O Bando
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Capítulo 13
Pensamento do Arthus
Eu estava na vila bolando uma estratégia para tentar afastar esse novo lobo dos nossos domínios quando o Akila chegou assustado, quase bufando.
Akila: “ Arthus você não sabe quem eu encontrei!”
Arthus: “ quem você encontrou Akila? O novo lobo?”
Akila: “ não, bem pior que isso Arthus! Eu encontrei a Juli!”
Arthus: “ ta, e daí?”
Akila: “ e daí que ela está no novo bando, ela estava com duas meninas, uma delas é aquela que apareceu na telvisão que tinha sido raptada!”
Arthus: “ QUÊ?? ONDE ELAS ESTÃO AGORA?”
Akila: “ acho que na floresta, a Juli foi até aquela boate onde pegamos as presas, provavelmente foi caçar com as meninas a gente tem que fazer alguma coisa!”
Arthus: “ E nós vamos! Vá chamar o Mark, prepare o bando! Hoje nós vamos caçar, mas deixa o novo lobo pra mim, eu mesmo vou matá-lo!”
Pensamento de Helene
Me levantei de manhã e que surpresa, pela primeira vez eu acordava na minha cama, que milagre! Desci a escada e senti o cheiro de panquecas, minha mãe estava na cozinha.
Lúcia: “ Bom dia filha! Quer uma dessas?”
Eu queria muito, eu estava com uma fome, parecia que fazia anos que eu não comia, me sentei peguei umas três panquecas e comi como uma desesperada.
Lúcia: “ Calma, minha filha a panqueca não vai fugir do seu prato não!”
Eu nem respirava pra comer e parecia que quanto mais que eu comesse mais eu sentia fome, aquilo não estava me satisfazendo. Terminei o meu prato e minha barriga ainda roncava.
Helene: “ Mãe, ainda estou com fome!”
Lúcia: “ Helene, não estou te reconhecendo minha filha você comia uma panqueca já ficava satisfeita e agora simplesmente não se contenta com três? Quer que eu prepare algo mais forte pra você?”
Helene: “ por favor mãe, estou passando mal de tanta fome!”
Lúcia: “ ta calma minha filha, vou preparar uma carne assada pra você!”
Quando ela falou aquela palavra simplesmente minha boca se encheu de água, me veio em mente aquele cheiro de sangue batido que a carne tem quando vem do açougue, a maciez da carne e sua vermelhidão, mas não eu não queria ela assada eu a queria crua mesmo e este pensamento me assustou, o que estava acontecendo comigo? Eu levantei da mesa e me despedi da minha mãe, eu precisava sair daquela casa, acho que era essa nova casa que estava me enlouquecendo!
Lúcia: “ calma filha, você não vai esperar eu fazer a carne??”
Helene: “ não mãe preciso sair daqui!”
Lúcia: “ filha você precisa de novos amigos. Você anda muito depressiva! Chegou uma nova vizinha que tem duas filhas que tal você ir fazer amizade com elas?”
Helene: “ é tanto faz, preciso ir mãe!”
Ao sair de casa, avistei no jardim da vizinhança uma menininha que brincava com suas bonequinhas, seu cheiro era agridoce, um suave perfume de bebe pairava no ar ao seu redor e eu me assustei com a minha capacidade de sentir o cheiro dela devido a distancia que ela estava de mim, algo maior me fez aproximar dela.
Helene: “Oi garotinha, tudo bem? Qual o seu nome?”
A menininha respondeu com seu hálito de hortelã “ meu nome é Polly!”
Helene: “ Polly? Que nome bonito!”
Polly: “ Obrigado!”
“Quem é essa Polly?” soou uma voz suave e quando olhei era uma garota mais velha que parecia mais uma modelo, seus cabelos loiros quase brancos caiam até seus ombros e o seu cheiro era ainda melhor do que o da menininha e eu me apresentei.
“Oi meu nome é Helene, sou sua vizinha e qual é o seu?”
Ela me respondeu : “Ah sim, meu nome é Sarah, Sarah Hoffman!”
Algo na voz dela me fazia ficar agitada, eu não entendia oque estava acontecendo comigo e enquanto isso meu estomago vibrava de fome, eu sentia um buraco se formar nele eu precisava comer, falei quase sem forças.
Helene: “ Prazer, eu preciso ir”
Sarah: “ você não quer entrar? Não tenho muitos amigos por aqui, somos só eu e minha irmãzinha e minha mãe, mas ela passa mas tempo no trabalho do que em casa!”
