O Bando Vizinho

39 ΑΩβ 38. — Tudo foi como tinha que ser.


Notas iniciais
Avisos: ⚠️Neste capítulo contém: 1 - Passagem de tempo (nada muito brusco) 2 - Um pouco de tensão (não vou dar spoiler) mas é só algo que precisava acontecer, futuramente vocês entenderão os motivos. 3 - HOT (este será sinalizado com o símbolo ❤️‍ no inicio e no final para que quem não curte esse tipo de narrativa possa pular o trecho) e 4 - e último, um momento do bando em forma de lobos.⚠️ Lembrando que: 1 nada do que trago aqui é de forma extremamente técnica dentro dos termos ABO/Omegaverse ou Mperg okay? Então tudo que acontece aqui é só como eu imaginei, e gostaria que fosse. E 2: Nada nessa Fanfic resume a vida real dos idols que a inspiram. Aqui eles são apenas meus personagens, e não! Eu não quero insinuar nada, os denegrir ou ofender tanto a eles quanto aos seus fãs okay? Até porque eu também sou muito fã deles e os respeito demais. Leiam as notas finais por favor! Dito isso... Boa leitura meus lobinhos lindos!

Três meses depois.

— Gente, por que vocês não me avisaram que essa coisa de gravidez era tão exaustiva?

O Innie andava de um lado para o outro se sentindo agoniado.

— Mas pãopão você ainda nem está com um barrigão. — A Jin-ah foi até ele e o sentou.

— Se isso foi para tentar me animar perfeição, não funcionou; — Ele fazia uma carinha de incômodo. — Isso é estranho, ao mesmo tempo que acho que posso correr uma maratona, eu só quero deitar e dormir.

— Minha raposinha, o que seu alfa pode fazer por você?

— Hum… não me irritar?

O Hyunjin levou a mão ao peito, demonstrando de forma dramática sua dor.

— Acho que o Innie pegou aversão por você Jinnie, acontece às vezes.

— Poxa, eu só queria ajudar, mas tudo bem, vou deixar vocês e ir ficar com os filhotes, to ensinando o Bin-ho a desenhar, ele se amarra. — O Hyunjin beijou a Jin-ah e desistiu de beijar o Innie por receio.

— Jinnie volta aqui. — O Innie começou a chorar do nada. — Me perdoa amor, eu quero ficar com você.

A Jin-ah sorriu, era exatamente assim que ela se sentia com o Channie às vezes em sua gravidez, então ela o entendia plenamente.

— E você perfeição, está proibida de falar nesse tal de Innie na minha frente, juro que fiquei mil vezes mais irritado, afinal quem é esse otário? Porque não sou eu, eu sou seu pãozinho.

O bico do beta estava enorme e tanto a Jin-ah quanto o Hyunjin se sentaram um em cada lado dele e liberaram seus cheiros de leve para ele se acalmar.

— Se você quiser raposinha, pode se afundar em mim, ou na nossa lindinha, ou nos dois, nós ficaremos com você até você achar que está bom.

Ele olhou para a Jin-ah que concordou de prontidão e então ele começou a secar as lágrimas.

— Gente, isso é loucura, sério, estou tão emotivo que se o Lino entrar aqui agora acho que nunca mais paro de chorar.

Ele colocou sua cabeça no pescoço do Hyunjin e começou a cheirar tudo por ali.

— Eu amo o cheiro do meu companheiro alfa.

Depois de um bom tempo ali, ele se virou e fez o mesmo com a Jin-ah.

— Eu também amo o cheiro da minha companheira ômega.

— Ele está na zona mental? — A Jin-ah perguntou se referindo ao lobo do beta tomando o controle.

— Parece que sim, Jinjin.

— Que legal, esse filhote vai ser muito especial, e pelo que vejo é seu mesmo Jinnie.

— Será lindeza? Pode ser de qualquer um de nós.

— Não vou dar esperanças, mas eu o sinto mais sensível a você e isso pode muito bem ser o bebê reagindo ao papai dele.

O Innie ia trocando de pescoço, cheirando os dois com intensidade, e às vezes o lobo dele falava “meu alfa é muito bom para mim” ou “minha ômega é muito perfeita para mim”. E depois de um bom tempo assim o beta adormeceu.

— Jinnie, fique com ele, eu vou olhar as crianças e ver se os três chegaram da academia.

— Hoje até o Lixie foi dar aula amor?

— Sim, ele pegou uma turma de dança uma noite por semana.

— Ele é tão esforçado, aliás, nosso bando é tão maravilhoso nisso né?

— É sim, meu amor, todos trabalhamos duro e com o que amamos tanto, demos muita sorte nessa vida, não é todo mundo que consegue algo assim, né?

— Você tem razão, minha lindeza perfeita, demos sorte em tudo, somos abençoados pela lua e pelos deuses.

— Somos sim, e pensar que anos atrás eu nem levava a sério esse papo todo de lua e deuses.

— Por tudo que passou né, amor?

— Também, mas é que antigamente acreditar para mim era ter esperanças, e eu não podia me dar a esse luxo, — Ela lançou um olhar longínquo e o Hyunjin desejou saber o que ela pensava, mas ele se manteve quieto a observando. — Bom meu príncipe lindo, eu vou lá, você quer alguma coisa? Posso pedir para alguém trazer, ou se esperar um pouco eu mesma volto e trago o que precisa.

— Se o Hannie estiver desocupado, pede para ele vir aqui, amor? Quero o cheirinho de chuva e melancia dele e acho que isso fará bem para nossa raposinha, ficar um pouco com outro beta sabe?

A Jin-ah selou seus lábios ao dele e depois deu um breve selar na bochecha do Innie que dormia profundamente.

— Faz sentido sim meu lindo, deixa comigo meu amor, vou falar com meu coração e já, já ele aparece aqui, até mais.

— Te amo Jinjin.

— Te amo mais Hyunjinnie.

[...]

O tempo estava passando até que bem rápido, agora com cinco meses de gravidez a bomba de hormônios que era o beta mais novo do bando estava mais tranquilo, na verdade, extremamente tranquilo, e tudo em sua gestação corria bem.

Ele também estava muito mais apegado aos filhotes que faziam questão de estar com ele o máximo que podiam, e todo o bando o estava mimando de todas as maneiras possíveis e imagináveis.

— Innie, estou indo na rua, — O Changbin falou fazendo um carinho na barriga do beta. — Quer algo, meu bem?

— Hum… não sei, Bookie amorzinho, você quer algo da rua?

