O Amor Que Floresce Do Medo
13 O Beijo
Notas iniciais
e a minha querida Jaci.. muito obrigada pela recomendação.
O Amor que Floresce do Medo
Capitulo 13
NARUTO POV’S
Eu revirava na cama de um lado para o outro, mal consegui pregar os olhos durante a noite, sempre via Hinata em meus sonhos, ela era uma tentação que vinha do meio de luzes coloridas em flashes de luz prateados e então o corpo começava a ter formas e rosto, um rosto que fazia meu coração palpitar, um corpo que despertava o meu lado mais carnal.
Não deixei de vê-la em meus olhos, mesmo que estes estivessem abertos ou fechados, eu a via com aquela expressão sensual, com aquele sorriu desinibido, realizando aqueles movimentos que me deixavam louco.
Kami-sama.. por que a colocaste no meu caminho? – eu pensava abafando um grito em meio ao travesseiro.
— Naruto.. – chamou a voz doce de minha mãe. Como ela sabia que eu já estava acordado? – perguntei-me mentalmente levantando-me para atendê-la.
Cheguei à porta, eu vestia apenas uma calça preta larga de pano fino e leve, meus cabelos estavam completamente desgrenhados, eu sabia pela sombra que se projetava na porta ainda fechada. Girei a maçaneta e me deparei com o olhar furtivo de dona Kushina.
— Sim mãe.. – disse, dando a entender que ela me dissesse por que estava me chamando àquela hora. Olhei para com canto qualquer procurando meu despertador com os olhos e então lembrei que o taquei na parede de madrugada por que as horas pareceram não passar enquanto eu pensava nela.
— O café já esta posto na mesa.. – informou e me olhou sugestiva. — Sugiro que se alivie e desça para o café de forma apresentável, temos visita. – disse e olhou para baixo.
Não entendi o que ela quis dizer com “aliviar”, e quem viria para o café da manha em plena sexta feira? – ironizei meu pensamento.
Entrei e olhando para baixo eu percebi o porquê do aliviar, eu estava duro, muito duro.. praguejei. DROGA! Aquela garota estava me tirando o juízo. Em menos de quatro meses e eu estava com os quatro pneus arriados pela guria dos Hyuuga. Parecia até que tinha ganhado uma coleira. – vociferei em pensamento.
— Calma Naruto.. fica calmo cara.. é uma garota, só isso.. que você está completamente VIDRADO NELA.. – disse aumentando meu tom de voz e passando a mão no rosto em sinal de desespero.
— Seria menos complicado se ela não fosse tão problemática, como diz Shikamaru. – falei concluindo meu pensamento em voz alta.
— Ficou louco foi Dobe..? – perguntou a voz de Sasuke, que me fez saltar de susto por não esta esperando aquela invasão.
— DROGA TEME!! – gritei irritado. — Quer me matar é? – indaguei o fuzilando com o olhar.
Sasuke riu com humor, adorava me tirar do serio, era tão fácil.
— Não Naruto, não quero te matar seu Dobe.. mais sua mãe vai se não descer pra ver as visitas. – disse com um sorriso simplório e cínico.
— Idiota.. – praguejei mais ele pareceu me ouvir.
— Eu? Ou você? – perguntou debochado. — Desde que conheceu a menina Hyuuga anda nas nuvens, parece um cachorrinho sem dono e até agora não tomou nenhuma atitude.. – disse para minha total irritação eu sabia que meu amigo estava certo.
— Ela é problemática.. – usei a frase de Shikamaru.
— E você esta louco por ela, completamente de quatro... admita. – disse.
— Não precisa dizer o obvio. – falei arqueando a sobrancelha. — Disso eu, você, Sakura e a casa inteira já sabem menos ela, que parece ignorar ou realmente não percebeu ainda, o que eu duvido. – disse ainda mais frustrado. Sentei-me na cama e fitei tediosamente o moreno a minha frente.
Sasuke pareceu pensar um pouco, chegando à conclusão de que eu estava certo, afinal não sou tão burro como pareço às vezes, Hinata parecia realmente fingir ou ignorar o fato de que eu estar afetivamente envolvido por seus encantos, então por que ela simplesmente me aturava? – isso me deixava confuso.
Hinata não parecia o tipo de menina que alimentava falsas esperanças, nem do tipo que gosta de ter homens jogados aos seus pés a adorando. Isso parecia mais com Ino, ou melhor, tinha a cara de Shion. – pensei.
