O Amor, Você e Eu.

30 Entre a vida e a morte.


Notas iniciais
Esse é o penúltimo capítulo gente. Boa Leitura.

Tsuki se aproximou de Rin a pegou pelo cabelo e olhou seu rosto bem de perto. Ela sorria ao ver sua odiada ali subjulgada, sangrando, inchada, cortada. Adorava a idéia de ter Rin daquela forma, a torturava física e psicologicamente.

– Não devia ser tão abusada, para alguém em seu estado. -Ela mantinha um brilho nos olhos que Rin considerava doentio. — Sabe o que vai acontecer quando Takashi te encontrar? Ele vai chorar nos meus braços porque você estará muito longe daqui, mas se não cooperar irá para o outro mundo garota. De onde nem Sesshoumaru poderia tirá-la, afinal você já foi revivida pela Tenseiga não é?! — Rin apenas olhava a youkai a sua frente,ela sempre soube que o sentimento que Tsuki nutria por Takashi não era algo bom e naquele momento tinha a sua comprovação, ela mesmo era a comprovação.

– Olha até que ponto você chegou para fazer seu um homem que nunca aceitaria tal coisa.

– Sabe qual foi a razão por eu ter te trazido aqui? — A menina não respondeu. — Vou te contar. Primeiro eu vou fazer com que você desapareça, depois vou dizer ao nosso lindo Takashi que você fugiu e deixou Takayuki aqui abandonado e eu o encontrei.

– Eu me recuso.

– Então eu vou ter de te matar. — Tsuki jogou Rin no chão, ela bateu com a cabeça novamente e a youkai riu. — Não sabe o como é bom colocar para fora toda a raiva. Oh, é mesmo não terminei de contar o plano! Depois Takashi desistirá de encontrá-la e eu me oferecerei para cuidar de seu filho e assim como ele me fez mulher, vai me tornar sua mulher, eu viverei naquela casa e você não interferirá nisso. Ah e meu querido marido, terá de aceitar que perdeu as duas mulheres para um unico youkai. Ele me negou amor, agora eu me nego a ele.

– Você se esquece de uma coisa Tsuki, aquela casa é minha! Essa vida é minha! E Takayuki é meu filho, entendeu bem?! Meu filho! E por mais que você queira isso é algo que nunca vai mudar. Porque todas as vezes que ele olhar para esta criança, me verá nela e lembrará de todos os momentos em que estivemos juntos. Você pode até tirar a minha vida sua vadia, mas a minha lembrança você nunca vai matar! E Sesshoumaru jamais se sentirá ofendido por qualquer coisa que uma fêmea pode fazer, mesmo essa fêmea sendo sua esposa.

– CALA A BOCA RIN. — A youkai chutou Rin mais uma vez, ela vomitava sangue. Rin estava muito fraca, não havia se alimentado e depois de toda aquela surra perdeu muito sangue. Ela reuniu todas as forças que tinha para fazer o ultimo discurso, porém, acabou levando a pior. Seu rosto estava em sua poça de sangue, ela não conseguia se mover, ou menos respirar. Iria morrer.

Na mente de Rin passava-se um flash back. Toda a sua vida ela via ali. Lembrou-se dos momentos tristes de sua infância, dos momentos solitários, dos momentos felizes, do momento em que encontrou Sesshoumaru, das suas viagens com seus dois youkais, de quando foi deixada no vilarejo, de como cresceu com Inuyasha e seus amigos, de quando voltou para junto de Sesshoumaru, de quando conheceu Takashi... Takashi ... Sua mente parou nele e vagarosamente a lembrança de seu rosto pousava sobre Rin.

Lembrou-se de Takayuki que era tão parecido com o pai e do quanto amava o menino, do quanto o queria por perto. Lembrou-se mais uma vez de Takashi, ela escutou um barulho, gritos e a escuridão começou a sugá-la. Ela lutou de todas as formas, mas era quase impossível vencer. Tentava gritar pelo nome daquele que estava em sua mente, mas não conseguiu. Depois de muito tempo lutando, um torpor ainda maior tomou conta da jovem e ela cedeu a escuridão.

O sentido do vento mudou, tanto Takashi quanto Sesshoumaru puderam sentir isso. Eles não queriam acreditar no que poderia estar por vir. Um cheiro muito forte de sangue era trazido pelo vento e era um sangue que Sesshoumaru conhecia muito bem, era sangue humano, sangue de Rin. Imediatamente eles seguiram por aquele caminho.

Correram mais do que o máximo que podiam para chegar onde a mulher estava e avistaram um casebre. Takashi parou em frente onde viu dois homens que estavam terrivelmente assustados. Um deles que ela loiro tentou fujir, mas foi inútil. Antes que pudessem reagir Sesshoumaru usou seu chicote e matou aos dois. O youkai de cabelos negros pegou seu filho e o abraçou. Logo entraria no casebre e acharia sua esposa. Ele escutava uma pulsação muito fraca e temeu pela vida ali dentro. Quando deu o primeiro passo ouviu a voz:

– Entre meu amor, entre e veja com seus próprios olhos o que é a sua amada esposa. — Takashi entrou com Takayuki apoiado em seu ombro. Uma de suas mão segurava as costas e a outra a cabeça de seu filho. — Entre Sesshoumaru e veja o rosto da bela mulher a quem você tanto desejou.

A cena era horrível. Rin tinha seus braços e pernas amarrados e no chão havia uma enorme quantidade de sangue. Suas roupas e seu cabelo estavam cobertos com este e sua respiração era quase nenhuma. A ira youkai acendeu no mesmo momento para ambos os machos naquele recinto, porém Takashi se tranquilizou, afinal seu herdeiro estava em seu colo.

– Agora eu vou terminar de fazer meu serviço. — Ela levantou a mão e esta foi cortada. Um grito enorme ecoou no casa. — O que você pensa que está fazendo Sesshoumaru! Vou matá-la, vou matá-la e depois Takashi será meu e se a quiser, Sesshoumaru, cotente-se com os ossos. — Ela avançou para matar a jovem e foi empurrada por Sesshoumaru que a fez bater na parede e quebrá-la.

A luta continuaria do lado de fora, enquanto Takashi cuidava para que ela fosse levada dali em segurança. Ele colocou Takayuki em um sofá que tinha por perto e pegou sua amada nos braços. Ele a apertou em seu peito, não reconhecia a mulher, seu rosto estava completamente desfigurado.

Rin não poderia ser mais revivida. Já fora duas vezes, se ela morresse agora, não teria volta. Takashi segurou o rosto da esposa e beijou seus lábios ensanguentados.

– Rin, Rin. Fale comigo! Rin! — Ela não respondia, ela não o via, ela não reagia. Ele pegou Takayuki e a jovem em seus braços e correu o mais rápido que pode, iria levá-la para um médico e desejava que não fosse tarde demais.

Notas finais
Será que ela vai morrer?! Beijo e até a próxima.