Rin não dormiu, pensava em como se desculparia com Takashi. Ela se sentou na cama. Precisava fazer alguma coisa para reverter aquela situação. Ela olhava o youkai ao seu lado, somente com a hakana como de costume. Ele era lindo e ela sentia-se muito mal pelas ultimas palavras que ouvira dele. Aproximou-se mais do corpo do youkai e deu-lhe um beijo em sua testa. Acariava o seu rosto quando ele abriu os olhos. Ela não perdeu tempo.

– Takashi, quero que me perdoe. Eu sei que talvez tenha me excedido quando falei com você, mas é que eu passei todo esse tempo em que estou ao seu lado ouvindo-a dizer sobre suas vidas juntos e isso me incomoda. Eu não gosto de saber sobre um outro relacionamento que não seja o meu. Eu te amo e te quero só pra mim.

– Rin, você é livre para sentir o que quiser, mas não tem o direito de desconfiar de mim porque eu sempre fui honesto com você. Se houvesse algo entre Tsuki e eu acha que Sesshoumaru ainda não haveria descoberto? Quando você disse aquelas palavras ontem, tocou na ferida dele. Porque ele sabe que o unico homem a quem Tsuki se entregou fui eu, porém ele confia na minha integridade. E um youkai sem palavras não é digno de honra. Acha que não sei que ela passa dos limites? Acha que nunca tentei coloca-la rédias?

– Sim, eu sei. Você é maravilhoso e em nenhum momento deveria ter desconfiado, mas é que eu estava completamente irada com ela debochando de mim.

– Achei que era devido seu estado.

– Que estado? — Ele a cheirou.

– Achei que suas regras estavam por vir. Você muda drásticamente de humor quando se aproxima delas, mas quando a cheirei melhor, vi que ainda faltava um pouco de tempo — Rin sorriu.

– Perdoe-me meu amor.

– Claro que a perdoo Rin. — Ela o beijou e quando este foi encerrado ela abriu o kimono e deitou por cima de seu amado.

– Me ame mais uma vez, antes de partir. — E assim ele o fez. Amou Rin ardentemente, até que a mulher implorasse por descanso. Ele acaricou o rosto suado de sua amada e a beijou mais uma vez antes de fazê-la dormir.

Perto do amanhecer, Takashi se levantou e sentou na cama. Rin acordou e olhou para seu amado, suas costas eram fortes e definidas. Tudo nele era perfeito. Ela queria tanto passar mais tempo com ele, mas não podia, ela havia se preparado muito para esse momento, mas de nada adiantou. Sentiu um nó na garganta.

– Rin.

– Hai.

– Sentirei tua falta. — Ela se levantou e o abraçou por trás.

– Eu também. Aishiteru. — Takashi beijou as mãos de Rin e foi se preparar para partir. Aproveitou o máximo de tempo que pôde até que chegou o momento de sua partida. Todos os empregados da mansão foram se despedir de seu senhor e Rin juntamente com eles.

– Não se preocupe meu amor, eu voltarei para você.

– Eu sei, você me prometeu. — Ele beijou o rosto da menina. Enquanto ela partia, ela sentia seu coração apertar. — Volte pra mim meu amor, volte pra mim.

Passadas algumas semanas, notícias à respeito das tropas chegaram à cidade. Rin como mulher do Primeiro General de Sesshoumaru recebera-as em casa. Elas não era boas. Um número razoàvel de soldados já haviam morrido durante a guerra. E notícias diretas a respeito de Takashi nunca chegavam, apenas informavam que as tropas guiadas por ele, foram as que obtiveram maior êxito.

Rin não se sentia nada bem. Havia desmaiado uma vez e todos acharam que era saudade de seu amado, mas ela não era assim. Era uma mulher forte. O café da manhã foi trazido em sua cama. Ela levantou e comeu uma fruta que estava lá. Ao mastigar, sentiu um gosto horrível, seu estômago embrulhou e no mesmo instante ela vomitou. Hiroko, aparou a jovem que quase caiu após o ocorrido.

– Sente-se na cama senhora.

– Não sei o que há comigo.

– Talvez seja seu ciclo senhora. — No mesmo instante Rin arregalou os olhos.

– Hiroko, que dia é hoje?

– É o décimo nono dia do quinto mês senhora.

– Não...

– Rin-sama o que houve?

– Hiroko as minhas regras... As minhas regras sempre vem no início dos meses. — Naquele momento ela se lembrou do que Takashi disse antes de partir.

"Achei que suas regras estavam por vir. Você muda drásticamente de humor quando se aproxima delas, mas quando a cheirei melhor, vi que ainda faltava um pouco de tempo."

– Senhora, será que?!

– Elas nunca saíram desse período.

– Então a senhora está...

– Hiroko, Takashi partiu em viagem no vigésimo dia do mês quarto. Hoje é o décimo nono dia do mês quinto. — A empregada abriu-lhe um sorriso.

– Rin-sama é bem provável que sim.

– Eu estou grávida?!

– A considerar por seus enjôos e tonturas, sim e há um cheiro diferente na senhora.

– Não é possível. Eu estou grávida?!

Notas finais
Ain, que perfeito gente, mas logo agora que ele foi para a guerra. Será que ele volta para ver seu herdeiro ou herdeira nascer? Beijo e até a próxima.