O Brilho Da Noite: Acorrentada.
1 1 - Minha rotina.
Anelise é uma garota de 19 anos, não tem muitos amigos, não vai a festas, nunca foi badalada.
Anelise, terminou o segundo grau, mas não passou em nenhuma faculdade publica, e não tinha condições de pagar, então ela só trabalhava, na locadora Video Top.
Ela sempre usava seu jeans, seu moleton, um bone velho e desbotado jeans sobre os cabelos loiros ondulados que quase sempre estavam soltos e com nós, nunca gostou de roupas "chamativas" (sexys) pois acha "tão nada a ver".
— Anelise, atende o cliente, estou cadastrando os novos dvd`s. — Disse sua unica amiga Joy.
Completamente sexy, sedutora e festeira, as duas são completamente diferentes uma da outra.
— Boa noite, o que posso ajuda-lo? — Um joven de casaco bege e gola alta, se virou para ela.
— Eu... — Ela olhou fundo nos olhos azuis e percebeu algo escuro de mais para enchergar, perdendo a atenção. — O que você me sugere? — Anelise ficou envergonhada, ele era muito lindo, sedutor, cabelos lisos negros como a noite, olhos azul intenso, pele branca, labios carnudos e rosados, dentes retos e perfeitos maxilar quadrado e um perfume doce como ar puro.
— Bom se você procura comedia, eu sugiro esse, terror lá no fundo... — Ele sorriu envergonhado e enfiou a mão no casaco.
— Eu perguntei sobre romance. — Anelise ficou dura, e sorrindo sem graça esticou o braço e pegou o novo lançamento.
— Esse é bom. — Disse ela abaixando a cabeça.
— Já assistiu? — Sua voz tinha um misterio, uma sutileza mas ainda trovejava em seus ouvidos, ele falava bem baixinho.
— Já sim, recomendo! — Disse Joy, se jogando na frente do garoto.
Ele olhou de relance para ela como se fosse doida.
— Vou deixar ela te atender. — Anelise, voltou a seu posto atrás do balcão, e atendeu o cliente que devolveria os filmes.
Sua cabeça ficou martelando, ele era muito gato para simplismente gostar dela, e ela era muito tonta para conquistar um garanhão feito ele.
Ela desejou morrer, e um jovem de olhos negros, estava fixando o olhar nela, e quando ela percebeu ele, ele desapareceu.
— Foi só a sua imaginação! — Disse sozinha para sí mesma.
— Falando sozinha? — Disse Joy voltando com o gatão ao balcão.
— Não, estava cantando. — Ela manteve a cabeça baixa todo o tempo em que ele esteve ali, e Joy não parava de sorrir e dar gargalhadas de coisas sem graças como "Me chamo Loius".
Louis, e a voz dele ecoou em seus ouvidos, não era tão atraente quando ele falava com ela, mas ela gostou da voz e dele todo.
Ele pagou e saiu da locadora.
— MEU DEUS! — Joy dizia. — Que gato. — Mordeu o labio.
— Ele mordeu a isca? — Disse Anelise sem vontade de ouvir a resposta.
— Não muito, no inicio ele meio que se afastou depois começou a aceitar. — Disse ela sorrindo horrores.
— Jojo, deu minha hora, você fecha? — Disse Anelise, recolhendo os dvd`s pegando seu casaco, seu bone, e sua bolsa desbotada.
— Sim, te vejo em casa? — Disse Joy sorrindo para o cliente e depois para ela.
— Até, beijos.
— Beijos. — Disse Joy atendendo o cliente.
Anelise vestiu o casaco e uma neblina estagnou no ar, junto de uma garoa fina, que mantinha tudo molhado.
Ela colocou seus fones de ouvido por baixo do cabelo, seu mp4 na mão dentro do bolso do casaco, sua bolsa junto ao corpo, a rua até o ponto de onibus era curta, mas era bem escura e deserta.
Seu onibus estava chegando e ela correu depreça ao ponto, antes de subir ela viu um vulto no beco sobre a luz do luar, e quando realmente olhou nada havia, ela preferiu esquecer a achar que alguem a sondava.
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