O Amor Que Floresce Do Medo
17 Casal do Vento
Notas iniciais
esse capítulo não foi tão focado no nosso casal principal.. mais eu adorei escrevê-lo..
XD
Por motivos bem pessoais esse foi um dos melhores capítulos que escrevi para essa fic.. também por se tratar do Gaara com a Matsuri.. que eu amo de paixão.
Então sinto muito pelos GaaIno, mais.. e.e
Beijos minna-san ♥
O Amor que Floresce do Medo
Capitulo 17
NARUTO POV’S
Agora que eu e Hinata estávamos namorando eu me sentia verdadeiramente completo. Devia ser nossa segunda semana de namoro, mais parecia muito mais tempo pra mim, cada dia eu tinha mais certeza de que a amava. Naquela semana completaríamos três semanas juntos, e Gaara e Matsuri iriam se apresentar na This’s Art, aquela seria a semana de arte na instituição, muitos dos alunos fariam apresentações, não só de dança, mais também de canto e teatro, e todos que atuavam nas galerias exporiam seus quadros.
Descobri que o novo paquera de Ino, Sai era um ótimo pintor e iria lhe pedi para fazer um quadro de Hinata comigo, através de uma foto. Encontrar-me-ia com ele hoje.
Pela manha sai de casa, fui direto para o Instituto, Kakashi estava na recepção conversando com Tayuya, Chouji levava alguns quadros cobertos para outro local, e vi Matsuri descendo as escadas com algumas lágrimas correndo por seu rosto alvo.
Aquilo se tornou prioridade, faltavam dois dias para a apresentação, ela deveria estar radiante, feliz. Era assim quando nos dançávamos. O que podia estar errado. A segui até uma parte afastada, ela foi para os fundos da This’s Art.
Quando a encontrei sentada no chão com as penas balançando, os cabelos bagunçados, o olhar perdido, o rosto vermelho, triste. Eu jamais poderia associar aquela figura com a minha doce parceira de dança de uns anos atrás.
— Matsuri.. – chamei calmo.
Ela se virou devagar, tinha um cigarro nas mãos e isso me surpreendeu.
“Desde quando ela fuma?” – pensei aflito, perplexo.
— Naruto-nii.. – disse com um sorriso triste. — O que faz aqui? – disse um tanto surpresa.
— Vi você descendo as escadas chorando, então a segui para saber se estava bem.. – respondi e fui me sentar ao seu lado. Ela apenas me fitava de modo vazio.
— Entendo.. – disse.
— Está tudo bem com você Matsuri, parece diferente.. – disse conclusivo. — Aconteceu algo, você quer conversar, desabafar? – perguntei.
— Naruto-nii.. E-eu.. e-eu amo Gaara-baka.. – disse deixando que as lágrimas contidas em seus olhos intensos se libertassem, molhando seu rosto, seu rosto era uma mistura de dor e alento. Ela se jogou em meus braços deixando o cigarro cair no chão e se apagar. Seus soluços foram se tornando audíveis, e sentia minha blusa se encharcar com suas lágrimas salgadas.
Ouvi passos se aproximando e fitei a entrada do lugar, ela chorava tão intensamente, que nem se deu conta da nova presença, o ruivo causador do seu choro nos fitou um pouco raivoso, enciumado, triste. A magoa em seu olhar verde era tangível, ele tinha o mesmo olhar perdido que Matsuri, só que acompanhado deste estava uma dor incalculável.
Depois de me ver com ela, Gaara apenas nos deu as costas e saiu, um olhar desolado inundou sua essência vivaz e imprudente, o rapaz “revoltado” deu lugar a revolta. Ele a estava machucando e logicamente não sabia o que fazer para mudar isso.
— Vai ficar tudo bem Suri-chan.. eu prometo. – disse lhe consolador.
— E-ele é tão idiota.. Gaara no baka.. – dizia revoltada com o rapaz. — Por que eu tinha que gostar dele.. – lamentava.
Eu ouvi suas queixas, aconselhei no que podia, eu não sabia bem o que fazer. O problema não era ela e sim Gaara aceitar que também a queria da mesma forma. O ruivo era mesmo cabeça dura, não tinha como negar. Gaara era o tipo de homem que não entendia os próprios sentimentos.
