O Amor, Você e Eu.
17 Isso Tsuki nunca fez.
Notas iniciais
Depois de algumas semanas, as coisas pioraram no sudoeste das Terras do Oeste. Chegou enfim o momento em que Takashi deveria se separar de Rin para ir ao combate. Todos os soldados foram dispensados durante aquele dia, para que pudessem desfrutar seus momentos com suas famílias e pudessem descansar pois no dia seguinte, partiriam em viajem.
Claro que o mesmo se aplicou a Takashi e Rin, eles fizeram coisas que há muito não faziam. Andaram pela cidade, passearam pelas florestas, banhaream-se no riacho que Rin gostava de ir, entre outras coisas. Aquele dia foi longo. Durante a noite ele precisou ir ao shiro, para acertar alguns detalhes, mas prometeu a Rin que não demoraria. Até que um empregado anunciou uma visita.
– Rin-sama, Tsuki-sama está na sala de estar. — Rin não acreditara no que estava ouvindo.
– Eu vou atendê-la. — A menina desceu as escadas e foi se encontrar com a youkai. — Vejo que quer se despedir do meu marido.
– Hai e se não se incomoda, vou esperá-lo.
– Eu me incomodo — Rin parou em frente a youkai que estava sentada em seu sofá, esta a olhou impressionada. — E demais.
– Ora, ora, parece que a gatinha quer mostrar as garras. Na frente do meu queridinho você é somente uma doce menina.
– Tsuki eu não gosto da forma como se refere ao MEU marido. Acredito que deva saber disso.
– Eu o trato da maneira que quiser.
– Não na minha presença, não na minha casa!
– Está incomodada com isso? Pois aceite, o laço que me une a Takashi não pode ser quebrado por fêmea alguma. — Ela deu as costas a Rin e quando ia se retirar ouviu a menina dizer:
– Sesshoumaru não esquenta seu lado da cama todas as noites, não é?! — Tsuki se virou.
– Como disse?
– Isso mesmo que você ouviu. Eu vivi com Sesshoumaru tempo o suficiente pra saber, que ele não fica no mesmo lugar por muito tempo. Ele é livre e mesmo com um compromisso não para de viajar. Enquanto Takashi, me leva ao paraíso todas as noites.
– Humana é melhor parar ...
– É melhor pra quem? Eu sei da sua história com ele e sei que ele é um perfeito cavalheiro a ponto de ser discreto.
– Cale a sua boca!
– Não, eu não calo! Você não é nada e nunca terá nada com Takashi, porque quando ele estava na sua cama era somente por estar, mas quando ele está na minha é porque me ama!
– Isso é inveja sua, por eu ter tido os dois homens que você sempre quis ter!
– Inveja de que? De uma prostituta feito você? Que se deita com um, pensando em outro? — Tsuki estava estática. — Agora saia da minha casa, porque a única coisa que te interessa aqui, não está.
– Está sim. — Rin congelou. Era a voz de Sesshoumaru. Ela virou-se para trás. Ele e Takashi estavam parados na porta. Pela cara que ambos estavam, alguém estaria em maus lençóis.
– Humana insignificante, eu juro que...
– Ja chega Tsuki. — Takashi a repreendeu. — Rin Sesshoumaru-sama veio visitar-lhe.
– Konnbanwa Sesshoumaru-sama.
– Konnbanwa Rin. Tsuki vamos. — A youkai passou a frente de Sesshoumaru e saiu. Quando tomaram certa distância, Takashi se dirgiu a Rin.
– O que foi isso?
– Eu apenas estava a colocando em seu devido lugar.
– Porque esse comportamento agora Rin? Sabe tudo o que aconteceu.
– É eu sei, mas Tsuki é que não sabe que depois de casado, você pertence somente a mim. Takashi ela pensa que eu sou como ela, apenas uma diversão.
– Pare com isso Rin. Tem consciência do que Sesshoumaru pode fazer?
– Não tenho e nem me interessa!
– Deveria se interessar.
– Pare de defendê-la, Takashi! Como se ela estivesse certa!
– Não estou a defendendo.
– Porque você não deixa que ela viva a sua vida com Sesshoumaru?! Por acaso quer voltar aos velhos tempos? Sente falta dela? Quer estar com ela Takashi, responda!
– Você está fora de si.
– Eu devo mesmo estar, porque eu sou a única que enxerga o quanto ela te quer e o quanto você finge não perceber! — Rin começou a chorar.
– Quando voltar ao normal, nós conversamos.
– Não quero mais conversa! Não quero mais nada! Ela é a sua protegida, não é?! A prioridade é ela!
– Não confunda as coisas!
– Não confundir o quê? Me diga Takashi! Por qual motivo em especial o pai de Tsuki o pediu para protegê-la?
– Já lhe disse Rin.
– Mas eu não acredito! — Ele se aproximou dela.
– Está duvidando da minha palavra?
– Depois de tudo o que eu vi e de tudo o que eu ouvi dessa mulher, me parece que há muito mais nessa história.
– Não há nada que você não saiba. — Rin chorava.
– Então deixa-a Takashi.
– Eu sou um youkai de palavra Rin.
– Você não tem coragem, não é?! Você não quer perdê-la! — Takashi olhava para Rin de um jeito diferente.
– Saiba que eu nunca te desrespeitei Rin e se assim o quisesse eu tomaria metade desse reino como amante. É a segunda vez, que você me decepciona. Isso Tsuki nunca fez. — Com essas palavras Takashi foi para seus aposentos e deixou Rin na sala.
Ela chorava, porque sabia que havia cometido um erro. Não com Tsuki, mas ao insinuar que entre Takashi e Tsuki havia um relacionamento. Ela foi para seu quarto e quando ia falar com ele:
– Takashi ...
– Vá dormir Rin, já é tarde. — Ela então deitou-se e chorava baixinho, para que ele não ouvisse, o que era inútil. Entre soluços ela sentiu seu sono vir e se entregou a ele. Quem sabe dormindo ela não esqueceria tudo aquilo.
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