O Bando Vizinho

40 ΑΩβ 39. — O Bando Vizinho – Por Lee Choi Jin-ah.


Notas iniciais
É isso amores, peço por favor que leiam esse capítulo com todo o carinho de vocês. É muito importante para mim, e desde já agradeço. Nos falamos no fim do capítulo. (por favor leiam as notas lá) Boa leitura meus lobinhos.

Muitas coisas aconteceram nos últimos tempos e como hoje era o grande dia do bando Kang Mid Vallien se via mais uma vez parada para o evento do ano, mais um bando consolidado que selaria sua união de forma convencional, e todos ali se alegraram com eles.

O Bando Lee e o Bando Kim serão os padrinhos e as crianças do bando Lee ficarão com os avós enquanto eles estarão no altar, o que para todos estava perfeito, pois as crianças eram muito apegadas com seus avós.

— Papai Minnie, o vovô Kim vem hoje? — O Bin-ho perguntou todo empolgado.

— Ele disse que sim, meu amorzinho, você vai ficar com ele?

— Vou sim papai, ele disse que vai me ensinar a jogar GO.

O Seungmin sorriu e se lembrou em como foi sua conversa com seu pai enquanto eles jogavam uma partida de GO.

Flash Back On.

Alguns anos atrás.

— Quer que eu leve você ao café Minnie? — O Minho perguntou preocupado.

— Não meu amor, pode deixar, eu já estou de saída.

— E um abraço você quer? Meu cheiro? Quer que eu chame os ômegas? Os betas? Os outros alfas? — Ele estava muito nervoso e o Seungmin estava achando adorável ver sua preocupação consigo.

— Lino, — ele sorria. — Se acalme amor, eu estava abraçado ao Channie até agora, fiquei com a florzinha um pouco e minha estrelinha está me esperando para um beijinho que eu sei.

— É ele está mesmo, mas você sabe né? Se acontecer qualquer coisa, qualquer coisa mesmo amor…

— Eu te ligarei na hora, prometo.

— Certo, não vou mais te prender aqui, pode ir amor e boa sorte.

— Te amo Minho, e obrigado.

[…]

Quando o Seungmin Chegou na cafeteria o Sr. Kim já estava a sua espera, ele suava um pouco de nervoso e ao ver seu filho ele se pôs de pé.

— Oi, Seungmin.

— Olá, Sr. Kim.

Eles se cumprimentaram e se sentaram um de frente para o outro.

— Faça seu pedido filho, será por minha conta.

— Obrigado, mas não se preocupe com isso.

— Certo, você ainda joga GO? Vamos ter essa conversa em uma partida?

— Claro, se prefere assim, eu topo.

Os dois se encararam por um tempo enquanto arrumavam o tabuleiro e o Sr. Kim começou a falar e jogar.

— Filho, eu sei que errei com você, e sei exatamente onde errei e o que isso desencadeou para você, eu fui preconceituoso, fui mesquinho, eu não soube reconhecer o filho maravilhoso que eu sempre tive, e eu sinto muito, você não merecia nada daquilo. — Ele parou por um momento, respirou fundo e prosseguiu. — Errei com você desde o seu cheiro, até o fato de você ter um bando poliamor e acredite em mim, eu me envergonho, e sei que pode ser tarde demais para termos um relacionamento muito próximo, mas eu te peço que quando puder, me perdoe e se possível que possamos ter uma boa convivência.

O Seungmin o olhava atento, sem titubear e ambos seguiam com suas jogadas.

— Sei que posso estar pedindo demais, mas eu queria poder conviver com você, com seus amores e com meus netos, então eu lhe imploro por perdão, filho e digo que esperarei o tempo que for para que você consiga me perdoar.

O lobo dentro do Seungmin conflitava, ele próprio estava assim…

— O que você acha do meu bando?

— Sinceramente?

— Por favor.

— Eu acho que é um excelente bando, bem consolidado e muito abençoado, o alfa líder é completamente capaz, assim como todos os outros, eles têm o seu papel no bando e o executam de excelente maneira.

— E isso tudo por causa da Jin? Quero dizer, só conseguiu enxergar isso por que fomos abençoados com uma ômega excelente?

— Sendo sincero com você filho ela que me fez enxergar isso, mas foi como ela mesma falou a mim, vocês já eram abençoados antes dela chegar, e eu concordo com isso, pois os deuses não a trariam para vocês se vocês não a merecessem, ela é incrível ao bando, mas me fez enxergar o quão incrível vocês foram para ela também, vocês se completaram e se ajudaram a crescer.

— Hum…

— Eu vi nos olhos de todos vocês o amor que cada um tem pelo outro, e isso Seungmin, isso é a perfeição, eu fui errado, desde que você ficou com o Felix e o Chris errei com todos e eu vou me perdoar com cada um deles se você me permitir, hoje eu entendo.

— Entende mesmo?

— Acredito que sim…

— Pai, estou falando sério… Se a Bookie crescer e criar um bando só com mulheres, mulheres alfas, betas e ômegas assim como eu anos atrás entrei em um bando só com homens, o senhor recusará sua neta? Vai virar as costas para ela ou algo assim? Ou o Jinho? Ou o Bin-ho? Ou qualquer outro filhote meu que venha para esse mundo? Isso é sério pai, e eu não aceitarei isso vindo do Sr. para com meus filhos, eu juro que…

— Eu jamais virarei as costas para minha família novamente — O Seungmin parou de falar com lágrimas nos olhos para ouvir o seu pai. — Vocês são a minha família, o Bando Lee é a minha família, meus genros, minha nora, meus netos, meu filho.

Ambos choravam, para o seungmin era muito mais importante ver seu pai aceitando seu bando como família do que mesmo o pedido de perdão em si.

