Notas iniciais
Sugiro que ouçam "All This Time" OneRepublic. Enjoy!

Nando estava imerso na banheira de sua casa, tentava da sua maneira aliviar a tensão, nem por um segundo desde que chegou em casa conseguia esquecer os momentos que teve com Gina. Ele deu um sorriso de lado quando sensações arrepiantes voltaram ao lembrar da ruiva em seus braços.

*Flashback
Gina, ocê quer que eu pare? — Ele disse tentando chamar a atenção dela, mas a moça nem parecia se importar, sua resposta veio em forma de beijos que começou a depositar no pescoço de Nando, seguindo uma trilha até o queixo onde mordiscou, fazendo o moço soltar um suspiro de prazer, e parou quando encontrou seus lábios novamente. Não havia mais nada que Ferdinando pudesse fazer. Ele só conseguia pensar: "No que diabos isso vai dar"
Ele desceu os beijos para o pescoço da moça, enquanto ouvia sua respiração ofegante a cada vez que seus lábios tocavam a pele molhada dela. Era completamente absurdo como mesmo com o corpo molhado pela água do rio, a moça continuava com aquele perfume, era algo tão único, estava nela, e era só dela. Ferdinando estava preso a ela, não por alguma força fisíca, era mais que isso, ele se sentia infeitiçado pela ruiva.
Gina não tinha tempo para raciocinar, Ferdinando estava por toda parte, ela podia senti-lo em todo seu corpo, ela nunca havia sido beijada antes, mas não conseguia se imaginar sem aqueles lábios colados em sua boca, em seu corpo. Ferdinando foi caminhando para a beira do riacho, a levando com si, sem ao menos desgrudar os lábios dos dela, e ele brincava ali, parecia uma luta pra ver quem provocava mais. Será que com eles tudo seria uma batalha pra ver quem iria vencer? Ela sempre queria vencer, mas no momento não se importava mais, só queria continuar sentindo os toques de Ferdinando.
Ele chegou a beira do riacho, e em baixo de um carvalho, deitou o corpo de Gina, se pocisionando em cima dela, sem força para não machuca-la, mas o bastante para manter seus corpos colados. Ele largou sua boca para passear com as mãos pelo seu corpo, começando pelas pernas, seguindo para barriga, e chegando ao colo, onde começou a desabotoar a roupa da moça. Ele o terminou, colocando uma das mãos no seio de Gina, fazendo um carinho de leve, receoso porém firme, o desejo que tinha por Gina era tão exagerado que ele podia sentir seu corpo todo reclamar pelo dela, e sua calça estava começando a ficar extremamente apertada, ele não estava mais se contendo. Porém alguém tinha que ser racional.

Gina sentiu as mãos de Ferdinando por toda parte, ela fechou os olhos sabendo que estava sendo vigiada por ele, sentiu a mão do moço entrar por baixo de sua roupa até alcançar seu seio esquerdo, lugar este nunca antes tocado, nem mesmo por ela. Ao mesmo tempo que um choque que eletrizou seu corpo inteiro a fazia tremer e querer sempre mais, não poderia deixar aquilo continuar, seu primeiro beijo iria parar onde? e além do mais, ela odiava Ferdinando..não é?