Isso me fez pensar em Hinata.
Ela ainda tinha um segredo, um passado que eu não conhecia. Uma historia que não me foi contada, mais eu lhe daria tempo, ela já estava melhorando, não queria força-la ou apressar as coisas entre-nos.
HINATA POV’S
Eu estava pronta para sair para a faculdade quando Hanabi entrou no meu quarto, seu olhar era um tanto serio preocupado e um pouco divertido de certa forma.
— Diga Nabi? – disse incentivando-a a falar.
— Você e o loirinho estão mesmo Namorando? – perguntou.
— Sim. – respondi e virei para fita-la melhor.
Hanabi mordia os lábios inferiores, tinha as sobrancelhas franzidas e um ar de descontentamento que não combinava nada com o ser mais extravagante do clã Hyuuga.
Fui até onde a pequena estava, sentando-me com ela envolvendo-a pelos ombros. Hanabi encostou a cabeça dela no meu e soltou um suspiro fraco e frustrado.
— O que preocupa você Nabi-chan? – indaguei.
— Você já contou a ele? – disse sem rodeios.
Eu me sobressaltei levando num pulo. Não era como se eu não soubesse que tinha que falar, mais ainda era tão cedo, eu o conhecia tão pouco e nós mal estávamos juntos. Eu não queria estragar tudo com o meu passado sujo.
Balancei a cabeça em negativa e ela respirou puxando o ar de forma grosseira para os pulmões.
— Você tem que falar pra ele Hinata. Não seja tão medrosa. Já era hora de você abandonar esses medos. – disse.
Eu previa mais um sermão, mais dessa vez esperava não levar um tapa como na ultima.
— Eu sei.. mais ainda é cedo, eu quero conhece-lo, saber quem ele é pra ter certeza que vale apena me expor assim. Eu não quero feri-lo desnecessariamente se ele não for capaz de suportar as minhas verdades. Não sei se ele me escolheria depois de saber. – falei triste.
— Tem que ariscar. Você sabe.. ele já deu grandes provas de amor.. – disse com um sorriso confortador.
Eu mantinha os braços cruzados e um leve bico nos lábios. Ela me olhava piedosa, fraterna e com um sorriso meigo.
“Céus o que podia estar errado comigo?” – pensei.
Depois disso eu desci, perdi completamente a vontade de ir para aula naquela manha. Iria a tarde se tivesse vontade novamente.
Joguei-me na sala enfrente a TV, passeava pelos canais quando senti um corpo se juntar a mim no espaço vago a minha direita. O perfume cítrico e adocicado denunciava meu otou-san.
— Não vai à aula? – perguntou, fingindo desinteresse.
— Iie.. perdi a vontade. – disse ainda fitando tediosamente os canais a procura de algo que me distraísse.
— E como vai seu namoro? – disse assim de repente. Eu quase engasguei com nada. Como ele sabia? – foi à primeira coisa que pensei.
Ele definitivamente tinha a minha atenção agora. Virei para ele meio sem graça. Meu rosto devia estar uma pimentinha de tão vermelho, seu olhar pra mim era cálido, ele sorria de mim e não pra mim. Era engraçado vê-lo daquela forma tão pai. Ele nem sempre foi assim.
— Hanabi me contou e Neji confirmou, só esperava saber quando você iria me falar. – disse um pouco desapontado.
— E-eu.. be-b-bem.. não fazia ideia de c-como falar.. sobre i-is-so.. – gaguejei. — Otou-san.. eu não saberia nem por onde começar. – disse baixando a face.
— Ele é um bom rapaz, faz você parecer mais com aquela menina doce e ingênua, gentil e cuidadosa que eu era acostumado a ver quando criança. Eu gosto dele e aprovo isso, mais seja sincera com você e com ele Hinata. Ele merece. – disse colocando sua mão sobre a minha em um gesto carinhoso. — Eu amo você filha, e sei que vai fazer as escolhas certas. – incentivou-me.