— O papai não disse que queria sorvete mais cedo? Eu não quero nada não mamãe Bin, mas se trouxer sorvete para o papai Innie, pode trazer de pistache? Aí eu tomo também.

— Vou trazer mesmo que seu papai não queira, você é tão educadinha filha, vem aqui e dê um abraço em sua mamãe.

Ela foi correndo abraçar o Changbin, ela amava abraços, só que era tímida demais para pedir por eles e seus pais sabiam disso, então eles mesmos pediam abraços a ela.

— Obrigada mamãe!

— De nada princesinha.

— Minha filhota alfa tem razão Binbin, quero sorvete, quero muito o de chocolate trufado traz para mim, por favor?

— Trago até a sorveteria inteira para você bebê! — a Bookie riu, ela achava fofo o tratamento de seus pais. — E para você também princesinha alfa, bom vou ver se meus outros filhotes querem algum sorvete especial, aí já trago para todo mundo, vou demorar um pouquinho para voltar tá? Esperem pelo sorvete de vocês.

— Te amo mamãe.

— Te amo Binbin.

— Amo vocês dois também.

[...]

— Papai, você ligou para a vovó e o vovô?

— Aí Bookie eu esqueci, pega o celular do papai ali, por favor? Vamos falar com aqueles velhos.

— Papai!

O Innie sorria largo da indignação da alfa, olhar para ela era o mesmo que estar olhando para o Channie todo bravinho.

— Desculpe, meu amor, vamos falar com seus avós.

Eles fizeram uma chamada de vídeo que foi atendida no primeiro toque.

“ — Filho! Meu bebê! — A Sra. Yang sorria alegre. — Como está meu gravidinho favorito? Oi, netinha linda, está cuidando do seu papai?

— Oi, mãe, estou bem, todos cuidam muito de mim, inclusive minha primogênita.

— Oi, vovó!

— Tão lindos. E o meu netinho que está no forninho está tudo bem com ele filho?

— Está sim mãe, não se preocupe, e cadê o papai?

— Ele está jogado no sofá dormindo feito um bobo olha.

Ela apontou a câmera do celular para o Sr. Yang e os três riram com a imagem desorganizada do velho.

— Ele está horrível, joga alguma coisa na boca dele, mãe.

— Innie!

— Vai, por favor, é desejo de grávido.

— Céus, seu papai é maluco Bookiezinha.

— Eu sei vovó. — A menina ria sem parar.

— Hey, não concorde com minha mãe filha.

— Desculpa papai.

— Te amo, vamos mãe, faça seu filho e sua neta feliz sim?

— Está bem, vou pegar uma uva.

Ela pegou uma uva, mirou e jogou na boca aberta do Sr. Yang, que apenas a mastigou sem sequer dar indícios que acordaria.

— Meu senhor, meu pai está grávido mãe? Só sabe dormir, tá parecendo eu.

— Deixa de ser ruim com seu pai filho, ele está cansado, só isso.

— Está bem, bom mãe preciso desligar, o Binbin foi buscar sorvete e logo estará de volta, fala para o pai que mandamos beijos tá?

— Tudo bem filhote, se cuide e me ligue mais vezes sim? Ou me atenda quando eu ligar, não custa nada Yang Jeongin.

— Tudo bem, mãe.

— E Bookie minha neta linda, mande beijos para todos os meus netinhos sim? Diga a eles que a vovó está danada de tanta saudade, e assim que der, iremos vê-los.

— Pode deixar vovó, eu falo sim.

— Lindeza da vó, tchau, amores.

— Tchau mamãe.

Dois meses depois.

— Posso entrar?

— Claro Lino, você sempre pode.

O Innie estava deitado com os pés para cima e o Minho havia levado frutas para o beta comer.

— Sozinho aqui amor, por que não tem ninguém com o meu bebê?

— O Minnie e o Channie estavam até agora, ganhei massagens e muitos beijinhos.

O Minho sorriu com ternura, seu beta estava irresistivelmente fofo, não como se ele já não fosse normalmente assim, mas com a gravidez parecia que tudo estava amplificado.

— Que bom, você merece todo cuidado, meu beta, posso me sentar com você?

— Claro que pode, que pergunta boba.

— Não é boba, da última vez que tentei me aproximar você jogou seu chinelo em mim.

Os dois sorriram e o Innie cobriu seu rosto em vergonha.

— Juro que não sei o que me deu amor, me perdoa tá?

— Você já nasceu perdoado Innie, e eu acho que nossa Jin-ah está certa, nosso filhote é do Jinnie e seu lobo está estranhando a presença do alfa líder do bando.

“Me perdoe alfa líder, eu o reconheço e o amo, só estive confuso” — O lobo do Innie falou ao lobo do alfa.

“Não se perdoe comigo, eu o amo e o protegerei sempre, assim como ao nosso filhote”

“Obrigado alfa” O Innie se encostou todo manhoso no Mingo que começou a acariciar a barriga dele.

— Eu ainda arrisco dizer que será um alfa.

— Será amor?

— Sim, o Jinnie ainda não teve um alfa, então faz muito sentido para mim que seja um alfa agora.

— Ia ser demais se realmente fosse assim.

— Vamos esperar, já, já ele terá nascido e aí veremos meu amor.

[...]

A Jin-ah estava trabalhando muito e a correria com casa, filhos e seu bando estava ocupando todo o seu tempo, mas ela estava incrivelmente feliz.

— Maninha, — O Jeff se aproximou com a correspondência do escritório nas mãos. — Tem uma carta do presídio da cidade central aqui para você.

A Jin-ah se enrijeceu na hora.

— Nossa, sério Jeffinho?

— Uhum, será que é o imbecil do seu ex?

Ela estava ficando nervosa.

— Pode abrir para mim maninho? Não quer ler.

— Claro.

Ele fez como ela pediu, abriu e leu apenas para si, leu mais uma, mais duas vezes e a encarou.

— É dele mana, e eu vou te falar o que é para que você decida o que fazer okay?

Ela não o respondeu de forma audível, apenas balançou sua cabeça que sim.

— Certo, ele levou uma baita surra no presídio, ficou entre a vida e a morte e com isso foi levado ao hospital e lá descobriram que ele estava muito doente, e desde então ele está internado na área hospitalar do presídio, acontece Jin, que ele pediu junto ao juiz de seu caso que seu último desejo fosse atendido, e esse seria conversar com você.

A Jin-ah se sentiu gélida, ela não sabia o que pensar.

— Vou ligar para o Minnie vir te buscar…

— Não Jeff, por favor, não fale com nenhum deles sobre isso.