Me sorta Ferdinando, me sorta — Ela disse se retirando debaixo do rapaz, e quebrando todo o contato, deixando o moço pasmo deitado na grama verde. Ela estava ofegante assim como ele, e queria que tivesse um buraco onde pudesse se enfiar para não ser vista por ele, seu rosto queimava assim como seu corpo inteiro. Mas o que já parecia insuportável, não era nada comparado a onde de fogo que percorreu seu corpo quando percorreu os olhos pelo corpo de Nando, e viu ali um grande relevo, imposto em toda sua magestade, ela não entendia dessas coisas, mas comparava aquilo a um touro, ou um cavalo quando esta pra cruzar, o susto foi tão grande que ela disparou quando o rapaz se levantou vindo em sua direção — Ara, sai de perto deu, ocê ta me assustando co isso ai.. — Ela disse apontando para as 'partes' do moço.
Ferdinando estava quente pela excitação, pelo desejo de continuar aquilo, mas quando Gina o viu daquela forma, e sem serimonias apontou pra ele, seu rosto enrubesceu de vergonha.
Ocê me descurpe Gina, mas foi ocê que fez isso comigo minha cara. — Ele disse reunindo coragem.
Mai essa, ieu não fiz nada sô, ocê que ta parecendo um boi pronto pra cruzar, e ocê sai de perto deu, se não ieu conto tudo pro pai. — Ferdinando não pode deixar de rir da comparação da moça, certamente Gina nunca tinha visto um homem dessa forma, e dava pra ver que ela não fazia ideia de que tudo aquilo era por sua causa. Ela foi recuando cada vez que ele dava um passo em sua direção, então resolveu parar, aquilo não ia levar a nada. — Ieu quero ir pra casa, me leva pra casa agora, e nunca mais ocê chegue perto deu. — Ela saiu correndo em direção ao carro, deixando o rapaz chocado, ele não estava louco, não tinha obrigado-a a nada, ela consentiu até aquele momento. Ele começou a caminhar em passos lentos em direção ao carro, Gina já estava la dentro encurujada. Céus, ele estava perdido, Gina iria contar tudo a seus pais e ele certamente estaria morto nessa hora do dia seguinte. Tudo bem que ele poderia dizer que ela não o impediu, mas não poderia ofende-la dessa maneira na frente dos pais, porque sim, seria uma ofensa. O jeito seria sofrer as consequências por seus atos, esses causados por uma sensação, um sentimento, algo sobrenatural que não havia explicação, algo que só acontecia quando a moça se aproximava dele, era como uma força magnética, Gina parecia que somente de olha-lo já estavam fazendo amor. "Fazendo amor" ele tinha certeza que ela não sabia o que era aquilo, e pra ser sincero, nem ele mesmo. Ferdinando nunca tinha estado com uma mulher por amor, apenas por diversão. Mas agora em seu intimo, queria Gina, e só ela, e sabia que era um desejo incontrolável, será que ele estava apaixonado? Balançou a cabeça algumas vezes pra espantar esse pensamento, não, não mesmo, ele apaixonado por um bronca com ela? Isso era o tipo de coisa que não acontecia. Ou pelo menos ele queria se convencer que não.
Gina se esforçava pra não olha-lo durante o caminho de volta, já foi constrangedor o bastante quando ele lhe virou e apontou a roupa desabotoada, e ostentando um sorriso malicioso nos lábios enquanto a devorava com os olhos. A moça não sabia o que tinha acontecido, parecia que uma força maior tinha tomado conta dela toda, só conseguia beijo-lo e não parar mais. Toda vez que se pegava olhando sem querer para o moço que agora parecia estar em conflito com ele mesmo, ela tinha um arrepio ao recordar a sensações daqueles lábios nos dela, lábios esses que agora se juntavam em um biquinho que estava tirando Gina do sério. Corria com os olhos até as mãos de Nando que estavam no volante, lembrou do toque, lembrou daquelas mãos percorrendo seu corpo. Ferdinando era irritantemente provocante, ele não precisava nem se mexer para despertar na moça sensações por todo o corpo. O que estava acontecendo com ela?
Ferdinando parou o carro em frente a casa dos Falcão, ele ia falar algo mais a moça já tinha pulado para fora e nem deu ouvidos quando a chamou, ela simplesmente entrou correndo sem olhar pra trás. Ele estava muito preocupado no caminho de volta pra casa, mas de certa forma, tinha uma certa convicção de que Gina não contaria nada a ninguém, se ela o quisesse morto, não ficaria com os olhos cheios de lágrimas como ele viu quando parou de se mexer quando estavam no riacho. Só tinha uma coisa a fazer agora, esperar o resultado de toda essa maluquice.


*Fim do Flashback


Assim que já estava em seu quarto, olhava para o pequeno espelho sem camisa, podia ver as marcas avermelhadas que Gina tinha deixado nele, e marcas em seu pescoço, ora, como poderia esquecer se estava marcado? Sabia que no dia seguinte teria que ir até a casa de seu Pedro Falcão, tinha assunto a tratar com seu amigo, mas o que faria se chegasse lá e fosse recebido com tiros? O que não duvidava. Mas por agora, tinha que tentar dormir, e por algumas horas acalmar seu coração, e seu corpo, ambos já sentia falta da ruiva, mas era preciso, os nervos estavam a flor da pele, ele precisava descansar. Deitou em sua cama, e antes de pegar no sono, a ultima coisa que viu em seu subconsciente, foi os lábios da ruiva.

Gina tentava a todo custo dormir, desde que chegou em casa se esquivou de todas as perguntas que fora bombardeada. Seu pai queria saber se correu tudo bem e se eles haviam conseguido levar as cartas. Sua mãe queria saber porque ela não queria jantar, já que Gina era o que poderia se chamar de "saco-sem-fundo". Mas o pior de todos era Juliana, ela parecia ter sido a unica a notar que suas roupas estavam pouco umidas, e a ponta dos cabelos ainda pingavam. Ela queria saber os detalhes do que aconteceu.

Gina, o que houve demais pra você chegar esbaforida desta forma, e parecendo que tomou um banho de chuva? - Juliana questionou.


Ara professora, num aconteceu nada, só que nos fomo lá e o Ferdinando entrego as carta no correio, só isso e só - a moça respondeu desviando o olhar pouco convencido de Juliana.


Tem certeza que é só isso? Gina, você sabe que pode contar tudo pra mim, somos amigas. O Ferdinando fez algo?– A professora estava curiosa.


O Ferdinando..– Gina lembrou de tudo o que havia acontecido, viu os olhos da professora vidrados esperando por uma resposta. — o Ferdinando..ele não fez nada não sô, só levemo as carta e pronto. Agora simbora dormi que logo cedo ieu vo pra lida. Boas noite professora.


Gina encerrou o assunto deitando-se e virando de costas para Juliana, escutou quando a amiga finalmente se deitou. Pelo menos por essa tinha passado, só não conseguia imaginar como seria o dia de amanhã, como encararia aquele um? Ela estava perdida.

Notas finais
Ara!, o que será que Gina e Ferdinando irão fazer, as vezes sucumbir ao desejo tem suas consequências, como lidaram com isso? Confira nos próximos capítulos. Continuem comentando :3 XoXo