— Pai…

— Filho, não precisa me perdoar agora e viver como se eu não tivesse lhe feito mal, isso nem iria funcionar afinal somos os Kim, temos ótima memória e coisas assim não se apagam de uma hora para outra, o que eu te peço é que me deixe ir conquistando um lugar no seu coração aos poucos, e que me deixe conviver com meus netos, eu já os amo muito e eles são preciosos demais.

— São mesmo não são? — Ele enxugava as lágrimas. — Sr. Kim, Pai, vamos aos poucos reconstruir a ponte da convivência entre nós está bem?

— Por mim está perfeito, aos poucos e eu irei me redimir, quero mimar meus netos, mas também aos meus genros, a minha nora, e a você meu filho.

O Seungmin sorriu.

— Se o Sr. der conta de mimar o Felix, o Channie e o Innie poderei dizer que de fato o Sr. se redimiu.

— Eles são mais manhosos que os ômegas?

— O Sr. não faz ideia, principalmente minha estrelinha, ele diz que não, mas ama ser mimado.

— O Felix… você sempre o chamou assim.

— Ele sempre foi a razão da minha alegria, pai.

— Então ele é a razão da minha alegria também.

O Seungmin não estava acreditando no que estava vendo e ouvindo, mal parecia o homem que lhe desferiu o tapa mais doloroso que ele já havia recebido na vida.

— Todos eles são os amores da minha vida e sem eles eu não teria me tornado quem sou.

— Então me lembre de agradecê-los, pois eu me orgulho do alfa que você se tornou filho, e entendo que não tive nada a ver com sua formação de caráter, por ter sido um péssimo pai para você.

E o Seungmin fez seu último movimento ganhando a partida.

— Realmente Sr. Kim, digo que devo muito ao meu alfa líder pelos valores que recebi dele.

— Ele é um ótimo alfa, e você realmente ficou bom nesse jogo.

— Sou bom com o que me proponho ser.

Ambos sorriram e eles ainda não haviam pedido nada e só se deram conta ali.

— Vou pedir um chá latte, você quer algo filho?

— Peça um mocha caramelatto para mim pai.

Os dois sorriram e seguiram em uma conversa mais íntima, onde o Seungmin contou ao seu pai muitas coisas sobre o seu bando, inclusive a história da Jin-ah com eles e depois de muitas horas ali o Sr. Kim foi deixado em casa pelo seu filho.

— Obrigado pela conversa de hoje, e pela partida de GO também.

— De nada pai, dê um abraço na mãe por mim.

— Ela depois te pedirá perdão também.

— Depois uma ova, eu já falei com meu filho, — Ela saiu e foi abraçar o Seungmin. — Boa noite, filho.

— Boa noite, mãe.

— Dizem que quando se joga GO com alguém você faz um amigo, vocês serão amigos agora?

— Vamos caminhar mãe, se o pai der um vacilo sequer eu tô fora e eu já o avisei sobre isso.

— Se eu vacilar com você novamente filho vou merecer o seu total desprezo.

Os três sorriram, os Kim sempre eram muito sérios e o filho deles acabou sendo igual apesar de toda a bondade que levava consigo.

— Bom agora preciso ir.

— Poderei aparecer para ver as crianças?

— Claro mãe, a Sra. já podia.

— Manteremos contato.

— Sim, vai ser bom para todos nós, bom, eu vou nessa até mais Sr. e Sra. Kim.

Os três sorriram.

— Até mais Sr. Kim.

O Seungmin sorriu antes de entrar no carro, era estranho ver o pai dele o tratando com respeito, mas agora ele sabia que seria algo comum, e isso o alegrou profundamente.

Flash Back off.

— O que foi papai? — O Bin-ho olhava o semblante do seu pai e sorria — Tá com o olhar longe.

— Nada não amorzinho, eu estava lembrando de uma partida importante de GO que joguei com seu avô, fico feliz que ele vai ensinar você, ele é bom nisso.

— Eu vou ficar tão bom quanto ele papai.

— Claro que vai, você é o Bin-ho, o beta mais inteligente que eu conheço.

O beta foi até ele e o abraçou.

— E você é um pai incrível papai Minnie.

Os olhos do Seungmin se encheram de lágrimas.

— Você acha isso mesmo meu filho?

— Sim papai, e não só eu, meus irmãozinhos também acham você um papai maravilhoso para nós.

— Fico feliz em saber disso filhote, obrigado.

— Te amo papai.

— Eu te amo muito mais filho.

[...]

O casamento foi a coisa mais linda, todos se emocionaram muito e a Jin-ah estava que quase não se aguentava de tanta felicidade por seus amigos e agora na recepção ela era quem faria o discurso de madrinha, então ela se levantou e foi ao palco e assim que parou lá pegou um talher e bateu três vezes em sua taça chamando assim a atenção de todos os convidados.

— Sabem, eu sempre quis fazer algo assim, mas se voltarem o filme da minha vida para antes de Mid Vallien vão ver que eu não tinha amigos de verdade como agora, então eu nunca imaginei que esse momento chegaria.

Todos prestavam atenção e junto a ela iam se emocionando aos poucos.

— Estou verdadeiramente feliz pelos meus amigos, o Kang me deu um dos melhores conselhos que já recebi, foi um amigo apesar de seus sentimentos na época e me disse que eu merecia a felicidade, ele é um alfa incrível e esteve ao meu lado em todos os momentos possíveis. E o Jeff se impôs no nosso primeiro dia juntos, disse que seria meu melhor amigo e não me deu opções para que não fosse e quando ele viu meu Jinnie olhar para mim ele me disse que eu ainda me casaria com ele e bom… — Ela mostrou a aliança para todos — Acho que ele acertou.

Todos sorriram e ela continuou.

