O Brilho da Honra

24 Mágoa e fúria


Notas iniciais
Olá a todos Dando continuidade à tensa situação do último capítulo, este vem mais curto. Tanto pela falta de tempo quanto pela URGÊNCIA em postá-lo a tempo de dedicá-lo de todo coração a uma amiga muito linda e talentosa que aniversaria hoje. Este humilde e sofrente capítulo é dedicado a você, Sheilinha... parabéns!!! Bom, sendo você uma autora da sofrência também, até que não poderia ser lá muito diferente não :v Obrigada por sua amizade, seu apoio irrestrito em tudo que faço ^^ Atenção - Eu acabei grafando "Aiolia" (a forma mais acertada, aliás) e não "Aioria", como vinha fazendo desde o início. Foi falta de atenção... talvez porque na outra fic eu estou usando "Aiolia". Desculpem, mas vou deixar assim kkkk Agradecimentos a todos que estejam prestigiando e, principalmente, àqueles que tiraram um pouco de seu valioso tempo para deixar registrado seu apoio e reconhecimento, muito obrigada mesmo :) Créditos da fanart ao fanartista. Boa leitura!

Quando foi que em sua vida sentira dor maior que aquela? Uma dor que sobrepujava, e muito, qualquer outra sentida, física, psicológica, mental e espiritualmente. Disso não deixava de se envergonhar, principalmente perante a Deusa que servia. Ela estaria daquela blasfêmia consciente? Bom, era sabido que os deuses olimpianos não detinham a onisciência, contudo... ora. Ela... Sua Deusa... era a Deusa da Sabedoria.

E isso o fazia encolher-se de vergonha.

A maior dor por ele experimentada não fora quando de sua primeira morte, tampouco em sua passagem pelo tenebroso Submundo de Hades, ou em sua segunda morte, nos braços de seu amado pupilo. Também não fora quando durante a revolta dissimulada tantos ferimentos sofrera, e, para piorar, alguns por golpes disparados por aquele que mais amava. Também não havia sido quando – desonra das desonras, merecia ser punido meramente por pensar aquilo! – Atena perecera pela adaga dourada trazida por Gêmeos.

Não.

Foi quando as duas mãos que outrora acariciaram seu rosto, que outrora apararam suas lágrimas, que outrora tocara seu corpo como as cordas de um instrumento feito para o prazer... uniram-se em torno de seu pescoço em um amplexo ressentido e assassino?

Talvez.

Mas já havia tanta dor! A sapuris fragmentara-se tal qual as esperanças de todos naquele momento.

Sim.

Aquilo fizera parte da maior dor por ele experimentada. Porém...

Lágrimas.

Vertidas por olhos azuis celestes, que irradiavam ódio, mágoa, fúria...

Vertidas por aquele a quem mais amara.

Agora era enforcado por ele.

Sabia que o merecia. Não reagiria. Quase pedia perdão em pensamento.

Não.

Aquilo só faria Milo sofrer mais.

Por Atena... por que sempre fazia Milo sofrer?

Morrer pelas mãos de Milo... seria uma dádiva.

A ira do escorpiano era por ele sentida quase que de maneira palpável. Avolumara-se e explodira em sua fronte, fazendo-o sentir algo como um choque.

Seus olhos cerrados pelo desespero e pelo esganamento se abriram, lentamente... e deram com alguém que não era Milo.

Surtr.

Claro. Um sonho. Ele revivera. Quase esquecera de Asgard. Odin trouxera-o de volta... e agora ele estava em... um sonho, portanto. Mas por que Surtr agora aparecia diante dele? Os olhos fúcsia, quase inexpressivos, não abandonaram os seus azuis escuros, pouco a pouco arregalando-se.

NÃO ERA SONHO.

No processo de ajustar a sua mente ao presente e à realidade, outras sensações principiaram a vir à tona.

Dor de cabeça. Tontura. Lençóis macios sobre seu corpo. O toque da seda. Em sua pele. Em TODA sua pele.

Não era possível... ele... estava NU? E com SURTR ao seu lado?

Em uma cama?

