O Amor Acontece
5 The change in our lives
Notas iniciais
Há maioria das mulheres entre vinte e cinco e trinta anos têm em suas listas de objetivos um namorado que se torne um relacionamento sério e futuramente um casamento e filhos, e uma carreira profissional sólida. Ginny aos vinte e seis anos, definitivamente não era uma delas.
Ginny Weasley cresceu em um grande sítio da família aos arredores de Newham, um distrito há pouco mais de uma hora ao leste de Londres. Arthur Weasley, o pai da família com seu trabalho de jardineiro sustentou a esposa, Molly e os filhos, Ron e Ginny. Foi do seu pai que Ginny herdou a paixão pelas flores. Depois de terminar a faculdade e trabalhar anos como advogada, Ginny largou tudo e resolveu seguir a sua paixão e abriu junto com seu pai a floricultura.
–Amanhã trago as flores para o casamento. Arthur descarregou as últimas flores da camionete.
–Obrigada, pai. Tenho certeza que serão as flores mais lindas!
–Não tão lindas como as do meu casamento! Hermione chegou à floricultura interrompendo a conversa.
–Olá, querida! Arthur abraçou a nora. –As flores do seu casamento foram as mais lindas que já coli. Alguma notícia do Ron?
–Obrigada, Arthur. Apenas que ele não deverá voltar até o fim da próxima semana. Ela respondeu triste. –Estou me sentindo tão sozinha naquela casa, por isso vim buscar Ginny para me fazer companhia durante o final de semana.
–Um fim de semana das garotas! Ginny imitou uma adolescente animada. –Depois que Ron voltar, esqueça esses dois por algumas semanas... Terão que recuperar o tempo perdido.
–Ginny! Hermione disse envergonhada. –O que seu pai irá pensar de nós?
–Nada, querida. Ele riu se despedindo delas. –Eu já fui recém-casado e sei como é isso!
Hermione ajudou Ginny a fechar a floricultura. Antes de irem, Ginny implorou a cunhada que a deixasse tomar um longo banho, ultimamente apenas isso a relaxava e diminuía as tonturas e enjoos. No caminho pararam para pegar o jantar, comida italiana, pois Ginny estava com muita vontade de comer macarrão e na farmácia para comprar remédios contra enjoos.
Steven e Olivia presentearam a filha e o genro com uma casa em Greenwich, o mesmo bairro em que sempre moraram e que Hermione cresceu. A casa havia sido construída há pouco tempo por isso não foi necessário fazer grandes reformas, apenas pintar algumas paredes de acordo com o gosto dos novos moradores e mobília-la.
–Está bem diferente desde a última vez que estive aqui. Ginny comentou ao entrar na casa e ver que estava praticamente mobiliada.
–Agora temos sofá na sala, mesa na sala de jantar e no nosso quarto já têm cama e armários, não precisamos mais comer em pé ou dormir em um colchão no chão...
–De tudo a cama é o mais importante, não é? Ginny sorriu divertida.
–Ultimamente você anda tão bem-humorada, isso tem haver com a sua amizade com Harry? Hermione devolveu na mesma moeda, sabia que a amiga ficava sem jeito quando mencionava Harry.
–Não... Ginny tentou disfarçar tirando o jantar da sacola. –Onde você guarda os pratos?
–Aqui. Ela pegou os pratos no armário e os colocou no balcão, não era necessário arrumar a mesa apenas para as duas. –Vocês tem se falado com frequência, não é?
–Nos encontramos algumas vezes depois do seu casamento e agora que ele está no Japão, nos falamos via Skype ou mensagem.
–Huum... Hermione sorriu animada para a cunhada. –Isso parece um bom começo...
–Não coloque ideias absurdas na sua cabeça, não é o começo de nada. Ginny começou a se servir. –Se não se importa, podemos jantar? Estou morrendo de fome!
Hermione não tocou mais no assunto, as amigas aproveitaram para conversar sobre o cotidiano e coisas de mulheres.