— O Jeff é meu irmão, eu não tive irmãos nessa vida, mas meu coração escolheu amar esse beta determinado e incrível como a um e eu nunca mais estive só depois que ele entrou em minha vida, e ele é tão cativante que todo o meu bando o adotou como irmãozinho, meu amigo é uma joia rara e eu sou feliz em tê-lo na minha vida.

As lágrimas não se contiveram e rolaram pelos olhos da Jin-ah e o noivo, seu irmão, sussurrou um “eu te amo muito” para ela que sorriu e respondeu “eu te amo mais”.

— Na primeira vez que vi o Hyungsik ele nos tratou tão bem que nem parecia um médico, mas sim um amigo de longa data e a história que ele nos contou sobre nosso alfa líder nos fez ter mais orgulho ainda dele, e eu pensava comigo que uma amizade dessas, era coisa rara hoje em dia e quanto mais eu conhecia o Hyungsik mais eu queria ser amiga dele, pois ele tem um coração lindo e é um excelente amigo, o que quero dizer aqui é que eu jamais imaginei que ao vir para Mid Vallien eu encontraria não só os amores românticos da minha vida toda, mas também os amores amigos que digo com toda certeza são mais que irmãos para mim e eu desejo de todo meu coração que a felicidade os abrace a cada amanhecer de suas vidas juntos e que essa nova fase seja rica e abundante de amor para cada um de vocês maninhos, e-eu… — Ela enxugou as lágrimas — Eu amo muito vocês três, cuidem-se muito bem, pois os três são joias preciosas e merecem todo o cuidado e carinho… Felicidades infinitas é o que todos desejamos a vocês, um brinde aos noivos!

Todos levantaram suas taças.

— Viva os noivos! — O Minho gritou.

— Viva!

E uma salva de palmas foi dada a eles.

[…]

— Olha só para eles, vão sair no meio da festa, tão lindos meus maninhos! — O Hyunjin falou levemente alterado devido aos drinks que tomou e todos riram com a carinha fofa do alfa. — E cuidem bem do meu irmãozinho, sei lá, eu ainda tenho que proteger ele, não consigo entender isso.

— Não te julgo Hyunnie amor, eu também ainda me sinto assim com o Jeffinho…

— Não chorem maninhos, — O Jeff os abraçou e cochichou para os demais — Se eles chorarem, gravem e me mandem por favor.

Todos eles sorriram e o Hyunjin se agarrou ao Minho.

— Aproveitem a lua de mel de vocês!

— Pode deixar Binnie.

— E voltem logo ou acho que alguém aqui vai morrer de saudades — o Han falou apontando para o Bin-ho dormindo em seu colo. — Nossa, como pesa.

— Dormindo pesa o dobro, mas também já está tão crescidinho. — O Jeff falou dando um beijinho no seu afilhado. — Acho que somos nós quem morreremos de saudades.

— Bom, vão de uma vez, espero que curtam a Alemanha.

— Obrigado, padrinhos, vou realizar meu sonho ao lado dos meus amores.

— Vocês merecem muito.

Eles se despediram e se foram, deixando para trás amigos felizes e emocionados pela felicidade deles.

[...]

Um ano depois.

— Crianças estamos prontos?

— Sim papai podemos ir já.

— E estamos todos aqui? Channie, amor, você contou?

— Contei sim Linnoyah podemos ir já estamos todos aqui, nove adultos e oito crianças.

— Puta merda oito crianças.

— Olha a boca Jeongin, as crianças repetem tudo o que você diz.

— Jeon o quê? Agora arrumou outro para me trair com ele Sra. perfeição?

A Jin-ah foi até o ouvido do beta.

— Ontem você não se importou em me ouvir gemer seu nome não é Jeongin meu pão-zi-nho?

Ele sorriu ladino e os demais entenderam sobre o que ela cochichou para ele.

— Ela é boa em te fazer perder argumentos não é bebezinho?

— Ela é ótima, não posso negar.

— Bom, já passamos as regras, fizemos a contagem, então podemos ir, esse será nosso primeiro acampamento em família depois que o Jin nasceu, então vamos mostrar ao nosso pequenino como é ser um Lee.

O Minho falou animando a todos.

— Vai ser divertido né, mamãe Channie?

— Vai sim Sunzinho, será incrível.

— Cadê o papai Lixie?

— Estou bem atrás de você amor.

— Ah, oi papai.

— Oi, meu Sunzinho.

[…]

Eles chegaram no local, era a área de camping em Mid Vallien, tinham a parte de chalés para um conforto maior principalmente por conta das crianças, mas também uma vasta área para a montagem das barracas.

— Vamos dividir as equipes? — O Minho falou e todos sorriram pela empolgação das crianças.

— Vamoooos!!!!

— Ótimo, a Bookie fica com o Channie a Jin e o Binnie arrumando as coisas no chalé, o Jinho fica comigo e com o Minnie arrumando os equipamentos, o Bin-ho fica com o Lixie o Sun e o Innie ajudando o Hannie e o Jinnie com as demais crianças na montagem das barracas, certo?

— Sim papai Lino! — as crianças responderam um uníssono.

— E para os adultos?

— Sim alfa líder! — Eles também responderam em coro e o Minho sorriu.

— Ótimo então, mãos à obra.

Todos foram cuidar de seus afazeres e após arrumarem o interior do chalé os responsáveis por isso foram as compras.

[…]

— Mamãe Jin, vamos levar marshmallows?

— Claro que vamos Bookie, precisamos para a fogueira, não é?

— É sim…

A alfa deu um enorme sorriso e a ômega sorriu junto.

— Pelos deuses como são lindas…

— Demais né, Binbin, eu fico todo bobo também.

— E olha só como nossa Bookie já está grandinha, Channie nossa primogênita é uma moça já.

— Por favor, não me lembra disso, Bin…

— Por quê? Não me diga que…

— Sim, o Jhony da sala dela, escreveu uma cartinha e ela me mostrou.

— Ela mostrou? Que fofa.

