Notas iniciais
Mas um capítulo fresquinho pra vocês... Agora essa parte e ELA. Espero que gostem ou se identifiquem. Essa história está sendo escrita por mim e espero que não tenha plagios. Leiam ate o final, são capitulos curtinhos pra vocês lerem mais rapido. Boa leitura.

– Bom dia mãe. – Dei um beijo na bochecha dela sentei-me à mesa para acompanhá-la no café da manhã.

– Bom dia minha filha. – respondeu a Sra. Cloe Sharp, com um sorriso que para mim era o mais lindo de todos. – e como sempre esta bem arrumada para trabalhar.

E ela tinha razão. Nos últimos três meses eu me arrumava para trabalhar todos os dias como se fosse o primeiro. O motivo era que eu estava realmente muito feliz por ter conseguido abrir o meu consultório de psicologia em um edifício empresarial mais conhecido da cidade. E quando diz que só damos valor aquilo que lutamos para conseguir, porque é a mais pura verdade.

Logo que me formei em psicologia na universidade, conseguir emprego foi mais um dos meus desafios. Sempre tive um sonho de ter o meu próprio consultório, e para ter um eu precisava ser bem reconhecida pelo meu trabalho. E para isso eu comecei a trabalhar em um departamento de recursos humanos de uma empresa, foi lá que eu fiz um dos meus primeiros estágios, e o chefe Luciano Carionne, uma pessoa pela qual sou grata, gostou muito do meu desempenho, e foi por meio da ajuda dele que eu fui divulgada para finalmente conquistar o meu objetivo.

– Obrigada mãe. – respondi.

– De nada querida.

A minha mãe era uma pessoa doce. Desde que se separou do meu pai, ela sempre correu atrás do melhor para oferecer a mim e ao meu irmão Peter. Era o meu exemplo de mulher.

– Bom dia família! – Peter gritou na sala dando um susto e nós duas.

– Precisa falar desse jeito garoto? – disse a mamãe um pouco irritada.

– É que hoje é um dia muito especial pra mim.

– E eu posso saber por quê? – perguntei levando uma torrada com geleia de framboesa a minha boca.

– Claro que sim Lulu. Hoje é o dia em que eu vou participar de um julgamento criminal. – respondeu ele sorrido imaginando o seu desempenho, já estava orgulhoso de si mesmo. Ele cursava direito, e estava adorando. Mas o seu objetivo mesmo era passar no concurso para promotor federal. E essa era uma das características que eu mais admirava no meu irmão, ele costumava a Sonhar Alto.

– Ah! Esse é o julgamento daquela causa que você estava estudando para simular em uma apresentação na universidade?

– Não precisa falar que é uma simulação – me repreendeu com uma feição irritada – é desnecessário.

– É minha filha, o deixa sonhar, afinal de contas um dia isso vai virar realidade mesmo. – disse a mamãe.

– Tudo bem! Eu só acho que está um pouco longe para ele se formar e...

– E isso não significa que eu não deva pensar no futuro. – disse ele me interrompendo.

– Desculpa ta? A minha intenção não era te chatear maninho – me defendi em tom irônico e ele respondeu com um sorrisinho do meu jeito.

– Será que dá pra parar vocês dois! Estão bem crescidinhos pro meu gosto. – a mamãe se intrometeu.

Eu era mais velha que o Peter quatro anos. Sempre discutíamos desde crianças ate despois de crescidos, o que era normal entre irmãos. O problema é que a mamãe não entendia o porquê do nada já era uma briguinha, pois como ela mesma dizia, nunca tinha sido assim com os irmãos dela. Mas também essas discussões entre mim e o Peter nunca passava para algo a mais, apesar de tudo eu o amava muito, e não imaginava a minha vida sem o meu irmão.

O meu celular tocou, levantei da mesa e fui atender. Era a Lena, a minha secretária.

– Bom dia Dra. Luiza.

– Bom dia Lena- respondi.