–Acho que comi demais. Ginny largou os talheres no prato.
–Posso dizer que você comeu igual o seu irmão. Hermione disse se divertindo. –Você está bem?
–Não! Ela não aguentou e correu até o banheiro, colocando todo o jantar para fora.
–Você realmente não está bem. A cunhada a encarou debruçada sob o vaso sanitário. -Quer tomar um banho para ver se melhora?
–Não, já passou. Ginny levantou-se lentamente e lavou a boca. –Começou há um mês, mas nas últimas semanas ficaram mais constantes...
–Como constante? Hermione começava a ficar preocupada. –Você está há quase dois meses passando mal e não procurou descobrir o que tem?
–Ando tão cansada e as coisas estão apuradas na floricultura que apenas tomei esse remédio para enjoos e esperei que fosse passar...
–Você está cansada, apetite fora do normal e enjoo... Uma colega do trabalho estava com esses sintomas e descobriu que estava grávida. Hermione pensou por um momento na possibilidade e perguntou. –Você está grávida?
–Não posso estar grávida! Ginny riu nervosamente até lembrar-se do que ela e Harry fizeram.
–Pela sua cara isso pode ser verdade.
Hermione foi até a farmácia mais próxima e comprou vários testes de gravidez junto com uma enorme garrafa de água. O banheiro da suíte do casal foi tomado por várias embalagens de testes de gravidez, Ginny se revessava tomando água e fazendo os testes.
–Até agora qual é o resultado? Ela perguntou apreensiva sentada no vaso.
–Dez carinhas felizes, quatro com dois traços e um escrito “grávida”. Hermione analisou todos os testes já feitos. –Tem apenas mais um, quer tentar?
–Não acho que seja necessário. Ela respondeu atordoada após lavar as mãos.
–Eu acho que vou tentar. Hermione disse interessada e sob o olhar desconfiado da cunhada, completou. –Não, eu não estou grávida! Apenas vou te ajudar, assim teremos certeza!
Ginny saiu do banheiro e deitou-se na cama do irmão e da cunhada. Isso não pode estar acontecendo, era tudo que conseguia pensar.
–Esses testes estão errados! Hermione saiu correndo do banheiro apavorada. –Isso está me dizendo que estou grávida!
–Você deve ter pego um dos meus. Ginny disse deixando seus pensamentos de lado.
–Certo, ainda bem! Ela respondeu aliviada, até olhar para a cara de assustada da cunhada. –Desculpe, Ginny. Eu não quis dizer isso...
–Eu sei, obrigada pela ajuda... Ginny parou de falar ao escutar o seu celular tocando.
–Quem é? Hermione deitou-se ao lado dela e olhou a tela do celular, sorriu ao ver quem estava mandando uma mensagem. –Assumo que é o mais novo pai! Certo? Ginny... Harry é o pai do seu bebê, não é?
–Claro que é! Você me conhece, Hermione. Ela respondeu adicionando mais um novo problema a lista que criara desde que viu o resultado, contar ao Harry que estava grávida. –E foram apenas duas vezes, como pode ter acontecido?
–Duas vezes, puxa... Isso eu não sabia! Você só me contou sobre aquela noite no pub...
–Eu sei, mas também teve uma vez na festa do seu casamento. Hermione vez uma careta e Ginny achou melhor encurtar os detalhes. –O que eu faço?
Hermione apertou “responder” e entregou o celular a cunhada, dizendo. –Eu conheço Harry minha vida inteira e sei que ele não é do tipo de homem que foge das suas responsabilidades.
Hermione deixou que eles se falassem com um pouco de privacidade e foi até a cozinha preparar um chá. Quando voltou encontrou Ginny olhando fixamente para o celular e muito mais nervosa que antes.
–O que foi?
–Harry acabou de chegar a Londres e quer me ver...
–Isso é ótimo! Hermione a interrompeu, sentando-se ao seu lado. –Vocês precisam conversar.
