O Anjo e a Espada
6 Capítulo 6 - Sangue e Dor
Mas algo impediu o homem de falar. Batidas fortes vinham na direção deles, e num baque, arremessou o homem para longe. Gaspar avançou para frente, e a criatura partiu para cima dele. Orihime abafou um grito, vislumbrando os dois corpos que jaziam imóveis no chão, e então olhou a criatura, que com olhos enlouquecidos, fixava a presa imóvel.
De mais ou menos 100 cm de altura, pelagem escura, enormes caninos que se projetam para fora da boca, um olhar enlouquecido, pronto para atacar no mínimo movimento. Orihime tremia encolhida na margem, não ousava se mexer. O bicho grunhia e se posicionava para atacar, mas então o bicho soltou um grunhido de dor, quando alguma coisa o acertara por trás. Uma pequena lamina. Foi quando Orihime viu quem jogara a lamina, de pele branca, olhar de caçador e cabelos negros, Ulquiorra parecia um deus fitando a criatura. Mas a besta não se daria por vencida. Loucamente partiu para cima dele, que amorteceu o ataque com os braços, rolaram no chão.
_Cuidado! _Orihime gritou, pela primeira vez em muito tempo, ela falou. Nesse momento fatal, o olhar de Ulquiorra se encontrou com o dela, ela estava ali, nua, molhada, o cabelo emaranhado, os olhos assustados, preocupados, estava mais linda do que nunca. E então nesse momento, o porco selvagem arremessou Ulquiorra ribanceira abaixo. Ele bateu fortemente no chão, desacordando. Orihime sem pensar avançou para cima da criatura, retirando a lamina de Ulquiorra, e cortando-lhe a garganta. O bicho grunhiu e tombou sem vida. Com sangue nas mãos, a princesa se assustou. De onde tirara tamanha coragem? O que ela havia se tornado, afinal? Mas não tinha tempo para esses devaneios, vestiu-se de pressa e correu ao encontro do Ulquiorra. Graças a Deus não foi nada grave. Orihime suspirou aliviada. E então, lentamente ele recobrou a consciência, abrindo os olhos. Os dois se olharam, e ele se sentiu arrependido, por tê-la desprezado, por tê-la tratado daquela maneira... Ela não merecia... Ele não a merecia. Mas então, eles ouviram um barulho. Um dos homens, Gaspar, ainda estava vivo, ele se levantara e vendo o amigo morto, caiu em desespero.
_Olha o que fez...! Sua desgraçada... _rapidamente pegou a adaga de Ulquiorra que estava no chão e partiu para cima de Orihime, Ulquiorra ainda estava fraco e mal podia se mexer, foi tudo tão rápido.
Para impedir que Ulquiorra se machucasse, Orihime o empurrou, ficando em frente do homem que vinha a sua direção.
_Ahh... _Orihime gemeu de dor, sentindo as mãos do homem apertando seu braço enquanto uma lâmina atravessava sua barriga.
Ulquiorra ficara paralisado ao ver a amada sendo esfaqueada, e ele, incapaz de ajudá-la...
_Maldito!! _Ulquiorra partiu para cima do homem, tirando forças do momento de desespero e com toda sua força restante, quebrou-lhe o pescoço.
Pela primeira vez, ele sentiu seus olhos enxerem-se de água, ao abraçar o corpo frágil de Orihime.
_Por favor... Fica bem... Me perdoa...
Ela sentia uma dor absurda, segurou-se nele firmemente como se não quisesse soltar, nunca mais soltar.
_Não... há nada para perdoar... perdoe a mim... por tudo o que eu... _ mas ele colocou as mãos nos seus lábios.
_Shhh... não se esforce.
Ela queria dizer alguma coisa, mas desacordou. Ulquiorra levantou-se a carregando no colo foi ate o cavalo, segurando-a na garupa, partiu a galope, o mais rápido que pôde pro lugar mais próximo que pudesse salvá-la.
Notas finais
kiss kiss
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