O Brilho Da Noite: Acorrentada.
4 4 - Um terror de verdade.
Anelise tremia muito molhada ao banco do carona, olhando o vulto ao seu lado.
– Quem é você? – Anelise indagou com muito medo.
– Desculpe, não quis te assustar, não sei o quanto você sabe e não quero que saiba por mim. – disse ele tirando o capuz da cabeça.
– Aquelas coisas estão mortas? – Ane arrepio de lembrar que quase morreu.
– Não. – ele dirigia muito rapido.
– Mas você... – Ele interrompeu.
– Esquartejei eles? Sim, esquartejei mas eles vão se restaurar se já não estão inteiros, só ganhamos tempo, isto se eles não chegarem aos Ventrues, antes de voces sumirem do mapa.
– Como assim, não posso sair da cidade, eu tenho um empregro, eu tenho uma vida! – Se desesperou Anelise, pela primeira vez ela demonstrou gostar da vida que levava, por que agora ela estava em risco de morte, ou de acidente ou por vampiros.
– Se você preferir morrer, eu deixo você aqui agora. – Ele deu uma brecada forte.
Ela ficou em silencio.
– Otimo, assim o trabalho é feito direito.
– Mas o que vamos fazer para o resto de nossas vidas? Temos que trabalhar! Temos que ter dinheiro! Não posso ficar fugindo a vida inteira para um dia eles pegarem e me matarem.
– Antes mais pra frente que agora, é só por enquanto, até darmos um jeito de eles esquecerem vocês, apesar que isso pode demorar a vida inteira de vocês, bom vocês estão ferradas e nós vamos tentar ajuda-las a sair dessa, droga! – Ele encostou no acostamento fora da cidade a algum tempo já.
– O Que houve? – Ela indagou quando ele passou para o banco de trás.
– Ela está morrendo. – Joy estava palida como morta, e bastante fria, o rapaz começou a ficar quente, ele rasgou a blusa como se rasgasse papel, mostrando o fisico impecavel, fazendo Anelise ficar vermelha.
– Me ajuda aqui! – Disse ele, amarrando a boca dela, rasgando mais uma vez e outra vez.
– O que eu faço. – Ela passou para o banco de trás da picape.
– Em quanto eu ergo amarra bem firme no pulso dela. – Anelise fez o que ele pediu amarrou tão firme que era possivel ver a circulação parando. – Não se preocupe, ela vai ficar boa. – Disse ele vendo o rosto da garota preocupada.
Ele se virou mostrando uma costa onde Anelise teve vontade de pegar, tirando o peitoral, tanquinho e braços malhados que ele tinha que ela não parava de olhar.
– O que você vai fazer? – Indagou Anelise meio que caindo a ficha.
– Vou ter de transforma-la, vai ser util ela te proteger. – Disse ele mostrando as presas, e encravando no pesçoco dela.
No exato momento em que o veneno entrou na circulação dela, ela abriu os olhos, e poucos segundos depois, se não fosse as amarras estaria urrando e se debatendo de dor.
– Tente controlar ela, não deixa ela gritar.
A viajem foi tranquila, tirando as crises de tempos em tempos da Joy, Anelise ficou depressiva, por causa da vida da amiga, a amiga era tudo o que ela mais queria ser, linda, charmosa, sexy, já ficou com caras gatos, e agora está virando vampira, Anelise queria morrer, agora ela teria de ser um estorvo até para a melhor amiga.
– Por que você não me transforma tambem? – Indagou Anelise após muito tempo.
– Existem leis, e devemos obdecelas ou os Ventrues acabam com quem as desrespeita.
– E por que ela? Ela não precisa ser linda, nem confiante, e nem poderosa e nem nada para... – ela se calou.
– Independente do que seja esse seu conflito, ela estava morrendo, se você quissese que ela morra era só ter falado, ainda da tempo, se rancar a cabeça antes da transformação inicial ser completa ela morre... – disse ele olhando para trás dirigindo o carro em uma reta.
Anelise abaixou a cabeça, a ultima coisa que ela queria era a amiga morta, sua familia já foi, ela não poderia perder a única pessoa que fazia parte da familia dela.
– Chegamos... – ele estacionou dentro de uma casa negra, estava quase amanhecendo o ceu estava se pintando de azul claro. – E bem a tempo. – Riu ele.
– Vai conhecer o pessoal, deixa que eu levo ela.
Disse ele para a garota que acabou de sair do carro.
– Conheça, Rochelle, — Era ruiva dos cabelos cacheados e bem volumosos tinha os olhos dourados. Ela sorriu e acenou com a cabeça. – Joane, mas chama ela de Jojo. – Uma morena linda de um corpo espetacular, baixinha, abraçou Anelise. – Alejandro. – Era um negro forte e sedutor seu cheiro era de baunilha e chocolate, bem doce e delicado.
O mulatão acenou.
– E meu nome é Phelipe. – Era moreno dos olhos cinza, a franja jogadinha na testa o fazia um perfeito gato.
– E eu sou o Louis. – Anelise se arrepiou toda ao ouvir aquela voz, e reconhecer ele saindo da escuridão.
Ela sorriu envergonhada e Rochelle cruzou os braços e parou em uma perna.
– E vocês quem são? – Ela não parecia muito amigavel.
– Anelise, e está é Joy. – Mostrou Phelipe colocando Joy no sofa de couro.
– Você mordeu ela? – Rochelle indagou olhando a mordida – Eu vou sair dessa, beijos e boa sorte. – Disse ela se retirando do lugar.
– Rochelle, precisamos de você! – Louis segurou no braço dela.
– Uma novata e uma humana que sabe de mais, onde você foi se meter? – Rochelle estava incrivelmente incredula.
– Por favor. – Insistiu.
– Vou pensar. – disse ela soltando-se do aperto dele e saindo da casa.
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