— Surtr? – murmurou, erguendo meio corpo para se afastar. Puxou um pedaço do lençol para cobrir a intimidade, sentindo subitamente ridículo por fazê-lo. Estar nu decerto NÃO ERA a pior coisa que ele havia de ter feito! Seu coração doeu ao ponderar isso.

— Como se sente, Camus? – indagou o outro, tranquilamente, erguendo-se também, sem se preocupar, contudo, em ocultar sua nudez.

— O que... o que aconteceu aqui?

Mais uma vez, sentiu-se ridículo.

— Fique calmo. Não é o que você pensa. Não CHEGOU a acontecer nada.

O francês balançou a cabeça abismado e pôs-se de pé, rapidamente. Achou sua calça preta social no chão. Sequer buscou pela roupa íntima; vestiu logo a roupa, enquanto o asgardiano dizia, com pretensa decepção:

— Você ficou muito alterado com a bebida. Quis que fizéssemos sexo e insistiu... BASTANTE. Mas acabou dormindo quando estávamos...

— NÃO MINTA. Isso não aconteceu! – vociferou o Santo.

— Não? Ora, então como você explica isto?

— Eu NÃO ficaria tão embriagado com meia taça de vinho, Surtr, foi TUDO o que bebi!

— Oh, não, talvez você apenas não se lembre, mas bebeu bem mais do que isso e...

— Milo – murmurou o aquariano – Ele estava aqui. Eu senti seu cosmo. Sua ira... ele...

Um tremor incontrolável se apoderou do jovem. TERIA MILO VISTO...?

Cenas se misturavam em sua cabeça, surgindo como pedradas dolorosas. Havia sido Milo a estar naquela cama com ele. Mas se despertara ao lado de Surtr... beijara Milo... no apartamento de Surtr...

— Você pôs algo em minha bebida – determinou Camus, a voz perigosamente baixa.

— O quê? – o ruivo deu um riso nervosa – Essa não, vai apelar para essa? Não seja cretino, assuma o que...

Uma força gélida e sólida jogou-o da cama à parede. Bateu com certa violência, o suficiente para se apavorar.

— O que colocou no vinho, Surtr? — indagou o aquariano, cravando nele um olhar quase tão gelado quanto o ar que o pressionava.

— Ah!... vo-você está louco... ah... – gemeu, esfregando o ombro magoado – Como eu teria colocado alguma coisa na bebida se a garrafa, que me foi entregue FECHADA foi aberta na nossa frente, trazida por um garçom do hotel?!?

— A taça.

— Idiota... ela também foi trazi...

Foi interrompido por nova onda do cosmo dourado, emanada pela fúria de Aquário. Desta vez, Surtr bateu a cabeça tão forte contra a parede que gritou. A energia praticamente o grudou ali. Os olhos de Camus agora tinham o sinistro brilho azulado que manifestava quando desferia...

... a Execução Aurora!

Surtr apavorou-se de verdade. Gritou a plenos pulmões:

—Estou falando a verdade! E-eu n-não fiz na-nadaaAAAAAAHHH!!!

A magnitude daquela cosmoenergia magnificada pela mais pura ira parecia prestes a esmagá-lo. Sequer conseguia se concentrar para evocar seu poder. Iria MORRER se Camus continuasse! A essa hora, quase tudo no quarto já estava em pedaços, rachaduras abriam-se por toda parte. Os cabelos azul petróleo do francês levantaram-se no ar... ele NÃO IRIA PARAR.

— NÃÃO! CA-CAAAMUS! PARE! POR FAVOR!!!Se você... se você me MATAR... você será... AAAAHHHH – a dor causada pelo gelo que se espalhava por sobre sua carne não permitira-lhe continuar.

Contudo, aquela fala cortada chegara à consciência do Cavaleiro.

E por ela ele foi desperto... não. NÃO PODIA MATAR SURTR, por Atena!

Estaria incorrendo em um ato de traição, contra a aliança de Asgard e o Santuário! Assim fora o pacto.

E se fosse condenado e... e nunca mais visse Milo novamente?

