O Amor Que Floresce Do Medo
2 Lembranças
Notas iniciais
e..
Sobre o que será descrito, considerem com carinho e não me odeiem..
sinto dizer que foi algo necessário..
Eu agradeço a todos que se dão a oportunidade de ler
Beijos
♥
O Amor que Floresce do Medo
Capitulo 2
Hinata POV'S
Eu ouvi sua voz, senti sua presença, e só por ser loiro, eu já me sentia mal, tentei fitar seus olhos, mais não os via. Aquela era a primeira vez que eu falava de forma despreocupada com um homem em muito tempo que não fosse meu pai ou meu primo Neji-nii-san, ou mesmo meu professor de dança. Em muitas outras situações em que era forçada ha faze-lo era muito cautelosa, vaga e rude as vezes. Perdi a fé que tinha nas pessoas, nós seres humanos. Eu me senti tremula e angustiada, mais por alguma razão desconhecida ele não era incomodo. Não me senti desprotegida ou indefesa como antes. Sentia-me eu mesma, e posso dizer que até um pouco mais forte.
Olhei os olhos do homem loiro ao meu lado, a lembrança foi inevitável. Com se meu corpo revivesse as sensações daquela noite.
FLASHBACK ON — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — —
Era o primeiro dia de aula, havia olhos e olhos por toda parte que me fitavam como se eu fosse uma estranha. Sentia-me uma aberração em meio às pedras coloridas que insistiam em meu observar como em um espetáculo de horrores. A todo o momento eu passava as mãos por meu cabelo na intenção de me acalmar ou algo parecido, mais nada funcionava, o nervosismo estava lá como sempre.
Então um par de olhos azuis resplandeceu em meio a todas as demais íris. Um olhar perturbador que mexeu com o meu coração e por um momento me esqueci de que devia respirar. Quando o ar faltou o inspirei de forma brusca para que o ar preenchesse os meus pulmões..
Durante todo o primeiro período da faculdade eu me senti acuada, observada e vigiada a cada momento do dia, como se uma sombra me perseguisse a todo lugar que eu fosse, e até na ida pra casa, eu morria de medo de ir só.
Alguns meses depois, quando fiz amizade com uma menina da minha sala que morava próxima começamos a ir juntas e a sensação diminui, mais ainda estava lá.
— Vamos Hina-chan, se apressa.. – dizia TenTen correndo de empolgação. Às vezes ela insistia em ir até lá em casa pra ficar admirando o Neji-nii-san com seu par de olhos chocolates.
— Estou indo.. – disse logo atrás dela já sem folego, não tinha a mesma capacidade física que TenTen tinha para esportes os esforços físicos em demasia.
Chegamos, jogamos conversa fora enquanto Neji-nii-san passava na sala às vezes para nos observa, se bem que às vezes eu podia jurar que ele frequentemente aparecia ali para ver a morena de coques.
Muitas semanas foram assim, mais um dia depois da faculdade TenTen não pode me acompanhar e enquanto eu andava a noite, ainda faltava umas cinco quadras antes de chegar a minha casa, eu vi, vi olhos azuis que me observam com um olhar que me causava arrepios de medo e horror. Ignorei o portador de tal olhar e continuei a andar, enquanto mentalmente eu dizia: “— Mais algumas quadras, não falta muito Hinata..”
Dizia a mim mesma: “— Não se apavore!”. Mas todo o meu corpo estava em alerta diante daquela presença. Eu ouvi vários comentários sobre aquele homem, e sempre eram ruins, queria o longe de mim nesse momento, e sua permanência me fazia cogitar a possibilidade de ser ele que sempre estava me olhando de longe quando eu me sentia seguida.
— Você é linda.. – disse, não ousei olhar pra trás, sabia que estava bem mais perto do que eu gostaria, e não poderia correr provavelmente eu cairia no chão, gritar não adiantaria àquela hora da noite. Não havia ninguém em metros de distancia em qualquer direção que meus olhos claros podiam mirar. Meu coração disparou no peito, o medo invadia minhas veias como um veneno.. eu podia imaginar mil e uma coisas, todas terríveis e horrendas. O corpo ao lado tinha uma presença marcante e cheiro de sangue.
Sentia sua mão ser estendida no ar e pousa em meu pulso enlaçando-o de forma sutil, mais o frio que percorreu meu corpo em alerta gritava em meus ouvidos: “— CORRA! CORRA! CORRA!”
Em conhecia aquele rosto, desde o primeiro dia de aula a presença dele foi notável e perturbadora. Jamais imaginei que viveria algo como o que veio a seguir. Mas desde que o vi quando entrei naquela rua, eu já sabia.
Meu corpo tremulo foi arrastado para um beco entre uma rua e outra, eu não gritaria, não choraria, não dessa vez, eu não seria fraca como fui em toda minha vida quando todas as pessoas me consideravam um estorvo. Eu seria forte por mim, não lhe daria esse prazer. Aquilo estava acontecendo comigo? – perguntava-me. Por quê? – indagava em minha mente. Eu sabia que ele tentaria fazer-me mau, e que não havia salvação pra mim.
— Não se mexa muito Hinata, não quero estragar sua linda roupa, nem ter que machucar sua alva pele. – disse de forma suave, mais a voz masculina demonstrava apenas más intenções.
Eu soluçava mudo, pois nenhum som sai dos meus lábios, quando senti suas mãos tentarem abaixar minha roupa, eu tremi e tentei me soltar, correr. Fui ao chão ralando meu rosto, pernas e braços. Senti uma ardência quente no ombro e quando o olhei ele havia feito uma marca á ferro quente com um anel. Uma marca que jamais me deixaria esquecer.