— Sim, e eu quase morri.

— E o que você disse a ela?

— Perguntei se ela gostou da cartinha, e ela disse que sim, que o Jhony é legal e que eles são amigos.

— Amigos… isso é bom.

— Eu tive que me segurar para ser coerente, mas morri de ciúmes da minha filhota.

— Eu sei, já tô querendo dar um catiripapo nesse Jhony, mas nossa Bookie é tão madura que acho que nem vai precisar.

— Deixa só o Lino descobrir…

— Coitado desse Jhony…

— Será que ela contou para a nossa princesa também?

— Olha só para essas duas, você tem alguma dúvida?

Eles olharam na direção delas e elas sorriam enquanto cochichavam algo.

— É, não tenho…

— O que meus maridos estão cochichando aí?

— Eles fofocam mais que a gente mamãe Jin.

— Não é Bookie? Meus dois fifis favoritos, o que vocês pegaram para nós?

— Carne para o churrasco, sucos, e umas cervejas para quando as crianças dormirem.

— Vamos beber? Legal!

— Não sei como vocês gostam de cerveja mamãe Jin, é ruim, amargo, ugh…

— Isso mesmo filhota é ruim, é horrível mesmo, assim como namorar, namorar é péssimo e você não precisa disso tá?

— Mãe! Você contou do Jhony para a mamãe Bin?

— Contei filha, me desculpa, é que estávamos vendo vocês duas, tão lindas…

— Eu não vou contar para ninguém se você não quiser amor, não fique brava com o Channie, ele não fez por mal.

— Eu não to brava com a mamãe, to com vergonha de você só.

— Pois não fique, eu achei fofo, só quero arrebentar a cara desse Jhony.

— Mamãe! Ele é só meu amigo.

— Eu sei meu amorzinho, mas sou ciumento, desculpe.

— Fofos, bom já pegamos tudo? Vamos nessa? O acampamento deve estar um caos sem a gente lá.

— Será mamãe Jin?

— Acho que não, estou brincando só, seu papai Lino é ótimo acampando esqueceu? Com certeza colocou ordem em tudo lá.

— É verdade.

— Então vamos amores.

[...]

— Papai Jinnie, terminou?

— Terminei, sim, Hae você gostou?

— Sim papai ficou maneiro.

— Maneiro é? — Ele sorriu com a mãozinha do Hae fazendo um joinha para ele.

— Sim, sim, papai, bem maneiro, vamos poder ver as estrelas agora?

— Agora? Hum… tá chame o Sun, ele queria ver também.

— Tá bom!

Ele se virou e foi correndo chamar o irmão.

— Mas não precisa correr… aí meus deuses como corre.

— Pronto papai.

— Ow vieram todos.

— Sim eu também qelo vê estrelas.

— Claro meu amor, Lixie benzinho vamos comigo levar a galerinha na colina para ver as estrelas?

— Claro anjo só um pouquinho, já chego aí.

— Tá bom sem pressa amor! Linnoyah vamos ali com as crianças okay?

— Claro amor, vou ajudar o Hannie e o Innie com a última barraca.

— Alguém viu meu puppy?

— To no chalé estrelinha, vim trazer lenha para a lareira.

— Tá bom, amorzinho.

— Bem na hora, eles voltaram! — O Minho anunciou — Vou terminar aqui e preparar o jantar então não demorem muito na colina.

— Vou chamar a mamãe Jin para ir com a gente, ela disse que queria ver estrelinhas também.

A ômega falou e já saiu correndo.

— Tá bom Mimi só não corre… meu senhor como corre…

— Ainda não acostumou anjo?

— Não docinho, sempre tenho um mini infarto quando esses anjinhos correm assim.

— Fofo, e dramático.

— Nhááá…

— O papai Jinnie feizu manha, vem aqui papai vô dar beijinho pa salar.

— Ai meu deus do céu vou ser curado pelo Jin, obrigada deuses sou abençoado.

— Eu também quero beijinho quem vai me dar?

— Eeeeeuuu — Todas as crianças gritaram.

— Ai que delícia quero! Venham todos de uma vez!

Um “eeeeeeh” foi solto pelas crianças e eles correram no Lixie o abraçando e beijando muito ele.

— Nossa, meu coração não tá bom hoje não, primeiro vocês no mercado, agora eles? Eu vou morrer de fofura.

— Mamãe Jin, Bookie, vem com a gente ver as estrelas?

— E a gente?

— Corre lá mamãe Binnie pede para o papai Lino para ir também, você também mamãe Channie.

— Eu também Mimi?

— Pufavor?

— Meu deus eu também, claro que eu também, já vamos está bem?

— Tá, sim, mamãe.

— Não corre Mimi… já foi… o Jinnie vai ter um treco assim.

— Pela quantidade de beijinho que o Jinnie está ganhando do Jin ele já deve ter morrido algumas vezes já, não vê? O nosso Jinzinho ta sarando ele.

— Nossos filhos são perfeitos.

— Igualzinho a vocês fofinho.

— E a você também amor, nem começa.

A Jin-ah mostrou a língua para o Channie e eles se beijaram.

— Quero beijinhos mais tarde também hein. — O ômega falou sorrindo e foi até o Minho.

— O Binnie vai agarrar a gente, já sabe né?

— Sei sim e ainda bem que vai né?

— Uhum… ainda bem mesmo fofinha.

[…]

Agora todos estavam em volta a fogueira e o Han com o Seungmin cantavam e tocavam violão, e todos eles os acompanhavam nas belas músicas escolhidas para aquela noite.

— Eu quelo mais mashimallu mamãe Jina.

— Claro, meu amorzinho, vou pegar para você.

Eles bateram palmas, pois a música havia chegado ao fim.

— Papai lindo, conta uma história?

— Uma história Bin-hozinho?

— Sim, por favor.

