O Brilho Da Noite: Acorrentada.
2 2 - Isca perfeita, hora certa, pessoa errada.
A noite foi violenta com Anelise, e seu pensamento idiota no Louis.
— Ele já mais olharia para você! — Disse na frente do espelho.
Ela entrou tomou um banho quente, lavou os cabelos penteou-os, secou eles, vestiu seu pijama, e se enfiou embaixo das cobertas quentinhas.
Ela ficou acordada por um bom tempo, pensando nos olhos, no sorriso, na voz no cheiro.
Ela queiria ele, ela estava encantada por ele, e a prova disso foi que, assim que ela dormiu seu pensamento continuou nele.
— Você é feia. — Dizia ele, ela sabia no fundo sabia que aquela não era a voz dele. — Você não presta para mim, você e nojenta, sua amiga, a Joy, isso sim é garota, sexy sedutora, você não passa de uma feiosa. — e pronto, ela acordou gritando sufocada com o nó na garganta.
— Lise, o que foi? — Joy acordou estabanada acendendo o abajur e caindo da cama para se por em pé, os cabelos bagunçados e os olhos espreitos pela claridade, viu um contorno borrado de uma garota chorando sentada na cama.
— Um... pesadelo! — Disse Anelise, sabendo que a descrição seria "Minha vida". — Não se preocupe, vou beber um copo d`agua volte a dormir. — disse a amiga indo no banheiro limpar o rosto.
Após uma agua, ela voltou para a cama, e acordou 9 horas, para preparar o café da manhã.
O inicio da manhã foi formidavel, até Joy entrar na cozinha e lembrar do surto noite passada.
— Bom dia, você quer falar sobre ontem? — E Lise derrubou os ovos com bacon e presunto no chão.
— Deixa eu limpo, você não parece estar bem, aconteceu alguma coisa? — Joy estava preocupada.
— Não, não aconteceu absolutamente nada, eu só estou um pouco distraida.
Aós elas fecharem a locadora no sabado, carregando uma pilha de dvd`s para o domingo, que se arrastou segundo Anelise, ela queria ver ele outra vez, mas adoraria esquece-lo de vez.
a segunda chegou, e logo após o anoitecer, Louis entrou na locadora, despertando Anelise que quase dormia, Joy havia acabado de ir nos fundos depositar a pilha de dvd`s devolvidos, para trocar pelas capas vazias nas prateleiras.
— Oi. — Disse ele com um sorriso de um lado, bagunçando o topete, para secar ele.
— Oi. — Ela sorriu de mais, e quase caiu da cadeira, ficando sem graça.
— Eu vim devolver o filme. — O tom de voz sedutor estava empregnado na voz, e ela estava desmanchando por dentro, ele falava bem baixinho, pois sabia que ela não resistiria para ouvir sua voz e se enclinasse para a frente e ao fazer isso o seu cheiro doce incendiava o nariz dela, era um cheiro bom, não parecia nenhuma colonia conhecida, e nem era o casaco desta vez de veludo preto.
Ele sorriu com um sorriso forçado, mostrando os dentes quase translucidos de branco sobre os labios rosados.
"Faça alguma coisa, aproveita que a Joy não está aqui, elogiar ele? Não ele deve receber elogios o tempo todo, Ignorar ele? Ai ele foge de vez, Ficar maluca? Concerteza.
— O dvd. — disse ele sacundindo a capa na frente dela, ela mecanicamente pegou e leu o codgo de barras, olhando nos olhos azuis profundos e penetrantes que o garoto tinha, ele aparentava ter no máximo 22 anos.
"Ai eu quero morrer"
E o mesmo vulto da janela no sabado apareceu, ela fingiu olhar para o Louis, mas olhou para ele loiro cabelo moicano olhos verdes esmeralda, sobretodo preto de couro.
Ela se agachou rapidamente.
— O que foi? — Disse ele se enclinando na ponta dos pés para ver ela.
— Aquele rapaz ta me seguindo! — Disse ela apontando para a janela.
