O Amor, Você e Eu.
40 Perto demais.
Rin disse que não desistiria de Takashi e não o fez. Com tudo o que pode ela tentou e a maioria das vezes não via resultado. Um sorriso ou um "Konnichiwa Rin" espontâneo eram para ela uma grande vitória. Ela tentou de várias formas e jeitos, até que ele cedesse em algum canto.
Takashi estava impressionado com a persistência dela, mas ainda não confiava. Passados alguns meses depois da tragédia, ela estava sempre lá, sempre por perto, mostrando que ele poderia contar com ela quando precisasse. Ele não deu nenhum tipo de esperança para Rin, continuava mantendo a distância, mas ela sabia muito bem que ele estava se sentindo mais ligado à ela com toda aquela proximidade.
Takayuki estava muito feliz por ver seus pais viverem amigavelmente. Para ele ainda era complicado viver entre a casa da mãe e a do pai e ainda superar a falta que Emi fazia, mas ele estava feliz. Sempre almoçavam juntos ou mesmo faziam algum passeio, até que Rin teve uma atitude mais ousada.
Durante uma linda manhã de sol, Takashi treinava seus soldados arduamente, retirando deles todas as energias que obtiveram pelo café da manhã, quando um cheiro diferente alcançou aquele pátio. Era Rin, ela segurava algumas flores em suas mãos. Aproveitou o fato de Sesshoumaru ter ido até lá e o acompanhou, assim não se sentiria sozinha. Os soldados adoravam a princesinha do shiro e a tratavam com muito respeito, mas Takashi não gostou nada da idéia de uma única mulher, e que se diga de passagem belíssima, em meio a dezenas de soldados.
Ela ficou lá até que chegasse o horário de almoço quando Takashi se dirigiu a ela.
– Rin.
– Hai.
– Poderia almoçar em minha casa esta tarde? — Os olhos dela cintilavam. — É um pedido de Takayuki.
– Por que ele mesmo não o fez?
– Porque ele me pediu isso hoje pela manhã. Creio que você não tenha tido contato com ele no dia de hoje.
– Correto, bom pelo meu filho eu vou.
Ela foi se trocar e eles partiram para a casa do general, chegando lá seu filho ainda treinava e quando avistou sua mãe rapidamente correu até ela. Como ainda não havia terminado seu treino, ela teve de esperar até que o sensei do hanyo o liberasse e ele pudesse se banhar para o almoço. Claro, Takayuki não se banhava sozinho, ele tinha a ajuda de Hiroko. Takashi não os acompanhou, foi diretamente para seus aposentos, pois queria relaxar em sua banheira.
Quando foi liberado de seu treino, Takayuki imediatamente correu para seu quarto e não esperou sua mãe, muito menos Hiroko que o seguia.
– Rin-sama se me der licença, é que o menino Takayuki sempre faz bagunça no banho.
– Claro Hiroko, conheço meu filho muito bem e sei o quanto ele gosta de brincar com agua.
A youkai rapidamente se retirou de lá e foi para o quarto do hanyo que já estava entrando na banheira. Ele era muito rápido. Ela subia as escadas lentamente e lembravasse de quando tropeçou ali. Tomou muito cuidado, mas sem perceber acabou escorregando. Cairia novamente se não fosse por Takashi. Ela sorriu de sua própria estupidez e olhou para ele. Desta vez ele a olhava profundamente nos olhos, ela não era mais a mesma Rin e esta Rin era muito mais perigosa que a outra, pois ela tinha convicção do que fazia e sabia muito bem o que fazer para ter a atenção de Takashi.
– Parece que esta escada não gosta dos meus pés. — Ela deu um lindo sorriso.
– Ou talvez você seja desajeitada.
– Quem é que precisa ter jeito, quando se tem um youkai maravilhoso como você para me amparar? — Takashi agora tinha os olhos em fendas.
– Você não me parece mais a mesmo Rin de antes.
– Talvez eu realmente não seja mais a Rin de antes. — Ela subiu os degrais para ficar a altura de Takashi, colocou-se atrás dele e falou-lhe ao ouvido. — Mas é preciso me conhecer mais a fundo para descobrir.
– Não me provoque. — Ela envolveu os braços ao redor do youkai e beijou-lhe a orelha.
– De maneira alguma General. — Ela beijou e mordeu a orelha de Takashi e todos os seus instintos youkai reagiram na hora. Ele a pegou e a encostou na parede. Segurava-a pela cintura.
– Me diga quem você é agora.
– Eu sou a mulher que te ama Takashi, a mulher que sempre te amou e sempre te amará. — Ela tinha as mãos no pescoço do youkai. Ele tinha a impressão de que ela queria o possuir e o controlar, por isso o trazia para mais perto até que estavam perto demais.
Ela podia sentir a respiração quente de Takashi em seu rosto e segurou-o para beijá-lo. Devagar ela começou a beijar os lábios do youkai a quem amava e ele começou a corresponder.
– Haha?! Chichi?! — Takayuki os interrompeu e Rin abriu um enorme sorriso com aquela situação. Takashi soltou Rin e olhou para o filho que havia saído nu do banho e estava cheio de espuma.
– Takayuki, termine seu banho. — Ele olhou para a mãe sem nada entender e Hiroko apareceu logo atrás.
– Takayuki-sama, por favor não fuja mais assim. — O menino continuou intercalando o olhar entre o pai e a mãe, não se lembrava de tê-los visto desta maneira antes.
– Takayuki, não me ouviu?! — O pai o chamou a atenção e rapidamente o menino voltou para seu quarto acompanhado de Hiroko.
Rin apenas olhou para o lindo youkai a sua frente e teve vontade de beijá-lo mais uma vez, porém aquela não era uma boa hora e nem um bom lugar. O problema agora seria explicar a Takayuki o que havia acontecido ali.
Eles desceram para o almoço e Takashi se perguntava o que aconteceu consigo mesmo por ter se deixado levar por uma simples carícia de Rin. Há muito tempo não sentia seu toque e ela sabia muito bem como faze-lo.
Quando sentaram a mesa Takayuki ainda olhava para os dois sem nada entender, quando Takashi decidiu falar.
– Existe algo que queria saber meu filho?
– O que o senhor e a mamãe estavam fazendo? — Rin sorriu e olhou para o youkai, queria ver o que ele responderia.
– Estávamos nos beijando.
– E por que o senhor fez isso? — Ele fez uma cara de nojo e sua mãe de espanto por Takashi ter sido tão direto com uma criança de agora cinco anos.
– Porque adultos sentem vontade de beijar e acariciar outros adultos.
– Adultos que se amam, meu amor. — Ela corrigiu Takashi e o hanyo olhou para a mãe.
– Haha você ama Chichiue?
– Sim meu filho e muito. — Neste instante ela olhou para o youkai que mirava apenas o prato a sua frente.
– Existe mais alguma dúvida, meu filho? — Takashi perguntou.
– Os senhores estavam namorando?
– Iie, apenas nos beijando.
– O senhor sente vontade da mamãe, chichiue? — O youkai demorou a responder, seria a vitória de Rin, mas era a verdade.
– Hai. Já chega de perguntas, agora é hora de comermos.
Rin sorria largamente. Ouvir do youkai que amava, mesmo sendo contra sua vontade, que ele a desejava era uma grande conquista. Ela sabia que estava no caminho certo, mas o que queria de verdade ela ter o seu coração.
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