— Todos querem uma história?

Um sonoro “siiiiiiiiiimmmm” foi dito por todas as crianças e adultos o que fez o alfa líder sorrir.

— Está bem, hora da história então, vocês querem montar ela?

— Queremos papai.

— Certo então Bin-ho o que você quer que tenha na história?

— Um dragão.

— Ótimo, e você Jinho?

— Um castelo.

— Tudo bem, Sun?

— Uma fadinha brilhante.

— Claro, teremos uma fadinha brilhante para nosso Sun.

— E para você Bookie?

— Hum… Uma princesa inteligente.

— A Bookie quer se ver na história, tudo bem, teremos então uma princesa inteligente.

— Eu quero um unicórnio falante papai Lino.

— Opa, com certeza Haezinha.

— E eu um jardim colorido igual o do papai Minnie.

— Certo Kyung um lindo jardim.

— Eu quelo monstro papai lindo! — A Mimi sorriu e todos riram com ela. — Um bem feio, mas ele tem que ser legal papai.

— Seus monstros são sempre os heróis no final né? Perfeito Mimi, um monstro bem feio, mas bem legal também, e nosso Jin? O que vai querer para a história?

— Doces papai, quelo muitos doces.

— Perfeito! Então podemos começar.

O conto de fadas do bando Lee.

Narrador Lee Minho:

Era uma vez, uma princesa inteligente que vivia em seu lindo castelo no país dos doces, no seu castelo tinha um vasto e colorido jardim e no meio dele uma enorme árvore de jujubas de todos os sabores, a linda princesa inteligente era feliz, mas achava que faltava algo ali para ela ficar ainda mais completa, então um belo dia enquanto ela caminhava ela encontrou pegadas e muito curiosa apesar de já deduzir o que era pelo formato que as pegadas tinham, ela as seguiu e encontrou um lindo unicórnio.

— Olá, princesa.

Ele disse e ela se assustou por ver que ele podia falar.

— Olá, unicórnio, o que você faz aqui?

— Eu fugi de um monstro muito feio e acabei me perdendo.

— Ah, entendi, e você precisa de ajuda para voltar?

— Sim, por favor, você me ajudaria?

— Claro, mas antes… “fada madrinha” — ela gritou.

E uma linda fadinha brilhante apareceu.

— Olá, princesa, em que posso ajudar?

— Precisamos ajudar o unicórnio a voltar para a casa, mas ele está fugindo de um monstro horrível.

— Ah, entendi, e de onde você veio unicórnio falante?

— Do reino das flores.

— E o monstro está lá?

— Sim, ele ama flores.

— Então eu já sei, vamos preparar um buquê de flores do sono e quando o encontrarmos vamos dar para ele e ele dormirá quando cheirá-las.

— Que ideia brilhante princesa. Vou preparar o buquê.

A fada balançou sua varinha e em um passe de mágica o buquê mais lindo foi feito.

— Agora vamos.

Quando elas encontraram o monstro ele estava chorando sentado entre as flores.

— Por que chora monstro?

— Porque elas são tão lindas, e nem tenho um amigo para brincar comigo no meio delas.

— Um amigo?

A princesa achou estranho.

— Sim, eu tentei ser amigo do unicórnio falante, mas ele fugiu porque sou feio.

A princesa entendendo o que houve decidiu não dar o buquê do sono para ele.

— Você gosta de jujubas?

— Sim, eu amo, e de marshmallows, chocolates, eu amo doces.

— Quem não ama, não é? Monstro você gostaria de ir comigo para meu reino? Lá tem muitos doces, e tem flores também.

— Eu adoraria princesa, mas preciso voltar para o meu dragão.

— Você tem um dragão? — Ela falou achando incrível o fato dele ter um dragão.

— Tenho, ele está triste comigo, mas preciso que ele me perdoe.

— Já sei, vamos pegar marshmallows e chocolates para ele e ele vai te perdoar.

— Você me ajuda?

— Claro que ajudo, você parece der muito legal.

Eles foram até o reino da princesa e pegaram tudo, nisso o unicórnio entendeu que o monstro só queria sua amizade e se desculpou com ele por fugir.

Quando eles encontraram o dragão o enorme bicho se assustou, mas logo o monstro explicou para ele tudo o que aconteceu e então o dragão fez uma enorme fogueira e eles assaram os marshmallows e ali nasceu uma linda amizade que dura até hoje, e dizem que toda vez que alguém assa marshmallows e chocolates na fogueira os amigos se reúnem novamente e matam a saudade contando como estão suas vidas hoje em dia.

E é por isso que sempre que vamos acampar, sentamos em volta da fogueira e assamos marshmallows e chocolates, para que os amigos possam sempre se encontrar.

Fim.

As crianças bateram palmas e estavam felizes, elas sempre adoravam as historinhas do alfa líder montadas por eles.

— Eu quero ser amiga do monstro papai Lino.

— Ele vai amar ser seu amigo, Mimi.

— E eu quero ter um dragão também, mas eu não vou brigar com ele.

— Muito bem filho, nunca brigue com seu amigo, converse com ele sempre, e as coisas vão se resolver.

— E eu acho que alguns príncipes dormiram, vamos colocá-los na barraca.

No final da noite ficaram apenas os três filhotes mais velhos até que pegaram no sono também.

[…]

— Nossa vez, vamos beber!

— Eu acho que estou ficando velho, tô quase indo me deitar com as crianças.

— Ah, nada disso Lixie, vamos beber e rodar a garrafa como fazíamos antigamente.

— Rodar a garrafa? Sério Binbin?

— Claro, eu quero beijar umas bocas hoje, mas sou tímido, quem sabe a brincadeira da garrafa me ajuda.

Todos sorriram, mas adoraram a ideia do ômega.

— Está bem, que os jogos comecem.