Helene: “ah, ok!”
Sarah: “ Ei, você está bem? Você está branca!”
Helene: “ me sinto um pouco fraca!”
Sarah: “ vem entra, vou preparar uma água com açúcar pra você!”
Eu entrei e sentei no sofá, minha vista estava ficando turva e ela foi até a cozinha,quando de repente eu simplesmente desmaiei, quando acordei eu estava deitada no chão da cozinha, ao meu lado estava a Sarah toda ensangüentada no pescoço e sua irmãzinha que estava na cadeirinha de alimentação gritava “cachorro! Cachorro!” e chorava muito, minha cabeça doía o que tinha acontecido, perguntei a Polly o que havia acontecido e ela gritou”sai daqui! Cachorro cachorro” será que um cachorro havia entrado e atacado a Sarah? Eu não me lembro de nada, só de sentar no sofá e desmaiar. Me aproximei do pescoço da Sarah e coloquei a mão para ver ainda tinha pulso e liguei pra ambulância.
Ao chegarmos ao hospital a mãe da Sarah já tinha sido avisada pela minha mãe e nos esperava lá, ela estava desesperada e me perguntou
“O que aconteceu?? Quem é você?”
Eu respondi ainda confusa com asituação “Oi, eu sou a Helene a sua vizinha, então eu estava com a Sarah na sua casa e quando a vi, ela estava no chão sangrando e sua filha menor gritava que um cachorro a tinha atacado!”
Ela gritou desesperada : “ Cachorro??”
Neste momento a enfermeira veio até nós e falou : “ Calma, a Sarah já está bem, o corte não chegou a afetar nenhum vaso de grande calibre, por pouco o animal não a matou!”
A mãe de Sarah gritou: “ANIMAL???”
A enfermeira respondeu: “ é,pelo tamanho da mordida, achamos que pode ter sido de algum cachorro do mato de porte grande, ou até mesmo um lobo!”
A mãe de Sarah: “ Lobo? existem lobos por aqui? Eles entram assim nas casas das pessoas?”
Enfermeira: “ existem alguns sim, bem senhora não dizemos que é um lobo, pode ate ser mesmo um cachorro de estimação de grande porte que pode ter nas redondezas, é só ter cautela e manter sempre a porta fechada!”
Saímos de lá já estava escurecendo, A Sarah tinha uma faixa que envolvia todo o seu pescoço, então ela falou: “ Obrigada por ter chamado ajuda, Helene!”
Eu repondi : “Que nada, mas voce não lembra de nada Sarah?”
Sarah: “ nada! Só de sentir uma pressão atrás de mim e quando virei não vi mais nada!”
Helene:” que estranho eu também não lembro de nada! Bem tenho que ir, boa noite!”
Sarah: “ tudo bem, boa noite, aparece por aí qualquer dia, e observa se não tem nenhum cachorro ai na rua ein!”
Eu ri com aquilo e acenei positivamente
Helene: “ Boa noite Polly!”
A menininha olhou pra mim desesperada e começou a chorar e dizer “cachorro, cachorro!”
Sarah: “ coitadinha dela, ainda está assustada com tudo que aconteceu, calma Polly o cachorro já foi, está tudo bem agora!”
Polly: “ Não, não, Cachorro, cachorro!”
Helene: “Bem, eu vou indo! Boa noite!”
Sarah me respondeu com um sorrisinho “Boa noite, Helene!”
Pensamento da Juli
Saímos da boate com dois caras, um que estava comigo não estava tão bêbado e o outro que estava com a Rachel estava quase desmaiado de tão bêbado e a Bia como sempre, estava com a sua cara amarrada como se reprovasse cada passo que estávamos dando, fomos para dentro da floresta então o cara que estava comigo perguntou: “Aonde estamos indo, gata?”
Juli: “Não está vendo pra onde estamos indo?”
O cara falou: “humm selvagem você, ein? Gostei!”
Rachel: “ você vai gostar ainda mais quando ela te...”
Juli: “ aqui está bom, Rachel!” eu a interrompi
O cara sem entender nada perguntou: “ Bom para o que, gata?”
Juli: “ Para o que vamos fazer com você , gatinho!”
A Bia virou os olhos e falou: “ gente eu não quero ver isso sério! Juli por favor me deixa sair daqui?”
Juli: “desaparece Bia e vê se não atrapalha nossa caçada ein!?”
O cara assustado falou: “ Caçada como assim??”
Juli: “ Relaxa, gato! Você vai ver...ou melhor vai sentir!”
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