Ante esse questionamento, ele cessou de emanar seu poder, e o asgardiano literalmente desgrudou da parede destruída, seu corpo quase congelado. Urrava de dor pela queimação do gelo em seus membros, em seu peito, em toda sua nudez maldita.

Respirando pesadamente, Camus contemplou o ex-amigo chorando no chão. Dardejou-o com uma última mirada de frio desprezo e virou-se apressadamente para sair dali.

Saiu do flat apenas trajando a calça preta, os cabelos desgrenhados a colarem em sua face congestionada. Subiu para o quinto andar, correndo para seu apartamento. Abriu a porta e deu de cara com Saga e Milo na pequena escada ao fim do corredor, quase na sala de estar; traziam as bagagens do escorpiano. Os três pararam, encarando-se em um surpreso e breve silêncio.

— Para onde está indo, Milo? – indagou Camus, surpreendentemente firme.

O namorado fitou-o, aturdido, a princípio. Em seguida, franziu as sobrancelhas, seus olhos cintilando de ira.

— Já não lhe devo satisfação alguma, Aquário – respondeu, sem se alterar. Aquilo apavorou o aquariano, mais do que gritos e explosões.

— Milo, não aconteceu nada entre...

— Cale-se – ordenou, autoritário – Não quero mais ouvir uma palavra sua. Saia da minha frente.

Camus corajosamente fez exatamente o contrário.

— Não vou deixá-lo ir. Não antes de me ouvir! Você PRECISA me ouvir! – falou, quase em tom de súplica.

— Saga – disse o escorpiano, gravemente – Mande seu amigo sair de minha frente. Ou EU vou fazê-lo sair.

Aflito, o geminiano considerava os dois amigos.

— Camus. Faça o que ele diz. Depois vocês tentam conversar e...

— Conversar? – riu Milo, sarcástico, virando-se lentamente para o mais velho – Acha que depois do que vimos eu devo CONVERSAR, Saga?

Engolindo em seco, Gêmeos ficou sem ter o que responder. Estupefato, Camus indagou:

—Você também viu, Saga?!

Ele apenas assentiu, fitando-o com reprovação.

— Eu... se me deixarem explicar... Surtr pôs alguma coisa em minha bebida e...

— Eu sinceramente não quero saber de suas diversões com seu grande amigo. Apenas me deixe passar. Apenas o código dos Cavaleiros me impede de lhe dar o que você merece, Camus.

Aquela fala... trouxe a dor de tempos atrás... quando em seu pescoço aquelas mãos amadas fecharam-se em um intuito punitivo... homicida...

— Eu não me importo que me agrida, contanto que me deixe explicar. Milo... você JÁ FEZ ISSO! – desta vez havia claramente o tom de súplica – Não permitiu que eu explicasse o que houve... em Asgard... e por isso nós... nós...

— Provavelmente tudo uma mentira sórdida – disparou, fuzilando-o com o olhar.

Ao ouvir aquilo, Camus sentiu uma pontada surda na cabeça... ao mesmo tempo em que seu coração se comprimia dolorosamente no peito.

A dor... aumentava tanto!

Mas ele NÃO iria ceder. Não desta vez!

— Acha que o que te contei sobre o que ocorreu em Asgard foi UMA MENTIRA?

— Camus, por favor, deixe-nos passar – solicitou Saga, preocupado com o desfecho daquele embate, até então controlado... podia, entretanto, sentir as vibrações conflituosas em seu cosmo. Se aquilo continuasse...

Milo passou por Camus, empurrando-o pelo ombro; o aquariano segurou-o pelo braço, e, quando Milo se virou para ele, Saga se pronunciou, enérgico:

— MILO, NÃO!

Detendo-se não se sabe se pela chamada do mais velho ou se pelo próprio autocontrole, o escorpiano encarou o namorado, tão ferido que sabia que se, de fato, cedesse ao impulso de agredir o francês, apenas seria mais machucado ainda.

— Apenas me deixe... – o pedido estrangulou-se na garganta dolorida de Camus quando ele percebeu o brilho das lágrimas nos olhos do outro – Por favor, você SABIA onde eu estava. Disse que iria me buscar se eu demorasse! Supondo que eu cometesse um absurdo desses, acha MESMO que eu teria feito isso, sabendo que você poderia chegar a qualquer momento?