E aquela noite estrelada se revelou muito divertida para os membros adultos do bando Lee.

[…]

O tempo foi passando, às vezes depressa, às vezes mais devagar e as coisas foram acontecendo.

O Bando Kim se consolidou, o Kim Seon-ho e o Ji Chang-wook se casaram com a Isabella e os bebês deles já estavam crescidinhos.

O Bando Kang também teve filhotes, o Hyungsik teve uma alfa, e agora o Jeff estava grávido de um menino.

E no Bando Lee tudo seguia incrível, as crianças já bem grandinhas, todos bem realizados pessoalmente e juntos se amando como nunca, e um belo dia a Jin-ah teve o desejo de escrever sua história, então com o apoio de todos do seu amado bando ela começou seu livro.

[...]

Livro da Jin-ah “O Bando Vizinho”

Capítulo final — Baseado em fatos reais

De onde será que as histórias vêm?

Será que tudo que é escrito vem unicamente da imaginação do (a) autor (a)? Será que em algum momento a vida se mescla com a fantasia? E até onde isso pode ser capaz de ir?

Me pergunto se saber que tudo o que foi lido na história que tanto amamos em algum momento foi de fato real pode fazer com que o leitor goste mais ou menos da história contada…

E como eles enxergariam os personagens daquele enredo?

“— Oi leitor, eu me chamo Lee Choi Jin-ah e essa história que vocês acompanharam foi a minha e a dos meus oito amores, aqueles que do outro lado da rua me enxergaram e viram em mim muito além de tudo que eu jamais havia conseguido enxergar.

— Tudo que vivi com eles, tudo que foi compartilhado com vocês foi e tem sido a minha vida aqui em Mid Vallien e desde que cheguei aqui tudo se transformou, e para muito, muito melhor mesmo.”

[...]

— Oi, minha gatinha, o que você está fazendo aí? — O Minho entrou no escritório sorrindo para sua amada. — Estão todos procurando você.

— É mesmo amor? Estou aqui há tanto tempo assim?

Ela falou se espreguiçando, faziam horas que ela estava escrevendo seu livro que ela acabou decidindo que jamais publicaria, mas ela queria muito escrevê-lo e assim que finalizasse ela daria uma cópia para cada um de seus amados, pois tudo aquilo era por eles afinal.

— Acho que algumas horas já meu amor, as crianças dormiram e você sumiu.

— Me desculpe gatinho, eu já vou sair daqui eu prometo.

— Não se perca na escrita, você tem tempo e eu sei que vai ficar muito bom, na verdade, eu tenho certeza disso.

Ele a beijou e saiu de lá indo avisar aos demais que a encontrou e o que ela fazia, já havia um tempo que ela estava nisso e eles como sempre a apoiavam demais, mas tinham que ficar espertos, pois quando ela começava a escrever ela se esquecia do mundo lá fora.

[...]

— Mas como vocês reagiriam em saber que tudo que leram sobre mim antes do bando aconteceu na vida real? Seria muito estranho eu lhes contar isso?

Pois bem, quero que vocês saibam que em setembro de dois mil e vinte e dois eu tive o meu quadro mais intenso de depressão, ali eu quis tirar minha vida e uma amiga minha da época da faculdade pagou algumas seções com uma ótima psicóloga, não foram muitas, pois minha amiga já estava fazendo mais do que podia por mim, mas foram o suficiente para eu sentir vontade de um dia, quem sabe colocar um pouco de tudo que vivi para fora em forma de história e a cada capítulo expurgar um pouco da dor e do sofrimento que a muito eu senti.

Então dentro de minha mente eu me mudei para Mid Vallien e dali em diante vocês viram tudo que me aconteceu e foi tão mágico, intenso e verdadeiro que de fato mudou a minha vida.

Então, sim, a autora dessa história viveu em sua vida real antes do Bando Lee tudo o que eu, hoje Lee Choi Jin-ah viveu aqui em “O Bando Vizinho”, a única diferença é que os pais da autora ainda são vivos e com todos os perrengues que a autora passa, são eles o seu maior suporte, se não fossem eles ela provavelmente estaria sei lá, vivendo na rua? Mas por favor, não se preocupem com ela, uma hora a vida dela mudará para melhor, assim como a minha aqui mudou e hoje tenho tudo que sempre sonhei.

Ah, a autora dessa história ainda não encontrou um amor real, e nem sabe se isso lhe ocorrerá, e quando ela quis retratar o meu amor com o meu bando para vocês ela apenas quis refletir o bem que esses oito amores fizeram em sua vida, e graças a eles e a todo o amor e força que eles transmitem a ela mesmo estando do outro lado do mundo e nem sabendo que ela existe, ela resgatou seu sonho de escrever, e vão por mim ela adora isso com todo seu coração e graças a isso ela encontrou um meio de se livrar de suas dores, escrever a ajuda e a alivia, inclusive ela me pediu para agradecer todo o apoio que vocês deram a ela por toda a Fanfic, cada comentário, cada curtida ou voto a dava forças para continuar e trazer sua própria história mesclada a uma realidade que hoje existe graças a tudo que ela viveu.

Se estou aqui, sendo amada como sou, e vivendo tudo que vivi, isso foi graças a história dela que apesar de muito triste a tornou quem ela é, e graças a vocês que me abraçaram sem nem me conhecer, e torceram tanto por mim até o fim.

[...]

Um tempo se passou e a Jin-ah, já com sua história finalizada, imprimiu uma cópia para cada um de seus amados e lhes entregou, e naquela linda tarde eles liam juntos.

— Meu deus, lindinha, você passou por tanta coisa, e mesmo assim o seu sorriso sempre foi o que mais amo em você, pois ele transmite sua alma, eu te amo tanto Jinjin.

Eles continuavam a ler, e era unanime a emoção que sentiam.