Concordei com um balançar de cabeça e passamos o resto da manha vendo filmes e rindo juntos, como pai e filha. Foi uma ótima manha.
DOIS DIAS DEPOIS..
~ Matsuri POV’S
Era enfim o grande dia da nossa apresentação seria a primeira que faríamos a um publico que não se resumiria aos nossos colegas de Instituto. Eu estava nervosa. Mas acima de tudo triste, eu não havia esquecido a briga com Gaara, e não ensaiamos muito nesses últimos dois dias por isso.
Era de manha, o sol mal havia se mostrado, eu estava um pilha de nervos, e me mexia de um lado para o outro da cama. Quando achei que já não suportava mais ficar ali me pus de pé e caminhei para o banheiro, joguei as minhas roupas no chão, entrei e liguei a agua no frio, meu corpo estava quente, eu precisava ficar calma. Lavei os cabelos, deixei que a agua levasse de mim aqueles sentimentos confusos.
Quando sai sem a toalha levei um choque ao ver Gaara na minha cama deitado lendo tediosamente um de meus livros de cabeceira.
Seu olhar encontrou com o meu, e, pois a me analisar de cima abaixo. Eu me sentia nua, pois eu realmente o estava mais não iria correr como uma menininha assustada, aquela fase passou. Fiquei e esperei que ele terminasse de me avaliar com aquele olhar devorador.
— Muito bonita ainda mais do que vestida. – disse se levantando da cama.
— Bom, não importa muito o que você acha.. – falei.
Ela vinha na minha direção e fiz questão se me desviar dele indo para o meu guarda roupa. Abri uma das postar pronta pra puxar a primeira peça de roupa a minha frente quando ele colocou seu corpo no meu me envolvendo.
“O que diabos deu nele agora?” – pensei.
— Me solta. – disse.
Ele tremeu atrás de mim e senti que afrouxou o aperto mais logo depois voltou a me prender ainda mais forte que antes em junção a seu corpo.
— O que deu em você Gaara? – disse tentando me soltar.
Eu já estava inquieta, e desconfortável. Sem me responder ele me virou pra ele colando nossos lábios em seguida. Admito que fiquei surpresa, e não consegui reagir, mais assim que me dei conta do que acontecia eu o mordi, ele grunhiu de dor e praguejou algo que não entendi. Soltou e levou as mãos aos lábios que sangravam.
Quase me arrependi, eu havia exagerado um pouco mais ele mereceu.
— Por que fez isso? – perguntou. Seu olhar era o mesmo, sua voz, seu jeito.
Ele nunca iria mudar, eu já devia ter aprendido e perdido as esperanças. Uma menina “apaixonada” como eu jamais serviria para esse papel.
— O QUE DEVERIA TER FEITO ANTES. – disse gritando. — O que você pensa que eu sou? Que pode vir aqui e me agarrar quando quer.. que pode ir e vir que vou estar te esperando? – perguntei mais calma, mais meu tom de voz ainda era rude. — Você não entende. Nunca vai entender. Então saia. – disse.
— Esta me expulsando? – disse incrédulo.
— Sim. Foi o que ouviu não foi. Então saia Gaara, por favor. – repeti.
Ele fez menção de sair andando para a porta do quarto, eu coloquei minha calcinha e um sutiã enquanto ele fazia o trajeto. Eu estava tentado ser forte por mim mesma, eu não iria sucumbir de novo aos desejos e deixar me entregar novamente para vê-lo sair pela manha sem dizer nada. Não, de novo não. Estava cansada de cometer os mesmos erros.
— Você não pode me expulsar. – disse a voz rouca e firme atrás de mim me prensando novamente em seu corpo.
“DROGA! O que ele pensa que esta fazendo? Desgraçado”. – pensei.
— Me solta Gaara. Eu já disse pra você ir embora. – falei.
— Você prefere Naruto não é.. sempre preferiu ficar com ele.. quando chorava era pra ele que você corria em busca de consolo.. quando brigávamos você ia chorar para ele as suas magoas.. quando brigava com seus pais.. você ia se alegrar com ele. Você nunca me procurou. – disse, sua voz era embargada, sua voz era arrastada, e sentia um leve cheiro de álcool.