— Se eu acho? Aquário, eu espero TUDO de você. Se há algo que podemos afirmar sobre sua pessoa... é que é totalmente IMPREVISÍVEL. Sempre provou isso.

— M-Milo...

— Camus de Aquário. Peço que fale comigo apenas o estritamente necessário. Pelo bem de nossa missão – enunciou, de forma contida – Temos uma semana ainda neste lugar. Tanto quanto possível, fique longe de mim. Com licença.

E deixou o apartamento.

A mão de Camus permaneceu erguida, em um apelo mudo para que seu amado ficasse.

Não podia acreditar que aquilo estivesse acontecendo. Não! Depois de quase um ano de dolorosa separação, de tão sofridos momentos de rejeição, depois de se reconciliarem e terem vivido o paraíso em apenas seis dias...

— Camus... – Saga chamou-o, com cuidado.

O aquariano virou-se para ele, lágrimas presas nas pálpebras. O geminiano, tranquilamente, apenas comandou:

— Faça conforme ele pediu.

— O... o quê?

— Já basta. Deixe Milo em paz daqui por diante – mal escondia a raiva no tom tranquilo – Desta vez você foi longe demais.

Movendo a cabeça de um lado a outro, devagar, tomado pela perplexidade ante o que ouvia, o francês retrucou:

— Do que você está falando, Saga? VOCÊ mandou eu ir falar com Surtr!

— Eu NÃO MANDEI – replicou, finalmente perdendo a paciência – eu disse, sim, que você deveria ir conversar com “seu amigo” para tentar resolver essa situação que já estava resvalando em tudo e todos, mas não lembro de isso INCLUIR DEITAR-SE COM ELE!

Horrorizado com aquelas palavras, o jovem estacou, sem ação.

— Saga... eu juro que não... eu não... – levou as mãos ao rosto, agoniado. Sentia-se queimar. Esfregou as faces – Eu preciso MESMO conversar com Milo. Foi tudo um plano de Surtr, Saga. E Milo está caindo na farsa...

— Droga, Camus, QUE FARSA? EU VI. Mais uma vez testemunhei você FERIR o Milo! Olha... sinceramente – baixou a voz – sinceramente, eu TAMBÉM não quero mais ouvir você.

— Saga...

— Estamos em missão. De agora em diante, falemos apenas disso.

E com essa última mensagem, o grego dirigiu-se para a porta, apenas encostada. O aquariano sequer se voltou para vê-lo enunciar, antes de sair:

— Pedirei que Aiolia venha ficar com você. É evidente que não deixarei que Milo seja mais responsável por sua segurança. Não quero mais ele perto de você. Nem mesmo pela missão.

Vendo-se sozinho, foi como se o mundo se fragmentasse, diante e dentro dele. Algo estalava dentro de si. Suas mãos suadas tremiam, pôde perceber ao levar uma delas à testa, onde agarrou os cabelos azulados ali grudados, e puxou-os para trás. Uma vertigem percebida já há alguns minutos intensificava-se.

Oh sim.

Lembrava-se.

HAVIA SIDO DROGADO.

Voltara a se dar conta daquilo.

O quanto seria efetivamente afetado? Sentia-se gradativamente tomado de estranhas sensações. O fogo que queimava dentro de si há pouco agora alternava-se com frio... arrepios cobriam-lhe a pele, e sua respiração começava a dificultar-se. Em verdade, não sabia se pela droga, ou se pelo horrível ocorrido entre ele e seus companheiros.

Caminhou até o banheiro, decidido a meter-se debaixo do chuveiro, tanto para tentar se aliviar do mal estar físico quanto para tirar aquele “cheiro de Surtr” de si. Fechou a porta, trancando-a. Olhou-se ao espelho. A sombra do que foi, sua vida a sombra do que teve, ele próprio uma sombra.

Se ao menos tivesse o direito de desistir... DE TUDO...