— Já tentou dizer a ela como se sente? – essa pergunta me pegou de surpresa, não como se fosse esperando, mais vindo de Sasuke aquele concelho pareceu ridículo.
— Logo você me dizendo isso.. – falei debochado.
Sasuke se encostou a parede perto da porta e me fitou, a reação dele já me era esperando, acho que tanto quanto a minha para ele, sorrimos cumplices.
— Funcionou pra mim. – ele disse, acho que se referindo a Sakura-chan.
— É, parece que funcionou mesmo.. – falei jogando minhas costas no colchão. — O que espera que eu faça? – perguntei retorico. — Que me vista de príncipe encantado, alugue um cavalo, leve lhe rosas e chocolates e a sequestre na porta da faculdade? – disse e quando olhei nos olhos de Sasuke eu soube, era exatamente o que ele queria que eu fizesse.
— Nãooooooooo.. não.. e não Uchiha, eu não vou pagar esse mico. – falei fazendo o maior bico do mundo.
— Gosta dela não é? Por que não correr o risco? – disse dando de ombros.
— POR QUE? – disse exaltado. — Por que ela não parece dar à mínima.. qual é Sasuke, você é o inteligente aqui.. – disse ele sorriu convencido. — Nos dois percebemos que ela não parece muito “interessada” – fiz aspas no ar com as mãos. — Em mim no momento, na verdade.. – suspirei. — Tá mais pra ter medo.
Ele entendeu até mesmo ele pode notar que as reações de Hinata não eram bem os padrões de uma garota quando é paquerada por um cara. Definitivamente sair correndo ou cair no choro, não podiam ser reações normais.
— Perto de você ela parece ficar mais calma em alguns momentos.. – ele disse como se só isso fosse o bastante para me dar esperança.
— Em alguns momentos não é o suficiente Teme.. eu realmente gosto dela.. DROGA Sasuke.. eu estou apaixonado, infernos. – disse, ele sorriu complacente.
— Não é como se você soubesse esconder o que sente.. – falou.
— Eu sei.. eu sei. – disse. — Espera um pouco que eu vou me arrumar melhor encerrar essa conversa. – disse me levantando.
— Como você achar melhor. – disse o moreno em concordância. — Espero você para o café. – disse e saiu do quarto me deixando só com meus pensamentos.
Na sala..
Eu desci as escadas lentamente e comecei a ouvir vozes familiares, uma conversa animada o corria na sala onde o café estava sendo servido. Eu reconhecia as vozes de Sakura, Sasuke e de Ino, mais também sabia que as outras não me erram estranhas.
Aproximei-me sorrateiramente. E pude ver as cabeleiras sentadas e me surpreendi a ver um cabeleira azul em meio as que estavam presentes.
— Ohayoo gozaimasu – disse cumprimentando os presentes, mais assim que ela me fitou eu não desviei o olhar.
— Ohayoo Naruto-kun.. – disse Sakura eu apenas assenti.
— Como vai Naruto? – era a vos rouca de Neji. Eu tive que olha-lo, não entendi a presença deles ali, era cedo, cedo de mais e hoje não teríamos aula, a faculdade foi fechada para ser um dos postos eleitorais.
— Bem Neji.. vou bem e você, como tem passado? – disse educadamente, mais saiu um pouco escandaloso, todos riram. E o sorriso dela era o mais lindo.
— Melhor que você com essa cara de insônia. – falou e Sasuke ri debochado. Eu devia mesmo estar um lixo.
— O que houve Naruto, pesadelos? – perguntou Sakura-chan.
— Eu diria que lindos sonhos.. ou quase. – eu disse sem graça por ser pego pelo olhar de Hinata a fitando descaradamente, logico que todo mundo perceber. Sasuke tinha razão, eu não sabia esconder meus sentimentos. – pensei.
— Gostou da surpresa? – disse Tenten. Eu não entendi muito bem. Surpresa por quê? – indaguei mentalmente.
— Não entendi.. – disse arqueando uma sobrancelha e os olhando confuso.
— Aham.. é seu aniversário Naruto. – de Sakura, como se fosse algo obvio. Eu quase dei um pulo. Como podia ter me esquecido disso, mais isso ainda não explicava a presença de Tenten, Neji e Hinata ali.
— Não.. – foi tudo que eu disse.