— Mas mana…

— Por favor, eu nem sei o que pensar agora e não quero atormentar o bando, o Innie está grávido maninho, só me deixe pensar um pouco, está bem?

— Mas você está cogitando ir?

— Não estou cogitando nada, é uma doença terminal, por que diabos ele gastar seu último desejo querendo me ver?

— Pode ser para te pedir perdão, será? Ou para garantir que ainda pode te atormentar, não sei, aquele verme é um ninho de Mafagafos, não tem como saber o que esperar da mente doentia dele.

A Jin-ah ouvia seu melhor amigo, mas sua mente girava com força.

— Eu preciso ir.

— Posso ir com você se quiser?

— Claro que não, hoje é a prova das comidas do seu casamento e você vai me jurar que não deixará isso estragar sua noite com seus noivos.

— Jin…

— Jeff, você vai jurar.

— Está bem, eu juro.

Eles uniram seus dedos e a Jin-ah beijou a testa de seu amigo.

— Vou nessa, tchau, te amo.

— Te amo mais maninha, e se cuida tá?

— Pode deixar.

Ela saiu do escritório, entrou em seu carro e apenas dirigiu, ela não sabia para onde estava indo, apenas foi.

[...]

Horas depois.

— Boa noite, em que posso ajudar?

— Vim cumprir o último desejo de um presidiário em estado terminal.

— Documento e a carta de solicitação por favor.

— Aqui está.

[...]

Já dentro da penitenciária ela mandou uma mensagem para o Minho que estava em seu último dia de plantão no hospital central.

“Amor, estou na penitenciária, depois te explico o porquê, mas não vá embora quando sair daí, se eu ainda não tiver chegado, me espere está bem? Voltaremos juntos.”

Ela desligou seu celular por saber que ele a ligaria assim que visse a mensagem e no momento ela não conseguiria falar com ele e se falasse certamente ela desistiria daquela idiotice.

— Por aqui Sra. Lee, me siga por favor.

Quando ela chegou no quarto ela o viu, ele estava completamente destruído, fosse pela doença ou pela surra que levou, não importava a ela, mas ele estava realmente péssimo.

— É claro que ela veio, afinal Sras. e Srs., essa é a Choi Jin-ah.

Ele falou e começou a tossir, e quando ele tirou o papel que havia levado a boca ela pôde ver sangue ali.

— Pode se sentar se quiser, eu não vou fazer nenhum mal a você.

Ela não se moveu, e também nada disse e o Park Seon entendeu que ele faria um monólogo.

— Está bem, você tem toda a razão para isso, — Ele sorria frio e ela sentia náuseas em vê-lo sorrir daquele jeito. — Soube que teve filhos, quadrigêmeos? Meus parabéns, realizou o sonho de ser mãe, — Ele a encarava ainda sorrindo. — Alguma menina que se chame Alice?

Ela sentiu repulsa por aquele homem, sério que ele me chamou aqui para me atacar? Era o que ela pensava.

— Desculpe, eu sou um imbecil às vezes, mas isso é algo que você sabe bem, não é? — Sua pergunta retórica continuou sem resposta alguma e ele prosseguiu. — Mas é como você sempre disse, pessoas não mudam…

Ele a olhava de cima a baixo, ele queria causar alguma reação nela, mas sem saber como era possível a Jin-ah continuava imutável em sua postura diante dele.

— Já que não terá como você se compadecer da minha forma convalescente, deixa eu te dizer por que a chamei afinal, — Ele se aprumou na cama e a Jin-ah viu o quão machucado ele estava. — Quanto a isso, não se preocupe, estou bem, mas Jin-ah, eu precisava desabafar com você, e preciso te fazer essa pergunta, você sabe o que mais me fazia te odiar?

Ele ficou em silêncio por um tempo e voltou a falar em seguida, vendo que ela não iria mesmo interagir com ele.

— Pois bem, você é uma pessoa boa, não uma fingida como a maioria por aí, mas genuinamente bondosa, e era isso que eu odiava em você, pois não importava o quão mal eu lhe fizesse, não importava o quanto eu lhe humilhasse, você nunca me abandonava mesmo sendo exatamente o que eu merecia, você nunca me tratou mal, você nunca me deixou na mão ou desistiu de mim, Jin-ah eu era um lixo, e você me amava, pois é assim que você sempre foi, amorosa, carinhosa, e isso era uma merda, pois eu queria que você me xingasse, que me odiasse, que me colocasse para fora e me humilhasse, mas isso nunca aconteceu, e por quê? Porque você é incapaz de revidar o mal com mal e não importava quantas porcarias eu jogasse em você, você sempre respondia com seus olhinhos bondosos, um sorriso carinhoso e uma preocupação genuína, e isso não era só comigo, não, você era assim com todos que te fizeram sofrer nessa vida…

Uma única lágrima rolou o rosto da ômega, ele ia falando e ela ia se lembrando do tanto que ela realmente o amou, ela nunca mentiu para ele ou para quem quer que seja sobre o que sentia, mas ele? Ele fez questão de não merecer nem por um instante o amor dela, e agora isso?

Ele a odeia por ela ser alguém de bem? Alguém que o amou?

Ele seguiu.

— Eu tive raiva de você por você me deixar te machucar, eu nunca fui correto com você, e agora recebi minha real sentença, irei morrer sozinho e apenas depois que eu sofrer muito cuspindo meus órgãos para fora, então queria te mostrar a sua justiça, acho que eu devia isso a você, então dê uma boa olhada para nós dois, você? Você tem seus amores, uma linda família e um bando que a ama, são uns pegajosos chatos do caralho, mas você os adora com certeza, e eles te fazem bem…

Ela o ouvia, e só queria sair dali.

— E com certeza realizou e vai realizar ainda mais coisas incríveis, e eu? Eu estou finalmente recebendo da vida o que tanto mereço.

A Jin-ah reuniu forças, essa seria a última vez que falaria com o Park Seon, então ela realmente precisava falar.

— Terminou?

Ele arregalou os olhos com o susto que levou, e acenou que sim, ele havia terminado.

— Park Seon, entenda de uma vez por todas, e caso haja outra vida para você, caso os deuses queiram mesmo te dar uma segunda chance, não se esqueça disso; cada um dá o que tem dentro de si, se o que você recebeu de mim foi amor, carinho e respeito, isso quer dizer sobre mim e não sobre você, nunca foi sobre você, e eu não me importo nenhum pouco se para quem visse de fora eu estava apenas cumprindo meu papel de trouxa, pois sempre que deito minha cabeça no travesseiro, eu durmo o sono dos justos, já você? Você pensa que esse seu fim é o seu castigo, mas não é, sua doença é o resultado de toda a culpa que seu corpo carrega, e ela sim é a sua penitência, — Ela falava com firmeza e mesmo estando muito difícil de se manter ela prosseguiu. — E assim como você me disse o que sempre odiou em mim, me permita te dizer qual sempre foi o meu pensamento em relação a você.