— Você andou bebendo Gaara? – perguntei ignorando suas palavras.
— Um pouco.. – afirmou. — Mas NÃO IMPORTA.. – disse mais alto. — Você nunca me quer. – disse me apertando mais forte me sue abraço desesperando e me sufocando.
— Eu não quis você? Eu não te procurei.. – disse sarcástica. — Como você é patético, você sempre foi a primeira pessoa pra quem eu corri mais você nunca tinha tempo, eu sempre estava com uma garota diferente, eu não ia sentar e esperar você me notar ou se importar comigo Gaara. A culpa foi sua se eu sempre me refugiei em Naruto. – acusei sem dó.
— Suri.. – disse.
— Você não tem mais o direito de me chamar assim. Me solta Gaara, vai embora. – pedi baixando a cabeça.
“Como eu queria abraça-lo, como eu queria que ele me visse, que ele me amasse. Mas era tarde demais para isso agora. Eu estava gravida. Gravida de um filho dele”. – pensei triste. Ele jamais iria saber.
A contra gosto ele foi afrouxando os braços ao meu redor, cedendo e enfim me deixando livre. Eu não virei, não podia deixar que ele visse o quanto ainda me afetava, eu sentia s lágrimas querendo transbordar em meus olhos, e virei o rosto para o lado. Vi pelo reflexo do espelho que ele limpava o rosto, esfregando os olhos úmidos, senti meu coração se quebrar, mais não podia voltar atrás agora. Respirei fundo e fiz que não vi. Apenas ouvi a porta batendo e soube que ele foi embora.
“Fraco demais para Lutar por mim, para me amar”. – pensei com um sorriso triste nos lábios.
Quando era tarde, por volta de umas duas horas eu recebi uma ligação de Temari, a irmã de Gaara.
Conversa on..
— Moshi.. Moshi.. – disse ao atender.
— Matsuri, sou eu Temari. – disse ela do outro lado da linha.
— Hai, Temari-san.. o que deseja? – perguntei imparcial.
— Gaara chegou meio mal em casa, passou a noite fora e não para de chamar você. Estou preocupada com ele. Nunca o vi assim, você poderia vir vê-lo? – pediu
Meu coração se apertou ao ouvir aquilo, se eu negasse ela saberia que tinha algo errado, eu não seria capaz de mentir para Temari, erramos amigas. Kuso! Em que merda em fui me meter. – pensei revoltada.
— Hai, já vou, não demoro. – disse.
— Arigatou Mat-chan. – disse.
Conversa off..
Desligamos e fui me arrumar. Uma hora depois eu estava lá na porta do quarto de Gaara o observando se mexer desconfortável na cama enquanto me chamava como um bêbado e se debatia. Entrei hesitante, e me coloquei ao seu lado. Sentei na cama e ele parou de se mexer. Parou de me chamar.
— Como você é baka, Gaara-kun. – disse em tom baixo.
Acariciei os cabelos vermelhos sentindo a macieis dos fios rebeldes e senti suas mãos me envolverem pela cintura.
— Matsuri.. – sussurrou dormindo. — Aishiteru Suri-chan.. fique aqui.. não vai. – dizia em delírio. Sua cabeça estava quente. Ele queimava em febre.
— Eu não vou. – ele parou de se mexer. Sorriu, como se entendesse oque eu dizia.
Nesse momento Temari entrou com Kankuro, ela sorria, provavelmente ouvi o que eu disse Kankuro também, ambos me tratavam como uma irmã.
— Que bom que veio, pelo que Gaara falou tive medo que não aparecesse. – falou Temari.
— Ele.. e-ele disse.. – eu gaguejei tremula.
Ela sorriu cumplice.
— Chegou gritando pra Deus e o mundo que você o colocou pra fora.. e disse que você não se importava com ele. Que o acusou de não ligar pra você. Estava furioso, quebrou parte da casa. – falou Kankuro.
Eu fiquei envergonhada. Quer dizer, não pensei que o tão calmo e controlado Sabaku no Gaara faria uma cena como essa.