–Eu sei, mas combinei de passar o fim de semana com você e não sei se estou pronta para contar. Ele acabou de chegar e eu já vou dizer algo que irá mudar completamente a vida dele. “Ei, Harry, muito cansado da viagem? Tenho uma coisa para te contar, estou grávida! Legal né? Agora pode continuar a me contar da viagem.”
–Você sempre consegue fazer piada independente da situação? Hermione brincou tentando anima-la. –Vai dar tudo certo e eu vou ficar bem.
Ginny assentiu e respondeu “Estou indo para casa, leve as cervejas”. Agora que estava grávida não poderia beber, mas Harry com certeza após saber da notícia iria querer beber.
Quarenta minutos depois, Harry estava sentado em sua mala em frente à floricultura. Ginny saiu da casa de Hermione e pegou um taxi, chegaria mais rápido e se pegasse o metrô era provável que de tão perdida que estava nas suas preocupações acabaria na estação errada.
–Ei, sumido! Ela disse assim que o viu na calçada sentado em cima da mala. –Desculpe a demora, Hermione me levou para a casa dela e nós...
Harry levantou alegre assim que escutou a voz dela. Foi até Ginny e a beijou demoradamente.
–Sem problemas. Ele disse com um grande sorriso estampado no rosto, após se separarem. –Gostou da surpresa?
–O que? Ginny ficou ainda mais confusa. Primeiro descobre que está grávida, depois Harry volta e a cumprimenta com um longo beijo.
–Eu voltei e tudo que eu pensava era que precisava te ver. Harry colocou a mão no ombro dela e a acompanhou para dentro da floricultura. –Você está bem?
–Hã, estou bem. Ela disse forçando um sorriso. –Como foi a viagem?
Harry jogou a mala em qualquer canto, abriu uma cerveja, deitou-se na cama dela e começou a contar sobre a viagem. Contou sobre o trabalho e estava feliz por não morar mais lá, também comentou que ele e Cho se encontraram.
–E como foi? Ginny perguntou, suas chances de revelar a gravidez realmente caíram quando escutou o nome da ex-namorada e quase noiva dele.
–Foi estranho. Harry procurava as palavras certas para se expressar. –Acho que colocamos um fim no relacionamento...
–Acho? Ela não entendeu. –Ou você está com ela ou não!
–Eu sei, mas o modo como tudo aconteceu e... Ele parou de falar e a olhou, sorrindo. –Ficou com ciúmes?
–Não! Ginny respondeu rapidamente ficando de pé em frente a ele. –Porque eu ficaria com ciúmes? Afinal nós nos conhecemos em um pub ficamos tão bêbados que fomos para a cama sem nem saber o que estávamos fazendo, depois nos encontramos no casamento do meu irmão e da sua melhor amiga, porque se não fosse isso cada um seguiria o seu caminho e não estaríamos hoje aqui! Então não, eu não fiquei com ciúmes!
–Nossa. Harry ficou surpreso. –Não sabia que era isso que eu significava para você.
–Desculpe, eu...
–Tudo bem. Ele foi até a sua mala e pegou o presente que havia comprado para ela. –Eu te considero uma pessoa especial na minha vida e me arrependo por não ter ligado para você depois daquela noite, mas quando nos encontramos no casamento eu soube que era uma segunda chance, de algum modo é para nós fazermos parte da vida um do outro. Harry entregou o presente. –E é por isso que eu trouxe esse presente para você, porque eu achei que era um modo de demonstrar o quanto senti sua falta.
Ginny abriu o presente e ficou admirando a linda boneca. Imediatamente lembrou-se do bebê que esperava e que se fosse uma menina, deixaria a boneca no seu quartinho. Sentiu-se envergonhada por dizer tudo aquilo a ele, estava nervosa e falou coisas desnecessárias, também sentia algo especial por ele.
–E então, gostou? Ele a trouxe para a realidade. –Foi o melhor que consegui achar no aeroporto...
–Obrigada. Ela o abraçou. –É muito bonita.