Ele não a interrompeu, pois se sentia incapaz e então ela prosseguiu o encarando nos olhos.

— Se sofri em suas mãos, e pelos céus, só eu sei o quanto sofri, o que sempre pensei comigo era o quão infeliz você também estava por tentar manter uma postura sobre uma vida que você nitidamente detestava, você não foi capaz de se libertar mesmo eu te dizendo inúmeras vezes para ir atrás da sua felicidade, do seu verdadeiro amor, e esse foi o nosso erro, o nosso ciclo doentio, você se via infeliz por não poder estar com quem amava de verdade, jogava toda sua frustração em mim da pior maneira possível me matando aos poucos dia a pós-dia, e eu sem forças por estar sendo minada por você seguia ao seu lado lutando sozinha pela felicidade de um casal inexistente. Esse, sim, foi o nosso erro, mas saiba que com a ajuda dos meus companheiros de alma, do meu bando no qual você não tem o menor direito de insultar, eu me perdoei e graças ao amor deles eu consigo hoje estar firme, de pé e digna diante o meu algoz, então Park Seon, a última coisa que te direi é que se você conseguir perdoe a si e morra com ao menos um mínimo de paz se puder.

Ela apenas se virou e saiu dali e antes de atravessar a porta ela o ouviu sorrir e chorar ao mesmo tempo, um som perturbador seguido de um sonoro engasgo e com isso os aparelhos do leito onde ele estava começaram a apitar causando alvoroço na enfermaria.

— O leito nove está com uma parada respiratória, peguem o desfibrilador e me sigam.

E aquela foi de fato a última vez em que a Jin-ah ouviu falar no Park Seon.

[...]

Quando ela saiu da penitenciária, o Minho já a esperava do lado de fora nitidamente aflito, ela o viu e correu até os braços de seu amado se acolhendo ali, e agora aos prantos ela pedia desculpas a ele.

— Me perdoe Lino, por favor me perdoe.

— Hey, Jin, se acalme meu amor, você não precisa se perdoar comigo, isso era preciso e eu entendo você meu amor, olhe para mim ômega.

Ela o olhou e ele enxugou suas lágrimas.

— Acabou meu amor, e está tudo bem, seu alfa está ao seu lado, então tente se acalmar, sim? — Ela acenou positivamente ainda chorando muito. — Me abrace e me cheire o quanto precisar Jin-ah, cheire o seu alfa até se sentir melhor.

Eles ficaram ali um tempo e quando ela se sentiu mais calma eles partiram dali.

No carro a viagem seguia silenciosa, o Minho quis dirigir, pois a Jin-ah não tinha condições para isso.

— Minha gata quer falar sobre o que aconteceu lá?

A Jin-ah que olhava para fora da janela do passageiro se voltou para o seu alfa.

— Ele disse me odiar por eu ser uma pessoa boa, eu o ouvi Lino, e depois falei que cada um dava aquilo que tem dentro de si.

— Continuou sendo boa, mesmo sem ele merecer, ele deve ter ficado com raiva.

A Jin-ah estava absorta em pensamentos e sua expressão estava pesada, o que estava deixando o Minho muito preocupado.

— Ele vai morrer Lino.

— Eu sei, falei com a recepção do presídio, por eu ser médico eles me mostraram o laudo, ele deve ter menos de seis meses de vida.

— Hum… — ela não conseguiu ter outra reação.

— Você está se sentindo melhor Jin?

— Estou sim, meu alfa cuidou e continua cuidando de mim.

O Minho respirou mais aliviado e voltou sua atenção ao volante.

— Avisei ao bando que não voltaremos hoje, está tudo bem para você passar essa noite apenas comigo?

— Seria perfeito alfa, mas e as crianças? E o Innie?

— Eles vão cuidar muito bem dos nossos filhos, e o próprio Innie pediu para eu cuidar bem de você essa noite, então fomos liberados pelo bando todo.

— Se é assim, está bem, então alfa.

— Quer que eu coloque música?

— Por favor.

A viagem durou mais uma meia hora e então eles chegaram ao seu destino, um chalé mais afastado da cidade, o lugar era lindo e muito romântico.

Quando ele parou o carro, ele logo desceu e foi abrir a porta para ela.

— Vem meu amor, essa noite seu alfa vai fazê-la esquecer tudo o que passou.

Ela segurou sua mão e sentiu a pele fria de seu alfa, estava assim pelo ar gélido da noite, e aquilo fez uma corrente elétrica tomar o corpo da ômega.

— Aqui é realmente lindo Lino. — Ela falou já dentro do chalé olhando tudo a sua volta. — E bem romântico também.

— É sim meu amor, e é o que você merece.

Ele foi até ela e a pegou no colo.

— Lino, não precisa disso, amor.

Ele não a respondeu apenas sorriu e a olhou nos olhos e quando ela se deu conta ele estava com seus olhos tomado pelo seu lobo, as irises em um intenso púrpura, denunciavam que essa noite o lobo de seu alfa cuidaria de si e então ele a envolveu em um longo e intenso beijo que perdurou por todo o trajeto até a banheira já cheia, pois ele havia preparado tudo antes de correr para encontrá-la, a noite estava quente, então a água estar agora fria seria um verdadeiro deleite para ambos, que sempre gostaram de sentir a água fria sobre a pele quente.

Quando ele a colocou no chão, ele começou a despi-la com cuidado e carinho.

— Essa noite, eu irei… — ele tirou a blusa dela e beijou a pele de seus ombros. — Te amar com todo meu ser.

❤️‍

Ele desabotoou a calça da ômega e foi descendo o tecido pelas pernas dela, e enquanto o fazia ele beijava, lambia e mordiscava o corpo despido de sua ômega, com muito desejo o que a fez responder aos estímulos recebidos se arrepiando por completo e o alfa amou ver a pele eriçada de sua ômega já rendida a tudo aquilo, rendida a ele, do jeitinho que ele tanto gostava.

A Jin-ah o fez subir novamente o encarando nos olhos, e para a felicidade do alfa ela tinha suas ires em um dourado intenso, ela e o lobo dela o aceitando, se entregando a ele como ele queria, mas também como ela própria desejava.