Puxou minhas pernas me arrastando pelo chão, bateu minha cabeça com força contra a parede e gritou: — QUAL O SEU PROBLEMA?
As lagrimas queria me trair naquele momento, a dor física me mantinha acordada, pois me corpo vacilava, querendo desmaiar.
— DIGA ALGUMA COISA? – continuava a gritar. — NÃO VAI FALAR NADA.. – suspirou de forma cansada e exasperada. — POIS BEM, QUE ASSIM SEJA FLOR..
Arrancou minha saia com um único puxam levando junto a minha roupa intima, segurou meus pulsos acima da cabeça, eu já podia sentir a dor, a magoa e as lembranças desagradáveis. Mais nada foi pior do que sentir aquilo, a profunda dor da invasão, da falta de amor e compaixão. Ver os olhos azuis frios e irredutíveis em suas determinações: DE ME FERIR, DE ME HUMILHAR.
Depois de algum tempo, eu apenas grunhia pela dor, mordia os lábios com força e me negava a chorar, meu corpo não aguentou e eu já não me sentia nele, me via como uma mera espectadora das cenas abomináveis que se seguiram, a forma como fui violentada, abusada e usada naquela noite nunca sairia da minha mente, era o que pensava enquanto meu corpo entrava em transe.
Quando satisfeito, ele saiu de dentro de mim e pude ver o sangue em seu pênis, o sangue que devia estar correndo entre as minhas pernas naquele momento.
— Você não gritou, não pediu clemencia, não implorou.. não chorou. – ele dizia em pé fitando o nada. — Não foi divertido.
Repentinamente ele socou a parede a cima da minha cabeça, eu permanecia estática no chão, sem saber o que fazer se deveria tentar fugir, mais o mal já havia sido feito.
— Por quê? – sussurrava pra si mesmo puxando os fios loiros entre os dedos longos. — Eu achei que você me daria todo o prazer que eu procurava. Mas você teimosamente se manteve calada, não lutou, não fez nada.. – ele estava furioso e eu não lhe responderia nada.
— Sei que você não gostou.. dava pra ver em sua face o nojo, a revolta e mesmo assim.. – ele batia contra a parede de novo.
Eu me levantei ajeitei o que pude da minha roupa e vestindo a saia em trapos vi que minhas pernas apenas me sustentavam, mais não estavam firmes, vi o sangue escorrer e uma única lágrima vazia escorreu por minha face morrendo ao encontrar o chão fétido daquele beco imundo.
Virei a passos cansados, vacilantes e incertos eu caminhei sem saber se deveria seguir meu caminho pra casa. Fui parada de forma brusca.
— Aonde vai? – perguntou agressivo.
Eu o fitei, e pude ver a incerteza nos olhos azuis. E os meus sem vida o fitavam com desprezo.
— Para qualquer lugar longe de você.. longe dessas lembranças, longe de tudo. Eu o odeio com todas as forças do meu coração e você não pode me obrigar a ficar aqui depois do que fez. – disse lhe de forma fria, não reconheci minha própria voz naquelas palavras.
— Você não é a menina doce que eu sonhei deflorar.. – ele falou com escarnio.
— E você é exatamente o homem que todos dizem que você é Itsuko. – então eu corri, corri com todas as forças que me restavam. Impressionei-me ao notar que não cai que ele não me seguia, e que quando dei por mim já estava enfrente de casa. Quando passei o portão eu desmoronei, desmaie e fiquei ali sabe se lá por quanto tempo até ser encontrada na manhã seguinte por Mena-sama, nossa governanta.
Eu não fui à faculdade, não recebi ninguém por dias, meses até. Nós mudamos, eu e toda minha família, para outro bairro. TenTen se odiou quando soube o que houve, e se culpou por muito tempo por não estar comigo aquela noite.
Um tempo depois, quando TenTen nos visitou a ouvi contar a Neji-nii-san que Itsuko fora preso por ser pego violentando uma garota menor de idade, com a aquela noticia fiquei aliviada, ele nunca mais machucaria alguém como me machucou.
Meu coração quebrado jamais seria o mesmo novamente. Evitava todos os homens e por muito tempo, até meu pai e primo, e durante quase um ano abandonei minhas tão sonhadas aulas de dança.
A fé e a segurança nunca voltaram, a dor ficou e as lembranças me assombravam como pesadelos. Mas eu consegui voltar a dançar e a ver Neji-nii-san como sempre o vi, meu irmão. E meu pai, como o homem frio e arrogante que sempre fora, e que eu amava.
FLASHBACK OFF — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — —
Meu corpo vacilou e me levante, puxando a corda, corri na direção da porta ouvindo os passos atrás de mim, o medo voltou com força total. Assim que o ônibus parou eu pulei pra fora e corri como nunca havia feito desde aquela noite.
— EI, ME DESCULPA.. ! – eu ouvi o grito desesperado e parei abruptamente.
— Eu não queria te assustar, só não queria vê-la daquela forma quando aquele homem se aproximou de você, não queria que sentisse medo. Minha irmã Sakura me odiaria se soubesse que não fiz nada vendo-a nessa situação em que estava. – ele dizia alto o bastante pra que eu pudesse ouvir.
Por que ele estava se explicando? – pensei de inicio. — Quem era Sakura? – pensei logo depois. Mas meu ultimo pensamento me pegou de surpresa. — Por que eu parei para ouvi-lo? Por que não continuei correndo.
Notas finais
e meninas, ou meninos, vai saber..
Gostaria que me dissessem como me sai? O que precisa melhorar?
e não me odeiem ><'
ah, o Itsuko é um personagem meu para fazer o papel do estrupador..
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