— Mais é muito baka mesmo.. – disse Sasuke e o fuzilei.
— Então Naruto, Sasuke e Sakura nos convenceram a ficar com você hoje. – disse Neji, como se me fizessem um favor. E talvez estivessem mesmo, afinal trouxeram Hinata. Sorri com o pensamento.
— Trouxe u-um pre-sem-nte.. – disse a voz mais linda de todas.
— Também trouxemos.. – disse a namorada de Neji animada. — Mas não sabíamos se você ia gostar, tentei convencer a Hinata a deixar-me embrulha-la pra presente, mais ela não deixou. – a morena fez um bico e eu ri, não só da expressão mais também do pensamento pervertido que se formou com aquelas palavras.
“Embrulhada pra presente, né” – pensei e sorri.
— Tenten-chan.. – disse Hinata envergonhada, ela ficava tão linda corando daquela forma. Kami-sama me desse forças pra me comportar.
Todos riram da situação, mesmo Neji que pareceu irritado de primeiro momento com o comentário indiscreto da namorada.
A manha foi muito calorosa, nos estávamos nos conhecendo melhor. Tenten fazia questão de contar coisas constrangedoras sobre Hinata e ela sempre corava lindamente, enquanto Sakura e Sasuke não perdiam a chance de me avacalhar na frente da menina que eu gostava.
Em um momento único, Sasuke puxou Sakura para um canto e depois de uns minutos conversando em particular chamaram Neji e Tenten me deixando a sós com Hinata. Nós nos entre olhamos corados e sem jeito. Eu sentia que o ar ia me faltar. Lembranças da noite anterior em que dançamos inundaram minha mente, ela parecia outra pessoa.
— Gosta muito de dançar, não Hina.. – disse, não exatamente lhe perguntando.
— H-hai.. é a minha pa-paixão.. m-meu.. so-sonho-o.. – falou tímida e tão fofa. Isso havia me dado um ideia. Sasuke disse para ariscar. Bem, era isso que eu faria.
— É um belo sonho. – falei. — Também era o meu, acho que ainda é. – disse tendo a atenção da azulada. — Acho que só deixei a This’s Art por que não encontrei alguém que pudesse se entregar a musica como eu.. ou melhor, comigo. – eu sorri fraco.
— Mas você dançou com a Mat-chan.. – ela disse, percebi que aquele era o ponto para mantê-la falante.
— Sim, mas não fomos compatíveis. Eram entregas diferentes.. eu me entregava com o coração e ela com o corpo, não tínhamos uma coneção. Algo que ela e Gaara têm nitidamente. – disse e vi que ela parecia concordar afinal os conhecia há mais tempo. — Você se mudou com eles para cá, quando veio de Suna? – perguntei. Aquilo me intrigava.
— Não.. – disse. — Eu me mudei pra cá com oito anos, mais na verdade eu nasci aqui. – falou e sorriu triste. — Fomos pra Suna depois da morte de minha mãe. E quando meu otou-san superou viemos para cá novamente. Gaara e Matsuri vieram três anos depois. – disse e fitou o nada por uns instantes.
— Sua mãe também gostava de dançar? – perguntei, talvez não devesse, eu não sabia.
— Sim.. gostava muito. – falou com um sorriso mais vivo. — Ela era incrível. Sempre muito gentil, muito viva, muito terna.. como uma mãe sempre é. Era minha heroína. – disse com a face corada e um brilho de admiração nos olhos.
Um som irritante chamou a nossa atenção, minha mãe estava parada na posta da sala nos olhando com olhos brilhantes. Um amor de mãe imutável.
— Você é tão linda Hina-chan.. fazem um casal tão lindo. – disse e uniu as mãos sobre o peito. — Não quer ser minha nora? – fez o pedido tão descaradamente que eu nem pude acreditar. Quase me engasguei com a própria saliva.
— Tá louca mulher? – disse exasperado.
— O que? – disse inocente com um sorriso vitorioso, Hinata estava o cúmulo do nervosismo.
— Mãe, sai. – disse, ela deu de ombros e saiu. Perguntei-me há quanto tempo ela estava ali. E fiz uma nota mental sobre esgana-la mais tarde.
— Desculpe-me por isso Hina.. – disse me sentando no sofá ao seu lado.