Ela nada disse a ele e começou a o despir, e conforme cada peça saía do corpo do alfa ela o mordia com vontade, e o Minho respondia aos seus atos com rosnados e gemidos altos.

Quando ela tirou a calça dele, ela pôde ver seu membro já completamente rijo molhando a cueca box branca que eles estava usando devido a tanta lubrificação que saía dali, e a boca dela chegou a salivar de desejo.

Ele que a olhava de cima já entendia o que ela queria, e ele também queria aquilo com todo o seu ser, então ele a puxou pelo cabelo e a olhando de cima falou com sua voz rouca e pesada de desejo.

— Está esperando o que para me abocanhar ômega? Não quer o pau do seu alfa preenchendo essa boquinha gostosa?

A Jin-ah delirou, seu lobo enlouqueceu com a voz penetrante de seu alfa e sem mais se demorar ela abaixou aquela cueca fazendo com que o membro dele saltasse de prontidão já ficando na altura exata para o que ela queria fazer e sem colocar as mãos, pois ela sabia que seu alfa amava vê-la o abocanhar ela foi colocando aquele pau brilhante e grosso em sua boca e antes de o abocanhar por completo ela dava sucções intensas na glande vermelha dele que já gemia intensamente a fazendo delirar.

— Céus que delícia… Aaah… isso minha Jin, que boca gostosa…

Ele gemia com vontade e ela sorriu brevemente vendo-o arquear suas costas enquanto ela levava toda aquela extensão para o fundo de sua garganta.

— Que boquinha gulosa minha ômega tem… aaaah… assim não resisto.

Ele a olhou nos olhos, os dois tinham seus lobos dividindo em consciência aquele momento com eles.

“Então, não resista, meu alfa líder, faça com a gente o que desejar fazer”

O lobo da Jin-ah falou completamente entregue ao seu alfa, e a ômega o encarando sorriu com o pau dele preenchendo na boca.

— Estou perdido…

Ele agarrou ainda mais os cabelos da ômega e começou a ditar o ritmo forte das estocadas na boca da ômega, era assim que ela queria, era assim que ela tanto gostava de se sentir na mão dele, completamente dominada, e os gemidos dela começaram a vibrar no pau dele que já estava mais duro que o mais puro mármore.

— Aaah, você gosta, não é? Está amando ter seu alfa assim, não está?

Ele só pôde vislumbrar ela acenar como pôde que sim com a cabeça e um fiapo de saliva descer pela boca dela, o que o levou a um delírio intenso.

Ele a estocou mais algumas vezes e sentindo uma fisgada no seu baixo ventre que apenas denunciava que ele poderia chegar ao seu ápice apenas com aquele boquete delicioso que ela fazia tão bem ele a tirou de seu pau e a subiu com força, suas mãos apalpavam cada centímetro de seu corpo e ele jurava que ela estava ainda mais gostosa do que a última vez que ficaram intimamente juntos o que não fazia nem uma semana completa.

— Pelos deuses que ômega gostosa.

Ele nada mais disse, a erguendo em seu colo fazendo com que ela se encaixasse nele o envolvendo com suas pernas, e então ele a levou para a cama, decidiu ali na hora que a banheira ficaria para depois.

Ele a colocou sobre o colchão e ela moveu seu quadril em busca de contato em sua parte íntima, o fazendo virar os olhos por sentir seu pau que estava muito sensível, roçando nela.

— Você me quer dentro de você ômega?

Ela sabia que ele amava esses joguetes de perguntas e respostas durante o sexo, mas ela estava tão absorta nele e no corpo dele se roçando nela que estava difícil de falar, então ela levantou ainda mais o quadril e por pouco o membro dele não entrou em sua intimidade deslisando liso devido as fortes lubrificações de ambos, mas ele queria fazê-la gozar de outra forma primeiro então subiu o seu próprio corpo evitando o encaixe eminente.

— Aguente um pouco mais gata, seu alfa precisa ter o seu gosto.

Ele foi deixando rastros molhados pelo corpo dela, até que a sua própria boca encontrou o meio das pernas da ômega, e então ele afastou bem suas pernas encarando com grande volúpia seu meio completamente umedecido, e sem resistir ele deu uma longa lambida ali fazendo o corpo dela tremer em suas mãos.

— Gosta disso, gatinha?

Ele continuou as lambidas intercalando com sucções em seu clítoris e ela se rendeu aos gemidos sôfregos, fazendo ele delirar ainda mais com o som manhoso e desejoso de pleno prazer que a sua ômega emitia.

Com o auxílio de dois dedos ele começou a penetrá-la enquanto sua língua e seus lábios não cessavam seu trabalho árduo e depois de um tempo ali a sugando com vontade ela veio em sua boca com força e ele a bebeu com vontade.

— Minho… por favor meu alfa…

Ele a olhava com um intenso desejo, o corpo de sua ômega tendo espasmos intensos era um deleite para si.

— Pede… é só me pedir.

— Me fode Linnoyah, por favor alfa.

Ele sorriu largamente a olhando desejoso enquanto masturbava seu pau, e sem poder mais resistir ele se colocou com força dentro dela, força essa na qual a ômega era viciada, ela amava transas românticas, mas uma boa foda com força era sua perdição e o Minho sabia muito bem disso.

Ele a estocava com tanta fúria, que ela quase gritava de prazer.

— Mais Lino… mais por favor alfa.

— Mais? Que sedenta… — ele intensificou com gosto suas estocadas e a trouxe para ele, ficando na posição que mais dava para ambos sentirem suas intimidades se roçarem. — Toma mais minha ômega gostosa.

Os dois suavam, ela levou seus braços para envolvê-lo e o arranhava com vontade, ela o mordia e ele puxava seus cabelos, e o ritmo intenso do sexo deles só aumentava.

— Vou gozar amor… e-eu… aaaah…

Ela gritou e veio pela segunda vez em um ápice forte, seus espasmos se contraíam no pau dele fazendo com que o alfa visse estrelas, e sem se aguentar mais ele se afundou nela, urrando de prazer e vindo em sua ômega com toda sua força.

— Quero seu nó alfa, por favor, eu preciso do nó do meu alfa dentro de mim.

O Minho se surpreendeu, mas não achou nem um pouco ruim o pedido dela, pois seu pau já se atava a ela sem que ela pedisse, e conforme ele inchava dentro da ômega ela se roçava ainda mais nele buscando ativar sua sensibilidade, o que funcionou para ambos e os dois gemiam enlouquecidos.

