O Anjo e a Espada
5 Capítulo 5 - Encurralada
Cavalgaram durante duas horas pela planície, a lua estava cheia no ponto alto no céu. Chegaram a uma floresta, onde Ulquiorra diminuiu o galope. Orihime sentia-se dolorida e cansada, mas não ousava dormir, com medo de encostar-se a ele. Os dois não falavam nada, e isso era muito perturbador. Chegando numa clareira, ele puxou a rédea. Havia completo silencio, com exceção dos ruídos de pequenos insetos, corujas e o revoar de morcegos de arvore em arvore.
_Vamos montar acampamento aqui. _disse ele, finalmente.
Ele desmontou e vacilante estendeu a mão para ajudá-la a descer, sem olhá-la nos olhos. Ela hesitou, mas deu-lhe a mão, num gesto rápido ele a desceu e soltou a mão. Ficaram imóveis por quase um minuto, até que ele foi em direção ao cavalo pegar algumas mantas. A situação era realmente constrangedora. Orihime mal ousava se mexer, quanto mais falar, até sentia-se temerosa em respirar muito alto, desejava sumir num poço profundo, onde ninguém pudesse ouvir suas lágrimas.
Ele arrumou as mantas no chão.
_Sente-se aqui, irei pegar alguns gravetos para a fogueira.
Ela aquiesceu, sentando-se.
Fixou o olhar na trilha adiante. Estava escura e assustadora, ela tremia, mas evitava chorar, parecia esgotada de tanto derramar lágrimas. Apertou os braços em volta das pernas, abaixando a cabeça. Ulquiorra retornou no que parecera vinte minutos. Ele então olhou para ela, encolhida e indefesa, como uma presa fraca, um cordeiro machucado. A barreira de raiva que cobria o coração dele amoleceu um pouco ao vê-la, mas não totalmente. Era muito orgulhoso para aceitar e para perdoar, as imagens que vira hoje ainda estavam muito nítidas em sua mente, lutava consigo mesmo para não enlouquecer.
Ulquiorra acendeu a fogueira no meio da clareira e uma luz alaranjada iluminou-os. Ele retirou um pedaço de pão de dentro da sacola e estendeu para Orihime.
_Toma.
Embora ela estivesse com fome, seu estômago estava embrulhado, não obstante não querendo contrariar, ela pegou o pão.
Ele sentou na outra extremidade, encostado em uma arvore.
Depois de comer, ela deitou incapaz de conseguir dormir, ate que finalmente o cansaço venceu, adormecendo.
Orihime abriu os olhos lentamente, sentia dores na cabeça e no corpo, por conta da noite mal dormida. Estava claro. Levantou e notou que estava sozinha. Será que ele foi embora? Pensou, mas ouviu um bufar seguido por um batido de cascos. Não, se não teria levado o cavalo.
Esticou os braços e se levantou meio tonta. Precisava de água. E precisava de um banho. Decidiu procurar por um córrego. Saiu do acampamento, meio entorpecida, caminhou lentamente adentrando numa trilha. Até que ouviu o barulho de água, um pouco longe, foi seguindo na direção que o barulho intensificava. Até que ela viu um sol forte refletindo na água. Avistou uma ribanceira e o pequeno lago que se formava ali. Deu a volta ate alcançar a margem mais baixa. Despiu-se e adentrou na água.
Seu corpo estremeceu com o contato frio da água, mas logo se acostumou. Mergulhou o corpo inteiro, ficando apenas com metade da cabeça emergida. Seus cabelos serpenteavam em volta dela, fazendo-a parecer uma sereia esbelta. Ela se lembrou de como era a sua vida... Como parecia distante. Suas aias ficariam desesperadas se a vissem se banhando nua num lago. Mas o momento de tranqüilidade se desvaneceu. Ouviu um barulho de cascos se intensificando. Ela gelou. Tentando se esconder, afundando mais, ela avistou dois homens numa carroça vindo da trilha, ambos pararam para reabastecer os cantis. Ouviu-os em silêncio.
_Você viu a cara daquela mulher? _falou o mais alto _ a coitada fez uma careta de horror quando a penetrei!
Falou rindo, debochado. Orihime se desesperou. Bandidos, estrupadores, vis da pior espécie! Ela tinha que passar despercebida... Mas ai lembrou...
_Ei, shhh, olhe! _disse o mais baixo, apontando pro vestido de Orihime.
_Parece o vestido de uma dama indefesa...
Os homens trocaram olhares obscenos.
O coração de Orihime disparou, não demoraria ate que eles a encontrassem.
O mas baixo despiu-se e entrou na água, assobiando como se estivesse chamando um gato. Até que avistou a nuvem de cabelos acobreados.
_Ahh... Venha doçura, não iremos machucá-la...
Orihime se encolheu, mas não tinha para onde fugir. O homem agarrou o seu braço e a puxou ate a margem, ela se debatia, mas era em vão.
_Não adianta lutar, vai ser pior para você. Olhe só a pele dela, Gaspar, e esse cabelo. Ela não é uma simples donzela.
_É parece que pescamos um peixe grande _riu o homem que se chamava Gaspar. Ambos a encaravam como se ela fosse uma mercadoria valiosa. Nunca sentiu tamanha exposição e humilhação em sua vida. Gaspar segurava os braços e tapava a boca dela, enquanto o outro homem ia para cima dela.
_Agora, quetinha, se não...
Mas algo impediu o homem de falar. Batidas fortes vinham na direção deles, e num baque, arremessou o homem para longe. Gaspar avançou para frente, mas estava desarmado e a criatura partiu para cima dele. Orihime abafou um grito, vislumbrando os dois corpos que jaziam imóveis no chão, e então olhou a criatura, que com olhos enlouquecidos, fixava a presa imóvel.
Notas finais
Ficou pequeno esse, mas já to com o outro pronto.
todo mundo q leu ficou raiva da Orihime :x mas já já passa (espero) ! Tadinho do Ulqui, dá vontade de cuidar ^-^
beijo e abraço :*
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