Harry buscou mais umas cervejas e eles ficaram deitados na cama apenas conversando. Ambos sentiram o cansaço chegar e dormiram abraçados.
Na manhã seguinte, Ginny acordou do mesmo jeito que dormiu noite passada, nos braços do Harry. Levantou antes que o despertador tocasse, não queria acorda-lo. Tomou um rápido banho, se arrumou e preparou umas torradas para o café da manhã.
–Aonde você vai? Harry perguntou sonolento ao vê-la arrumada.
–O casamento, lembra? Ela sentou-se na cama ao lado dele.
–Não... Ele empurrou a coberta para o lado e tentou levantar-se, mas Ginny não deixou. –Eu vou para casa.
–Pode continuar dormindo, eu não vou demorar muito. Depois precisamos conversar.
–Certo, pode deixar um bilhete explicando tudo isso? Harry deitou-se novamente e fechou os olhos. –Eu não lembro muito o início dessa conversa...
–Claro. Ela passou a mão pelos cabelos pretos dele. –Até depois.
Arthur já a esperava com a camionete carregada de flores. Por algumas horas, Ginny esqueceu tudo o que aconteceu na noite anterior e se concentrou em arrumar o salão para o casamento. Nem viu o tempo passar, até Arthur avisar que precisavam ir, logo a festa iria começar.
–Ficou lindo, filha.
–Obrigada, pai. Ela sorriu orgulhosa do trabalho que fizera. –Espero que os noivos gostem.
–Eles irão, filha. O que acha de ir passar o dia lá em casa? Sua mãe está cozinhando desde manhã cedo, parece que Hermione ligou avisando que Ron volta hoje. Ela não te falou nada?
–Eu saí muito cedo, Hermione ainda estava dormindo. Ginny inventou uma desculpa. –Hoje não vai dar, tenho umas coisas para fazer...
–Tudo bem. Ele a abraçou. –Aceita uma carona para casa?
–Claro!
Ginny se despediu do pai e entrou na floricultura, Adam já estava trabalhando e atendendo os clientes. Ela apenas o cumprimentou e disse que estaria no andar de cima se precisasse de alguma coisa. Agradeceu a si mesma por ter trancado a porta que dava acesso ao seu apartamento, assim seu funcionário não sabia que Harry dormia ali. Harry ainda dormia do mesmo jeito que ela lembrava quando saiu de casa.
–Bom dia! Ela deitou-se ao seu lado e começou a cutuca-lo com os dedos. –Já voltei!
–Voltou de onde? Ele perguntou pegando os óculos que estavam na mesinha de cabeceira.
–Você não se lembra de nada que eu te disse de manhã? Ele balançou a cabeça negando. –Certo, você realmente tem um sono muito pesado ou estava muito cansado.
–Provavelmente os dois. Harry riu. –Para a minha mãe, eu só volto no final da tarde... Quer fazer alguma coisa?
Ginny ficou surpresa com o convite e principalmente por apenas ela saber que ele havia voltado. Ela deixou isso visível, pois Harry a olhou sem entender esperando a resposta.
–Então, vamos sair?
–Claro, eu só... Ela sorriu, aceitando o convite. –Será um prazer passar o dia com você!
Antes, Harry pediu para tomar banho e fazer a barba, queria tirar a cara de cansaço da viagem. Foram almoçar em um charmoso restaurante no centro de Londres. Quanto mais conversavam, mais descobriam coisas novas sobre cada um. Harry revelou um lado brincalhão, menos fechado e sério. Ginny estava gostando de conhecer esse Harry e tinha medo de que quando contasse sobre a gravidez ele voltasse a ser aquele homem frio que conhecera no pub. Após o almoço, Harry sugeriu que fossem a um parque e aproveitassem os últimos dias do verão.
–O que acha de um sorvete? Ginny perguntou deitada ao lado dele na grama.
–Boa ideia. Ele sorriu se levantando. –Qual sabor que você quer?
–É por minha conta. Ela ignorou o protesto dele. –Qual sabor?
