Na manhã seguinte, na delegacia, o prefeito a fim de saber sobre o que estaria sendo feito sobre as decorrentes mortes, encontra o inspetor Hasting atirado em uma poltrona fumando algo suspeito.

– Eu não sei como esse homem pode ser considerado um homem da lei. É um disparate. Olhe esses trajes... Parece um mendigo de praça.

Hasting solta um arroto e continuou com os olhos fechados, gozando de seu fumo.

Assim, o prefeito se dirige a Benson, o delegado.

– Então, seu delegado, já estão sendo feitas as devidas medidas quanto a esses assassinatos aterrorizantes? As investigações já começaram? Preciso de alguma explicação, um alento para acalmar o povo.

O delegado, um tanto fadiguento, coçou sua longa barba grisalha e oleosa, fitou alguns papeis e pediu para que o prefeito sentasse e tomasse uma xícara de café.

– Seu Fortunatti, admiro sua preocupação e corrida por explicações e soluções. Há tempos não tínhamos um prefeito com tanto afinco como o senhor.

–Poupe-me de elogios, Benson. Elogios não amenizam o pranto do povo. Muito menos os alimentam, pois com esses ataques ninguém se arrisca a trabalhar.

– Claro, claro. Bom, de imediato não temos nada. Estamos ainda ouvindo testemunhas, mas as informações são rasas e um tanto utópicas, imaginarias. O criminoso não deixou muitas pistas. Não há digitais, nada. Existe algo de estranho, em todos os casos foram achados cachos de uvas e o numero sete nas vitimas. Em suas testas. Investigamos a possibilidade de ser algum tipo de recado, mas não fazemos a mínima ideia para quem seria.

– E o que eu digo pro povo?

Nesse momento, Hasting se levanta e da uma volta em torno da delegacia e com um dedo indicador em direção a boca, como se tivesse uma ideia, fala:

– Nada. Toque de recolher, principalmente para as mulheres. Afinal, até agora foram mulheres as vítimas.

– Quem é você para dar sugestões de como devo lidar com o meu povo?

– Bem, sou eu quem vai investigar o caso. E se o senhor veio até aqui pedir conselho para o delegado, creio que não está apto a negar os meus. Já que o senhor não tem a menor ideia de como "lidar com o seu povo".

– Você irá investigar? Benson!

– Ele irá ajudar, prefeito. Nunca tivemos crime de tal proporção e gravidade. Apesar de seu estilo de vida boêmio, é um investigador bastante famoso e competente.

– Espero que seja bom mesmo. — alfinetou o prefeito.

– Vou melhorando como o vinho, Sir. — devolveu Hasting seguido de uma piscadela.

O prefeito saiu esbravejando.

– Nervosinho ele — disse o inspetor.

– Mas ele tem razão. Precisamos começar de algum ponto.

– Irei dar uma olhada nos becos.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.