O Amor, Você e Eu.

31 Tê-la e não tê-la.


Notas iniciais
Bom pessoal, decidi alongar mais um pouquinho a Fic. Espero que gostem. Boa Leitura.

Rin estava deitada sobre a cama de um dos melhores médicos das tropas de Sesshoumaru. Por ele ser um youkai, sua medicina era muito avançada. Ele havia aplicado alguns medicamentos sobre suas feridas. Não havia muito o que fazer, visto que ela estava inconsciente e muito fraca.

Takashi era um poço de preocupação, não só com ela mas com Takayuki também. Além de não poder ser amamentado, ele sentiria a falta de sua mãe. Ele deixou seu filho aos cuidados de Hiroko e dedicou-se inteiramente a Rin. Só restava torcer para que ela reagisse.

Tsuki estava no chão, não conseguia se mover. Mesmo sendo uma youkai-lobo ela não era como Takashi, pois este era extremamente forte e resistente. Um ser muito poderoso apenas, poderia matá-lo. Ela olhava para o lado, pensando em tudo o que estava acontecendo. Até que a sombra de Sesshoumaru cobriu-a.

– Por que não me mata de uma vez? É melhor para todos nós.

– Não vou matá-la. Quero que sinta como Rin se sentiu, quero que sofra como ela sofreu. — Tsuki sorriu debochadamente.

– Essa batalha você perdeu Sesshoumaru. Takashi nunca abandonará aquela humana.

– Isso não me importa.

– Não finja indiferença. Você deseja aquela humana mais que tudo. Agora ela morrerá e você sequer a teve em seus braços.

– Não finja que sua intenção era me afetar.

– Não era só te afetar, era te destruir.

– Se enganou se pensou que eu sofreria por uma humana.

– Mas agora, nada disso importa. Ela ainda está viva e Takashi nunca me perdoará.

– Você não é digna sequer do ódio de Rin. — Ele se virou e foi embora. Ela ficou ali no chão, uma lágrima rolou por seu rosto. Sentia que a morte se aproximava e que morreria ali, sem ninguém. Por puro egoísmo, por simplesmente querer a duas pessoas que ela nunca poderia ter ao mesmo tempo e por tentar tomar um lugar que nunca seria seu.

Dias se passaram e Rin ainda não havia despertado. Takayuki sentia a falta da mãe. Havia coisas que somente ela sabia fazer para agradar-lhe. Takashi já não acreditava muito na recuperação de sua esposa, pois naquele estado ela certamente morreria. Mesmo o médico dizendo que ela era uma humana muito forte.

Sesshoumaru decidiu ir visitar Rin, para prestar a Takashi sua condolência.

– General. — Disse o youkai de cabelos pratas.

– Meu senhor. — Reverênciou Takashi.

– Ela ainda reluta em viver, não perca suas esperanças. Rin é extremamente teimosa. — O youkai de cabelos negros deu um sorriso sincero e olhou para sua esposa deitada.

– Temo que dessa vez, ela não teime até vencer. Meu senhor, onde está Tsuki?

– Acertei as contas com ela, não se preocupe. Nunca mais chegará perto de Rin.

– Mesmo assim, eu queria enfrentá-la.

– Não será mais possível.

Depois de algum tempo Sesshoumaru foi embora, durante todo o caminho até o shiro ele refletia sobre sua situação até ali. Takashi realmente amava a Rin e ela a ele. Não se separariam e se dedicariam um ao outro para sempre. Ele se lembrou de todos os momentos que teve a oportunidade de estar ao lado da morena e de como ela poderia tê-lo feito feliz. Agora era tarde, agora teria de ver Rin feliz nos braços de outro. Sua esposa havia sido deixada para trás. Aquela altura provavelmente estaria morta e tudo o que Sesshoumaru desejava estava agora a beira da morte. Não havia porque se lamentar. O passado não volta e o futuro sempre trás surpresas. Ele percebeu ali, que Rin nunca mais estaria em seus braços e somente porque ele a deixou ir.

Passados mais alguns dias, Takashi tinha perdido todas as esperanças. Ele acreditava na morte de sua esposa e só esperava a notícia. Tê-la ali e ao mesmo tempo não ter era doloroso demais. Ele pediu para ficar á sós com ela por um momento, queria pela ultima vez dizer-lhe algumas palavras. Assim que o médico e seu ajudante saíram ele se ajoelhou ao lado do leito da mulher e segurou-lhe a mão. Estava fria. Sua repiração e batimentos cardíacos fracos. Ele beijou-lhe a mão e olhou para o rosto de Rin por alguns instantes. Até que decidiu falar.

– Rin. — Ele chamou em vão. — Sei que ao menos você pode me escutar. Nunca em toda a minha existência amei uma fêmea. Nunca em toda a minha existência, pensei em me casar. Nunca em toda a minha existência pensei que poderia formar uma família e nunca em toda a minha existência achei que pudesse ser tão feliz como fui ao seu lado. Se eu pudesse voltar no tempo, teria feito tudo de novo, pois não me arrependo de nada do que fiz para tê-la comigo. Você é a mulher da minha vida, a mulher que eu amo e respeito e sempre será. Não importa quanto tempo se passe, meu amor por você nunca acabará. Obrigado pelo filho lindo que você me deu e por tudo o que fez por mim. Eu te amo e desejaria toda a eternidade ao seu lado, mas sei que é impossível. Me perdoe por não ter te encontrado antes, assim eu teria te salvado. Takayuki precisa de você, eu preciso de você. Te amo, minha pequena, sempre te amei e sempre te amarei. — Takashi beijou a testa da esposa e se levantou. Caminhava vagarosamente. Mesmo que não admitisse não estava preparado para perder Rin.

– Takashi-sama, onegai acorde. — Hiroko chamou. Não precisou se alongar, logo Takashi tinha os olhos abertos. O youkai de cabelos negros abriu a porta e olhou para a sua empregada.

– O que quer?

– O médico que está cuidando de Rin-sama lhe enviou isso. O mensageiro acabou de sair. — Takashi pegou o pergaminho, pensou que o pior poderia ter acontecido.

Ao ler, sua reação foi de alegria. Ela olhou para a youkai e viu a preocupação em seus olhos.

– Ela está bem, acabou de acordar. — Imediatamente, ele se banhou e foi para a casa do doutor. Antes de chegar, sentiu a presença de Sesshoumaru. Este estava do lado de fora e esperava por Takashi.

– General.

– Meu senhor. — Fez uma reverência. O médico chegou.

– Konbanwa, peço que entrem. — Todos entraram e assim que avistou Rin, Takashi sentiu vontade de abraçá-la e nunca mais deixá-la sair, porém quando encontrou os olhos dela percebeu que algo havia mudado. O médico sentou-se ao seu lado e iria começar uma conversa.

– Konbanwa Rin. — Disse o médico calmamente.

– Konbanwa doutor.

– Rin sabe onde está?

– Sim, na sua casa.

– Sabe porque está aqui?

– Sim, fui atacada.

– Por quem?

– Por uma youkai.

– Rin reconhece todas as pessoas nesta sala? — Ela hesitou e vacilou o olhar entre os dois youkai de pé a sua frente.

– Este é Sesshoumaru-sama e o outro, não conheço. — Takashi sentiu seu coração despedaçar.

– Rin, não reconhe este youkai? Ele é seu marido. — O doutor disse apontando para Takashi.

– Impossivel, nunca o vi antes.

Notas finais
Coitadinho do Takashi :(