Notas iniciais
Ei, galera!
Como ta?
Espero que gostem.

Fiquei seguindo Isabella com os olhos durante os vinte minutos seguintes, ela andava de um lado para o outro anotando pedidos e carregando bandejas. Ela nunca perdia a elegância e delicadeza enquanto atendia aos clientes, mesmo quando não era bem tratada em retornou. Eu serrava os punhos toda vez que algum empresário de merda a olhava com malicia ou olhava sua bunda quando ela se virava. Ou alguma dondoca a tratava com desprezo por se achar superior ou por perceber o marido secando Isabella.

Passei vinte minutos me controlando para não pegar Isabella no colo e sair correndo dali, levá-la para um lugar seguro onde eu pudesse protegê-la de tudo e todos. Só não fiz isso por que fique surpreso demais com meus recém descobertos instintos protetores.

– Vamos? – Isabella finalmente foi liberada e estava lida na minha frente, com um vestido de verão florido, um casaco de meia cinza e um tipo de boina caída para o lado cinza. Ela parecia tão jovem e delicada. Mas estava linda. Sua aparência fez com que eu me perguntasse quantos anos ela tinha, menor de idade ela não era. Senão não estaria empregada, mas ainda tinha certeza que ela era bem mais nova que eu. Fiz uma nota mental para perguntar sua idade mais tarde.

– Claro. – Saímos e paramos na frente para esperar meu carro. – E então? Qual é minha surpresa?

Ela riu.

– Quer dizer que você só aceitou sair comigo pela surpresa?

– É, claro! Qual outro motivo eu teria? – Brinquei.

– Você é um interesseiro! – Ela riu, sua risada era tão linda! Tão preciosa. A encarei olhando dentro daqueles profundo e doces olhos azuis escuros. E me vi perdido em suas profundezas...

– Aham! – Um pigarro envergonhado me tirou do transe. – Sua chave, senhor.

Envergonhado peguei a chave e deu uma boa gorjeta ao manobrista. Mas o que deu em mim? Ficar secando Isabella tão abertamente! E se ela me achasse um louco e fugisse?

Temeroso a olhei discretamente quando nos acomodamos no carro. Suas bochechas delicadas estavam coradas e ela encarava suas próprias mãos. Merda! Eu a assustei!

Um silêncio estranho pairou entre nós me fazendo ficar mais furioso comigo mesmo.

– Então... – Bella falou sem jeito provavelmente tentando quebrar a tensão do ambiente. – Você tem um belo carro.

– Obrigado. Mas então? Aonde vamos?

Seus olhos brilharam e agradecidamente percebi que disse a coisa certa para voltarmos ao nosso normal.

– Hunhun! É uma surpresa! Pega a interestadual, depois 101 e vira na 101-2. Ok?

Assenti curioso. Conhecia bem as redondezas e não sabia onde daria o caminho que Isabella indicou pelo que eu sabia a 101-2 terminava perto do mar. Será que essa era a surpresa? O mar?

Fazia um bom tempo desde a última vez que eu vi o mar... Acho que eu tinha uns treze anos a ultima vez que fui à praia. Fiquei estupidamente feliz e orgulhoso. Feliz por que percebi que realmente ia gostar de ir à praia e orgulhoso Poe que descobri a tal “surpresa”. Sorri satisfeito, mas meu sorriso desapareceu tão rápido como veio quando percebi que Isabella estava muito animada com a tal surpresa, ela ia fica decepcionada se soubesse que eu descobri. Droga! Não queria que ela ficasse triste. Faria cara de surpreso! Isso mesmo!

Satisfeito com minha solução segui em direção a tal surpresa, que já não era mais tão surpresa assim.

Depois de uns vinte minutos Isabella mandou que eu estacionasse. Olhei ao redor confuso, estávamos ao lado de uma montanha. Estávamos perto do mar, mas ainda não perto o suficiente.

– Onde estamos?

Ela deu uma risadinha marota e me olhou satisfeita.

– Nana nina não! É uma surpresa, Ed! Agora vamos sair e você vai trancar o carro.

Fiz o que ela pediu intrigado, estávamos no meio do nada.

– Tudo bem, e agora?

– Bom, vire-se. – Me virei, de repente senti Isabella as minhas costas e depois suas mãos em meus olhos.

– O que esta fazendo?

– Calma, só não quero que você veja antes do tempo.