— Estou orgulhosa de você. – disse Tema-chan.
— Ele só esta com ciúmes. – disse Kankuro. — Viu você com Naruto há uns dias, e desde então saiu pra beber todas as noites depois do trabalho. – confidenciou. — Sinto muito por isso Mat-chan, você merecia mais. – falou. eles ficaram conversando comigo enquanto observávamos Gaara dormi.
Passaram algumas horas, eles sempre eram agradáveis e gentis comigo. Temari sempre soube dos meus sentimentos por Gaara e Kankuro nunca os aprovou, por saber do jeito do irmão.
Quando era por volta das seis, eu decidi ir embora.
— Eu tenho que ir, não sei se ainda vamos nos apresentar com ele nesse estado, mais é bom eu ir, para garantir algo. – falei me levantando.
— Entendemos. – disse Kankuro. — Volte sempre que quiser. – completou me abraçando.
— Sem duvida, você é dá família. – disse Temari.
Eu sorri amarelo, não era bem verdade. Mas como ela reagiria ao saber que o baka do Gaara me engravidou? – pensei. Provável que ela o matasse. – ri so meu pensamento.
Às oito horas eu estava pronta e me encontrava no Instituto, o This’s Art estava lotado, e eu me perguntava mentalmente se Gaara iria aparecer.
— Mat-senpai.. – ouvi um voz conhecida. Hinata e Naruto-nii estavam juntos de mãos dadas sorrindo e me fitavam com expressos confortantes.
— Fazem um lindo casal realmente. – disse sorrindo. Vendo a Hyuuga corar em um rubor leve, dando lhe um ar de bonequinha. — Fico feliz por vocês. – acrescentei.
— E você, como esta? – perguntou Naruto-nii. Eu lhe sorri, mais foi um sorriso triste ele soube.
— Vou indo. – disse, não iria mentir assim tão descaradamente. Acariciei meu ventre, aquela vida dentro de mim, seria minha força para continuar longe de tudo, de todos e principalmente de Gaara.
O olhar de Hinata de arregalou como se ele pudesse ver dentro da minha barriga. Eu sorri sem graça. Naruto-nii pareceu não entender.
— Você.. você.. está.. você? – disse Hinata-chan nervosa.
— Hai. – afirmei com um sorriso radiante dessa vez.
— Gaara. – ela disse como se um tapa a tivesse acertado.
— Hai, mais ele não sabe. – falei fitando o chão agora. — E nem deve. – disse a fitando seriamente.
— Do que estão falando? – perguntou Naruto-nii.
— Iie.. nada Naruto-nii.. – disse. Mas não foi convincente. Ele me segurou firme pelo braço e fitou Hinata, que o olhou culpada.
— Ela esta gravida. – disse ela em um sussurro baixo, só nos três fomos capazes de ouvir e Naruto tomou uma expressão de susto.
— Você não disse a ele? – perguntou irritado.
— Ele não merece saber. – falei emburrado como uma criança. — Eu proíbo você de contar. Isso não lhe diz respeito, é assunto meu. – falei.
— Está sendo infantil. Não pode puni-lo escondendo o filho. – falou, nossos tons de vozes eram baixos. Não era algo pra se expor assim pra toda This’s Art em peso.
— Isso é problema meu. – disse dando fim a conversa.
~ Anarchy Stocking POV’S
Para Matsuri, Hinata e Naruto era um assunto resolvido, mas havia alguém observando de longe e mesmo sem saber do que se tratava o assunto ele sentia que devia tomar conhecimento, que era algo importante.
Gaara atrasado mais estava lá, não podia desapontar Matsuri de novo, esse era o pensamento que movia o ruivo. Vendo a cena de Matsuri agarrada ao loiro fez seu sangue ferver, ele a queria só pra si, não suportaria que outra pessoa a tocasse. E com esse pensamento egoísta se deu conta de que realmente não saberia viver sem ela.
GAARA POV’S
Eu não suportava vê-lo perto dela, eu não admitia que ela conseguisse sorrir pra ele tão abertamente e pra mim não, não conseguia suportar a ideia simples de perdê-la, de deixa-la sair da minha vida. Eu fui burro, idiota, grosso.. mais eu faria tudo pra tê-la comigo.