Hinata só balançou a cabeça em negação, como se dissesse “não precisa se desculpar..” e eu entendi. Eu sorri para ela, meu coração cheio de todos os tipos de sentimentos. Eu via menina linda da primeira vez que a vi, a garota assustada do dia do ônibus, a jovem em perigo no dia que desmaiou na faculdade e a mulher de ontem a noite que dançava com muita sensualidade. Eram tantas facetas em uma só que eu me perguntava qual seria a verdadeira enquanto vasculhava no fundo dos olhos prateados.
— O-o q-que foi Na-naru-to.. – disse em forma de pergunta e eu a fitei ainda mais intensamente como que me despertando.
— Hã? – indaguei. E quando notei a proximidade entre nós entendi. Hinata estava muito vermelha.
Afastei-me delicadamente e olhei para a porta da sala, vi cabelos rosa de afastando com rapidez. Praguejei mentalmente e sorriu. Que belos amigos eu tinha.
— Você falou de um presente.. – comentei tentando desviar de assunto.
— H-hai.. eu trouxe espero que goste. – falou se virando e mexendo na bolsa, depois de um momento ela pareceu encontrar o que procurava e se virou alegre.
— Aqui. – disse me entregando um pequeno embrulho lilás e laranja, cores que me faziam nos imaginar juntos. Eu peguei e propositalmente envolvi suas mãos as minhas e a fitei levantando o olhar pra ela. Vi o rosto ser tomado por um leve tom de vermelho e ela morder os lábios de um jeito tímido mais tentador.
— Arigatou Hina.. – disse e sorri minhas mãos ainda estavam lá, eu ainda estava lá. Ela não se afastou e isso me aqueceu. Linda! – pensei.
— N-não foi n-na-da.. Na-naru-naruto.. – respondeu de forma doce.
Eu trouxe o presente com minhas mãos deslizando as pelas suas, sorri vendo-a tremer e abri o presente, dentro havia uma caixa pequena e dentro desta um pingente em uma delicada corrente ouro. O pingente era sol e uma lua, formando um eclipse.
Sol e lua. – pensei. — Eu e você! – imaginei.
Eu sorria feito um bobo e eu sabia disso pelo modo como ela me encarrava. Eu me sentia eufórico. Sasuke e Neji entraram na sala cheios de sorrisos.
— Yoo.. – disse Neji. — Hinata já lhe de o presente dela pelo visto. – disse vendo o embrulho e o cordão em minhas mãos.
— Sim. – disse. — É um presente e tanto. – falei o fitando.
— Então o coloque. – disse Sasuke.
Eu corei um pouco e o fitei sem graça. Assim como a fitei e a Neji também.
— Hinata.. – disse Sasuke e a morena quase deu um pulo. — Coloque nele por favor? – pediu. — Ele parece um idiota ás vezes.
— H-hai.. – disse concordando.
— N-não.. não.. – disse negando. —Não precisa Hina-chan.. – disse nervoso.
— Não seja idiota, deixa ela por, tem mais jeito pra isso que você. – falou meu amigo da onça.
Ela pegou a corrente das minhas mãos e se levantou do sofá indo para as minhas costas, eram movimentos tão suaves e imperceptíveis, como caricias.
Ela o colocou delicadamente e pouso as mãos em meus ombros. Suspirou e depois voltou a minha frente com um olhar neutro e perdido.
— Não foi tão ruim assim. – disse Neji com um sorriso idiota.
— Baka. – disse emburrado e Hinata ri se forma suave.
A manha se passou assim, eu até estranhei a falta de alardes e escândalos de meus pais que foi compensada com uma festa à noite. Ganhei de Sakura uma braçadeira com as iniciais N.U. e de Sasuke um CD do Metallica e um do Iron Maiden fora uma guitarra vermelha com chamas laranja e amarelas com um símbolo nas costas. Eu babei com aquilo, mas o melhor presente ainda havia sido o de Hinata. Neji como nerd que era me deu um livro e Tenten me deu um presente muito estranho, ela me deu uma venda.
Na festa recebi outros presentes, mais o da Hyuuga me fazia imagina-la pra sempre ao meu lado. Eu era sim o tipo de homem apaixonado.
Então comecei a planejar o que faria para me declarar.
Sim, eu iria me declarar e em grande estilo. – pensei.
Era dez de outubro, e o meu plano teve inicio ali, no dia do meu aniversario. Nos dias que se seguiram eu planejei, contratei, treinei, comprei.. fiz tudo que imaginei ser preciso para receber um sim daquela que mexia comigo, que me tirava o sono, que roubara o meu coração.
