O Anjo e a Espada
8 Capítulo 8 - Uma Noite
Notas iniciais
O rei esperava ansioso no castelo, para enfim ver a filha de novo, ele não lhe dera muita atenção desde a morte da falecida esposa, por se lembrar tanto dela ao ver a filha, mas agora sentia o medo de perdê-la e de vê-la ferida, como a falecida rainha. Ele nunca se casara novamente e não tinha outros filhos, apenas um sobrinho de cinco anos, filho do irmão mais novo da rainha, que morrera junto com a esposa num incêndio em sua residência. O menino sobrevivera porque estava no jardim com a ama na hora do acidente. Orihime cuidara dele, como se fosse um irmão mais novo. O menino choroso sentia falta dela.
Kurosaki resolveu esperar mais três dias para retornar ao castelo, para ter certeza de que Orihime estivesse completamente curada. Ela não falava com ninguém e mal comia. Estivera pensando em alguma coisa... Então na ultima noite antes de retornarem, Orihime já se sentia muito melhor, havia-se passado um pouco mais de uma semana desde que se machucara, e o ferimento já não doía tanto. Esperando todos irem dormir, ela se levantou e furtivamente saiu do quarto. Como fazia tempo que não andava, ela cambaleou um pouco, mas não fez barulho. Desceu e passou despercebida pelo hall onde uma mulher limpava as mesas. Ela avistou uma porta que, por sorte de o guarda estar bastante ocupado olhando os seios da mulher enquanto ela se agachava para esfregar a mesa, e não reparou que Orihime abriu a porta. Fechando com cuidado, ela desceu as escadas lentamente. Apertou o manto que a cobria ao sentir como estava frio ali em baixo, tateou as paredes ate chegar num lugar um pouco iluminado pela janela. Então ela o encontrou encolhido num canto, Ulquiorra virou-se, olhando para ela.
_O que faz aqui? Está maluca?_disse ele, levantando-se.
Ele cambaleou até ela, um pouco fraco.
_Cuidado! _disse ela, indo até ele e segurando-o. Ele estremeceu com o toque e ela também, retirando as mãos rapidamente.
_Volte lá para cima, mulher... Não me de mais trabalho. _disse ele, meio vacilante.
Mas ela não se ofendeu.
_Não quero...
_Por que veio aqui? Por que não está com seu amado pomposo?
_Ah? _Orihime ficou confusa.
_Kurosaki... você murmurou o nome dele quando estava desmaiada, antes de eu traze-la para cá.
_Ah... Eu devia estar delirando... não fazia menor idéia do que estava falando ou em que época minha mente estava... _ela tentou se justificar, um pouco nervosa.
_Não faz diferença, aqui não é lugar para você. Volte logo pro seu quarto confortável, para o calor. _disse ele, meio melancólico, se virando de costas para ela.
Então Orihime o abraçou. O contato do corpo quente com o seu, fez Ulquiorra estremecer.
_O meu lugar é aqui. Onde você estiver.
Ulquiorra se virou, olhando-a nos olhos.
_Sua idiota...
Ela teve a impressão de ver uma lágrima escorrendo dos olhos dele, antes de ele a abraçar. Ulquiorra não podia mais fugir, por mais que quisesse matar esse sentimento tão fraco e ao mesmo tempo tão forte, tão perturbador, tão angustiante, que o fazia sentir coisas que jamais sentira antes, coisas delirantes que o fazia desejar cada milímetro daquele corpo, esse sentimento que fazia ele se preocupar mais com aquela mulher do que com a própria vida... Não havia mais como resistir.
Sentindo o rosto dele tão próximo do seu, a respiração dele, a mão dele no rosto dela, movimentando os dedos naquele rosto macio, sentindo o cabelo dela... Olhando-a puxar o ar como se estivesse eufórica, tremendo com o toque dele, o simples toque no rosto delicado... Até que os lábios dele tocaram seu rosto, suavemente, trilhando até o canto dos lábios entreabertos de Orihime, que fechara os olhos, delirando. Ele mordiscou de leve seu lábio inferior, passando a língua no desenho de sua boca, Orihime tremia, seu corpo todo gritava com aquela sensação que fazia da barriga até suas coxas formigarem, ela se segurou firmemente nele, apertando a nuca dele, nisso ele a puxou mais, beijando-a profundamente. A língua dele explorou toda a sua boca, que Orihime recebeu de bom grado, ritimando os movimentos da sua língua na dele. As mãos dele corriam por todo seu corpo, retirando a manta que a cobria. Ela estava de camisola e ele sentiu uma pontada de prazer ao constatar que não estava com roupa de baixo.
Orihime desceu a cabeça, beijando o pescoço de Ulquiorra, enquanto tirava a camisa dele. Ela passou as mãos no peito dele, descendo com as pontas dos dedos pelo abdômen bem definido, ela o sentiu estremecer quando ela passou as unhas numa carícia provocante e descendo, desabotoando a calça dele, subiu a mão na barriga e nas costas dele, o arranhando de leve, quando ele a apertou.
Ulquiorra a olhou um instante, os olhos dela estavam cheios de desejo, assim como ele. Desamarrou a camisola dela, que deslizou até cair no chão. Como pode existir mulher mais linda! Orihime viu que ele sorriu ligeiramente e ela corou. Ele a beijou toda, fazendo-a gemer timidamente, enquanto ele fazia uma trilha de beijos em seu corpo. Ela desceu, ajoelhando-se indo para cima dele, Ulquiorra a sentiu em cima dele, vendo o rosto dela corar de prazer, ele pos as mãos na cintura dela, ajudando-a no movimento sobe-desce. Com as pernas abertas em cima dele, enquanto ele beijava o pescoço dela e ela segurava tão forte nas costas dele que provavelmente deixaria marcas, mas ele não se importava, e sentia prazer, quando ela aumentava o ritmo, ela sentiu algo que nunca sentira antes, uma sensação como se o interior do seu corpo derretendo, uma ansiedade, um nervoso, como se fosse explodir, era algo torturante, embriagante, apenas a coisa mais prazerosa que ela já sentira em toda a vida. Nessa viagem ela não percebera que quase gritara, parando de repente, ela ficou completamente vermelha e constrangida, não conseguindo olhar nos olhos de Ulquiorra, ela quase dizia ‘desculpa’, ele não pode evitar de esboçar um sorriso.
_Você é linda, sabia?
Ela sorriu também, e ele a beijou, indo para cima dela, enquanto ela abria as pernas para ele se encaixar mais uma vez nela. Olhando os cabelos negros dele, molhados de suor, os olhos verdes, o rosto se contorcendo de prazer, Orihime nunca vira homem mais lindo e mais perfeito no mundo. Ela sentiu uma onda quente de felicidade, ao senti-lo tremendo, e, exausto, deitando em cima dela, apoiando a cabeça em seus seios, ela o abraçou delicadamente, e ficaram assim, ambos os corpos suados, cansados e entrelaçados.
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