Poucos minutos depois Kakashi foi falar com ela, como falou comigo quando cheguei, entraríamos de lados opostos do palco. Ele a levou pra se arrumar e eu fui pra o camarim do outro lado.
— Então, o que vai fazer? – disse Temari assim que entrei.
— Nada. – falei.
Ela riu sem humor, seu olhar era severo e sarcástico. Ao lado dela Shikamaru me olhava com tedio, e mesmo o seu olhar morto era repreensivo.
Kuso! Por que eu era o vilão? – pensei. Mas eu não precisava ser um gênio pra chegar à conclusão obvia. – disse a mim mesmo.
— Você mente. – disse ela. — Kankuro está vindo pra cá, já deve estar perto. – falou, me informando.
— Por que isso é importante? – perguntei.
— Ele esta trazendo o anel da mamãe. Faça a coisa certa, você a ama. admita pra si mesmo e pra ela. – falou se desencostando da parede e segurando a mão de Shikamaru.
— Gaara, ela não vai esperar a vida toda. Você teve provas disso hoje. – disse meu “cunhado”. — Não seja estupido. – falou com aquele tom de voz desinteressado.
Os dois saíram me deixando absorto em pensamentos. Eu havia pedido a anel sim, mais não para um pedido de casamento e sim para um compromisso, mais eu realmente não sabia como fazer, nem por onde começar.
Fazer a coisa certa? – pensei.
Bateram na porta. Eu me fitei no espelho, estava péssimo. Fui abrir e assim que girei a maçaneta a porta veio acertando a minha cara.
— Ahh.. desculpe Gaara, não sabia que você estava ai. – disse Kankuro coçando à nunca.
— Entra logo. – disse ríspido.
— Sempre de mal humor. Matsuri é mesmo uma santa. – falou debochado. Eu tinha vontade de soca-lo. — Trouxe o anel. Vai pedi-la em casamento, é? – indagou.
Eu gelei. Eu não sabia, só achei que lhe dando algo que significasse tanto ela perceberia que era importante pra mim.
— Então? – insistiu ele.
— Não sei. – falei e logo em seguida a voz de Kakashi pode ser ouvida.
— Está na hora Gaara. – avisou colocando só parte do rosto para dentro do camarim e depois saiu.
— É seu momento, resolva as coisas com ela, e não a deixe escapar. Ela é uma boa garota. Não a perca irmãozinho. – disse e saiu assim como Temari.
Que droga estava acontecendo com eles, sabiam de algo que eu não sabia? Por que me diziam aquelas coisas. Argh.. eu estava enlouquecendo.
Sai e me coloquei em minha marcação e quando ela entrou do outro lado no palco a musica começou.
A voz máscula de Kakashi começou a introdução, do que seria uma encenação através da dança. Ela se movia com delicadeza, leveza e seu corpo parecia flutuar.
— O casal do vento.. e vendo o vento sul.. o mais gentil de todos.. e sobrou sobre a terra..
Ela se movia, fazendo piruetas, deslizando seu corpo, cruzando as pernas, abrindo as.. fazendo abertura, salto no ar e todos os movimentos com exatidão.
Ela passou mal, caindo no palco.
Tudo em seguida passou em câmera lenta diante dos meus olhos. As pessoas se assustando, as vozes em alto som, Naruto e Hinata correndo e a colocando no colo.
Está errado. Está errado. Está errado. – gritava algo em minha mente.
Fui até ele e tomei a de seus braços.
— Eu cuido dela. – vociferei.
— Não cuida nem de si mesmo, vai cuidar dela. Já lhe fez muito mal. – disse Naruto.
— Ela não é nada sua. – acusei.
— Até onde eu saiba nem sua. Você nunca quis que fosse. – disse e essa doeu. Ele a tirou de mim e a levou. Temari me ajudou a ir para o hospital, fomos no carro dela.
O que estava acontecendo?
Por Kami-sama que ela fique bem. – era o meu desejo.
Notas finais
Beijos ^^
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