– Eu só estou ligando para avisar à senhorita que aquele seu paciente das oito e trinta, o Sr. Thomaz, já chegou.– o que? Eu não costumava chegar atrasada no meu trabalho. Olhei para o meu relógio de pulso, ainda era sete e vinte da manhã.

– Lena, ele chegou uma hora e dez minutos adiantado.

– Eu também estranhei, mas ele disse que chegou cedo assim porque estava precisando muito falar com você.

– Ok, diz a ele que eu já estou chegando. Que só precisa me esperar mais vinte minutos.

– Certo. Eu aviso. Até.

– Até.

Desliguei o telefone e fui depressa pegar a minha bolsa e as chaves do carro.

– Porque essa pressa toda Luiza? Você nem terminou de tomar o café.

– Eu sei mamãe, mas é que o meu paciente já chegou e o caso dele e bem delicado, não quero o deixar esperar por muito tempo.

– Então está filha! Boa sorte com esse rapaz.

– Obrigada. Beijo Mãe, tchau Peter. – me despedi, e sem dar tempo para eles responderem eu já estava fora do apartamento apertando o botão do elevador.

Assim que cheguei ao estacionamento do prédio onde eu morava, entrei no meu carro e o liguei, respirei fundo me preparando mais uma vez para cumprir a minha missão: ajudar e entender pessoas que estavam enfrentando problemas emocionais. Gostava de pensar assim porque era realmente oque eu gostava de fazer, diferente do meu pai, que nunca aprovou a minha decisão de ser psicóloga. Ele dizia:

– Sinceramente, eu não vejo graça em tratar de malucos!

– Papai, o senhor tem uma visão muito preconceituosa dessa profissão, acho que você precisa abrir a sua mente para entender que oque nós psicólogos fazemos vai muito além de ‘’tratar malucos’’. – me defendia.

O meu pai, o Sr. André, preferia que eu tivesse me formado em direito. Ele não era do tipo de pensar que pessoas como eu correm atrás dos sonhos e buscam fazer aquilo que gosta por vocação. Ele só pensava na remuneração. Ele sempre trabalhou muito pra ganhar pouco, e não queria isso pros seus filhos, e isso eu entendia. O problema era que eu não estava me formando só pra ganhar muito dinheiro, estava fazendo o que eu realmente gostava. Em quanto o meu salario, eu não tinha do que reclamar. E para o consolo do papai, Peter já estava fazendo a sua vontade.

O caminho de casa ate o meu trabalho não era muito longo, essa era mais uma das vantagens de trabalhar naquele centro empresarial.

Cheguei ao prédio ás sete e quarenta e cinco, o transito havia ajudado pra eu que eu chegasse naquele horário. Entrei no elevador e subi para o décimo terceiro andar, onde ficava o meu consultório. Quando a porta do elevador se abriu, eu o vi sentado na cadeira de espera aguardando a minha chegada.

– Bom dia Seu Thomaz!- cumprimentei usando o meu melhor sorriso acolhedor.

Ele olhou pra mim e sorriu de volta.

–Bom Dia doutora.

Olhei para a Lena que estava sentada em sua mesa.

– Bom dia!

– Bom dia – ela respondeu.

– Vamos Sr. Thomaz?

Ele fez que ‘’sim’’ com a cabeça e o acompanhei ate entrarmos na minha sala.

Paredes cor de perola e móveis com estilo do séc. XX era um ambiente com espaço suficiente para um divã, a minha mesa e a poltrona, na qual eu sentava para ouvir e observar os meus pacientes.

O senhor Thomaz era um rapaz de cinquenta anos de idade que tinha perdido há um ano sua esposa e seus três filhos em um incêndio dentro da casa onde moravam. Deste a esse acontecimento, o Sr. Thomaz tinha pesadelos constantemente e pensava em suicídios. Só decidiu fazer as consultas, depois que o seu sobrinho Henrique havia implorado para isso.

Notas finais
Como vocês podem perceber eu estou começando a historia pelo contexto em que os personagens vivem... continuem lendo e verão como eles iram se encontrar. bye bye ate a proxima! ;)