— Estou mesmo chorando princesa, eu juro que por mim você nunca teria passado por nada disso, e mesmo já sabendo, pois vivemos tudo isso juntos, ler a sua versão dos fatos me tocou demais amor.

Eles continuavam lendo.

[...]

— Sobre o que é fato e o que não é, a mente da gente é que tem que se alinhar e perceber, mas entendam, aqui vocês acompanharam de perto os dois universos se colidirem, O Park Seon daqui existe mesmo no mundo real só que com outro nome, e diferente da nossa história ele está vivo e vivendo com sua “família feliz”.

Ele fez tudo o que foi relatado de antes do bando Lee entrar na minha vida e ainda coisas muito piores que não foram trazidas aqui, pois a autora julgou ser pesado demais, mas não se preocupem, ele nunca agrediu a autora fisicamente, mas é como o pãozinho me falou lá no campo de girassóis quando me levou ao nosso primeiro piquenique; “porradas psicológicas são porradas”…

E vão por mim elas machucam para valer, então digo que o “Park Seon” da vida real causou a autora o maior mal que alguém poderia causar, e depois de tudo ele ainda saiu deixando rastros de sua podridão, agiu de má-fé com uma tia da autora, a enganou e levou dela uma boa quantia em dinheiro e nunca pagou; ps: essa tia tem uma doença neurológica que se agrava a cada dia então ela não tem muitas condições de reaver esse dinheiro trabalhando, ela o processou, ele perdeu, mas como é um estelionatário ele não possui nada em seu nome para poder pagá-la, logo será difícil ela reaver o que ele levou dela…

Enfim, a autora nunca manteve contato com ele, e ele disse a ela que era justamente por saber que ela o baniria de sua vida por completo que ele demorou tanto para sair e deixá-la em paz, ele sabia que para ela ele seria uma pessoa morta e é assim que ela o trata, como alguém que se foi.

E hoje em dia a única chateação que ela passa é o fato dele ter dívidas e ainda usar o telefone dela como referência, então ficam ligando para ela cobrando algo que ela nem sabe o que é, ela tenta se livrar disso, mas está difícil e recentemente ela passou por um colapso nervoso por conta disso, e quase abandonou esta história de vez, mas conseguiu dar a volta por cima, e conseguiu ir até o fim.

Mas enfim, continuando, a mãe da autora realmente falou todas aquelas coisas para ela quando ela ainda era uma criança, e de fato a relação delas sempre foi muito tortuosa, mas no universo da dona dos fatos reais ela e sua mãe hoje vivem se respeitando no máximo que podem, as duas se amam, mas sabem que muita proximidade entre elas é algo nocivo, então elas entraram em um acordo implícito de se amarem no mais silencioso cenário possível, afinal a autora sabe que sua mãe também sofreu muito nessa vida, o que não justifica todo o mal que ela lhe causou, mas traz a ela o entendimento do porquê as coisas são como são.

A amiga que trocou nudes com o Park Seon também existe, essa não está em minha vida mais aqui na história, mas aí no mundo de vocês a autora simplesmente deixou para lá, perder amizade por coisas assim não é muito da autora, ela tem mesmo o lema que é: “cada um dá o que tem dentro de si” como vocês me viram dizer para o Park Seon na prisão, e ela, a autora, vai sempre buscar dar o seu melhor, e o que dão de ruim para ela, ela tenta sempre jogar fora.

No mundo de vocês a autora tem uma irmã, ela é sua melhor amiga e é quem dá forças para ela, eu não tive uma irmã, mas se eu tivesse gostaria de me relacionar tão bem com a minha como as duas se relacionam, apesar de aqui eu ter o Jeffinho, que é meu maninho que amo, acredito ser o equivalente à irmã da autora na vida real.

E a autora diferente de mim, não teve filhos, ela desistiu de ter, hoje ela tem dois cachorrinhos que ela ama mais que tudo e que na época do seu divórcio passavam horas e horas ao seu lado para fazê-la se sentir bem, não saiam de perto dela nem para latir para os gatos do vizinho como sempre foi o costume, eles apenas ficavam lá, coladinhos a ela enquanto ela chorava perdida e sem esperança, e eles são os filhotes dela, são muito importantes para ela e ela vem cuidando deles como pode pôr todo esse tempo.

[...]

— Tá, vamos adotar um cachorrinho. — O Seungmin disse enquanto secava suas lágrimas.

Todos eles estavam terminando de ler o livro que sua amada havia escrito e eles acharam genial ela trazer à tona os fatos reais da verdadeira realidade de onde eles vieram, e o bando estava feliz e orgulhoso por fazerem parte de algo tão belo.

— Sim puppy, vamos adotar, pelo menos dois cachorrinhos, as crianças vão amar e nossa casa tem muito espaço para eles. — O Han falou também com lágrimas nos olhos.

— Estou tão orgulhoso de você perfeitinha, isso está muito bom, e ainda bem que os leitores saberão bem que sou seu pãozinho.

— Meu deus Innie, a saga do pão merece uma história só dela viu, — O Channie olhava emotivo para a Jin-ah. — Você escreve muito bem fofinha, vai continuar a escrever? Preciso dizer que amei ler “O Bando vizinho”, somos nós vistos pelo seu olhar, nem sabíamos como você se sentia no comecinho de tudo, e eu amei saber.

— Não sei Channie fofinho, acho que vou parar por aqui.

— E vidinha, quem é a autora real da vida real? Achei tão interessante isso que me pergunto se ela existe mesmo…

— Em algum lugar Lixie, ela existe sim, e ela ama a todos vocês, amou tanto a mim que trouxe vocês para minha vida e me salvou, e tudo que temos hoje veio da ideia que ela teve de transformar sua dor em uma linda história de amor.

— Devo dizer que é algo bem único, assim como você meu bem, assim como o nosso amor.

