O Arco Perdido
10 MARINA- Não estou com saudade de casa
Notas iniciais
O MINISTÉRIO DA SAÚDE INFORMA: O excesso de Willri pode daanifica e/ou atrofiar o cérebro e casa o seguintes sintomas: purpurina saindo pelos olhos
vomito de cores do arco íris
e/ou ausddsigubkjvbsvkbsvkqbefvinanva
Quíron é um babaca. Só tenho isso a dizer.
Ah. Will também é um babaca.
Eles acham que só porque vou morrer podem mandar em mim. Desculpe, mas eu não vendi minha alma. Ou se vendi não recebi o pagamento.
— Mari... — Will diz tocando meu ombro com o seu. — Mari, isso é sério e é pelo seu próprio bem. Você precisa da ajuda dela.
— Eu não preciso da minha mãe e ela não precisa de mim. Por isso ela... ela vai embora pra esse lugar idiota por causa daquele trabalho idiota.
— Mari, foi pra ela que seu pai contou as coordenadas do esconderijo do arco... Para que ela guardasse até que fosse extremamente necessário. E agora Ártemis precisa dele de novo.
— Will. Ela está indo embora, okay? Esse mundo aqui, o nosso mundo, não é do interesse dela. Ela provavelmente esqueceu. Do mesmo jeito que esqueceu que sua filha precisa ficar em Nova Iorque para não ser destruída por monstros.
— Mari, eu também não entendo porque ela faria isso. Mas Hermes confiou nela. Precisamos confiar também.
Eu apoio a cabeça em seu ombro e suspiro dolorosamente.
Minha mãe está mesmo se mudando para o Japão e isso está mesmo me matando. Mas eu nem sequer me dei o trabalho de tentar descobrir porque exatamente.
Ele pega minha mão e a contorna delicadamente com o dedo indicador.
— Não é sua culpa, Mari.
— Será?
— Eu tenho certeza.
— Não quero mais falar sobre isso. — murmuro.
— E sobre o que você quer falar?
— Sobre como eu duvido que você possa ganhar de mim numa corrida daqui até punho.
— Você e sua confiança deveriam baixar um pouco a bola, pequena vândala.
— Porque, mesmo, Solace? Quem ganhou da última vez, e da penúltima e da antepenúltima? E todas as outras vezes? Você lembra, gostosão?
— Ah, foi você é claro, mas isso era porque seus pés estavam em movimento. — ele diz me levantando subitamente — E agora, vitoriosa? Como vai ganhar?
— Fazendo isso, bocó. — digo, roubando um beijo.
Ele fica se reação e me solta, sem querer.
Eu corro a toda velocidade e ele me acompanha alguns metros atrás.
Quando estamos prestes a ultrapassar a casa grande ele pula em cima de mim. Ah, merda. Ele é tão grande. E cheira tão bem! Poxa vida isso é um atentado contra minha sanidade.
Caímos na grama, rindo.
— Gostei desse seu cabelo novo, parece que alguém conseguiu arrumar aquele chumaço de palha.
— Gostei dessa sua cara de idiota nova. Ah, espere é a de sempre!
— E é por isso que você ainda está sozinha!
— Ah, e você tem muitas namoradas, né Solace.
Ele rola pra mais perto.
— Com uma melhor amiga como você, quem precisa de namorada?
— Sei lá. Os garotos normais.
Ele me olha com aqueles olhos dourados e cintilantes.
— Mas, eu não sou um garoto normal. Eu...
Ele é interrompido pelo Sr. D.
O que eu disse antes? Ah, Will não é babaca. O Sr. D? Ah, ele é.
— Levante-se, John! E Mariane, você também.
Olho para cima e percebo que o deus gordo não está sozinho.
Um cara de no máximo vinte anos, cabelos louros com um bronzeado de arrasar está do lado dele.
Ele estende a mão para me ajudar. Eu me levanto sem sua ajuda e espano a grama do short.
— Mais uma caçadora? Não é do feitio delas rolar na grama com um dos meus filhos, mas...
— Pai? — Will murmura, confuso.
— Não sou caçadora. Mas não sou do chalé 10.
— Uma filha de Hermes, não é mesmo?
— Sim. — respondo.
— Ah, Will, não se preocupe, só estou de passagem. Ajudarei vocês nessa missão.
— Ahn. Tá. — Will está sem fala.
Apolo parece ter tido uma grande ideia e se vira para o Sr. D.
— Você já ouviu um dos meus Haicais, Dionísio? São ótimos, já deve ter ouvido falar. — ele começa a recitar um enquanto ele e deus do vinho caminham para longe.
— O que foi isso? — pergunto.
— Eu realmente não faço ideia. — ele diz— Mari, porque a Kath está vindo para cá com sangue nos olhos?
— Eu... Eu realmente não sei.
Kath marcha até nós, determinada.
— Você sabia o tempo todo, não é mesmo? Que não corre perigo de verdade agora, por causa de Lady Ártemis.
— O que?
— Sobre sua benção! Você nunca correu risco de verdade e Travis só se meteu nessa pra te salvar.
— É claro que corro riscos, não leu as últimas linhas da profecia?! Você só se preocupa com Travis... Isso é... Inacreditável!
— Cale a boca, anã de jardim de quinta!
— Vem calar, garota do mar.
— Tudo isso aqui é culpa sua, Marina!
— Minha culpa? Pode até ser, mas você tem noção de que se você errar, todo mundo se ferra?! Lembra-se da profecia, não lembra?! Aquelas últimas linhas?! As quais você mandou, desculpe-me, pediu gentilmente para que eu não contasse a ninguém?
— Você acha que é melhor que eu; mas não é. É só mais uma ladrazinha. Mais uma filha estúpida de Hermes, que acha que pode fazer qualquer coisa.
— E não posso? Eu SOU melhor que você. Posso corre mais rápido, pular melhor, sou melhor espadachim...
— Mais irresponsável! Mais impulsiva.
— ISSO REALMENTE IMPORTA?
— SIM! Ontem você estava sob o efeito de alucinógenos, você vive machucada, não mede suas palavras... e...
— E TUDO DÁ CERTO.
— Você ouviu a profecia. Não dessa vez.
Eu respiro fundo e começo a correr. Para o lugar mais acalentador que posso imaginar: a parte de baixo das arquibancadas da Arena. Onde ninguém pensará em me procurar.
Fale com o autor