O Bailar de Asas Douradas
26 Reencontros
Notas iniciais
— Um cavaleiro! — Geanna exclamou, do batente da porta, quebrando o angustiante silêncio que se instaurara. Ela curvou-se. — Senhor.
— Não há porquê se curvar, minha menina — ele falou, um meio sorriso no rosto. Caminhou até perto da menina e ajoelhou-se a sua frente. Colocou uma mão em seu cabelo escuro. — Cresceste.
— Eu conheço-vos? — Geanna disse, as sobrancelhas pressionadas uma contra a outra. Os olhos de Yaha cruzaram a sala como uma flecha, olhando para Lázaro, que entrava de mãos dadas com Max. Ele retribuiu o olhar, a consciência da verdade uma trepanação de um saudável. Engoliu em seco.
— Não, claro que não. Perdoa-me. — Riu por entre os dentes. — Eras pequena demais para lembrar-se de mim. Chamo-me Reimar. Sou seu pai.
— Estou muito feliz em conhecer-te novamente, senhor meu pai — ela disse, apertando-lhe a mão, um sorriso matreiro por entre as bochechas vermelhas. Ele riu.
— Igualmente. — Ele virou o rosto, olhando para o menino do cabelo dourado. — Ah! Este parece comigo. Como chamas-te?
— Maxwell.
— Um belo nome. — Reimar levantou-se e fitou Lázaro. — Imagino que pode preparar o desjejum enquanto eu caminho com minha esposa. Sim?
— Como desejar — Lázaro falou, ríspido.
Reimar virou-se, abriu a porta e saiu para os campos com Yaha.
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