian) – Um sonho que eu faço questão de transformar em realidade!

Sorri sem jeito.

(Atena) – Obrigada, Julian!

(Julian) – Agora terei que ficar um bom tempo no telefone, podem ficar à vontade! Assim que eu terminar as ligações, eu informo!

(Atena) – Tudo bem! Estarei na biblioteca, se precisar de mim.

Me levantei junto com o Dite e saímos do escritório para dar mais privacidade ao Julian.

(Afrodite) – Ele é incrível! Tenho certeza que conseguiremos muitos patrocinadores com ele no comando, não é?

(Atena) – Sim, ele é mesmo incrível!

(Afrodite) – Vou para o meu quarto. Qualquer coisa é só me chamar!

(Atena) – Obrigada, Dite!

Dite subiu as escadas e eu fui para a biblioteca.

“(Atena) – Saga? Poderia me encontrar na biblioteca, por favor?”

Esperei um tempo e nada! Só o mais absoluto silêncio.

“(Atena) – Saga?”

“(Saga) – Estou indo!”

Fiquei encostada na mesa aguardando o Saga chegar. Depois de alguns minutos, meu lindo cavaleiro, de uniforme preto, abriu a porta, entrou na biblioteca e fechou a porta atrás de si. Porém, não se aproximou, ficou com as costas encostadas na porta junto com a sua mão direita atrás dando apoio, e para piorar, ele nem olhava para mim.

Eu já previa aquilo como um péssimo sinal!

Me aproximei dele e toquei no seu rosto, o fazendo olhar para mim.

(Atena) – Está tão chateado comigo que não quer, ao menos, me olhar?

Ele respirou fundo e permaneceu calado.

Deslizei as mãos pelos seus braços, de cima para baixo, e senti algo na sua mão direita. Ele percebeu e escondeu a mão de mim. Eu a puxei para ver.

(Atena) – O que aconteceu com a sua mão?

Ele a puxou de volta.

(Saga) – Não foi nada de mais!

Olhei para ele, aparentava estar extremamente chateado. Peguei a sua mão de volta.

(Atena) – Eu sei que está chateado comigo, isso é nítido! Mas não espere que o veja ferido e não faça nada! Então, por favor, me deixe cuidar de você!

Com cuidado, tirei as faixas e as gazes que cobriam um corte profundo que, claramente, deveria levar uns pontos.

(Atena) – Pelos deuses, Saga! Isso deve estar doendo muito!!!

Colocando as minhas mãos, uma por cima e outra por baixo, da sua mão ferida, elevei o meu cosmo para curá-lo.

Ele fechou os olhos em sinal de alívio, enquanto eu o curava. Em poucos minutos o corte desapareceu por completo. Ele olhou para mim e eu beijei carinhosamente o dorso da sua mão, fixando meu olhar nele.

(Atena) – Suponho que quando eu o chamei pela primeira vez, você não queria me ver, por isso não me respondeu, não é?

Total silêncio. Respirei fundo e passei a mão no seu lindo rosto.

(Atena) – Não faz isso, Saga! Por favor, fale comigo!

(Saga) – O que você quer que eu diga, Atena?

(Atena) – Eu sei que está com ciúmes e, por mais chateado que esteja, eu quero te ouvir!

(Saga) – Acredite, você não vai querer me ouvir!

(Atena) – Eu tenho certeza que precisamos conversar, então, sim, eu quero te ouvir!

Saga se afastou da porta e começou a andar, em sinal de nervosismo. Parou e olhou para mim. Seus olhos estavam em chamas de raiva!

(Saga) – Por acaso faz ideia do quanto estou me segurando para não arrancar a cabeça daquele imbecil do seu convidado?

Uau! Eu não esperava ouvir isso!

(Atena) – Não, não faço ideia... mas só peço que não faça isso!

Ele puxou um sorriso sarcástico.

(Saga) – Esse é o problema... você só se preocupa com ele!!!

(Atena) – Eu só não quero ter que lidar com uma morte na minha mansão, Saga! Isso é pedir muito?

(Saga) – É, é sim, para mim você está me pedindo muito!!!

(Atena) – Saga, me escuta, eu entendo perfeitamente que esteja assim com ciúmes, mas o Julian está aqui apenas para me ajudar!

Saga deu um murro na parede da biblioteca.

(Saga) – NÃO, NÃO ESTÁ!!!

Ele estava furioso. Me olhou nos olhos e seus olhos estavam marejados, num misto de ódio e mágoa.

(Saga) – EU JÁ DISSE QUE ELE A QUER! DROGA!!!

Minha nossa!

(Atena) – Saga por favor, se acalme!

Ele ficou de frente para mim.

(Saga) – Não me peça para ter calma!!!! Porque é exatamente por isso que aquele idiota ainda está inteiro!!!