Foram semanas difíceis mais nada me faria desistir dela.
Quando finalmente o dia chegou eu pensei em largar tudo e desistir, um medo se apossou do meu corpo e eu tremia muito para dar um passo a frente. Pensei em todos os dias, em cada momento em que a vi, ela era tão linda, tão perfeita. Eu a queria pra mim.
Taph..
Aquele foi o som do tapa de Sakura em meu rosto e eu a olhei incrédulo. Mas o que? – pensei estático.
— Acorda e para de tremer como uma menininha, você vai fazer a coisa mais linda que um cara poderia fazer por uma mulher então se controle e lembre-se do por que. – disse seria e depois sorriu acolhedora.
— Eu sei.. – disse em um fio de voz.
Era fim de tarde de uma sexta feira, dia 15 de janeiro. Eu não podia mais esperar. Havia feito tudo com muita pressa mais tudo como eu queria.
Estávamos em frente à faculdade. Eu havia chamado muitos de meus amigos e dos dela que eu sabia serem da This’s Art. Gaara e Matsuri iriam me ajudar, assim como Ino, Sakura, Sasuke, Tayuya, Shino, Neji e Tenten, até Temari e Shikamaru entraram nessa comigo. Muitas pessoas paravam para olhar o movimento. As meninas estavam vestidas com roupas de gala com vestidos das cores de seus olhos. E os rapazes com ternos brancos. Eu estava dentro de um caixa lilás de terno preto com um mascara branca e suava frio. Sakura me deixara para ir para o seu lugar, combinamos que Sai a traria.
Quando a musica começou, eu soube que ela estava lá. Eu vi pela fresta os rapazes e moças dançando a coreografia que Gaara e Matsuri montaram algo fácil de realizar para aqueles que não tinham familiaridade com a dança. Eles fizeram o solo deles, algo impecável, eu podia ver Hinata com os olhos brilhando.
Então a caixa se abriu e o meu ar faltou, havia muito mais gente do que eu podia ter imaginado, se ela me desse um fora eu sabia, seria o fim do mundo, do meu mundo.
Ela me fitou lá de longe onde estava, havia um distancia de quase vinte metros nos entre. Eu estava em cima de um palco improvisado e desci as pequenas escadas até o chão. Os olhares bobos e irritados não me abalavam. Garotas suspiravam e outras invejavam a Hyuuga, rapazes de sentiam humilhados e alguns se martirizavam por não ter tido a mesma ideia.
A musica foi diminuindo e aos poucos os casais começaram a parecer com lírios, orquídeas e rosas, e mais flores de variadas espécies e a colocavam aos pés de Hinata. Ela parecia tremula e nervosa, corada.
Eu me aproximei e dançando, as meninas se chegavam a mim e eu bailava com elas, Hinata havia sido deixada no meio, a rua estava paralisada. Matsuri veio e nos dançamos relembrando os nossos velhos tempos, ela estava ainda mais entregue e enquanto dançávamos rodeávamos a Hyuuga que nos seguia com os olhos em um misto de surpresa, excitação e alegria. Matsuri havia sido a primeira a aceitar me ajudar a realizar aquela loucura, Sasuke o segundo quando soube que eu o pretendia usar, não gostou muito.
Assim que Matsuri deixou meus braços eu fui até ela e dancei com ela e a girando e a enlaçando em mim ela me olhava com os olhos vidrados sem perder qualquer movimento meu. Eu não era o príncipe encantado, eu não era o lobo mal, eu era o homem apaixonado que estava fazendo a maior loucura da sua vida sem saber qual seria o resultado.
— Hinata.. – eu disse e a minha voz era amplificada por um pequeno microfone ligado as caixas de som, ajuda de Shino. — Eu não sei nem como começar.. nem o que te falar.. mas a verdade é que eu não preciso.. tudo o que eu fiz hoje, tudo que eu fiz nossos amigos passarem.. vai valer muito a pena se você me der uma única resposta. – meu olhar era intenso sobre ela. Mas eu não via resposta nos seus.
— Você aceita namorar comigo? – disse de um a vez.
Os olhos lilases me fitaram com desespero, angustia. Então eu sabia a resposta, ao invés de fazê-la passar por aquilo eu a puxei dali, muitos murmúrios se seguiram, curiosos pela resposta que ela não deu mais que eu já sabia.