O Minho falou passando a última página de seu livro, ele finalizou a leitura assim como os demais e então eles suspiraram profundamente, como se vivessem uma catarse bem naquele instante.

— Posso pedir para irmos para o meu lugar de conforto quando acabarem de ler? Queria muito ficar com vocês lá.

— Claro meu amor, vamos todos ficar com você lá.

— As crianças também tá?

— Não esperava menos que isso gatinha.

Eles leram o finalzinho e foram até as crianças que brincavam juntas no quarto da Bookie e avisaram que iriam se aninhar, todos eles ficaram felizes, pois amavam poder ficar nos ninhos de suas mamães.

[...]

— Eu amo muito todos vocês, obrigada por me amarem também, obrigada por estarem comigo em tudo isso, e por mudarem minha história para algo tão belo de se viver.

— Nós te amamos também princesinha.

— Obrigada por serem o bem mais que apenas meus vizinhos, por se tornarem o meu bando.

— Nós que agradecemos por você ter se mudado para a casa em frente a nossa Jin, minha querida.

— Nós te amamos florzinha.

— Eu amo vocês muito mais.

— Te amamos mais.

[...]

Nunca deixem que as coisas ruins que possam te acontecer te façam perder a esperança e o foco de uma vida melhor, cada um de vocês merecem com toda a certeza toda a felicidade do mundo então lembrem-se sempre:

O que fazem a vocês diz respeito a eles, e como vocês reagem é o que diz respeito sobre vocês, sigam sendo o seu melhor e boas coisas um dia os alcançarão, e mesmo que disfarçadas de coisas mínimas, elas farão um bem danado a vocês então aproveitem ao máximo cada bom momento que tiverem.

E o Bando Lee seguirá sua história, eles viverão o “felizes para sempre” deles dia após dia, enfrentando tudo que vier da melhor maneira que puderem e o que vai confirmar essa felicidade eterna será o fato de estarem para sempre, juntos, como deve ser com quem tem tanto amor assim para compartilhar.

Obrigada a todos que leram “O Bando Vizinho” vocês foram muito importantes para nós durante toda nossa trajetória.

[...]

O bando após se aninhar no lugar de conforto da sua ômega excelente agradeceu internamente aos deuses por terem se encontrado eles estavam conectados em uma prece que foi recebida pela lua de bom grado.

Um amor assim é difícil de encontrar, e a Jin-ah estava feliz, pois sabia que ela pôde viver a cura que só o poder de um verdadeiro amor pode dar.

Fim.

❉ ❉ ❉ ΑΩβ ❉ ❉ ❉

Notas finais
Cara eu estou chorando e não é... ='( Eu espero de coração que vocês não me odeiem por finalizar essa Fic, mas foi preciso, ela estava se prolongando muito e eu tive medo de perder a mão, fora uns acontecimentos que me derrubaram esses últimos tempos. Porém, vou deixar aberto aqui para caso vocês queiram me pedir algo especial, sei lá, algo que vocês desejariam ver e eu não trouxe para a Fic, então se quiserem por favor peçam e eu trarei de bom grado assim que conseguir. Comecei esse Cap. com a reconciliação do Minnie com seu pai, pois eu não podia deixar isso de fora, e como na época acabei esquecendo, trouxe o flash back do que rolou para vocês, foi muito importante para ele tudo aquilo. O casamento dos amigos do bando, assim como seus filhotes, não foram muito detalhados pois eles são (apesar de eu os amar demais) secundários na fic. e como já tinha feito um capítulo só para eles, quis focar mais nas crianças do bando Lee. Sobre os fatos reais: Eu me revirei um milhão de vezes pensando se contava ou não a vocês sobre o fato da história da Jin-ah (antes do bando Lee) ser a minha história de vida, eu tinha medo das reações e julgamentos que eu poderia receber, mas eu de fato só fiz essa Fic, para tentar me libertar através da escrita pelo menos um pouco de toda a dor que carrego, e a parte final desse capítulo foi a primeira coisa que escrevi na verdade, então sim, eu precisava trazer, peço perdão se não gostaram de saber. Eu confesso que quando via vocês se compadecendo da Jin-ah, defendendo ela e torcendo por ela, eu chorava, era como se vocês me abraçassem e eu queria tanto agradecer vocês por isso... Então, MUITO OBRIGADA a cada comentário, que com carinho vocês fizeram, obrigada por entender a dor da nossa Jin, que eram as minhas dores, (ainda dói) mas eu juro, escrever essa Fic me libertou muito, e vocês me ajudaram nisso. Obrigada. Tentei finalizar a Fic. deixando claro que acabou aqui para nós, mas eles continuam lá em Mid Vallien vivendo suas vidas, juntos e felizes. Bom sobre as crianças, eu peço perdão se não as desenvolvi muito durante a história, eu realmente não tive filhos, o contato que tenho com crianças vem do meu voluntariado então isso me deixou muito insegura, mas tentei fazer o meu melhor. Para todos que leram até aqui meu MUITO OBRIGADA! Estou com projetos de novas Fics e irei me dedicar a eles, um será um Imagine SKZ que eu já dei inicio, só preciso postar, ele será mais livre, serão vários "shorts" e lá aceitarei pedidos, então espero que me acompanhem lá. Também tenho "Histórias Cruzadas" rolando, tenho um projeto com príncipes e princesa, e uma ideia que tá batendo muito aqui mas essa como não escrevi nada ainda vou deixar em off. Fora minhas outras Fics. no meu perfil que eu convido vocês a lerem. Bom acho que é isso, mas uma vez me perdoem se os desapontei, e não esqueçam, aqui ficará aberto caso queiram ver algo é só comentar e pedir, se for possível, trarei com prazer. Obrigada por terem me acompanhado em "O Bando Vizinho" Fiquem bem, se cuidem e... Beijoka da Adnoka!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.