–Chocolate. Harry voltou a deitar na grama.
–Certo, já volto.
Ginny foi até um carrinho de sorvete que estava na entrada do parque. Pegou o sorvete de chocolate do Harry e o seu de morango. Quando voltou para o lugar onde Harry estava não o encontrou. Olhando ao redor a procura dele, escutou sua risada misturada com a de algumas crianças, foi até onde ele e os meninos estavam jogando bola.
–Achei você.
–Desculpe, mas eles precisavam de mais um para jogar! Harry respondeu concentrado na bola. –Se importa?
–De modo algum! Ela sorriu, sentou-se no banco e ficou os assistindo jogar e tomando o sorvete.
Vendo Harry ser tão carinhoso e cuidadoso com aqueles meninos, Ginny sentiu-se mais segura para contar. O tempo passou rápido e logo começou a escurecer, o futebol infelizmente teve que acabar. Os meninos agradeceram muito felizes por Harry ter jogado com eles.
–Olá! Harry sentou-se ao lado dela todo suado e recuperando o fôlego.
–Então, ganhou ou perdeu? Ela perguntou, pois boa parte do tempo ficou mais focada em seus pensamentos.
–Perdi. Ele admitiu fazendo um bico igual a uma criança emburrada, Ginny não aguentou e começou a rir. –Não tem graça!
–Você perdeu para duas crianças de seis anos! Ela limpou as lágrimas que escorriam de tanto que riu. –Desculpa, mas isso é engraçado!
–Ria, ria... Mas se quer saber, eu jogava no time da minha escola! Tenho até medalhas! Harry olhou a procura de algo. –Cadê o meu sorvete?
–Tudo bem, David Beckham! Ginny a olhou inocentemente. –Desculpa, eu comi. Estava derretendo, eu tive que fazer isso!
Ele passou as mãos no cabelo suado e limpou na roupa dela. — Isso foi por ter comido meu sorvete!
Por alguns minutos eles ficaram em silêncio, Harry ainda recuperava o fôlego e Ginny procurava a coragem necessária para contar a verdade.
–Você é bom com crianças... Ela começou. –Os garotos se divertiram bastante.
–É, o pai deles está viajando e eu fiquei com pena, pois eu sei como é isso... Ele sorriu um pouco triste. –Sou filho único e não tinha muitos amigos, apenas Hermione e Teddy, meu primo.
–Você já pensou em ter filhos?
–Apenas uma vez. Harry preferiu não continuar, ainda era difícil tocar nesse assunto. –Por que a pergunta?
–Aconteceu uma coisa e eu não sei como te contar. Ginny mexia nervosamente os pés e não conseguia olhar nos olhos dele. –Estou grávida.
Harry a olhou assustado, não acreditando no que ela acabara de falar. Várias coisas passavam pela sua cabeça, mas nada fazia sentido. Após vários minutos de total silêncio, ele finalmente falou.
–Tem certeza?
–Se Hermione não jogou fora, tenho mais de dez testes de gravidez com resultado positivo para te mostrar.
–Hermione sabe? Ele perguntou mais atordoado.
Ginny contou toda a história, desde os sintomas que ignorava há semanas até a noite anterior quando vez os testes na casa de Hermione e Ron.
–Eu vou entender se você quiser um tempo para pensar ou algo assim, mas saiba que foi um choque para mim também... Eu não planejava ir para cama bêbada com um cara mais bêbado que eu e acabar grávida.
–Ou uma bobeira em um quartinho durante a festa de casamento. Harry sorriu e pegou a mão dela, queria de algum modo demonstrar que entendia. –Eu sei.
E nesse momento, Harry soube que a sua vida acabara de mudar para sempre. Tudo que ele não queria ao sair do Japão era compromissos e agora tinha um compromisso com Ginny e o bebê. Ginny ficou aliviada por Harry deixar claro que a apoiaria, no fundo sabia que não poderia esperar nada diferente dele. Se essa loucura estava acontecendo, agradeceu por ter Harry ao seu lado.
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