(Atena) – Saga... me escuta, eu fiquei atormentada com os ciúmes e sei que quando estamos assim,não pensamos direito, eu mesma quis matar aquelas gêmeas por diversas vezes!

Saga sorriu irônico.

(Saga) – Isso não tem comparação!!!

(Atena) – Realmente não tem comparação! Porque elas deixaram bem claro para todos o quanto te queriam!!! E fizeram absurdos para conseguirem isso!!!

(Saga) – Mas EU não queria!!!

(Atena) – E o que EU quero não conta?

Saga respirou fundo. Me aproximei dele.

(Atena) – Supondo que esteja certo, que o Julian me queira...

Ele falou entre os dentes:

(Saga) – ELE A QUER!

(Atena) – Está bem, ele me quer! Ainda assim, não posso decidir se EU o quero? Perdi meu poder decisão? Essa decisão será tomada por outra pessoa agora, é isso? É o Julian quem vai decidir?

Passei a mão no seu rosto, a deslizei pelo seu corpo e olhei nos seus olhos azuis.

(Atena) – Quer saber o que EU quero?

Colei nossos corpos, peguei a sua mão e deslizei no meu rosto, sentindo seu calor.

(Atena) – EU quero você, Saga de Gêmeos! Nunca desejei alguém tanto quanto eu te desejo e amo na mesma medida.

Beijei sua mão.

(Atena) – A minha opinião é tão irrelevante assim para você?

Deslizei o meu nariz pelo seu pescoço, sentindo o cheiro maravilhoso de maçã-verde e sândalo, voltei a olhá-lo nos olhos.

(Atena) – Você conhece cada reação do meu corpo a você... Veja o quanto eu o desejo... Sou louca por você, Saga!

Beijei seu peitoral.

(Atena) – Não quero te ver triste, isso acaba comigo! Não é a minha intenção te magoar, nunca foi! Mas preciso que confie em mim!

Saga encostou a sua testa na minha.

(Saga) – Eu vou enlouquecer por te amar tanto assim...

Eu coloquei as duas mãos no seu rosto e o olhei.

(Atena) – Eu também te amo, meu amor... Me diz que você sabe disso!

Saga me puxou pela nuca e me deu um beijo possessivo e passional, como ele! Sua língua deslizava na minha, fazendo meu corpo se aquecer com o seu gosto delicioso! Ele tinha o poder de me excitar apenas com seus beijos intensos! Meu corpo reconhecia cada toque dele na minha pele, sua mão deslizava pelas minhas curvas e ele puxou meus quadris para eu sentir sua ereção dura, pronta para mim! Eu estava molhada para ele, desejosa de senti-lo deslizar dentro de mim! Eu precisava de mais dele! Gemi nos seus lábios.

(Atena) – Saga...

Meu coração batia acelerado e minha perna estava bamba.

(Saga) – Como eu precisava ouvir isso... o meu nome...

Eu disse sussurrando:

(Atena) – MEU Saga...

O puxei para um beijo urgente, queria sentir que ele voltou para mim, que não o estava perdendo para o ciúme. Deslizei a minha mão no volume sob a calça, o fazendo suspirar na minha boca. Ainda sussurrando, eu perguntei:

(Atena) – Isso tudo é para mim?

Saga puxou um sorriso malicioso.

(Saga) – Tudo seu...

Eu abria a sua calça para liberar a sua ereção enorme, queria prova-lo, fazê-lo se perder na minha boca, no meu corpo.

Ouvimos uma batida na porta. Me afastei automaticamente do Saga. A porta se abriu e vi o Julian, que não entrou, apenas ficou parado embaixo do batente.

(Julian) – Com licença, estou atrapalhando alguma coisa?

(Atena) – Não, pode falar, Julian!

Julian puxou um sorriso.

(Julian) – Saori, consegui falar com o diretor da revista “Luxo”, ele gostaria de falar com você. Pode atendê-lo, por favor?

(Atena) – Sim, Julian, posso sim. Me dá só um minuto?

Julian sorriu.

(Julian) – Tudo bem, estarei esperando no escritório.

Julian saiu e fechou a porta.

Olhei para o Saga e ele estava possesso de raiva.

(Atena) – Me desculpe, mas eu tenho que...

(Saga) – Ele não estava atrapalhando???

(Atena) – Saga...

(Saga) – Você me perguntou se a sua opinião não conta... eu vou dizer se a sua opinião não conta!

Saga me segurou pelos braços e falou com raiva.

(Saga) – Se a sua opinião servir para ser dita apenas para mim, então, ela não serve para NADA!!!!

(Atena) – Saga, por favor...

Saga se dirigiu à porta e olhou para mim, ainda furioso.

(Saga) – O seu UM minuto comigo acabou!

Saiu e bateu a porta da biblioteca com tudo.

Notas finais
Continua...