O Assassino Dos 7
1 Prólogo
Notas iniciais
Está frio e nevando muito, a rua está complemente deserta. Ouve-se apenas latidos e os sussurros das árvores acompanhados dos pingos de neve no pouco de asfalto que ainda não foi tomado pela mesma. O céu está negro chocolate, não há estrelas nem lua. A pouca luminosidade que há é de um poste com uma lampada que pisca incessantemente que logo queimará restando apenas escuridão.
Vê-se uma mulher de cabelos negros compridos usando um casaco que se estende até o joelho, ela parece estar com pressa. Está com muitas sacolas e -que doente- está usando salto. Pode-se, também, notar que por baixo de seu longo casaco está vestindo algum tipo de uniforme branco. Deve ser enfermeira ou cozinheira. Ela olha para trás com um olhar assustado e desconfiado, atenta à qualquer ruído que se faça em sua volta.
Ela cheira a medo.
Agora, quase perto do seu destino, os latidos cessaram, as árvores estão dormindo e o vento deu seu último suspiro -e foi forte. A mulher sentiu um calafrio como se o vento tivesse passado por dentro de suas veias e sussurrado abafado em seu ouvido, fazendo com que se arrepiasse.
Parou.
Olhou para trás procurando não sabia o quê.
– Deixe de ser boba-murmurou para si-, é só vento.
E, respirando fundo como se descarregasse a alma, virou-se para frente e pousou os olhos na figura sombria que se fez presente.
Foi rápido.
Sua boca se entreabriu para um grito que foi impedido pela faca que ultrapassara sua jugular.
Ela estava grávida.
A noite foi a única testemunha de sua morte prematura. Seu assassino deixou uma marca em sua testa e um cacho de uvas em sua mão.
A marca era um "7".
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