Em seguida ele se deitou por cima dela em uma posição que fosse boa para os dois, pois agora uns vinte minutos iriam passar com eles daquele jeito, atados um no outro, e durante esse tempo a Jin-ah o beijava lascivamente buscando sempre o maior contato possível do membro de seu alfa atado a ela.

— Que fogosa minha ômega, que deliciosa você é Lee Choi Jin-ah.

— Você que é uma perdição de tão bom Lee Minho.

❤️‍

Eles ainda se amaram por algumas vezes aquela noite, e em uma delas os seus lobos tomaram totalmente o controle, aquilo foi libertador para Jin-ah por motivos velados, mas que ambos sabiam serem muito importantes para a ômega e o alfa líder cumpriu tanto a sua promessa quanto o seu papel em proteger sua amada, se mostrando completamente inteiro para ela quando ela assim precisasse de si.

Depois eles dormiram tão agarradinhos que se alguém os olhasse diriam que com certeza eles eram uma coisa só.

[...]

Quando eles voltaram para a casa, a Jin-ah sentou com seu bando e lhes contou com riqueza de detalhes sobre tudo o que houve na noite anterior em relação ao Park Seon.

— Que jeito torto de pedir perdão a alguém. — O Han fala entortando a cara. — O que você disse para ele foi pontual, coração, como sempre você foi perfeita.

— Até demais com quem não merecia, — Todos olham para um Felix beirando a raiva. — Ele não merecia mesmo, e mais uma vez teve o melhor lado da nossa ômega, pois é como ela disse a ele, não se tratava dele e sim dela, o tempo todo era sobre a mulher incrível que ela é.

— Sinceramente? — O Channie falou mantendo um tom neutro. — Não o calhorda, mas a nossa fofinha eu entendo bem, foi bom ela ter dito a ele essas coisas, importante até eu diria, o que me deixa extremamente orgulhoso da postura impecável da nossa ômega e mulher.

— Uma página definitivamente virada, então. — O Hyunjin falou a olhando com carinho. — E mesmo que ele esteja destinado a morrer em breve, não quero que você pense mais nisso, está bem, meu doce?

— Está sim, alfa.

— Ótimo, vem aqui com o seu alfa, me cheire o quanto quiser.

— Por mim esse desgraçado vai tarde.

— Innie! — O Minho falou sorrindo com a sinceridade descabida de seu beta.

— Ah, Linnoyah, qual é? Vocês todos concordam comigo que eu sei.

— Eu concordo sim com o meu bebezinho, mas amor, não se estresse sim? Faz mal para nosso filhote.

— Me dá uns beijinhos Binbin? Aí eu me acalmo fácil.

— Claro que sim meu amor, vem cá. — Ele abraçou o beta barrigudo e o encheu de selares por todo seu rosto fofo.

— Eu amo demais o meu bando Minho. — O Seungmin abraçou o alfa líder e cochichou no ouvido dele — Você cuidou bem dela não foi? Ela cheira maravilhosamente bem amor.

— Sim, eu me dei para que ela se renovasse, e foi perfeito, nossos lobos tomaram conta até.

— Ela precisava disso, obrigado alfa.

— Eu te amo alfa.

— Te amo também Minho.

Dois meses depois.

— Vai nascer, eu tô falando que vai…

O Innie estava ansioso e com um certo medo do parto.

— Mas amor já deu nove meses?

— E eu lá sei? Quero bater no Hyungsik sempre que ele vem com esse papo de semanas.

— Você é o primeiro grávido que vejo não entrar na contagem de semanas.

— Não preciso a minha perfeição está contando para mim, ou esqueceu que agora eu só sei dormir Channie? Nenhum de vocês dormiu a gestação toda, agora euzinho aqui… tá maluco.

— Nem parece um Dr. falando assim, fofo de tudo meu beta.

— Minnie, não enche tá? Só me beija e já tá bom.

— Desaforado. — O alfa o encheu de beijos.

— Mas aqui, se for nascer mesmo, vou querer o Jinnie na sala comigo, o alfa líder para ser o primeiro a segurar o nosso filhote e a perfeitinha para me acalmar, e se puder mais alguém decidam entre vocês, eu vou amar seja quem for que esteja lá comigo.

— Está bem, faremos como nosso beta quer.

Duas semanas depois.

O Bando Lee estava dando um jantar para os noivos do bando Kang que se casarão em uma semana e todos estavam se divertindo, falando da despedida de solteiro deles.

— Não se preocupem maninhos, nossa bagunça será muito mais legal que a dos alfas, eu garanto.

— Com tanto que o Kang não apareça nu novamente em um vídeo de casamento por mim, tudo bem.

— Mas eu não estava nu, amor. — O Kang disse nitidamente tímido.

— Semi nu Jeff, esqueceu amor, tinha uma cuequinha nele.

Todo mundo começou a rir lembrando daquele fatídico vídeo.

— Gente…

— Todo mundo olhou para o Hyunjin.

— Cadê o Innie?

— Acho que foi ao banheiro, disse que queria fazer o número dois.

— Tem alguma coisa acontecendo com ele, vou lá olhar.

O Minho também sentiu, em seguida, o Seungmin e o Felix.

— Acho que vai nascer.

— Mas agora?

— Sim, meu lobo está sentindo-o muito forte.

— Eu vou lá ver também. — O Hyungsik se levantou. — Não venham atrás de mim por enquanto, não vamos assustar ele ainda mais.

O Hyunjin chegou no quarto do beta e ele estava lá, em pé ao lado da cama, atônito, seus olhos brilhando um tom prata cintilante.

— Amor? — O Hyunjin entrou ali e sentiu o cheiro de maracujá mais forte que ele já havia sentido em toda sua vida. — Yang Jeongin.

O Hyunjin não queria o assustar, mas usou sua voz de lobo para poder ajudar ele a se concentrar.

— Vai nascer Hyunjin, nosso filhote vai nascer agora.

— Agora? Não dará tempo nem de ir para o hospital?

O Hyungsik entrou no quarto e sentindo o beta respondeu.

— Será aqui mesmo o parto, não teremos tempo Jinnie, vá e chame a todos e traga panos limpos, água quente, tesoura esterilizada e mande o Kang e o Jeff virem falar comigo, por favor, e seja rápido.

— Está bem, já volto, meu amor.

— Vá depressa, Jinnie. — O Innie falou assustado.

O Hyunjin correu dali e o Hyungsik se aproximou.

— Reconheça meu ômega Innie e deite-se deitar na cama, por favor, eu irei ajudá-lo.