Sasuke me gritou Tenten a gritou, Sakura parecia furiosa.. mas eu não me parei apenas a puxei comigo. Ela estava quente, tremula.
— Kuso! – disse.
O que eu havia feito? – pensei.
Eu não parei e quando ela tropeçou nos próprios pés quase indo ao chão eu a amparei e pegando-a no colo fugi de todos, fomos ao estacionamento e peguei minha moto, Uma (...) . não dei tempo de ela pensar, coloquei lhe o capacete e a puxei pra subir e assim que a acomodei eu dei partida, não sabia pra onde iria mais eu não tinha planos ou qualquer ideia do que devia fazer.
Fui então puxado para o meu lugar favorito em toda Konoha, o monte da vila da folha. Era quase pôr-do-sol e eu me perguntei: “Por que eu fiz tudo isso se sempre soube que no fundo ela não estava interessada?” – doeu chegar a essa conclusão.
Mesmo que eu amasse Hinata intensamente como eu havia descoberto que amava, ela não correspondia os meus sentimentos, ela era gentil, é verdade, mais não era carinhosa. Agradável, sem ser amorosa. Ela nunca me passou a sensação de amor, talvez de desejo e só.
Mas claro, tinha algo mais, ela parecia ter um medo ilógico e perturbador de homens loiros, ou seria de olhos com olhos azuis, ou talvez ou dois. Eu ainda não sabia dizer. Mas isso não explicar por que só comigo ela não saia os berros.
— Na-naru-to.. – disse e eu a fitei receoso. Não queria ver medo em seus olhos de novo.
— Sinto muito. Vou leva-la pra casa.. – falei e quando ia voltar pra moto ela me segurou e me abraçou forte. Uma reação bem incomum por parte dela. Eu nunca vi Hinata abraçar alguém. – lembrei.
— Eu queria.. j-juro.. ju-r-ro q-que eu queria.. p-poder.. f-alar.. pra você.. – ela chorava e falava entre soluços audíveis. — Te explicar.. m-mais.. e-eu n-não consigo. – disse.
Foi de partir meu coração em mil pedaços.
— Você tem muitos segredos, acho que no fundo eu sempre soube disso e não quis ver... você nunca vai ser minha. – falei e senti que ela chorava em meu peito humedecendo o terno.
— E-eu queria p-oder.. poder.. te amar. – ela disse e se me gerou um choque, eu levantei seu rosto às perolas que eram seus olhos não mentiam e estavam tristes, avermelhadas.
— Não me iluda. – pedi.
Colei nossas testas uma na outra e à medida que nossas respirações se mesclavam e a dela se acalmava nossos rostos foram se aproximando sem a minha permissão.
Quando o beijo aconteceu foi algo tão puro, tão doce, tão vivo.. que mesmo depois de um longo tempo em que nossas línguas travavam aquela guerra eu não queria ar, eu queria mais. Minhas mãos começaram a percorrer o seu corpo de forma terna, suave e delicada. Surpreendendo-me com meu próprio jeito.
“Eu a amo” – conclui.
Só isso para explicar a minha atitude. Mas ela começou a tremer em meus braços e eu sua boca já não me envolvia com prazer, as lagrimas salgadas beijavam seu rosto e se encontravam com nossos lábios e em me separei pra ver aquele olhar.
O arrependimento me deu um soco.
— Você a machuca. – disse uma voz dentro de mim.
— Hinata.. eu te amo, mas não dá.. eu não posso. – falei.
Seu olhar era intenso, preocupado, mesmo amedrontado eu sabia, ela se preocupava, talvez comigo.. eu queria acreditar que sim.
— Eu não vou mais insistir com você. Eu prometo. – disse e me afastei, ela tremia e não era de frio, o crepúsculo no céu já se ia ao horizonte.
— Se um dia você.. – eu não pude terminar ela me beijou rapidamente e corada me disse.
— Você será o único que eu procuraria se um dia eu puder amar como você merece que eu ame.. – falou e se foi me deixou ali.
Aquilo não devia mais no fundo eu vi uma luz, uma pontada de esperança. DROGA! Eu não teria jeito, eu a esperaria mesmo que se passassem mil anos. Mas meu coração havia sido quebrado pela primeira vez.
Notas finais
Vejo-os nos comentários..
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