— Há! — disse ele olhando para trás. — Desculpe, é meu amigo, ele é meio anti-social... — ele estava olhando feio para o amigo que lenvantou as mão viradas para cima e mexendo a boca "O que?".
Ela reapareceu sem graça por cima do balcão, e foi pega de surpresa com o olhar sexy e o sorriso estonteante dele, nada forçado, sorriso natural, e pela primeira vez mostrando os dentes perfeitos de uma forma angelical.
— Bom deixe eu ir, eu tenho uma coisa importante agora. — e deu um tchauzinho e saiu, e ela ficou parada lembrando o sorriso dele.
— O gostoso, ta demorando né? — Disse Joy após trinta minutos sentada ao lado de Lise.
— Joy, ele veio aqui na hora em que você estava nos fundos. — Lise disse meio sem graça.
— E você não me chamou?! — Joy estava tremendamente desapontada.
— Não tinha como eu deixar ele sozinho, não é? — Lise disse sem graça.
— É você tem razão! — Concordou de má vontade.
Joy por algum motivo, deixou as fitas acumularem, e se despediu deixando Lise para trás.
— Te vejo em casa. — E disparou porta a fora, Lise se conformou e foi terminar o serviço.
Era muito tarde quando ela terminou e fechou a locadora, sua respiração condençava a sua frente.
Antes de ela por os fones ouviu um barulho alto e esquisito.
Ignorou e continuou andando.
Ela chegou ao ponto de onibus e olhando no relogio do poste, ela percebeu o ultimo onibus era o da meia-noite e faltavam 45 minutos, ela decidiu esperar, já que até chegar em casa ela estaria morta, molhada, congelando, e no onibus ela iria quentinha e seca, pois acabou de começar a chover.
Uma voz sedutora ecoou em seus fones, ela pausou a musica e a voz continuou a dizer um nome, a dizer "Joooyyyy".
No exato momento um arrepio a dominou, o medo a preencheu, seria o Louis? Joy teria um encontro com ele as escondidas e não apareceu?
As duvidas invadiam a cabeça de Lize, e o medo era dominado pela coragen, e revolta contra a amiga.
Lise se virou e no beco havia uma respiração condençando saindo para fora do breu indo em direção a luz fraca do poste que começou a piscar até se apagar de vez, e um vulto palido surgiu.
Era o amigo dele, o loirinho da janela.
Lise se levantou e com o capuz de seu moletom ela foi na direção dele. Ele sorriu e esticou os braços, ela o abraçou, ele a cheirou de uma forma esquisita, uma forma faminta.
— Você é deliciosa, resta saber se é saborosa! — Lise ficou vermelha por ouvir isso, está certo que não era para ela, mas mesmo assim, ninguem nunca havia dito isso para ela.
Ele ia cravar os dentes nela quando alguem chegou por traz e fez os dois tremerem na base.
— Frederick não! — O tecido do garoto desapareceu e quando Lise notou ele não estava mais lá, Louis impediu Frederick de morder Joy, no caso Lise.
— Frederick se controle! — Disse Louis em posição de defesa.
— Ela é uma presa! — Disse ele com uma voz animal, uma voz faminta, uma voz arrastada.
Bamp, Lise caiu de costas no chão, com Frederick sentado nela, e logo o peso dele havia sumido e um estrondo de pedra contra concreto, e uma poeira se levantou do buraco, e logo Frederick saiu de dentro.
Lise assustada gritou.
— O que são vocês?! — E Loius e Frederick perceberam quem era, a posição de Frederick foi totalmente desconcertante pois agora ele estava assutado e enojado de ter tido vontade de morder ela.
Loius ficou espantado e vendo Frederick dar um salto enorme e ir para o telhado, ele disse.
— Você vai esquecer isso, voltar para casa e fingir que não viu nada anormal, amanhã este buraco foi feito por ladrões em um carro.
E Louis fez o mesmo desaparecendo no telhado, deixando Lise confusa, com medo, com raiva, com desespero, com medo com tudo ali deitada no chão, pegando chuva gelada na face.
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