O Innie cheirou o pulso do Hyungsik e reconheceu o ômega se acalmando instantaneamente e se deitando devagar como o Dr. sugeriu.

— Eu estou com medo Hyungsik, muito medo mesmo.

— Seu lobo quer um parto feral Innie?

O beta chorou e acenou que sim com a cabeça.

— Droga… quem do seu bando você acha que pode fazer seu lobo mudar de ideia caso você realmente não queira isso?

— Os ômegas, meu Jinnie e o alfa líder juntos talvez consigam.

— Certo, agora uma pergunta honesta, você quer um parto feral?

Ele não sabia dizer.

— E-eu não sei, eu realmente não sei Hyung.

— Certo, vamos esperar eles chegarem e retomaremos essa pergunta.

O Hyungsik estava nervoso, um parto feral era quase coisa extinta entre os seres de sub gênero, mas se o lobo pedisse por algo assim, seu pedido deverá ser atendido ou o lobo poderá rejeitar o filhote.

Eles esperaram, Kang chegou com o Jeff e o Hyungsik pediu que o seu alfa fosse buscar sua maleta em casa, pois lá tinha tudo que ele poderia precisar e ao Jeff ele pediu que ficasse como auxiliar.

Logo todo o bando Lee conversava com o Dr. e as coisas solicitadas já estavam todas presentes ali.

— Um parto feral? Puta merda, isso é sério?

— Sim Hyunjin, é muito sério, e se está acontecendo é por que tem que ser assim, não se preocupe, vai ficar tudo bem com o beta e com o bebê.

O Minho olhava a expressão de medo do Innie.

— Seguinte Jinnie, vamos colocá-lo no carro e levá-lo para os campos, e teremos apenas o trajeto até lá para tentar fazer o lobo do nosso beta mudar de ideia, e se não conseguirmos correremos ao lado do Innie, vocês não estão sós meu amor.

— Está bem alfa.

— Agora se acalme e vá até seu companheiro, abra o caminho para mim.

O Hyunjin assim o fez, e o lobo do Innie já foi se manifestando.

“Nosso filhote virá livre, virá em forma de lobo, não consigo fazer nada.”

“Tudo bem, vamos aos campos e correremos ao seu lado, mas você precisa aceitar o alfa líder.”

“Eu o aceito, e aceito os outros alfas também.”

“Ótimo, quanto tempo temos?”

“Menos de uma hora.”

Os olhos do Hyunjin brilharam e ele avisou ao Minho.

— Irei com vocês para cuidar do pós, deixem as crianças com o Kang e o Jeff, pois precisaremos do bando todo com o Innie.

Tudo foi ajeitado, e eles partiram.

[...]

— A dor está aumentando, eu vou morrer Binbin, eu vou sim.

— Não você não vai, você está sendo abençoado pela lua, amorzinho, será aquele que trará um filhote na forma feral e para o bando, isso é mágico meu amor.

— Sim, muito, eu sei, mas por que eu?

— Na verdade, pãozinho, só poderia ser você, você é o mais altivo de nós, o mais livre.

— Perfeitinha, Binbin, vocês vão correr comigo também?

— Você quer isso, amor?

— Sim, eu quero todos ao meu lado, eu preciso disso, na verdade.

— Então correremos. — A Jin-ah falou beijando as mãos gélidas dele.

O bando inteiro estava nervoso, eles jamais imaginariam algo assim e assim que chegaram nos campos o Innie gritou pelo Channie.

— Meu líder beta, me dê a sua benção.

— O Channie o lambeu o beta em sua marca referente a ele, e seus olhos ficaram em um verde esmeralda.

“Eu o abençoo, correrei ao seu lado”

“o outro beta também, por favor”

— Hannie, se prepare para correr.

— Certo Channie.

A Jin-ah só havia se transformado uma vez na vida, e foi no dia de sua marcação ao bando, e agora ela nem sabia se era de fato capaz de algo assim, pois naquele dia tudo foi muito natural, ela não pensou, apenas sentiu e seu lobo a tomou, mas agora ela tinha medo de decepcionar ao seu beta, e ao bando por ser incapaz, e apesar de todo o medo ela estava convicta de que precisava mesmo fazer isso, pelo seu beta ela faria qualquer coisa.

— Jin-ah, venha aqui.

A voz de alfa do Minho já não podia mais ser deixada de lado, e aquilo causou um frio na espinha da ômega.

— Você está com medo, não é meu amor?

— Sim alfa, eu nem sei se serei capaz de deixar minha forma lobo aparecer.

— Claro que você será capaz amor, eu vou ajudá-la a evocar o seu lobo, venha aqui.

Ele a virou, tirou os cabelos dela do seu pescoço e a mordeu na nuca sobre sua marca e enquanto isso se conectou com o lobo dela.

“Se permita lobo, nosso beta precisa de você ômega.”

“Sim meu alfa.”

Todos eles sentiram a ômega excelente e logo o Innie foi para perto dela.

— Corra comigo Jin-ah, — Ele olhou aos demais. — Todos vocês, agora!

Cada um deles começou a sua transmutação e a Jin-ah simplesmente se entregou aos instintos e quando deu por si estava em sua forma de lobo pela segunda vez em sua vida.

O beta em lobo se virou para sua ômega e seu alfa e quase que com um sorriso em seu focinho ele apenas acenou.

“Vamos meus amores. Nosso filhote virá ao mundo e precisa dos pais e mães dele.”

Ele deu início a corrida e logo atrás de si todo o bando Lee corria campos adentro, deixando apenas o Hyungsik para trás, preparando tudo quanto imaginava que precisaria para quando eles voltassem.

— Que bando especial, que os deuses os abençoem, e que essa criança venha com a força do destino para qual ela será marcada por essa bela lua.

[...]

A corrida dos lobos foi intensa e assim que o Innie encontrou o tronco da árvore onde fez o primeiro piquenique com a Jin-ah ele correu até lá e se deitou, e os outros oito lobos sentaram em seu entorno formando quase um círculo completo finalizado pelo grosso tronco daquela árvore que os guardava.

“Venha filhote e encha seu bando de alegria.”

O lobo do Minho falou tão imponente que todo o bando uivou para lua e o Innie fechando seus olhos deu início ao parto e depois de uns quarenta minutos ali, agora com o Channie, a Jin-ah e o Binnie mais próximos ao beta seguidos dos alfas e o Hannie o filhote nasceu em sua forma de lobo.

“Seja bem-vindo filhote alfa”

O Minho foi até o filhote e o empurrou com seu focinho até o Hyunjin.