Ela me guiou por u terreno cheio de pedregulhos e eu topava em alguma coisa a cada dois ou três passo. Eu estava impacientemente curioso, de repente havia uns ruídos ao meu redor. Pareciam risadas de crianças, umas musiquinhas, pessoas conversando, será que estávamos na praia afinal? Isabella me parou.

– Para! Aqui, isso! – Disse ela animada. – Pronto?

– Sim, pronto e curioso.

Suas mãos escorregaram por meu por meu rosto e pescoço me fazendo arrepiar, seu toque me distraiu. Mas arregalei os olhos ao me dar conta de onde estávamos. Eu não podia acreditar! Ela realmente conseguiu me surpreender, eu já devia esperar alguma coisa assim dela.

Sorrindo balancei a cabeça.

– Um parque de diversões? – Perguntei com desdém.

– É. – Colocou as mãos na cintura irritada. – Qual seu preconceito com parques de diversões?

Eu ri.

– Nenhum. É só que eu já passei da idade de brincar em parques de diversões.

Ela me olhou chocada, depois revirou os olhos.

– Tudo bem Sr. Ancião. – Pegou meu braço e começou a me levar em direção à entrada do parque. – Me dá dinheiro Cullen.

Ela me estendeu a mão e eu a encarei com uma sobrancelha arqueada. Eu quis rir, ela planejou me trazer ate aqui e não trouxe dinheiro para as entradas?

– Quanto? – Perguntei inconformado. Peguei a carteira e a abri, do nada Isabela meteu a mão e tirou uma nota de cem. – Ei! Pra que tudo isso?

Ela sorriu e deu de ombros.

– É para as entradas.

– Que entradas caras. – Murmurei indignado.

Isabella só riu e foi ate o caixa. Ela falou alguma coisa e depois com duas fitas de tickets enormes.

– Você comprou cem dólares de tickets? – Perguntei incrédulo.

– É, claro! Agora vamos!

Isabella me puxou em direção aos brinquedos mais radicais, nem tivemos que esperar muito nas filas por que era um dia de semana e no meio da tarde por isso o lugar ao estava muito cheio. O parque não era dos melhores, tudo parecia velho e enferrujado, mas mesmo assim o lugar tinha uma atmosfera de sonhos e familiar. Eu comecei emburrado, mas depois do primeiro brinquedo eu já gargalhava loucamente junto com Isabella. Nós brincamos, rimos, comemos e bebemos besteiras. E simplesmente nos divertimos. E por incrível que pareça nos gastamos todos os tickets e eu comprei mais cem dólares. Quando me dei conta já era noite, olhei Isabella ao meu lado comendo algodão doce. Ela parecia tão jovem e linda naquele momento.

A puxei em direção a um dos vários bancos, nos sentamos e ficamos em um silencio confortável.

– Me fale de você Isabella. – Disse a encarando.

Seu rosto se apagou um pouco, mas não totalmente. Ainda havia vestígios felicidade vivida a pouco, mas também havia a sombra de alguma coisa de um passado distante.

– Bom... – Ela começou hesitante. – Eu sou viciada em chocolate, trabalho em um restaurante e me chamo Isabella Marie.

A encarei com uma sobrancelha arqueada.

– Só isso?

– É que mais você quer saber? Pergunte-me e te responderei.

– Bom... Qual sua idade?

– 19.

– Onde você mora?

– Em pequeno apartamento no subúrbio.

– E lá não é muito perigoso? – Franzi o cenho.

– Mais ou menos, mas por enquanto é o que eu posso pagar.

– Por que você trabalha em um restaurante? Por que não foi para uma faculdade? Onde esta sua família? Quer dizer você tem alguma família? – De repente comecei a fazer milhares de perguntes, expressei duvidas que eu nem mesmo sabia que tinha.

Isabella se encolheu ao meu lado como um animal acuado, assim encolhida e indefesa e perecia mais frágil do que sua pele de boneca dava a impressão. A li na minha frente não estava a Isabella que eu conhecia, a garota atrevida que me enfrentou e invadiu meu apartamento. Na minha frente parecia haver uma menininha que desesperadamente precisava proteger.

– Eu nunca tive pais... – Ela sussurrou. – Eu só tinha minha irmã mais velha, ela morreu há quase três anos. E depois disso eu fiquei sozinha.

Chocado digeri aquela nova informação.


Minha pequena Isabella era uma sobrevivente.


Notas finais
Foi mal a demora galera.
É que como vocês não se importaram em comentar eu tambem não me importei em postar logo.
Tô seguindo o ritmo de vocês.
:] Rs...
Vejos vocês na proxima...