Balançou a cabeça. Recriminando a si mesmo. Não precisava piorar tudo tornando-se um pária... um blasfemo.

Estranhamente não quis tomar banho frio, como de costume. O calor que alternava com o frio desaparecera por completo, e ele chegava ao ponto de tiritar.

Quando começou a tirar o cinto da calça, sentiu-se tonto. Segurou-se na pia, o ar abandonando-o de vez, fazendo-o ofegar com dificuldade.

“O que está acontecendo...?” só teve tempo de pensar isso. Uma dor aguda no peito o fez cerrar os olhos e, ao abri-los novamente, mirou-se ao espelho.

Um filete de sangue descia-lhe por uma das narinas.

Sequer pôde continuar a manter o equilíbrio. A dor, a vertigem, a falta de ar, o som de seu coração explodindo-lhe nos tímpanos, tudo engoliu-o em um turbilhão atordoante, e ele veio ao chão.

Perdera de vez a consciência.

*************

— Milo, eu tenho CERTEZA de que há uma explicação!

— Aiolia, cala a boca – sem se virar para o amigo, o escorpiano rumou para seu quarto. Ao entrarem no apartamento, Saga havia explicado resumidamente o que se dera no flat vizinho.

A porta bateu ruidosamente.

— Milo... – murmurou Aiolia, preocupado com o amigo. Não queria deixá-lo sozinho em um momento terrível como aquele!

Como que adivinhando-lhe os pensamentos, Gêmeos disse:

— Deixe-o. Ele quer ficar só.

— É justamente o que me preocupa. Milo não é do tipo de ficar só. E... caramba, Saga, ele NÃO QUEBROU nada...

— Sim, a reação dele foi completamente atípica – suspirou – Se bem que a cena com a qual deparamos... era das mais atípicas...

— Eu não posso acreditar nisso, Saga. Não mesmo. Não sei como VOCÊS podem estar acreditando que Camus tenha feito isso. Eu posso ter tido minhas birras com o cara, mas uma coisa era certa sobre o cabeça de gelo, ele AMA esse idiota que se trancou ali.

Sorrindo tristemente, o geminiano sentou no sofá, unindo as mãos no queixo.

— Como podemos estar acreditando, você pergunta? Ter visto Camus nu com Surtr, os dois adormecidos no quarto do Surtr, não te faria acreditar?

— Porra, este mundo está cheio de tramoias. Desculpa te jogar na cara, mas você “me hipnotizou” no passado, OK? Pra eu matar um garoto de 15 anos. (*)

— Acha que foi alguma “tramoia”? – não permitiu-se ficar ressentido pela lembrança do leonino.

— Você não?

Saga coçou o queixo, ao mencionar:

— Camus alega que Surtr pôs algo na bebida dele.

— Porra, também é muito otário de aceitar bebida na toca do inimigo.

— Você acredita nisso, Aiolia? – e subitamente um pânico indefinido surgiu – Aiolia...

— O quê?

Não respondeu. Ergueu-se imediatamente e correu para a saída do flat, Aiolia em seu encalço, assustado:

— Saga, o que foi?

Entraram no apartamento do aquariano; dirigiram-se para o quarto outrora ocupado pelos dois amantes.

— Camus?

— Ele deve estar no banheiro – observou o leonino, uma vez que o aposento estava vazio e a porta da suíte estava fechada.

Levando a mão à maçaneta, o geminiano confirmou: trancada.

— Camus?

Nenhuma resposta.

—Camus, abra, somos eu e Aiolia aqui.

Nem o aquariano respondeu, nem tampouco escutou-se qualquer ruído vindo do toalete. Os dois Santos se entreolharam brevemente; Saga forçou a porta, destruindo a tranca.

Depararam-se com o Santo de Aquário completamente sem sentidos no piso luzidio.

*************

Notas finais
(*) eu costumo aumentar um pouco a idade dos personagens do tio Kuru, por isso Aiolia menciona "Saga ter 'hipnotizado' ele (Satã Imperial) para que matasse um garoto de 15 anos (Seiya)" Obrigada por lerem, e até o próximo capítulo. Forte abraço!