“É o seu filhote, é um alfa, e os deuses me disseram que esse será o último filhote do bando Lee”

Aquilo era uma profecia feita pelo lobo do alfa, e todos entenderam que o ciclo de filhotes se encerrava ali.

Em partos ferais os lobos ficam em sua forma pelo tempo em que o filhote ficar como lobo, ninguém podia deixar o lugar ou voltar a sua forma humana sem o consentimento do filhote, e para aquele bando esse processo levou três horas inteiras até que um choro humano foi ouvido e o Hyunjin começou a lamber seu bebê o limpando.

Um a um foi voltando a sua forma normal, restando apenas o beta que deu à luz, o alfa pai biológico do filhote, o alfa líder, o beta líder e a ômega excelente.

[...]

— Temos que esperar todos voltarem para poder pegar o bebê — O Hyungsik explicava.

Quando o Innie voltar cuidarei dele e do bebê, mas me protejam, partos assim deixam o alfa super possessivo.

Todos concordaram com o Dr. por já sentir um Hyunjin e um Minho altamente possessivos pelo filhote.

— Sorte sua que você é um ômega Sik.

— Não muito, eu cheiro também ao meu alfa, talvez eu morra essa noite.

Todos sorriram.

— Você viu o parto?

— De longe, mas sim, foi lindo, o bando de vocês é especial demais, e eu sou grato por ser amigo de vocês e poder presenciar tanta coisa linda.

Não demorou muito todos estavam de volta.

— Pare de rosnar Hyunjin, o Hyungsik é nosso amigo.

— Arrrgh não é porque eu quero, eu juro.

— Hyunjin se acalme.

O Minho deu o comando, mas ele mesmo estava uma pilha, a diferença os dois alfas era apenas a liderança.

— Me deem o meu bebê pão, Hyungsik seja breve nos cuidados e obrigado por isso, me perdoe pela confusão e por favor me ajude, parece que fui atropelado de dentro para fora.

Os que estavam mais calmos sorriram, e os dois alfas sentiram a dor do beta.

— Aí, caramba, ajude ele, Dr. minha raposinha está com muita dor.

— Certo vamos cuidar deles.

Eles foram até um rio que tinha ali, lavaram ao beta e o vestiram, depois limparam o bebê, ele era lindo e forte, e agora que já tinha chorado muito estava quietinho, olhos fechados e mãozinhas de punhos cerrados.

— Tome isso, Innie, vai te ajudar com a dor, e eu fiz a limpeza do umbigo do bebê e está tudo plenamente perfeito com ele.

— É um menino alfa, nós temos um filhote alfa.

O Hyunjin falava chorando.

— O Jin Min-hyun é perfeito igual aos seus pais.

— Não pãozinho, ele é perfeito igual à mamãe dele.

Depois de tudo feito pelo Dr. o bando voltou ao seu lar, eles apresentaram o Jin Min-hyun aos demais filhotes que já amam seu irmãozinho como se ele fosse a joia mais preciosa do mundo, e depois que todos os filhotes foram colocados para dormir, o bando inteiro se reuniu com o beta em seu quarto.

— Você quer alguma coisa, Innie?

— Precisa de algo, meu bebê?

— Binbin, me chamar de bebê está mais estranho ainda agora que acabei de pari nosso filhote.

— Eu já disse que não me importo, eu te amo muito meu bebê, e para mim sempre será assim.

— Então me auxilie no banho sim?

— Claro que ajudo.

O Channie dava um verdadeiro banho no Jin Min-hyun e seus olhos se enchiam de lágrimas.

— Olhem esse bebê, meu deus como é fofo, Jinnie, amor, olha só essas bochechas.

— Perfeitinho, lindo, é o nosso príncipe Channie.

Com todos já banhados e prontos para dormir, eles fizeram um ninho confortável para o Innie e o Jin Min-hyun que ficaram bem aconchegados no centro e os demais ficaram em volta deles admirando o quão lindos eles dois eram.

— Jin por causa da minha perfeição, Min pelo nosso alfa líder e Hyun pelo amor da minha vida que me ensinou a olhar o mundo através do colorido de um amor verdadeiro, e esse é o nome do nosso filhote bando.

O Innie falou quase pegando no sono já, e os membros tiveram lágrimas nos olhos, alguns as deixaram rolar enquanto outros se seguraram para se manter firme diante daquela cena linda e assim que o Innie adormeceu o Jin Min-hyun fechou seus olhinhos e com as duas mãozinhas no rosto se juntou a sua mamãe em um sono profundo.

— Eles são a coisa mais fofa que eu já vi na vida, — A Jin-ah falou se aninhando entre o Felix e o Channie. — Lindinhos demais.

— Agora vamos todos descansar, o parto do Innie foi muito intenso para todos nós e precisaremos estar firmes amanhã para auxiliar nossa raposinha no que ele precisar.

Todos concordaram com o alfa líder e se juntaram mais para aquecer a mamãe e o filhote.

— Boa noite, meu amado bando.

O Minho desejou aos seus amores e todos caíram no sono muito depressa, e ali eles passaram uma noite tranquila, o Jin Min-hyun não acordou nenhuma vez, pois em um parto feral as coisas ocorrem diferentes e o filhote tende a carregar os instintos de lobo por mais tempo, no fim das contas tudo foi como tinha que ser e agora o bando Lee se dedicará em prestar todo o auxílio ao Innie e o filhote, pois quem passa por um parto feral precisa ficar perto de todos do bando por dias, e é assim que será, o beta mais novo e o dito último filhote do bando serão muito cuidados e amados por todos os membros do Bando Lee nos próximos dias até que estado normal volte a eles.

ΑΩβ

Notas finais
Muita coisa aconteceu nesse capítulo, eu espero de coração que vocês tenham curtido. Eu acho que havia dito que não traria mais nada sobre o Park Seon, mas amores foi preciso, e quando for a hora eu juro que vocês entenderão os motivos tá? Então continuem comigo se possível for e vocês saberão. No próximo capítulo, vou tentar tratar alguns assuntos que foram levantados para não deixar (ou deixar o mínimo de) pontas soltas e aí acredito que já encerraremos essa Fic. (eu espero conseguir me desligar dela). Acho que é isso, se tiverem dúvidas podem me perguntar. Agradeço de coração a todos que acompanham "O Bando Vizinho" cada comentário de vocês alegra minha vida e eu amo compartilhar esse mundo com vocês, é o nosso mundinho e vocês são os membros especiais do meu bando. Fiquem bem meus amores, se cuidem bastante, bebam água por favor, e até a próxima att. Beijoka da Adnoka!